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Na Idade Média, a unidade europeia repousava na religião comum. Nos Tempos Modernos, ela cedeu o lugar à cultura (à criação cultural) que se tornou na realização dos valores supremos pelos quais os Europeus se reconhecem, se definem, se identificam. Ora, hoje, a cultura cede, por sua vez, o lugar. Mas, a quê e a quem? Qual é o domínio onde se realizaram valores supremos susceptíveis de unir a Europa? As conquistas técnicas? O mercado? A política com o ideal de democracia, com o princípio da tolerância? Mas, essa tolerância, que já não protege nenhuma criação rica nem nenhum pensamento forte, não se tornará oca e inútil? Ou então, será que podemos entender a demissão da cultura como uma espécie de
libertação à qual nos devemos abandonar com euforia? Não sei. A única coisa que julgo saber é que a cultura já cedeu o seu lugar. Assim, a imagem da identidade europeia afasta-se do passado. Europeu: aquele que tem a nostalgia da Europa.
Milan Kundera, in "A Arte do Romance"
As recentes afirmações do recém eleito Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, acerca da visita de Passos Coelho a Luanda, causaram muita celeuma e uma onda de indignação em Portugal – injustamente, penso eu.
Ouvi as palavras de Martin Schulz em alemão e depois de analizá-las a fundo – também analizei o seu currículo e vi um vídeozinho* - cheguei à conclusão: o homem - até ver - parece-me a pessoa certa no lugar certo, um europeu convicto daqueles que a UE precisa. O que Schulz pensa, também penso eu: na actual situação precisamos de mais Europa e não de menos. Claro, isto só será possível quando os actuais líderes medíocres e os seus comitentes nas capitais europeias forem afastos, sendo substituidos por lideres eleitos –Schulz foi eleito! – por sufrágio democrátio a nível europeu. O princípio de cada um por si e todos contra todos não deve voltar.
Ora vejamos: Schulz não criticou propriamente a ida de Passos Coelho a Luanda. Criticou simplesmente o triste facto de numa UE a desintegrar-se ser necessário um parceiro da UE pedinchar investimentos aos países totalitarios e cleptocáritcos, os quais depois através da alavanca do dinheiro roubado aos seus respectivos povos, podem excercer influência nefasta dentro das democracias da UE, aviltando-as. O dinheiro de fontes dúbias atiça, sempre, a espiral negativa e não faz nascer nada de bom. Claro, Schulz que não morre de amores por Angela Merkel, também podia e devia ter dado como exemplo negativo a recente viagem da Sra. Merkel a China onde ela fez exactamente o mesmo que Pedro Passos Coelho.
Agora muitos dirão que o “dinheiro não tem cheiro” e muito menos numa situação que muitos países da Europa estão a viver actualmente. Assim, com a falta de liderança tanto de Bruxelas como do sistema Merkozy, não é de admirar que muitos digam: “não me interessam os princípios, estou a afogar-me e tudo o que vem à rede é peixe”. Todavia, infelizmente o dinheiro sim tem cheiro, primeiro por causa do acima referido e segundo por causa de um princípio estratégico fundamental: quem nas relações entre países social, economica e ecologicamente mais desenvolvidos e outros menos desenvolvidos e emergentes deve dar as cartas – no sentido sóciocêntrico, de maximização de benefícios, de cordial colaboração e não de arrogância! - , são os primeiros e nunca os últimos. De facto, se queremos desenvolver os menos desenvolvidos e criar benefícios comuns, as coisas têm que correr assim e só assim (c.f. Esboço estratégico New Deal).
Considerações académicas, sublimes e de wishful thinking de quem apenas sabe explicar mas não fazer? De modo nenhum! Conheço imensas pessoas que conseguiram, quer intuitivamente quer por conhecer certos princípios, dar a volta às coisas em situações muito adversas. E eles estão aí, já maiores e vacinados, esperando que chegue a hora da verdade em que os actuais políticos arrumem o carro de vez no atoleiro – em Portugal e em todo o resto da Europa.
Entretanto escrevi ao Sr. Martin Schulz a explicar-lhe que com a falta de estratégia de Bruxelas, as coisas passam-se mesmo assim no sentido da observação que ele faz e que, em consequência, nos afundamos cada vez mais no atoleiro se não insuflarmos novo conteúdo à ideia da Europa. Europeu não pode ser “aquele que tem a nostalgia da Europa” mas sim aquele que contruibui activamente para construir, fortalecer e desenvolvê-la, visando os Estados Unidos da Europa. Talvez o Sr. Schulz me responda?
* http://www.europarl.europa.eu/the-president/de/president/biography.html(com legendas em inglês)
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