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A mesquinhez como estratégia

por António Leal Salvado, em 07.12.11

O absurdo é sempre possível. Com este Governo é.
Chegou há pouco a notícia do golpe de misericórdia na Concertação Social, desferido pela naifa da mesquinhez. O Governo de Portugal cumpriu hoje mais um ditame - de excesso já marginal - da plutocracia fascizóide, decretando o aumento do horário de trabalho nas empresas privadas. Não duvidemos de que ainda vamos levar com o farsola argumento da 'igualdade' de tortura para empregados públicos e privados.
Mas há uma reflexão que este arrojo governativo impõe.

Estas são as questões em que se revela muito do caráter de quem governa:

Antes de mais, a sagesse de governança. Mexe-se num pormenor de resultados mais que duvidosos abrindo espaço - e criando - uma série de efeitos contraproducentes.
Depois, o sentido de Estado de quem profere o fait du prince. Afirma uma política de classe, abrindo a prepotência a um dos lados e a humilhação ao outro (é um excesso de regressão ao passado único na História, que desde o final da Idade Média tem sido pela evolução do humanismo - até na época da Revolução Industrial e apesar dos absurdos desta) sem se atentar a que o lado injustamente favorecido é minoritário e beneficia pouco, enquanto o lado sacrificado é maioritário e perde muito.
Finalmente, a estatura moral de quem governa. É um ato que, estúpido e atabalhoado como é, redunda na afirmação bruta da força pela força - precisamente quando a Nação se debate com graves problemas de solidariedade, de equidade social, de injustiça a pesar sobre os mais fracos.
Em suma, tudo se resume na sabedoria popular: se queres ver o vilão, mete-lhe a vara na mão...
Estamos entregues a uma coleção de bestas - piores que as alimárias irracionais, porque são bestas e maldosos. Malandragem, com a força que lhes dá o dinheiro de quem são sabujos esbirros. De indignar o mais paciente!
Enquanto a História não lhes dá o que merecem, bem digo eu que falta o Povo ir-lhes às ventas.

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publicado às 20:50


3 comentários

De Rogério Costa Pereira a 08.12.2011 às 02:53

O Francisco já tinha falado disto. Eu, tu, o Filipe, o arcebispo (ainda hoje), o Luís, o tcher, o Rolf, o João; todos nós já nos tínhamos avisado. Remeto para o post a que o Filipe alude, remeto para o comentário dele. Remeto, acima de tudo, para o que acabei de dizer ao João
É preciso tirar o cu da cadeira!

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