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"Não há meio mais subtil nem mais seguro de subverter a ordem social do que o aviltamento da moeda.Trata-se de um processo que mobiliza todas as forças ocultas da lei econômica a favor da destruição, e o faz de maneira tal que em um milhão de pessoas não há uma só que seja capaz de fazer um diagnóstico". John Keynes em 1919, citado por Friedrich Von Hayek em "Desemprego e Política Monetária"

Tendo achado muito interessante o artigo do editor associado do Financial Times Wolfgang Münchau publicado em SPIEGEL ONLINE, fiz uma tradução parcial do mesmo (ver abaixo).

A solução que Münchau aponta como “única saída”, isto é, uma cooperação ainda mais estreita a nível da UE, de facto poderá trazer algum alívio. Todavia este alívio será apenas passageiro se a referida medida de índole mecanicista não for antecedida por uma medida estratégica de efeito duradouro que vira a Europa de dentro para fora. Repito: a criação de uma união política não será possível tão depressa. Mas a execução de um grande projecto comum – desenvolvimento sistemático de 3.000 milhões de pobres no mundo que são convertidos em parceiros e clientes –, não apenas criará novo crescimento orgânico a nível mundial mas também trava e inverte o processo da divisão da Europa em curso, fomentando ainda a reaproximação dos europeus e desbravando e preparando o terreno para os futuros Estados Unidos da Europa. Temos é que dar tempo ao tempo, fazendo entretanto coisas que fazem sentido e criam oportunidades para todos gerarmos verdadeira riqueza – servindo aos outros.

"Ceterum censeo Carthaginem esse delendam", ou seja, "quanto ao resto, penso que Cartago deve ser destruída".

Catão o Antigo... ...quanto ao resto, penso que a UE precisa de uma estatégia diversa -

Uma coluna de Wolfgang Münchau em SPIEGEL ONLINE de 01.12.2011

A oportunidade de uma salvação pagável do euro está desperdiçada – e a culpa é da chanceler federal. Angela Merkel arruinar-nos-á a todos porque agrava a crise com a sua hesitação. Agora só lhe restam duas opções políticas: bancarrota ou ruína.

 

É a grande ironia do desastre com o euro: a chanceler que se preparou manter o prejuízo finaneiro para a Alemanha dentro de estreitos limites, conseguiu com a sua política de hesitações e de dizer que não, exactamente o contrário. É indiferente o que daqui em adiante acontece: tudo torna-se ruinosamente caro para a Alemanha. Duma maneira ou doutra. ....

A porventura maior catástrofe política-económica de todos os tempos

Porque é provável um colapso em breve? Grandes partes dos mercados financeiros já deixaram de funcionar. O mercado para obrigações do estado já colapsou quase totalmente. Também os bancos encontram-se de novo a soro do BCE. Outra razão é a recessão que se vislumbra.

O mecanismo do colapso é a clássica corrida aos bancos. Nalguns países já se verifica isto. Quem vive na Europa do sul e se informa bem, já retirou o seu dinheiro dos institutos de crédito gregos, espanhois ou italianos. Uma vez que cada estado responde pelos seus próprios bancos, também não é com pacotes de austeridade que se sai da crise.

Devido à interligação em rede dos mercados financeiros, um colapso do euro afundar-se-ia uma grande parte dos bancos e seguros alemães e franceses. Isto significaria – provavelmente – o enfarte do sistema financeiro internacional. Um fim violento do euro seria porventura a maior catástrofe política-económica de todos os tempos. Então já não contariamos os custos em milhares de milhões. A unidade padrão então seria o bilião.

A única saída consiste numa cooperação ainda mais estreita

Graças à política de Merkel nos encontramos perante a alternativa política entre bancarrota e ruínia. A única saída que nos pouparia ambas as opções, de momento não se encontra à discussão: uma ampla desnacionalização de toda a política económica. De facto, quando se lança obrigações de estado comuns no mercado, então também se deveria europeizar a supervisão bancária – incluindo o seguro dos depósitos e a líquidação em caso de insolvência....

... O problema da nossa união monetária – de facto de cada união monetária – não consiste apenas na inexistente disciplina orçamental. É sobretudo a adaptação económica real. Uma vez que deixa de existir o mecanismo do câmbio, são precisas alternativas. Entre países como a Alemanha e a Austria isto não constitui nenhum problema. São politica e estruturalmente tão semelhantes que não é preciso grande coordinação. Se for preciso, copia-se a política do vizinho maior. Contudo, quando se força a Finlândia e a Grécia para dentro de uma união monetária, a adaptação carece de organização política. E isto só é possível através de uma ampla transferência de competências de políticas económicas para uma entidade central.

Na cimeira do euro em 9 de Dezembro não haverá nada disso. Ainda não se sabe se Merkel entrará na história como salvadora ou couveira do euro. Duma maneira ou doutra arruinar-nos-á.

 

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publicado às 18:00


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