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"A crise poderá escalar de modo que a política deixa de ser dona da situação. Mesmo os países com o rating de topo AAA não pderão confiar na manutenção do seu rating”. SPIEGEL ONLINE de 06.12.2011 citando a advertência da Agência de Rating Moody’s feita em fins de Novembro 2011

Na verdade estava desejando expressamente que os políticos da tribo “Merkozy” chegassen a um ponto onde compreendessem que a táctica deles para a salvação da Europa e do Euro, baseada em meios materiais-mecanicistas, tinha chegado ao fim da linha e que se impunha – finalmente! – a adopção de uma estratégia.

Ao mesmo tempo e já há mais de um ano me colocava a questão: será que os principais actores políticos que nos últimos dois ou três anos cometeram esses actos sem nexo, isto é, os líderes das partes oriental e ocidental do velho império dos francos, primeiro precisam de uma advertência séria para mudarem de comportamento?

Bom, parece que isto acabou de acontecer com a advertência da agência de rating Standard & Poor's de ontem – apesar – ou por causa? – das “receitas políticas” que agora se pretende encontrar de vez contra a crise da Europa e do euro em mais uma daquelas cimeiras onde a montanha acaba por parir um rato. Uma vez que em primeira linha se trata de conceber um conceito estratégico e só em segunda linha um conceito político, resta presumir que os actores políticos continuarão a reagir linearmente, confundindo tácticas com estratégia. Assim torna-se cada vez mais provável que ficaremos apanhados pela “avalanche de rochas” causada por actos defeituosos contínuos nas última décadas, que destruirá todas as estruturas obsoletas do velho paradigma ainda em vigor. Da hipótese de que com a estratégia certa é possível converter essas energias destruidoras em novo crescimento orgânico – p.ex. através de um New Deal para o mundo –, quase ninguém quer saber. De momento só existe uma certeza: a nossa situação continua empolgante e torna-se cada vez mais perigosa.

P.S. A actual situação faz-me lembrar o seguinte vaticínio do meu professor, Prof. h.c. Wolfgang Mewes, que no início de 2003 escreveu na sua carta aberta aos políticos alemães:

“(...) Concluindo: os problemas crescem mundialmente, em praticamente todos os campos conhecidos. O pior, contudo, é o facto dos problemas crescerem mais depressa do que podem ser resolvidos. Se não acontecer algo de fundamental, mais dia menos dia sepultarnos-ão. Já hoje, muitos deixaram de ver uma saída. Os gestores andam permanentemente à volta do mundo num activismo cada vez mais cego, as burocracias pululam, há cada vez maiores e mais congressos mundiais. Mas os problemas não são resolvidos. Antes pelo contrário: eles não páram de crescer e se de vez em quando se consegue resolver um ou outro problema isolado, os conflitos continuam a alastrar debaixo

dos pés (...)”

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publicado às 18:00



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