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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



O mundo velho triunfou?

por Manuel Tavares, em 06.02.14

 

 

Há já algum tempo que não escrevo... Circunstâncias da vida pessoal tornaram mais aguda a minha consciência de como deve ser difícil para muitos, com menos condições materiais que eu, conseguirem sequer uma respiração que lhes instile alguma esperança no corpo e sobretudo na alma.

 

No entanto sou pouco dado a derrotismos apesar de episódicas melancolias. Sou um optimista compulsivo, porque a vida a isso obriga também, no entanto não estamos por aqui apenas "para tocar o barco para a frente", esquecendo que este mete água sempre pelos mesmos rombos no casco.

 

Sempre detestei alarmismos excessivos e teorias da conspiração... No entanto algo se passa aqui e no mundo, que é no mínimo alarmante e não despido de carácter conspirativo.

 

As pessoas querem mudanças mas já não acreditam em revoluções, e com razão, não é isso que nos propõe a Democracia?

 

As pessoas querem justiça laboral e social, mas já não acreditam em sindicatos ou partidos, e com razão, não é isso também apanágio de uma sociedade civicamente activa?

 

Os protestos são cada vez mais inorgânicos e numerosos, isso por um lado significa um certo despertar cívico finalmente à margem das estruturas políticas vigentes, no entanto se esse protesto não se organizar numa acção concertada, regular e coerente pode cair no erro de servir apenas de mera válvula por onde se escoam as tensões de um sistema manhoso e com todos os meios e mais alguns ao seu dispor.

 

Não me iludo, a ideia de comunidade só existe hoje em dia se se cruzar com algum tipo de interesse egoísta comum. A maior parte dos cidadãos não está grandemente interessado na cor do sistema vigente (quanto a mim bem, todos temos mais que fazer), desde que este lhes dê um mínimo espaço de crescimento pessoal e dos seus mais próximos . Um sistema que falha neste singelo objectivo há muito entrou em bancarrota ética e civilizacional.

 

Mas afinal que sistema é este que todos falam? Um sistema que parece imune a qualquer tipo de reforma (quanto mais mudança de fundo), um sistema que parece imune às críticas dos mais variados sectores ideológicos, sociais, culturais, religiosos ou mesmo institucionais.

 

Existe um enorme ruído mediático, mensagens contraditórias de organizações que apoiam os poderes ocultos planetários, mas que surgem amiúde a criticar políticas que elas próprias criaram ou ajudaram a implementar.

 

No meio de toda esta confusão, aparentemente espontânea mas que parece cada vez menos inocente, propostas racionais, justas e equilibradas vão caindo em saco roto para que alguém escape entre os pingos da chuva.

 

O maior dos problemas mundiais, a corrupção, que todos os anos rouba boa parte da riqueza de muitas economias já de si grandemente fragilizadas (e continua a roubar sobretudo dessas), permanece um problema que não só não é resolvido como as armas para o combater (a justiça) vêem os seu orçamentos reduzidos, junto com a perpetuação de leis ineficazes a punir o grande crime, mas cada vez mais implacáveis com quem subtrai uma maçã...

 

Lenta mas inexoravelmente não se vislumbram melhorias num quadro já de si negro. O sistema dos interesses instalados, esse gigantesco vírus, parece ir adquirindo resistências para todo o tipo de antibióticos ou vacinas que os homens de boa-fé vão tentando inventar.

 

A estratégia desses poderes parece ser assim o recorrer às esmolas faseadas (coisa fácil para tanta fortuna acumulada que não pára de aumentar), que permitam conter o descontentamento social, mas em simultâneo ir progressivamente aumentando a temperatura da panela onde neste momento já cozem os mais fundamentais direitos cívicos.

 

O vírus parece assim totalmente fora de controlo, quase abolidos que estão os mecanismos que pensávamos nós estarem perpetuamente assegurados pelas nossas "Democracias representativas". Assistimos assim de certa forma a um triunfo do "mundo velho", um "neo-feudalismo" insaciável, cego e obtuso, que parece querer arrastar definitivamente a humanidade para a pior das trevas, aquela que por fora parece esplendorosa e "moderna".

 

Continuarmos assim à espera que toquem à porta do vizinho pode já não ser estratégia suficiente, verifiquem primeiro se a casa ao lado já não está... vazia.

 

© Manuel Tavares 

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publicado às 10:43


A empresa fantasma.

por Manuel Tavares, em 19.12.13

 

O governo quer passar a imagem que tenta dirigir o país como uma empresa, no entanto ninguém percebe qual é a cultura empresarial desta gente e muito menos qual o modelo de negócio que pretendem para o país.

 

É que o engano é bem mais profundo do que a maioria julga. Eles têm a retórica do empreendorismo, da livre iniciativa e etc, mas quase nenhum deles têm nada para nos mostrar nesse capítulo...tirando um cartão partidário.

