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Consultando um qualquer dicionário de Inglês, ficamos a saber que to spin significa "moldar", "fiar", "tecer" qualquer coisa. E, ficamos, também, a saber que To give something or someone a spin significa "dar a volta a algo ou a alguém", "enrolar", "ludibriar" alguém. Quando aplicado à assessoria política ou ao campo dos media, to spin significa maquilhar, adulterar a significação de algo ou de alguma coisa, no fundo, favorecer ou denegrir a imagem de um determinado actor político. Com o objectivo de marcar a agenda dos meios de comunicação, seja através da manipulação ou maquilhagem de factos, seja mediante o recurso a outro tipo de estratégias que têm como propósito aumentar a notoriedade pública e a aura dos actores políticos, os spin doctors são os «directores» do theatrum politicum e um importante elo de ligação entre a representação do poder e o funcionamento específico do sistema mediático.
Ora, ao ler a primeira página do Expresso de 21 de Janeiro, ficamos a saber que Cavaco Silva "fez tudo para que meia hora caísse" e que a proposta de prolongamento da "jornada" de trabalho nunca agradou ao Presidente da República. O Expresso dedica duas páginas aos 365 dias da reeleição de Cavaco, sublinha as áreas onde, eventualmente, "Cavaco se afasta de Passos", "a vitória na concertação social", garante que "Cavaco não quer ficar como o presidente laranja" e reitera, ainda, as preocupações sociais do PR, o intervencionismo social de quem, afinal, mal ganha para pagar as despesas. Tudo isto numa semana em que Cavaco Silva viu o seu ethos e a sua imagem pública afectada devido às polémicas declarações sobre as suas "baixas" reformas. Num plano meramente denotativo, poderíamos asseverar, acredito que ingenuamente, que o Expresso apenas se limitou a fazer a cobertura informativa da Política Presidencial. Mas, num plano mais crítico, acredito que se pode reiterar que há, aqui, "desenho", manufactura e transmissão de uma comunicação próxima das técnicas de marketing e relações públicas, como Walter Lippmann e Edward Bernays, no seu tempo, nos ensinaram. Os spin doctors actuam na sombra ou no backstage da dramaturgia política , condicionam cada frame do relato mediático, e procuram que a cobertura dos media seja favorável à imagem que se pretende projectar. Estrategas como Karl Rove, conhecido como o «arquitecto» da Casa Branca e o «cérebro de Bush», ou Alastair Campbell, assessor de Tony Blair até Agosto de 2003, são exemplos paradigmáticos de uma arte que visa «intoxicar» o relato mediático e construir a estratégia que melhor favoreça a imagem dos seus clientes. Eu não conheço os spin doctors do PR, nem sei se os tem. Mas sei, também, que se os tem, eles conhecem a linguagem dos meios de comunicação e sabem como maquilhar e condicionar o sistema da opinião pública. Sobretudo numa altura em que a imagem de Cavaco Silva já teve melhores dias.
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