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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Incompleto.

por Xavier Canavilhas, em 20.02.13

Sinto-me à pressa,

a cada passo

ao lado

às escuras,

de resto em vão.

 

De vez em quando

frente a frente,

já então em silêncio

de repente, 

na verdade,

de bom grado,

de pé

a sós

ao acaso,

por isso,

sem dúvida, com certeza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:50


A traça

por Xavier Canavilhas, em 17.01.13

Está uma traça imóvel na minha parede,

é preta

de asas

recortadas

 

tem uma textura aveludada

como quem deixa ficar

partes de si

em quem

a toca

 

o pequeno,

pequeníssimo

coração da traça

está agora,

despedaçado

 

Está uma traça imóvel na minha parede,

é preta

de asas

cortadas.

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publicado às 23:19


O génio de Feynman na Ciência e na Vida

por Xavier Canavilhas, em 20.08.12

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publicado às 22:09


Passividade

por Xavier Canavilhas, em 08.08.12

Deixar aquilo que não nos pertence é o mais díficil, deixar, nesta palavra assenta toda a frieza desta frase, deixar, permitir, não-me-importar. Deixar seguir o seu curso, de forma livre, despreocupada, desinteressada. Podemos mesmo dizer que "deixar", a palavra e o acto, são causadoras de tudo o que damos como mau. "Deixou a politica de empregabilidade debaixo da mesa", ou "deixou-se morrer um bando de passarinhos no 3 andar". Deixar é o único acto passivo, que como parte activa, trama tudo. Daí que cheguem a haver iogurtes "activia", de forma a combater eficazmente a passividade (nunca vi o anúncio até ao fim, nem li a bula do dito, mas assim me fico). Deixo-me assim acreditar que a passividade é o fim, chego ao ponto rídiculo de esperar num funeral, já no fim da procissão "Assim o nosso amado deixou-se ir, e acrescento, na passividade, palavra do Senhor".

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publicado às 01:16


Aquilo que escrevo

por Xavier Canavilhas, em 14.06.12

Aquilo que escrevo acaba riscado,

Acaba com uma grande linha por cima

As palavras fogem pela linha do meu pensamento

 

Já não tenho nada mais para escrever

Esgotei o passado

 

Esgotei o mau, o insignificante, e as saudades

Esgotei tudo, 

Tudo isto que transformei nas palavras,

nos arrependimentos que risquei

 

Risquei para ter mais linhas para escrever o resto da história

Risquei para dar espaço,

Risquei para entrar o sol

 

 

                                                     Ris

                                                         Quei

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publicado às 15:07


Ouvir e Falar Doc. - Guilherme Braz

por Xavier Canavilhas, em 02.04.12

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publicado às 13:01


...

por Xavier Canavilhas, em 17.03.12

Uma grande sorte na minha vida é ter avós, a sua doçura, o seu perdão e o seu conhecimento e experiência são quase tao extensos quanto o céu. Costumo falar muito com o meu avô, nessas ocasiões ocorrem sempre duas conversas recorrentes: a existência de Deus e o porquê de Portugal ter um exército.

Bem da primeira não posso dizer grande coisa, porque simplesmente baseia-se na fé e na crença e isso é o que o torna verdadeiro, mas da segunda sou capaz de dizer mais qualquer coisita.

Nesta segunda ambos estamos de acordo, o exército em Portugal é um assunto rídiculo, porque é absolutamente desnecessário. para os mais conservadores que acham que os homens se fazem é no exército, nada posso dizer dado que é apenas ignorância, em relação aqueles que acham que o exército desempenha uma função importante no nosso país, pergunto qual? Pavoneiam-se em jactos barulhentos e gastadores em simples brincadeiras, não oferecem qualquer tipo de protecção ou ajuda á população (nem sequer o mais simples de entregas de comida ou apoio aos desfavorecidos nas ruas), quando são necessários, por exemplo na altura dos fogos no verão nunca estão presentes, além disto tudo continuam a investir MILHÕES em cartazes e vídeos para os recrutamentos, portanto qual é a sua função sem a qual Portugal não passa?

 

Vivemos tao iludidos com as grandezas das gerações das Índias, que nem sequer nos apercebemos do que "isto" é!

 

Não me esqueci da NATO e das brigada de cerca de 50 soldados que parte de Portugal para irem apoiar as causas humanitárias, o problema é que o exército não são 50 nem 100, são muitos, muitos mais! Para quem conhece a raça humana, percebe que a violência nunca será solução para nada, portanto porquê Exército? Para comprar submarinos, talvez para ajudar os agricultores, os pobres, os professores, os desempregados, os portugueses?

 

25 de Abril, foi a última grande obra dos militares e disso agradeço com toda a minha humildade, além de que se não fosse assim, nem podia partilhar isto convosco, mas mesmo isso foi uma prova do quão mal o exército é dirigido, muitos dos capitães de abril morreram na maior das pobrezas esquecido por completo, os homens que nos deram o dom de mudar!

 

Eu e o meu avô partilhamos esta mesma opinião, além disto, talvez a batota na bisca.