 

 

O relógio está a fazer  “tic-tac”... Estamos no país do faz de conta, sendo que só estamos nas bordinhas da imensa "bullshit" onde podemos cair se continuarmos por aqui... a dar carta branca a pessoas despidas de ideias, visão e que não acreditam num projecto chamado Portugal.

 

É a isto que estamos entregues, "contadores de feijões" na melhor das hipóteses, quando não simplesmente incompetentes ou mesmo corruptos.

 

 

É preciso arrepiar caminho, todos nós na parte que nos toca, ou o que parece uma realidade má neste momento será amanhã uma trituradora de gerações.

 

Todas as coisas reais têm uma ética, o verdadeiro empreendorismo é assim que funciona:

 

1 - Parte das pessoas,

2 - Funciona com pessoas,

3 - Funciona para as pessoas,

4 - Não é "naif" nem cai no oposto da ganância.

 

 

Por tudo isso, estes senhores são uma fraude, bem mais profunda do que mesmo a maioria que os critica julga. Não sei se serviriam sequer para limpar sanitas (trabalho honroso mas que necessita de poucas habilitações, não prescindindo nunca de atenção e dedicação) numa qualquer Google ou Apple deste mundo...

 

 

No entanto, mais que procurar culpas da actual situação, convém perceber como chegamos aqui, quais os interesses nacionais e europeus que se conjugaram criando uma espiral que destrui a economia, o Estado e que ameaça o bem-estar e futuro dos nossos filhos.

 

Nessa equação cabem logicamente os actuais "vendilhões do templo", mas também muitos "fariseus" que por aí andam assobiando para o lado como se a culpa da actual situação nada tivesse a ver com eles.

 

 

Sendo assim, o sentido de procurar culpas e identificar erros, tem como objectivos simples identificar responsáveis e impedir a continuação de padrões nocivos de comportamento ou ideias manifestamente erradas.

 

O marketing mediático, alimentado pelas máquinas de interesses económicos e partidários instalados, não deixa que floresça no pais uma cultura de mérito e verdadeiro empreendedorismo, sobretudo pelo ruído propositado que cria, impedindo o comum cidadão de sequer identificar aquilo que cegamente apoia, contra os seus próprios interesses e contra o interesse comum.

 

 

Temos pois actualmente este empreendimento chamado Portugal, totalmente manietado, sem rumo, sem chama, destruindo paulatinamente a sua maior riqueza (a humana), alienando a sua riqueza material e sem a mínima ideia do que fazer com uma ou outra, apenas focado em pagar as contas no fim do mês baseado num rendimento que definha sem perspectiva de crescimento (precisamente porque na vida quando nos agarramos ao que temos, estamos condenados a ficar sempre com menos a que nos agarrar)

 

© manuel tavares 

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publicado às 00:25


A "involução" do homo lusitanus.

por Manuel Tavares, em 13.12.13

 

Um "comentadeiro" da praça, muito conhecido pelas suas intransigentes posições pró - troika acabou de lançar mais um "panfleto" em forma de livro.

 

O impressionante é que ao que parece desde há uns tempos, o senhor dá palestras a futuros gestores, senhor este que nunca fundou nenhuma empresa que não de propaganda "blá, blá, blá" (panfletos em forma de revistas).

 

Este senhor, que tem uma presença constante em vários média, incluindo aparecer regularmente na TV, só "investe" ou "realiza" algo baseado na enorme publicidade que essa exposição lhe dá ... a isto se chama "empreendorismo" e gosto pelo "risco".

 

Portugal está cheio disto... Pessoal que nunca fez nada  de práctico, dá palestras e lança escritos sobre algo que quando muito tem uma pálida noção ... teórica.

 

As razões do sucesso desse mesmo pessoal são quase sempre invariavelmente as mesmas, mais à frente falarei delas.

 

E o irónico é haver quem vá às palestras e compre os escritos desta malta. Quando se quer fazer algo em determinada área deve-se procurar alguém de créditos firmados nessa mesma área, em Portugal não. Até elegemos, por exemplo, para primeiro-ministro, alguém de que se desconhece qualquer tipo de mérito profissional, académico, associativo, cívico ou social.

 

Em suma, estamos entregues a gente que nada fazendo na vida foram fazendo pela vida, por eles e nunca pelos outros, não tendo sequer de ser particularmente bons nessa tarefa a não ser na escolha acertada de amigos e "clubes".

 

Uma última coisa, se ao menos fossem muito bons na sua ambição pessoal mesmo que voltada para o umbigo, acabariam por ser úteis para a comunidade porque a história isso nos ensina (inúmeros ego-maníacos contribuíram para a evolução da espécie de forma decisiva, mas eram do género genial e não do outro ... o medíocre)

 

@ manuel tavares 

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publicado às 15:37


O grande cisma do Francisco?

por Manuel Tavares, em 29.11.13

 

Hoje vi algo curioso, vários média dos Estados Unidos começam a lançar uma campanha anti-papal colando o dito senhor de forma maniqueísta a uma espécie de novo “Marx de batina”, mas dos furiosos e perigosos.

