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O capital delito português foi - e é - a confusão entre o que se pode chamar, com propriedade, as 'gorduras' do Estado.
Que há 'gorduras', há. No caso português, muito fáceis de detetar:

a) mordomias gigantescas dos governantes e autarcas;
b) mordomias gigantescas dos 'gangs' de amigos de governantes e autarcas (maxime ex-dirigentes políticos apadrinhados e bem colocados pelos partidos do bloco central - como os únicos (mas muitos) "empregos-tachos" que Pedro Passos Coelho obteve entre 2004 e 2011);
c) obras e negócios feitos para dar jeito a amigos e comparsas de governantes e autarcas (v.g. BPN de Cavaco, Braga Parques com Santana Lopes, IPO com Duarte Lima, escritórios de advogados com Paula Teixeira da Cruz, U.Moderna com Paulo Portas e outros, Submarinos alemães com Paulo Portas, etc. etc.);
d) negociatas e legislação gangster dos governantes e autarcas com privados, à sombra de corrupção económica ou de costumes (PPP's inventadas por Cavaco e alimentadas pelo bloco central, BPN, hospitais privados, ensino empresarial, banca e seguradoras).

Estas as 'gorduras' (centenas de milhares de milhões) que levaram Portugal aonde chegou.
.
E o delito de confusão:
É o de levar uma grande parte de população - alguma até bem intencionada - a aceitar que a mentalidade liberal, única e real 'inventora' e fabricadora das sobreditas 'gorduras', venha agora querer perpetuar essa escandalosa usurpação dos bens da Nação, inventando uma nova e artimanhosa estratégia de comunicação: Chamar 'gorduras' aos elementares direitos que os cidadãos conquistaram com dinheiro deles cidadãos (S.N.S., Ensino universal e gratuito, Segurança Social) para assim assaltarem o que resta do património público e o entregarem aos mesmos que mantêm as mesmas e reais 'gorduras' de sempre.
Isto é o verdaqdeiro crime. O ignominioso crime que o atual governo, mais malévola e insidiosamente que todos os anteriores, perpetra contra a Nação. Em co-autoria ou com a cumplicidade do Presidente da República.

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publicado às 18:02


8 comentários

De Luis Moreira a 13.12.2011 às 18:35

Não devemos confundir o estado garantia desses direitos , (com que eu estou inteiramente de acordo) com o estado único prestador.. O estado nem a Justiça consegue prestar e, aí sim, não pode haver outro prestador desse serviço essencial à sociedade.

De Francisco Clamote a 13.12.2011 às 19:17

Subscrevo, sem mas.

De Luis Moreira a 13.12.2011 às 19:35

Eu defendo que o estado seja o garante, mas não o único prestador dos serviços públicos. Não só e tarefa é imensa e praticamente impossível de concretizar com êxito, como deixa de lado a sociedade civil e toda a sua capacidade. E a possibilidade de se compararem sistemas diferentes. É na autonomia e na diversidade que encontramos novos caminhos. Não sei se viram ontem os Prós e Contras, mas as universidades são um caso de excelência (públicas e privadas) a nível internacional e só pedem ao estado menos burocracia e mais autonomia. O caso do IST é paradigmático. Recebe do estado 37 milhões, paga ao estado em impostos 34 milhões e faz receitas próprias de cerca de 70 milhões. Se o IST, estivesse, como sempre esteve, pendurado no ministério, não teria condições de concorrer a nenhum dos grandes projectos de investigação internacionais. As coisas são assim, não são de outra maneira, não vale a pena continuarmos a dizer que os outros é que estão errados.

De António Leal Salvado a 13.12.2011 às 20:47

Permita-me, Caro Luís, que insista na necessidade de não confundirmos as coisas.
É que:


1. Caminho aberto aos privados, sim. Não só o admito, como apoio e defendo.
Mas - aqui há o meu 'mas' - à iniciativa privada compete exercer as atividades de interesse lucrativo (que tolero até que incluam a Saúde, a Educação e a Previdência - desde que sem morderem no orçamento pago por todos os cidadãos, como é óbvio). Os interesses públicos, aqueles que são elementares direitos dos cidadãos e se pagam por impostos, esses são exclusivos do Estado, pagos por todos e com igual acesso a todos.
Se o Estado é gerido por incompetentes e corruptos, só há que os substituir - e não há nenhuma empresa privada que consiga prestar serviços mais baratos que o Estado, porque este não tem que acumular o lucro próprio do investidor.


2. O exemplo das Universidades é um lapidar exemplo, sim.
Desde que - aqui está o outro 'porém' - não esqueçamos esta verdade tantas vezes escamoteada, deturpada e manipulada: Em Portugal OS EXEMPLOS DE EXCELÊNCIA SÃO TODOS DE ESCOLAS PÚBLICAS - do mesmo modo que as enormíssimas desvergonhas (desde o nível raso de ensino, às negociatas fraudulentas, aos diplomas fantoches, às classificações de alunos compradas e dadas pela própria escola aos endinheirados que as pagam) têm ocorrido exclusivamente nas escolas privadas.


Infelizmente, Luís, o mundo não é feito apenas de homens puros e bem intencionados como você. Em Portugal é governado pelo contrário, até.

De António Leal Salvado a 13.12.2011 às 20:55

Eu vi o 'Prós e Contras'. E também acho lapidar o exemplo do IST. O reitor bem demonstrou o resultado que dá um governo liberal, a asfixiar (e até roubar, pelo corte da autonomia e a tributação indevida) as excelentes escolas públicas para as desvalorizar, enquanto reforça donativos escandalosos e imorais a empresários privados para lhes fazerem concorrência desleal (exercício de atividade lucrativa, com dinheiro dos impostos do Povo).

De Luis Moreira a 13.12.2011 às 22:28

O homens não são melhores ou piores pelo facto de estarem na privada ou na pública. É preciso haver sistemas que garantam competição,que se complementem, que se desenvolvam a par. Claro, que algumas das universidades(?) privadas foram negociatas. Já se foram ficaram as melhores.

De jeremias a 14.12.2011 às 03:19

Muito selectivo, sim senhor: estranho que fale da Dra. Paula Teixeira da Cruz - cuja vida e percurso profissional e honra pessoal nunca foi manchada com negociatas - em lugar de falar do escritório do Dr. Sérvulo e amigos, que só em ajustes directos com o governo PS embolsou umas boas centenas de milhares de euros (aconselho uma visita ao portal da contratação pública); ou do escritório do amigo António Vitorino; fala em Braga Parques com Santana Lopes?! Então Braga parques com os amigos xuxalistas Mesquita Machado e João Soares? Quando foram tomadas as concessões de parques e à sombra de que partido?! Fala de Paulo Portas, pessoa que nem aprecio; mas este já foi acusado de alguma coisa, para além de ver o respectivo nome episodicamente arrastado nos jornais? Ou a medida que serve para medir o nojo quando se levantam dúvidas sobre os amigos pouco recomendáveis do Sr. Pinto de Sousa e respectivas negociatas, é régua  convenientemente guardada no bolso quando se trata de atirar lama aos outros?

De Luis Moreira a 14.12.2011 às 10:43

Quando o estado concentra o quinhão maior da riqueza e dos negócios não há virgens. Esse é outro problema (gravíssimo) dos estados modernos.

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