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publicado às 01:36


Deus abençoe a crise!

por Xavier Canavilhas, em 07.03.12

O que vão ver provoca tal dicotomia de sensações que é imperdível. Joseph Konin é o criminoso de guerra mais procurado na lista do Tribunal Internacional; há 26 anos que actua em Uganda criando enormes exércitos de crianças soldado trucidando-lhes lentamente todos os sonhos e esperanças, como um cancro que cresce e alastra até matar o imaterial da alma.

O incrível de tudo isto é que até aqui é possível fazer a diferença, esse é o sonho, aliás é o projecto de 3 amigos de criar um mundo em que infância é inocente independentemente do canto em que se vive. Além disso o realizador deste documentário é Pai e sente acima de tudo a obrigação de deixar ao seu pequeno rapaz de 5 anos e caracóis loiros um mundo melhor.

Infelizmente muitas vezes são as desgraças dos outros que põem as nossas em perspectiva, porque apesar de toda a crise, de todo o descontentamento, de toda a corrupção, há sempre esperança, há sempre força para mudar mesmo quando parece que já não há vontade de viver.

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publicado às 23:11


Como melhorar a política em Portugal?

por Xavier Canavilhas, em 21.02.12

 

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publicado às 14:05


Rua

por Xavier Canavilhas, em 19.02.12

Desvio a cortina, olho pela janela, vejo a rua, encontra-se deserta, quase que esmagada pela brutalidade da noite que agora assenta sobre ela, algo de tão pesado que seria impossível de a atravessar. Sentem-se os passos dados, os beijos e os olhares trocados, os sorrisos mal amanhados, as vergonhas, os risos de ir ás lágrimas, os gritos das crianças, ouvem-se ainda as palavras deixadas no ar pelos outros

Antes que pudesse explicar tudo aquilo que imaginava que tivesse invadido durante o dia aquela rua, ligaram-se as luzes, primeiro laranjas e lentamente passando a amarelas, uma a uma, fazendo um caminho, daqueles que fazemos com os dedos bem apontados ao céu, para tentar encontrar algum caminho, alguma regressão que nos trace uma recta para nos orientarmos.

Olho mais abaixo, senta-se um homem, já de alguma idade, provavelmente mendigo, numas escadas agora já sem uso. Acabei por ficar farto de me empoleirar no caixilho e de tanto olhar. Fechei a janela, desci as escadas, fui aproveitar a solidão da rua, enquanto o lusco-fusco perdurava quase infinitamente ouvi então o assobiar do homem das escadas, enquanto, de olhos fechados, percorria a pedra fria, devagar, com os dedos, já marcados pelo tempo, pelo trabalho e pelo cigarro, como se dançassem, orgulhosamente sós.

Acabei por chegar ao fim da rua, mas nunca ao fim desta história, que, tal como o lusco-fusco, perdura infinitamente, até acabar sem ninguém sequer se aperceber que começou.

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publicado às 11:04


Grupo de Apoio ao Pieguismo Jovem - GAPJ

por Xavier Canavilhas, em 19.02.12

Olá o meu nome é Xavier e sou piegas.

(coro) Olá Xavier!

É a primeira vez que aqui venho porque depois de ouvir os conselhos de um amigo percebi que tinha de aceitar o inevitável, sou um piegas.

O nosso governo, que se esforça tanto na minha educação, proporciona-me 3 meses sem aquecimento, escolas nas quais chove (excelente montagem experimental para provar o efeito da gravidade) mas também professores cansados quase exaustos de fazerem o trabalho que não é deles, felizmente muitos ainda conseguem transmitir algum gosto ao saber.

Mas prosseguindo, graças ao meu governo temos cada vez menos aulas devido a um protocolo estabelecido com a escola da vida, uma maneira certeira de nos fazer aprender eficazmente!

Nosso senhor governo obriga-nos também fazer todos os exames na 1ª fase para ajudar, por exemplo, todos aqueles que querem seguir línguas aplicadas pois assim resolvem-nos todos á mesma hora, uma óptima maneira de poupar tempo e energia!

Não podia deixar de dizer que apesar de ter desiludido o nosso senhor governo, apoio todas as iniciativas para tornar a escola pública mais exigente, acho que depois de todo este investimento positivo, só se podem esperar grandes feitos e nada menos, pois Portugal possui uma grande responsabilidade, criar cidadãos para o mundo e não para esta pátria.

Obrigadinho

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publicado às 03:21


Falar

por Xavier Canavilhas, em 05.02.12

Às vezes é preciso falar, falar para não deixar entrar o silêncio. Falar calmamente, deixando o ar seguir o seu destino, vagarosamente, como neve que cai ao sabor do frio. Nada é mais relevante que a palavra gritada à revelia do momento, num contra movimento, onde o tempo actua como onda perdida e multiplicada pelo mar. Falo enquanto escrevo, enquanto durmo, enquanto penso, falo só ou acompanhado, falo aos céus e ás formigas, falo porque enquanto falo, vivo, para o silêncio não encher o vazio, por isso, faço-me assim de espaço, cheio de palavras, como nuvem, cheia de chuva.

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publicado às 00:52


 

 

 

 

 

 

 

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