 

Para além de ser a confirmação clara que a reacção da “Religião Mercadeira” começa a atingir os limites do absurdo (ela própria, isso sim, furiosa, violenta e desumana) não deixa de ser cómico de igual forma constatar que um Estado que abusou do maniqueísmo, o Vaticano, é agora vítima do mesmo.

 

É de igual forma curioso e até patético, que tantos se congratulem com o facto de Francisco constatar o óbvio, assumindo ele apenas um discurso que deveria ser habitual numa instituição que se diz herdeira dos valores de alguém tão estimável como Cristo. Cristo esse que durante a sua vida fez bem mais que distribuir hóstias, bênçãos e caridadezinha, sendo que o seu maior milagre foi (numa conjuntura apesar de tudo bem mais adversa) ter dado voz a quem não tinha voz.

 

Que seja fácil para Francisco encontrar na sua cabeça argumentos para combater as contradições escabrosas da “selva mercadeira” não surpreende, mas surpreende  que seja ainda visível a dificuldade que encontra em dar dentro da sua própria instituição, outra tarefa às mulheres que não aquela destinada a seres que são meros descendentes de uma costela de Adão.  

 

Mas pareçe-me ouvir  as habituais vozes “uma coisa de cada vez!”. Eu para já estou é a adorar e espero divertido pela “segunda vez”… Go Francisco... Go!

 

© manuel tavares 

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publicado às 10:34


O "filme" cubano...

por Manuel Tavares, em 24.11.13

 

 

Estou farto de tanta confusão à volta do "filme" sobre Cuba ...

 

Cuba é uma ditadura? Sim! Há aspectos positivos em Cuba, nem que sejam os inerentes ao próprio carácter fantástico dos cubanos? Sim! 

 

O bloqueio americano a Cuba é totalmente ilegal e idiota? Sim! Cuba antes da revolução era pouco mais que um bordel para os americanos? Sim!

 

Há presos políticos em Cuba ? Sim! todas as minorias têm direitos iguais em Cuba (nomeadamente os homosexuais)? Não!

 

O mundo capitalista tem mais liberdade de expressão? Sim! Tem eleições? Sim!

 

Basta apenas ter liberdade de expressão e eleições para ser considerado um sistema perfeito? Não! Os partidos pervertem a Democracia e criam clientelas e máfias? Sim! Os grandes grupos económicos manipulam governos e políticas no Ocidente? Sim!

 

Já agora de que mundo ocidental falamos? Dos EUA, onde só há dois partidos quase iguais, ou da Europa que teve em boa parte dos seus países durante dezenas de anos, um sistema misto de livre iniciativa e intervenção estatal,um espectro partidário alargado e fortes políticas sociais que estão agora sobre ataque do mais selvagem ultra-liberalismo?

 

As ditaduras seja qual for a sua ideologia são boas para o desenvolvimento da dignidade e potencial humano? Não!

 

O capitalismo, ao promover o primado absoluto do lucro e do consumo sobre os mais básicos direitos profissionais, sociais e humanos está a promover uma ditadura encapotada dos mega-ricos? Sim!

 

Enquanto nos movermos de forma parcial entre extremos histéricos (que se auto-justificam de forma maniqueísta) , não nos ilustrarmos historicamente,não aprendermos a dialogar com serenidade tentando entender o porquê das diversas pulsões que animam o ser humano, só estamos a contribuir para mais ódios, preconceitos e intolerância. Esta situação beneficia, claro está, oportunistas de todas as cores, credos e "ideologias", cuja a única "ideologia" é a milenar doença do poder. 

 

@ manuel tavares 

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publicado às 12:14


Tem a palavra o instinto...

por Manuel Tavares, em 22.11.13

 

 

"The purgatory stone" copyright manuel tavares 2013

 

 

Ando a fugir do assunto mas é inevitável... Um governo que foi eleito tendo por base mentiras não tem como é óbvio nenhuma legitimidade (já tal havia acontecido com o Sócrates e anteriores governos). Sendo assim, e dado ao falecimento há muito da Presidência da República, pode a qualquer momento acontecer algo que penso que é sempre de evitar mas que mesmo assim não deixa de ter o seu sentido, o poder cair na rua.

 

Ao que parece isso ontem aconteceu de forma não apenas simbólica como alguns dizem, mas sim real, com a invasão das escadarias do parlamento pelas forças policiais que se manifestavam. Tal significa uma quebra total da autoridade do Estado e a abertura de um precedente gravíssimo (com que moral se impedirá a invasão daquelas escadarias ou mesmo do edifício em futuras manifestações?).

 

Ando assim a evitar falar nisto, mas quando a carestia (que vai agravar-se) atingir inevitavelmente mais e mais cidadãos a situação poderá tornar-se rapidamente volátil. Poderão dizer que o povo é manso e de facto é (irritam-se bem mais rapidamente com uma lata de refrigerante), mas quando faltar dinheiro para a lata e a "lata" de quem nos governa for evidente mesmo para os mais distraídos, é capaz de ser tarde para parar a indignação de quem ainda tiver carnes no corpo para a ter. E lá está, ontem o precedente foi aberto, o caminho das escadarias está escancarado...

