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Wolfgang Amadeus Mozart - Compositor

por António Filipe, em 27.01.12

No dia 27 de Janeiro de 1756 nasceu, em Salzburgo, o compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Filho de uma família musical burguesa, começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos. Em 1763, com 12 anos, o pai levou-o numa viagem pela França e Inglaterra. Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, o último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande influência nas suas primeiras obras. O período entre 1781 e 1786 foi um dos mais prolíficos da carreira de Mozart, com óperas, sonatas para piano, música de câmara e, principalmente, os concertos para piano. Em 1786, compôs a primeira ópera: “As bodas de Fígaro”. A ópera fracassou em Viena, mas fez um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebeu a encomenda de uma nova ópera. Esta seria “Don Giovanni”, considerada, por muitos, a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena.
Na primavera de 1791, um desconhecido encomendou-lhe um Requiem. Contudo, com a saúde cada vez mais enfraquecida, morreu antes de completar a obra. Há quem diga que o Requiem estaria a ser composto para ser tocado na sua própria missa de sétimo dia. A obra foi acabada por Franz Süssmayr, discípulo de Mozart. A sua saúde começou a deteriorar-se em Novembro. Atacado por febre reumática, veio a falecer, em Viena, na manhã do dia 5 de Dezembro de 1791. No dia 6 de Dezembro, às 15 horas, o seu corpo foi levado para a Igreja de Santo Estevão para uma cerimónia sem pompa, nem música. Süssmayr, Salieri e mais três pessoas acompanhavam o cortejo até às portas de Viena, porém o mau tempo fê-los voltar atrás. Mozart foi enterrado numa vala comum, no cemitério de São Marx, em Viena. Até hoje não se sabe ao certo o local exacto do seu túmulo.


“Lacrimosa”, do Requiem em ré menor, K. 626, de Mozart
Coro da Ópera de Viena
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Karl Böhm

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publicado às 00:01


11 comentários

De Luis Moreira a 27.01.2012 às 00:22

maravilhoso! Como quase todos já estive na casa onde nasceu Mozart. Cheguei numa noite fria com a neve a cair. Um dia destes vou contar.

De António Filipe a 27.01.2012 às 01:09

Força, Luís.
Cá esperamos o seu relato.

De João Miguel Nabais a 27.01.2012 às 01:12

Maravilhoso.


Um dos compositores que gosto mais daquela década.


Cumprimentos 

De António Leal Salvado a 27.01.2012 às 01:48

Escolha 'na mouche', a desta interpretação da Lacrimosa (como de todo o Requiem, de resto). Só com um primor destes me fazes esquecer a minha obsessão em te pedir que tragas à Pegada os nossos também excelentes intérpretes (estou, no caso, a lembrar-me da bela gravação do Requiem feita pela Orquestra e o Coro da A.C.B.I. dirigidos por Luis Cipriano).
Quanto a Mozart, tantas vezes já o discutimos - e tanto havemos de falar ainda!


De António Filipe a 27.01.2012 às 02:03

Pois. Arranja-me uma autorização do Luís Cipriano e não hesitarei. Seria, aliás, a minha primeira escolha.
Quanto a Mozart, tenho especial predilecção pela sua música coral. Nesse género talvez seja o meu compositor de eleição. Ficaste confuso? Então, já agora, também podes incluir a música de câmara.
Quanto a sinfonias e concertos, aí a música é outra.

De Luis Moreira a 27.01.2012 às 02:35

É com estes textos do António Filipe que me deito. Música maravilhosa.

De António Leal Salvado a 27.01.2012 às 03:03

Enquanto não te ofereço uma dúzia ou duas de gravações de concertos para flauta e outros instrumentos de sopro e orquestra (como se tu precisasses...) vai ouvindo, com a tua atenção de sempre, o Concerto nº 20 para Piano e Orquestra, gravado pela DG com Maria João Pires ao piano e Pierre Boulez a dirigir a FB, por exemplo (como se não estivesses 'farto' de te deleitares com esse diamante do tal Menino Prodígio cujos detratores andaram para aí a inventar que aprendeu música debaixo de pancada - como se um talento que aos 5 anos de idade já era único fosse compaginável com isso...
Depois falaremos, mais uma vez. Se os meus argumentos mais uma vez não te convencerem, talvez a gente encontre um cartão de agradecimento assinado pelo gigante Ludwig ou pelos fabulosos Schubert, Schumann, Mendelssohn (e porque não os imortais Brahms e Chopin?), para já não falar de Mestre Gioachino, que não entregará um cartão de agradecimento - mas o próprio cartão de identidade.
Grande abraço, Companheiro!

De António Leal Salvado a 27.01.2012 às 03:08

Ah... e como viste não terminei com um "Viva Mozart" porque para o W.Amadeus só se pode gritar "Morra Mozart" - já que vivo está ele, para a eternidade... ;)
Image

De António Filipe a 27.01.2012 às 03:45

Por todas as razões e mais uma, claro que Mozart está vivo para sempre. Disso não tenho dívidas. E ainda bem.
Mas, tal como eu aprendi latim, no seminário, debaixo de pancada de um padreco, também Mozart aprendeu música debaixo de pancada do pai.
Com uma diferença: eu não fui menino prodígio, porque o tal padreca não precisava de ganhar dinheiro à custa do meu latim. Mas o Leopold precisava de ganhar dinheiro à custa dos dotes musicais do Wolfgang.

De António Filipe a 27.01.2012 às 03:35

Não só vou ouvir o nº 20 como todos os que tiver (do 1 ao 25 (ou serão 27?), pela enésima vez. Não sei se será pela Maria João Pires com a Filarmónica de Berlim mas, para o caso, pouco interessa.
Prometo-te que os ouvirei com a maior das atenções, o que me impedirá de fazer outras coisas ao mesmo tempo. Inclusivamente, vou procurar as partituras (sei que tenho algumas), mas se não as encontrar também não é muito importante.
Já fiz este exercício há mais de vinte anos mas em vez de estares tu do "outro lado", estava o Thomas Parente, meu prof de piano, na altura.
Voltarei, portanto, a esta "discussão", dentro de uma ou duas semanas.
Só tens que aguardar com paciência.

Por agora, vou dormir.
Um grande abraço.

De jeremias a 27.01.2012 às 08:46

O DVD do Concerto a que o António se refere, com a Maria João Pires e o Pierre Boulez a dirigir sob a extraordinária acústica e cenário do Mosteiro dos Jerónimos, estava até há poucos dias à venda por uns simpáticos 7 euros na FNAC! Há coisas boas que escapam à crise dos preços. Ou não...se calhar é mesmo por causa da crise

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