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Combater os fortes interesses instalados

por Luis Moreira, em 13.12.11

Bruxelas aconselha. O que se fez até agora é muito pouco, foram mais truques contabilísticos que outra coisa, é mesmo preciso realizar reformas. Mas para realizar reformas é preciso enfrentar as corporações que vivem à conta do estado, que têm emprego para toda a vida, progressões automáticas e que chegam todos ao topo da carreira.

E, há gente desta em todo o lado, na Educação, Saúde, Justiça, Administração, Assembleia da República, empresas públicas...

Aliás, se estiverem com alguma atenção, verificam que a palavra "não" é a primeira que sai da boca dos conservadores que insistem em viver num cemitério . De esquerda e de direita, gente que diz "não" a tudo o que mexe, mesmo que o que defendem nos tenha levado aonde estamos. Na falência ou perto disso.

Ainda não perceberam que, por exemplo, no sistema anglo-saxónico, o "estado-social" funciona para quem precisa, para os pobres, para quem não pode pagar.

Aqui, coitados de nós, "o estado social é universal e tendencialmente gratuito"! E, é para ficar assim, dizem os "pasmados" com tanta lucidez e generosidade( embora contestem, sem compreenderem, as pensões milionárias).Todos os que tiverem preocupação com os dois milhões de pobres que nunca saíram da pobreza porque isto "é universal e tendencialmente gratuito" ( nunca chega , nem nunca chegará a quem não tem voz) levam uma corrida "em osso" de perigoso direitista, senão mesmo reaccionário.

Tenho que me ater ao Professor Agostinho da Silva: "os de esquerda chamam-me de direita; os de direita chamam-me de esquerda; os do centro não me reconhecem; devo estar certo".

 

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publicado às 14:40


2 comentários

De António Leal Salvado a 13.12.2011 às 17:42

O perigo português foi - e é - a confusão entre o que se pode chamar, com propriedade, as 'gorduras' do Estado.
Que há 'gorduras', há. No caso português, muito fáceis de detetar:
a) mordomias gigantescas dos governantes e autarcas;
b) mordomias gigantescas dos 'gangs' de amigos de governantes e autarcas (maxime ex-dirigentes políticos apadrinhados e bem colocados pelos partidos do bloco central - como os únicos (mas muitos) "empregos-tachos" que Pedro Passos Coelho obteve entre 2004 e 2011);
c) obras e negócios feitos para dar jeito a amigos e comparsas de governantes e autarcas (v.g. BPN de Cavaco, Braga Parques com Santana Lopes, IPO com Duarte Lima, escritórios de advogados com Paula Teixeira da Cruz, U.Moderna com Paulo Portas e outros, Submarinos alemães com Paulo Portas, etc. etc.);
d) negociatas e legislação gangster dos governantes e autarcas com privados, à sombra de corrupção económica ou de costumes (PPP's inventadas por Cavaco e alimentadas pelo bloco central, BPN, hospitais privados, ensino empresarial, banca e seguradoras).
Estas as 'gorduras' (centenas de milhares de milhões) que levaram Portugal aonde chegou.
E o perigo de confusão qual é?
É o de uma grande parte de população - alguma até bem intencionada - aceitar que a mentalidade liberal, única e real 'inventora' e fabricadora das sobreditas 'gorduras' venha agora querer perpetuar essa escandalosa usurpação dos bens da Nação, inventando uma nova e artimanhosa estratégia de comunicação: Chamar 'gorduras' aos elementares direitos que os cidadãos conquistaram com dinheiro deles cidadãos (S.N.S., Ensino universal e gratuito, Segurança Social) para assim assaltarem o que resta do património público e o entregarem aos mesmos que mantêm as mesmas e reais 'gorduras' de sempre.
Isto é o verdaqdeiro crime. O ignominioso crime que o atual governo perpetra contra a Nação, em co-autoria ou com a cumplicidade do Presidente da República.

De Luis Moreira a 13.12.2011 às 18:29

Meu caro, grande parte destas gorduras e destes negócios ruinosos são resultado de o estado, além de ser proprietário, querer ser interventor e querer estar em toda a parte, depois não está em lado nenhum. Não há um estado eficiente se não houver uma sociedade civil actuante. E o estado em Portugal esmaga o cidadão, o empresário e tudo o que mexe. Que o estado nos dê uma justiça eficaz e célere e se deixe de tudo fazer na educação, na saúde e por aí adiante...

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