 

Preferia mil vezes que de facto boa parte dos meus concidadãos fosse mais cívica, informada e justa por forma a decidirem em consciência em quem votam. No entanto não só o mundo não é perfeito como Portugal tem andado a apanhar com boas doses dessa imperfeição e sobretudo inconsciência.


Por todo lado neste país se vê que as pessoas preferem sempre que seja alguém a resolver os seus problemas e a lutar as lutas que também são delas, enquanto elas se entretêm isso sim, em lutas de novelas e bola, as tais que são inócuas e que nada nos trazem de bom, mas que aparentemente nada nos trazem de mal, tirando o facto que há um mundo que não dorme, o mundo dos grandes interesses e da ganância, para o qual o ser humano não passa de um número numa tabela.

 

Sendo assim resta-nos dar a palavra ao instinto? O tal da sobrevivência?

 

@ manuel tavares

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publicado às 14:11


Afinal onde está o caos e a irresponsabilidade?

por Manuel Tavares, em 21.11.13



É irónico que se associe aqueles que se dizem anti-sistema o caos ou irresponsabilidade. Querem coisa mais caótica e irresponsável do que o sistema que tem vigorado neste país? Vemos por exemplo políticos responsáveis pelo actual estado caótico de coisas a falarem como se nunca tivessem sido poder... o que em si mesmo é algo irresponsável e caótico. Vemos um governo que não tem uma ideia que se veja para o desenvolvimento do país ... o que em si mesmo é algo irresponsável e caótico. 


Hoje em dia milhões de portugueses sofrem na pele as consequências do assalto a que este país tem sido sujeito, sendo que a integração na Comunidade Europeia, em vez de atenuar esse caos e irresponsabilidade, ainda o ampliou mais, tornando-se ela própria responsável pela queda da produção industrial e agrícola dos últimos 25 anos...


Orçamentos sucessivos trazem desinvestimento na educação, justiça, saúde e apoios sociais, ao mesmo tempo que pedem mais e mais do contribuinte para um Estado que dizem querer diminuir o peso, mas que afinal exige do cidadão comum uma das cargas fiscais mais elevadas da Europa. 


Afinal que sistema é este senão um sistema irresponsável e caótico?


@ manuel tavares 

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publicado às 11:27


Proposta de novo condomínio.

por Manuel Tavares, em 07.11.13

 

 

Os moradores do prédio Lusitânia vêm por este meio solicitar o envio de propostas com vista a nomeação de um novo condomínio, dado que o actual em parte se encontra ausente e a outra quanto mais mexe, mais põe em causa a integridade estrutural do edifício.

 

O prédio ocupa aproximadamente 92 090 km2 incluindo a piscina do estuário do Tejo. Apresenta visíveis sinais de degradação devido a humidades persistentes que causam o surgimento de bolores, e está de igual forma infestado de ratos, que comem tudo e se reproduzem a velocidades estonteantes.

 

A morada é :

 

Lusitânia

Extremo ocidental do bairro europeu (passando a urbanização castelhana, seguir sempre em frente só parando à vista do mar)

Contacto telefónico - (00351) seguido de qualquer número à sorte desde que tenha nove dígitos, é provável ser de imediato atendido visto que o tempo disponível é muito (os moradores estão quase todos desempregados, e para além de tempo têm todos 2 ou 3 telemóveis).

Facebook - Os moradores estão todos lá agora.

Mail - É escusado... Usado apenas como login do facebook ou de jogos online.

Basta falar com qualquer morador para a mensagem nos chegar quase de imediato, hoje em dia já começa a ser difícil actualizar o estado do facebook com algo decente.

 

Assinado: A comissão instaladora de um novo condomínio que pare de nos gamar.

 

@ manuel tavares

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publicado às 13:35


Poesia toda…poesia de todos.

por Manuel Tavares, em 07.11.13

 

Tenho sempre muito respeito pela poesia toda. Por muito horrível que seja, representa sempre um esforço da pessoa de se conectar com algo mais profundo. A poesia é um exercício tipo Houdini... Destravando a alma.

 

Depois quando nos sentamos a olhar para eles (os que pensamos ser nossos poemas) reparamos que nunca foram nossos... Deste “ele” que olha, pesa, analisa e se "orgulha"... Porque a grande estupidez é que não há má ou boa poesia... Há poesia que resulta ou não.

 

Haverá certamente aberrações, mas há coisas incrivelmente bem escritas que não resultam e outras quase toscas que são uma preciosidade... A poesia é um género absolutamente “não literário”! Está algures entre o silêncio e a música...

 

Por isso experimentem todos escrever poesia. É um fantástico exercício que resulta, quanto menos tentamos fazer dela algo “útil”, para além de útil para nós próprios.

