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Uma Economia Sem Saída?!

por Ana Paula Fitas, em 17.02.12

Dos 770.000 desempregados, 250.000 sobrevivem sem trabalho há mais de 2 anos... e se a taxa de 14% superou rapidamente as piores expectativas e, entre os jovens, essa taxa ultrapassou os 35%, tornando-se a 2ª mais alta da União Europeia, a verdade é que a tendência continua a ser a de crescimento desta insustentável realidade (ler aqui). Neste contexto, o interesse público nacional impõe que a delegação da troika, em Portugal desde 4ªfeira para avaliar o grau de cumprimento das condições inerentes aos empréstimos internacionais, seja confrontada com estes números (e consequentemente com o do número de empresas que, diariamente, encerram no nosso país) para que comente com clareza o problema: as medidas de austeridade e a política económica e financeira da UE e em particular as que incidem sobre a Grécia e sobre Portugal, estão a recuperar as economias nacionais e a resgatar da pobreza as sociedades? NÃO ESTÃO!... nesse caso, é legítimo concluir que estas medidas de austeridade não visam, de forma alguma, ajudar os países a revitalizar as economias, limitando-se exclusivamente a garantir que o endividamento dos países não põe em causa o pagamento das "prestações" e dos "juros" desse endividamento... e não vale a pena chorar sobre o "leite derramado", apontar o dedo acusatório em todos os sentidos, inventar pretextos e argumentos para justificar o anátema desta insustentabilidade... a única solução é assumir que este lodaçal dos números anónimos e das opções ideológicas subjacentes a esta gestão económica não conduz a lado nenhum a não ser ao colapso social europeu... e ter a coragem de sentar à mesa das negociações todos os parceiros europeus e internacionais, confrontando-os com estas realidades e obrigando-os a alterar, com realismo, regras e procedimentos de intervenção... ou então, traçar um percurso próprio e sair de uma rede que, actualmente, não oferece quaisquer condições a não ser as da continuidade do empobrecimento, da violência e da desestruturação social. 

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publicado às 07:22


5 comentários

De Miguel Cardoso a 17.02.2012 às 12:34

Mas eles estão fartos de conhecer estas realidades, pura e simplesmente, estão-se nas tintas para elas. De nada adianta sentar à mesma mesa todos os parceiros se todos têm a mesma visão da realidade. Pareceria uma espécie de PRÓS E PRÓS. A decisão já está fora da política e a coerência ou o pensamento independente já não é algo que assista aos nossos políticos.

De Luis Moreira a 17.02.2012 às 12:43

Está tudo invertido. Para ajudar, congelavam-se as dívidas a juros razoáveis: injetava-se dinheiro na economia e quando a economia estivesse a crescer pagavam-se as dívidas. A verdade é que a coesão social não é problema para esta gente. Talvez um dia os famintos se levantem em armas e corram com a corja.

De Miguel Cardoso a 17.02.2012 às 12:49

A questão será sempre essa... O que é que estamos dispostos a fazer?

De Rogério Costa Pereira a 17.02.2012 às 17:58


Acho que, nesta altura do campeonato temos de estar dispostos a fazer o que for necessário. Assim como eles fizeram o necessário deles enquanto os deixaram. Pensar além da partidocrocacia, que nada se fará por aí. Assembleias populares, sim, e, por elas, a legitimação de outras formas de governo. 
Tudo nos parece impossível, visto daqui. Sentado no chão dessas ruas as coisas vão parecer mais fáceis. E quando nos levantarmos, mais fáceis ainda. E após o primeiro passo é só dar o segundo. O sofá é obviamente mais confortável e contra mim falo, mas já chega, que as mãos adormeceram-se-me de tanto estar sentado em cima delas.


 

De António Filipe a 17.02.2012 às 20:35

Boa, Rogério. Vamos p'rá frente. Também já estou farto de estar sentado a mandar bocas. Sinto-me como eles, com a diferença de que as bocas deles têm mais alcance que as minhas. Como diz o Miguel Cardoso "a coerência ou o pensamento independente já não é algo que assista aos nossos políticos". Mas assiste-nos a nós, digo eu.

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