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“Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém.” Alvin Toffler

Vi, adorei e enviei o vídeo publicitário com o título “Estoril” (ver link abaixo) ao meu grupo-alvo alemão. Algumas das reacções espontâneas recebidas

“Adorei o vídeo, aqueceu-me o coração” (empresária alemã)

e

“Estou a sentir saudades de Portugal e logo que tenha tempo,

lá estarei de volta” (dono – retirado – de uma organização turística internacional)

 corroboraram a minha ideia de que o país, isto é, a “montra” da sua “loja”,  está muito bem apresentado.

Todavia, existem outros aspectos que precisam de ser focados. Como é óbvio, a vida económica das sociedades não pode apenas consistir em “lojas” onde – com relativa passividade - donos e vendedora(e)s  se encontram à espera de clientes. Tem que haver também uma parte activa e industrial que dá cartas lá fora.

Neste sentido, gostaria de lembar o que escrevi sobre este tema no meu artigo

 “A aventura alemã das empresas de construção civil portuguesas – Sobre as causas e consequências de

uma internacionalização de empresas estrategicamente mal compreendida e concebida”

(Jornal de Notícias 10-13.09.96):

 

“(...) As empresas devem distinguir entre as várias formas de internacionalização. Assim, deverão em primeiro lugar criar uma sólida base no respectivo mercado nacional, retirando-se sucessivamente de esquemas de subfornecedores/subempreitadas baseados na mão de obra barata, pois esta fase já passou há tempos para Portugal. Deverão ainda aprender a distinguir entre mercados de países mais avançados e menos avançados. É no próprio mercado nacional e nos respectivos países menos avançados onde as empresas “dão cartas”, onde os seus produtos se impõem por serem inovadores. É um caso para levar os produtos aos tais mercados, investindo neles, se possível colocando lá pessoal próprio. São mercados de “conquista activa”. Em relação aos países mais avançados, os produtos, embora não sendo inovadores, costumam ser ainda apreciados e bem vendáveis. É um caso de mercados de “conquista passiva”; quem dá cartas é o agente de compras estrangeiro que  -vantagem estratégica!- deve ser convidado para apreciar os produtos no seu próprio meio-envolvente. Só se observamos estas regras, a “estrada” do intercâmbio entre países mais e menos avançados tem dois sentidos. Se nos esquecemos de diferenciar, acontece-nos como àquele industrial português nortenho dos texteis que considerou “competir” com o “Don Algodon” na própria Espanha e que face aos custos e às resistência de mercado teve que abandonar a ideia, conforme ficou relatado na revista do Jornal Expresso há alguns anos atrás. Abrir uma cadeia “Dom Algodão”, p. ex., numa Angola em plena recuperação económica seria outra coisa! No entanto, as excepções confirmam sempres as regras...

... Neste contexto, também as empresas portuguesas de construção civil terão sucesso nos mercados menos avançados, além do mercado nacional, como aliás já ficou comprovado no passado mais que uma vez. Aqui vale sempre o princípio: o “know how” superior, representado por um pequeno número de engenheiros e outros especialistas, vai ao encontro da mão de obra local e barata  - e nunca ao contrário. Quem agir desta forma terá as famosas “mãos invisíveis” de Adam Smith nas costas. Quem desrespeitar este “soft fact” determinante acabará por ressentir-se de prejuizos materiais, não adiantando para nada dar as culpas a uma série de outros factores adversos (como, p.ex. aos “cabeças quadradas” dos alemães), pois hoje é um facto adquirido que tanto pessoas como empresas formam sistemas sócio-económicos abertos de interligação em rede, em todos os planos, materiais e imateriais, com o seu meio-envolvente. Assim, também o “poder da retaguarda”, é um bem imaterial, estratégico e cibernético que, subjacente a todos os outros factores materiais, é indispensável para assegurar o bom êxito dos empreendimentos (...)”.

Neste contexto ainda gostaria de lembar: os enormes sucessos de exportação da Alemanha encontram-se fundamentados na sua estratégia dos anos 60 e 70, quando muitas empresas começaram a “exportar” postos de trabalho, investindo em todo o mundo, também em Portugal. Ao contrário do que alguns pessimistas vaticinaram, essa estratégia em vez de afectar os postos de trabalhos nacionais, contribuiu não só para mantê-los mas também para aumentá-los.

Bom, alguns dos meus estimados leitores já adivinham em que a conversa vai acabar. Alguém disse New Deal?

hhttp://www.youtube.com/watch_popup?v=BGrmfg1wabM

 

 

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publicado às 17:49



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