 

Experimentem todos! Mesmo, mesmo todos! Antes que a "privatizem"…

 

© Manuel Tavares 

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publicado às 13:06


Levem lá o "grosso"!

por Manuel Tavares, em 05.11.13

"Prejuízos dos quatro maiores bancos dispararam 65% até Setembro"

In "Público".

 

Adivinhem quem é que vai pagar isto?


Nem com todas as ajudas e mais algumas... Depois de décadas de má gestão, da promoção do mais desenfreado consumismo e irresponsabilidade (não me digam que os bancos não são responsáveis por isso em muito, por que são, dado que sem grevo não há vícios) eis que a banca portuguesa surge em todo o seu esplendor ... raquítico.


Os primeiros a pagar serão os empregados dos próprios bancos, que serão despedidos aos milhares, a seguir será naturalmente o consumidor que pagará esta factura.


Continuaremos a ver os mesmo rostos durante mais uns bons anos a gerir esta "banca do peixe" que por cá temos... Esses nunca serão responsabilizados e têm já garantidos "amanhãs dourados" à conta de chorudas reformas.


Mesmo com o BCE a emprestar-lhes dinheiro ao preço da "uva mijona", dinheiro esse que eles usam, não para revitalizar a economia nacional, mas para investir em dívida pública o que lhes permite fabulosos lucros, mesmo, mesmo, mesmo assim o crédito mal parado é avassalador. Lá está, os tais anos a "assobiar para o lado", a emprestar a torto e a direito ao consumo mais idiota, a "investir" apenas em betão, alcatrão deixando à míngua a economia real deram nisto.


  "Gestores da banca portuguesa em reunião"  Foto: Manuel Tavares 

 


Eu tenho andado calado à espera dos que vêm aí justificar esta MONUMENTAL "ENTERRADELA" da Banca Portuguesa! Desses senhores muito graves e sérios, que dizem tanta vez em tom displicente, "que nem precisam de Portugal", que "têm o grosso da sua actividade lá fora" e blá, blá, blá, blá !


Então se têm o "grosso" lá fora saiam de vez! Ficavam menos bancos, certamente mais fortes, que empregariam muita da malta que vocês vão agora despedir como quem larga um lastro que vocês, miseráveis incompetentes agiotas, criaram! Sim, foram vocês que cavaram essa "fossa" onde agora chafurdam!


Mas sair? Sair para onde? Para um sítio onde não haja um BCE que lhes ponha a mão por baixo? Ou uma TROIKA que lhes forneça "verdinho" como se não houvesse amanhã? Ou um Estado que sistematicamente se põe de cócoras perante estes senhores e lhes concede todas as facilidades e mais algumas (incluindo o "favor" de se endividar, o favor de lhes conceder um regime tributário de excepção, o favor de lhes conceder o monopólio de revitalizar a economia, coisa como já disse, que eles nunca fazem, porque afinal são um "negócio", negócio que como se vê gerem com elevada "perícia" e "sucesso").


É isso... Levem então o "grosso" todo da vossa actividade lá para fora... Força aí, que por cá estamos fartos de levar com o vosso "grosso"!

 

@ manuel tavares

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publicado às 09:46


...

por Manuel Tavares, em 31.10.13

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publicado às 09:38


...

por Manuel Tavares, em 25.10.13

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publicado às 13:47


A urgência de empobrecer.

por Manuel Tavares, em 22.10.13

Porque esta urgência em reduzir salários e tão pouca em relançar a economia? Não é isto um claro indicador que nos estamos a tornar escravos de alguém? Esperemos pela resposta dos "iluminados de serviço", ou seja, os economistas ligados à mais conservadora e ineficaz escola económica do planeta, a chamada "Escola de Chicago", que sempre se revelou uma arma, essa sim eficaz, na destruição das economias e equilíbrio social nos países onde eram aplicadas essas doutrinas.

Quem beneficiava com isso? Os suspeitos do costume, a alta finança mundial, e geoestrategicamente, o universo anglo-saxónico (nomeadamente os EUA, que promoveram o subdesenvolvimento de toda a América Latina). No entanto a nível internacional há novos poderes emergentes... A China à cabeça (que convém lembrar, é credora da maior parte da dívida dos EUA), e a Rússia possuidora de fabulosas reservas de gás e petróleo, actualmente nas mãos de meia dúzia de oligarcas milionários, que detêm de igual modo o poder político.

 

É nesta nova lógica mundial que a Europa, quando necessitava de estar mais unida, abate por dentro numa espécie de suicídio impensável e ilógico. Em vez de se tornar em mais um pólo nesta nova organização multi-polar, recua na absolutamente necessária consolidação de uma União Europeia, que todos julgavam em marcha imparável. Temos assim este triste espectáculo de uma Europa que cedeu aos caprichos criminosos das agências de rating do outro lado do Atlântico (sendo que uma das mais importantes já foi posta em tribunal pelo próprio governo americano), cedendo sucessivamente o que considerava ser os seus "elos mais fracos", não vendo que isso a fragiliza como um todo, transformando o que antes era um "anão" político, num novo "anão" económico.

