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O Dia da Mulher é aquele tipo de "dia" que me chateia porque só serve para perpetuar a desigualdade com que se diz que se pretende acabar.
Uma desigualdade que, de resto, têm sido essencialmente as mulheres a liquidar progressivamente. Da rua às trincheiras.
A sua existência é um sintoma da sobrevivência dos preconceitos machistas na sua versão mais “compassiva” e “cavalheirescamente protectora” da mulher.
Um tentáculo dos ridículos ideais arremânticos que a imprensa que veicula a ideologia dominante (não inocentemente designada como “côr de rosa”...) propala diariamente de forma irrestrita, dando-se ao luxo de incluir no seu reportório moralmente corrupto a piscadela de olho ao chamado “politicamente correcto” enquanto cumpre o dever cívico de “dinamizar o comércio e manter postos de trabalho”.
Não é o dia de florzinhas lamechas e pseudo-românticas, pretexto para reiteradas manifestações de mal disfarçado machismo e marialvismo.
A ser dia, todos os dias, é dia ou serão dias das sufragistas inglesas e dos seus “exageros”, tão soberbamente ridicularizados por tudo quanto era idiota com talento literário e pedigree aristocrático da época – nada de atirar pedras, é o mesmo que hoje.
É o dia das mulheres que lutaram na Resistência, das muçulmanas que lutaram pela independência da Argélia e das feministas que queimaram soutiens na praça pública nos anos sessenta, a quem as actuais “conservadoras” hoje, de costa mais alta, graças a elas, ridicularizam e cujo exemplo adoram vituperar – elas e os seus patéticos "eles" – ignorando, infelizmente, quanto lhes devem porque infelizmente elas, exclusivamente elas, conservadoras, não são já tão vítimas da sociedade miserável, ultra-católica autoritária e machista que asfixiava a maioria das mulheres nos idos do século passado, incluindo durante a “idade do ouro” marcelista.
O Dia da Mulher pressupõe uma certa atitude insuportavelmente paternalista e, convenhamos, anacrónico, em relação às mulheres. Enxerguem-se, rapazes.
Que precisam de um dia... coitadinhas... para nos “sensibilizar” ... tretas! Ou alguém (homens? alienígenas?), por elas, pretende fazê-lo... ou então, o também insuportável argumentário, proveniente sempre da mesma raiz, da particular sensibilidade da mulher, e que se fossem as mulheres a mandar, etc. e troca o passo, porque elas, (coitadinhas...) são tão gentis, femeninas, sensíveis, boazinhas, sensuais, fadas do lar, diligentes, compreensivas...
A única coisa que talvez convenha repetir para que se consiga duma vez por todas entender, é que os direitos da mulheres antecedem quaisquer justificações.
As mulheres devem ter direitos iguais, as mulheres têm de tê-los, exactamente, exclusivamente, porque sim.
O resto, os hipotéticos benefícios adicionais, bem reais, alguns, e “úteis”, quer colectivamente, quer para as mulheres, seres individuais, imaginários, outros (as lérias do “se as mulheres mandassem” (POUPEM-ME!)...), vêm atrás, muito atrás.
Quem se lembra de justificar a abolição da escravatura porque os escravos são melhores pessoas do que os seus donos?
Acaso diminuirá a necessidade de igualdade para castigar as cabras que se manifestaram com as panelas, dando alento ao golpe do Pinochet?
Eu diria mais, uma das provas mais claras do sucesso da progressiva emancipação da mulher é a ascenção irresistível de vilãs na política, da Marine LePen, à líder da extrema direita dinamarquesa, à enxurrada americana de Sarah Palins e Michelle Bachmans...
Assim é que o Dia da Mulher é tanto das mulheres que odiamos (como a Margaret Thatcher, sobre quem me apetece disparar), como das que amamos (para não ferir susceptibilidades refiro apenas, sem surpresas, as nossas mãezinhas).
Já agora: quando é que alguém se lembra do dia do Homem(zinho)?
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