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Eu tive uma professora primária que nos passava trabalhos para casa que eram um pavor. No dia seguinte esses trabalhos (não feitos ou mal feitos) correspondiam a um "arraial de reguadas". Em Castelo Branco, não chegávamos a entrar na escola, à chuva e muitas vezes à neve, em fila indiana, a professora à porta a ver os trabalhos um a um. Essa professora foi uma das três pessoas mais importantes da minha vida mas isso não evitou que eu, criança, na quarta classe, andasse fugido da escola por dois dias. Com medo!

Claro que hoje a questão não se coloca assim mas dá para ver como é difícil deixar velhos hábitos. Só uma luta muito grande de professores, pais, clínicos e alunos permitiu que hoje se discuta se os Trabalhos Para Casa (TPC) podem ou não ser prejudiciais. Pelo que vejo nos meus sobrinhos são exercícios leves mas se somarmos os exercícios leves de cada uma das disciplinas as crianças não falam com os pais e não têm tempo para brincar. E isto é numa casa onde a geração anterior (os pais ) são licenciados e a mãe é mesma directora numa faculdade pelo que podem, muito, ajudar os filhos e facilitar-lhes as dúvidas.

O que será aqui em baixo na casa da vizinha porteira onde pais e avós não passaram do obrigatório?

Se calhar a virtude estará a meio termo, os trabalhos de casa serem passados em dias muito específicos em matérias de mais difícil compreensão e ou importância.

Se me perguntarem eu sou pela brincadeira em casa com os pais e os irmãos.

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publicado às 11:00


4 comentários

De João Serra a 10.04.2012 às 13:34

Custa ver uma certa cultura de laxismo encapotada de "pobres das crianças". É o drama do nacionalporreirismo: alguém haverá de fazer, nem que seja mal e fora de prazo.
A posição de Luis Marinho resume tudo: "Se tiverem desde cedo uma cultura de esforço e de trabalho, mais preparados vão estar para enfrentar a realidade (...). As desigualdades no nível cultural e económico das famílias não acabam com o fim dos TPC e não vê razões para "embaraços". "O pai até pode nem saber ler nem escrever, mas sabe se o filho está no Facebook ou com um livro nas mãos".
Sustentar o contrário é porreiro... mas é o país que acabamos por ter e merecer ao defender o descanso adicional em vez do esforço do trabalho.

De Luis Moreira a 10.04.2012 às 14:29

Brincar na idade própria está longe de ser nacional porreirismo. Brincar pode ser uma actividade muito enriquecedora. E falar com os pais e com os irmãos. Mas se como digo os TPC forem a excepção e não a regra as crianças também percebem que " trabalho é trabalho, conhaque é conhaque...) :-))

De João Serra a 11.04.2012 às 11:27

Precisamente por "trabalho ser trabalho e conhaque ser conhaque" e a vida não ser de trabalho por exceção é que as crianças devem perceber desde cedo que sem esforço e trabalho não se consegue nada - ou consegue-se... o rendimento minimo. Obviamente, tem de haver espaço brincar, mas não me recordo de os meus filhos terem ficado sem brincar entre eles, comigo ou simplesmente na consola por causa de excesso de TPC's.

De Luis Moreira a 11.04.2012 às 11:47

Concordo que é uma questão de bom senso. Nem uma carga pesada nem facilitismo, algures no meio.

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