A chave da traição reside curiosamente no próprio coração da Europa, no eixo Franco-Alemão. O Reino Unido não pode verdadeiramente entrar nessas contas por várias razões, primeiro porque nunca foi um país de charneira na construção de uma ideia de Europa, precisamente porque os ingleses não se consideram europeus coisa nenhuma, consideram-se quando muito, primos dos americanos. Depois porque nem sequer fazem parte da união monetária, elemento fundamental e aglutinador de uma (eventual) política económica comum, que hoje sabemos não passou de uma distribuição cínica de fundos, e que beneficia actualmente sobretudo o comércio alemão. Sendo assim é no eixo Franco-Alemão que residia a principal responsabilidade de defender o ideal "Europa", não só pelo seu peso económico no conjunto da União, mas pela sua responsabilidade histórica como beligerantes em duas guerras mundiais, que deixaram a Europa em ruínas e cheia de feridas psicológicas para resolver.

A França resolveu seguir uma lógica de repartição do "bolo" do mercado Europeu com a Alemanha, grosso modo, eu (França) fico com o grosso da agricultura e vós (Alemanha) com o grosso da indústria. A tradicional arrogância cultural gaulesa não previu a chegada de uma tal senhora Merkel, que num ápice rasgou acordos de "corredor" (aqueles que de facto valem) deixando a França fragilizada e posta perante a irresponsabilidade das suas escolhas, tornando-a numa inesperada candidata às eventuais garras dos credores.

No entanto, talvez assustados com velhos fantasmas, a ajuda inesperada veio mais uma vez do outro lado do Atlântico (não sei a que custos), com a manutenção artificial da França em ratings elevados, desviando ainda mais a pressão para a periferia que viria, pouco depois, a atingir em cheio pesos pesados como a Itália e a Espanha.

Sendo assim este ataque ao sul da Europa será, talvez, a desesperada tentativa, sobretudo da Alemanha, de manter a hegemonia económica (muito mais "barata" que a geopolítica, e com custos emocionais reduzidos para "ocupante" e "ocupado" mas com resultados bastante idênticos na práctica), desta feita compensando a quebra de receita proveniente dos seus depauperados mercados latinos e helénicos, com a promoção de "saldos" salariais nesse mesmo "imenso sul", que ajudarão, não a relançar por exemplo a inexistente economia portuguesa, mas a fornecer mão de obra especializada a preços de um normal cantoneiro alemão (se é que existem cantoneiros alemães). 

 

Esta é sobretudo a visão de "sofá" de um mero músico e professor de guitarra clássica que decidi partilhar. Se encontrarem algo de útil fico feliz, se acharem delirante por favor digam, sejam solidários e não se fiquem a rir sozinhos, adoro rir-me das minhas "patacoadas" :-)

 

@ manuel tavares 

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publicado às 15:57


Grandes cargos trazem grandes responsabilidades ...

por Manuel Tavares, em 22.10.13


O Medina Carreira, que tantos põe num pedestal, ontem num programa de TV quando questionado se não achava que a factura da austeridade deveria ser distribuída de forma justa, disse, "en passant", fugindo do assunto como diabo da cruz, que isso eram "pormenores sem importância".

Só se forem para ele. Essa é a questão central neste problema da dívida, problema esse que uns poucos criaram para muitos, mas que agora todos têm de resolver.

Num país evoluído grandes cargos não implicam só grande mordomias, mas sobretudo grandes responsabilidades, e anda por aí muita gente, incluíndo comentadores que aparecem nos media todos os dias, que são capazes de ter um bocadinho mais de responsabilidades nesta crise que um cantoneiro de Carrazedas de Baixo ...

@ manuel tavares

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publicado às 10:03


O amiguismo.

por Manuel Tavares, em 18.10.13


Penso que o poder de Lisboa corrompe, mas é um poder que corromperia de igual forma se estivesse localizado em Marvão ou Freixo de Espada à Cinta.


O poder quando concentrado é sempre perigoso e hoje é por demais evidente que o mal que provoca vai muito além das clientelas instaladas na capital. É algo que se transforma numa cultura, numa forma de estar que tudo justifica e perdoa à luz do mais elementar "amiguismo".


O "amiguismo" não tem cor nem lei nem roque. O "amiguismo" move-se por objectivos precisos, nem sempre conscientes, mas que estão entranhados na espinha dorsal do "homo-habilis-comó-canecus" que pulula perto de tudo que cheire a protagonismo e poder.


Este "amiguismo" não está interessado no processo, na forma como os seres se relacionam, interagem e se transformam num organismo vivo e pulsante. O "amiguismo" só tem um objectivo, perpetuar...o "amiguismo" ;-)
 
© Manuel Tavares

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publicado às 17:36


Ai as zangas ...

por Manuel Tavares, em 17.10.13


Reféns de uma Democracia anedótica , vítima de centrões e oposições de serviço, dizemos zangados:

- A Democracia não funciona!

