Pode ser que a esperança também nasça de França.
Já que por cá nada acontece, que venham os ventos dessa terra de “Champignys”, levantar a esperança deste povinho de Tugas, que bem precisa de uma qualquer tábua, mesmo que bichada esteja, para fugir deste crescente pantanal em que recusamos afundar-nos. Holland pode ser uma pedrada na Merkel ou uma espinha na garganta do miserabilista e humilhante Gaspar ou de qualquer outro dos fantasmas que nos ensombram e que destroem a nossa confiança neste país e na classe política que sucessivamente nos tem desgovernado.
Esses que depois vêm dizer-nos - que náusea!!!!!... - e repetir até à exaustão, que "os portugueses viveram acima das suas possibilidades". Mas, senhores, quem é que nos assediou por todas as vias e por todos os meios, com o "El Dorado" do consumismo!?... juros bonificados, telefonemas dos bancos, incentivos para ... e para .... e... pois! Eu e milhares de portugueses pagamos e pagaremos enquanto pudermos, apesar dos roubos que nos perpetram nos nossos salários, nos impostos, na assistência social, na saúde e na educação para nós e para os nossos filhos... Pois! E para que servem esses nossos sacrifícios? Para atirar para o BPN e outros buracos sem fundo, pelos quais não somos responsáveis, e nos quais não tivemos qualquer tipo de participação ou envolvimento. Sabemos sim, que por mais que nos encurtem as rédeas, nunca serão suficientemente curtas, nem o nosso contributo, ainda que pobrezinho, “do pouco que mal nos chega”, nunca chegará para saciar a gula, dos poucos que arrecadam o muito, que falta neste país do fado.
Holland, sim! que brilhe alguma centelha, nesta Europa da finança e da tecnocracia insensível, nesta Europa que substituiu o princípio da solidariedade entre os povos pelo princípio da "pedofilia" entre os povos - os grande papam os pequenos e simplesmente esmagam, aqueles que apresentem qualquer tipo de deficiência ou malformação no seu desenvolvimento social, financeiro, económico... Abutres! Caçadores de aves feridas a quem atiram ainda no ninho, não para matar mas para ferir e deixar dependentes, querendo fazer crer às suas vítimas que tudo “vem por bem”, que pois está claro, sim com certeza que é pelo seu bem que são e serão esventrados, depois de cirurgicamente anestesiados com o elixir da inevitabilidade, da resignação mórbida e da cegueira induzida.
Esperança, sim, precisa-se! E revolta também, que a lamechice só nos embala no berço mole de lama em que nos atolamos ao som do fado do bandido.
Voto hoje, mulher, pela criança que nunca chegou a França, e pela França que lhe roubou o sonho.