Reféns de um Estado mal gerido, espoliado e sugado por interesses económicos e financeiros, dizemos zangados:

- O Estado não funciona!

Reféns de uma Banca agiota que não investe na economia, de sucessivos governos sem estratégia nesta área que não seja navegar à vista, e de uma Europa cínica, dizemos zangados:

- A economia não funciona!

Esmagados por toda esta conjugação de factores concluímos "cientificamente", mas igualmente zangados:

- O país não funciona!

Não chegou a altura de ver o que realmente não funcionou nestes quase 40 anos de pseudo-Democracia de que muitos se serviram e servem?

Quais foram os actores desta peça de mau gosto, que mesmo abandonando por momentos o palco principal, nunca abandonaram os bastidores?

Pensem nisso ... mas com calma ... esqueçam clubes e bandeirinhas ... e já agora esqueçam ... as zangas ;-)

@ manuel tavares

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publicado às 16:09



Dinheiro é algo que se tarda a ver;
É ferida que dói quando o bolso não sente;
O contentamento de o ter presente ;
É dor que desatina sem doer;
É um querer sempre mais que bem querer;
Porque é solitário andar teso por entre a gente!
É nunca contentar-se de contente;
Com a treta que se ganha para logo a perder;
Ninguém quer estar teso por vontade!
Nem servir a quem deve, o devedor;
Nem ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar da TROIKA seu favor,
Se corações não humanos, sem amizade,
São feitos para causar fome,raiva e dor?

Luís dos Tostões
(Célebre heterónimo de @manuel tavares)

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publicado às 22:13


Uma nação violada?

por Manuel Tavares, em 16.10.13


Estes tempos vão deixar marcas... as piores se calhar nem serão as económicas, mas a prova clara que alguém tinha uma agenda oculta, essa agenda oculta vence umas eleições com descaradas mentiras, essa agenda oculta, qual rolo compressor, aumenta as desigualdades a um ritmo galopante.

Serão assim marcas de uma imoralidade premeditada e perpetrada sobre o próximo ... Sem compaixão, sem justiça, sem explicação. Porque ao discurso dos "ajustamentos" faltou, falta e certamente faltará, o porquê desses ajustamentos incidirem precisamente sobre os que menos contribuíram para a presente situação, sendo paradoxalmente, esses mesmos os que evitaram que ela fosse pior.

É assim clara a inversão da velha máxima, que fica agora com um novo desenho "Nunca tão poucos deveram tanto a tantos".

Quais serão as marcas psicológicas que uma violação destas sem nome deixa num povo já de si tradicionalmente submisso, politicamente autista, e que só maioritariamente se mobiliza e enerva, se o seu clube for roubado pelo fiscal de linha? Que acha uma chatice falar da sua sociedade, mas que se emociona e segue entusiasmado a charopada mais insípida, o "reality show" mais escabroso!?

Provavelmente essas marcas poderão ser... nenhumas. E esse é o drama, porque estas "nenhumas" significam o quê? Mais indiferença, mais individualismo selvagem aliado a uma concepção tribal da sociedade, em que o que interessa sou eu e o meu grupo e que se lixe essa coisa anónima e distante chamada sociedade.

Portanto a violação deixa marcas quanto mais aparente for a omissão das mesmas... É porque estão mais fundo, nessa coisa pantanosa chamada inconsciente colectivo, a tal que dá identidade a uma nação ...

E que identidade tem uma nação violada? Que terapia pode fazer? Talvez fazendo ouvir a sua voz, mas como fazer ouvir a sua voz se os media estão tomados por comentadores de serviço, salvo honrosas excepções, se até as tertúlias de café há muito faleceram, se os partidos estão transformados em centrais de emprego, interesses ou dogmas estafados, se as redes sociais reproduzem acefalamente as mesmíssimas clivagens (que todos conhecem) entre os portugueses ?

Será que de tanto nos sentirmos violados ficamos autistas? Somos uma nação de adiados esperando melhores tempos? Seres estranhos numa terra que já não é nossa, como contínuos que limpam as ervas dos passeios e desentopem bueiros para que a alienação não fique à tona dos dias?

Fica para sempre claro que num período difícil não houve diálogo algum entre todos nós ... Apenas a certeza de medidas baseadas num puro revanchismo ou cinismo social que pensava já estar diluído na sociedade portuguesa.

A habitual desonestidade "pragmática" dos mesmos... A habitual indiferença dos mesmos... A habitual reacção estafada dos mesmos ... As válvulas abrem e fecham ... E talvez de novo o essencial se vá escapar entre os dedos ... Talvez não! A continuar assim certamente escapará!

@ manuel tavares

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publicado às 17:02


Democracia, actualização 1.0.

por Manuel Tavares, em 14.10.13

 

     



 ("update" do post "Está na altura da Democracia mudar de sistema operativo"http://pegada.blogs.sapo.pt/2344332.html)

 

O problema das organizações partidárias não tem sobretudo a ver com as várias ideologias que dizem defender (desde que não choquem com a legalidade e o mais básico humanismo) mas sobretudo com a facilidade com que esses ideais são adulterados.

 

Isso acontece precisamente porque estes não possuem uma orgânica que impeça a corrupção (fenómeno cíclico) dos seus valores. Podemos assim dizer que o pior que pode ocorrer a um eleitor, é votar num programa que não vai efectivamente ser aplicado.

 

Temos assim por um lado os "mandamentos" enunciados pelos partidos e por outro a orgânica que estes possuem para os aplicar, e que impede ou não a sua deturpação ao ponto de ficarem irreconhecíveis. Isso acontece porque os mecanismos de controle de ética e mérito dos partidos são extremamente rudimentares quando comparados, por exemplo, com boa parte das organizações que irão tutelar directa ou indirectamente se forem governo (o que não deixa de ser irónico).

 

Esta situação leva a que agentes providos de boa dose de esperteza mas falhos de escrúpulos e mérito se introduzam na organização. Significa também que os partidos que têm sido poder rapidamente se transformaram em presa fácil de grupos de pressão económicos ou corporativos.

 

Podemos ter exactamente o mesmo software orgânico para hardwares (partidos/organizações) com diferentes propósitos ou ideais. O pecado maior será precisamente que dentro dessas organizações não prevaleça o mérito dos indivíduos e das ideiais para o bem comum da organização, e consequentemente, da sociedade (dado que por exemplo, desconheço que haja algum partido que não preconize o bem comum, podemos de forma talvez inocente, quase naif, que caso este funcione em prol de todos, todos beneficiarão).

 

Claro que sabemos que não é bem assim, mas se tivéssemos por exemplo, partidos patrióticos e não bandos de "carreiristas", possivelmente não estaríamos na situação que estamos actualmente.

 

Existem obviamente várias formas de corrupção de uma organização. Outra que não foi mencionada é aquela de organizações relativamente limpas em termos de corrupção criminal e moral, mas totalmente tomadas pela corrupção e anquilosamento intelectual, o que as torna inaptas na sua acção, e com uma visão datada ou distorcida da realidade.

 

Temos assim por exemplo um partido que não é oportunista na sua acção, mas por outro lado é dogmático e obtuso na sua leitura e acção na sociedade, ou seja, o seus propósitos, por muito nobres que sejam, foram traídos por uma orgânica rígida e anti-democrática (quase como um "olha para o que te digo mas não olhes para o que faço" mas sem as mãos sujas).

 

@ manuel tavares

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publicado às 22:05

 

 

 

Quanto aos partidos a minha crítica vai muito além do ideológico, os partidos estão a matar a democracia, não só porque não se renovam, como não são efectivamente a única forma de esta se manifestar.

 

A minha crítica é assim muito mais ligada ao lado orgânico dos movimentos políticos, à forma como se estruturam, o que em última análise os condena ao insucesso (mesmo que isso signifique sucesso eleitoral).

 

Os partidos são assim eles próprios responsáveis pelo populismo totalitário que possa eventualmente surgir, pela sua acção mas sobretudo também pelas suas muitas omissões.

 

Não me iludo no entanto com soluções prefeitas mas precisamente com a ideia de "perfeição" que está actualmente inerente a todos os partidos com esta ou aquela nuance.

 

O motor de uma sociedade é precisamente o debate e espírito critico, quando este não é cultivado a sociedade definha ou radicaliza-se (onde é que eu já vi isto).

 

A solução, partidos actuais incluídos, não é por isso única ou milagrosa, passa pela introdução de mecanismos (alguns já amplamente estudados academicamente e aplicados inclusive no mundo empresarial moderno) que lhes permitam dar uma voz contínua às bases sem perder operacionalidade.

 

Este é um desafio contínuo com a necessidade de ajustes constantes, precisamente para tornar as decisões vinculativas num prazo que não faça perigar a razoabilidade, e que permita simultaneamente manter a horizontabilidade não-hierárquica de toda a estrutura.

 

Imaginemos o exemplo do sistema operativo aberto Linux. Este sistema é construído com a contribuição mundial de milhares de programadores. É um sistema fantástico, estável, seguro e em constante e gratuita actualização.

 

Será assim tão difícil transpor esta experiência para as organizações políticas e aplicá-la inclusive à maquina estatal? Haverá certamente inúmeras dificuldades mas o princípio em si não é válido?

 

O milagre do Linux é que não é só um sistema que se vai actualizando, o próprio modelo e arquitectura desse mesmo sistema é periódica e dialecticamente posto em causa, isso cria então esse milagre paradoxal de uma estabilidade sem rival em constante movimento.

 

Se consideram tudo isto utópico não se esqueçam, muito do que temos hoje era fantasia há poucas dezenas de anos atrás a nivel tecnológico e político (no caso português, 39 anos é o que nos separa de uma ditadura).

 

@ manuel tavares

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publicado às 01:01


 

 

 

 

 

 

 

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