Sexta-feira, 18.05.12

Santíssima Trindade

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Domingo, 13.05.12

O Pecado de Fátima

por Luís Grave Rodrigues às 23:34

Sexta-feira, 11.05.12

Igreja

por Luís Grave Rodrigues às 00:12

Domingo, 06.05.12

Poliateísta

por Luís Grave Rodrigues às 23:13

Quinta-feira, 03.05.12

Deus

por Luís Grave Rodrigues às 00:27

Segunda-feira, 30.04.12

Anjos Caídos

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Sexta-feira, 27.04.12

Clero

por Luís Grave Rodrigues às 01:10

Sábado, 21.04.12

Últimas Notícias!

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Quinta-feira, 19.04.12

O Pogrom de Lisboa

por Luís Grave Rodrigues às 23:03

Faz hoje 506 anos.

O dia 19 de Abril de 1506 amanheceu pacífico e soalheiro. Na igreja de São Domingos, em Lisboa, a missa dessa manhã decorria provavelmente com a calma modorra do costume.

Mas, de súbito, a placidez da missa foi interrompida por um estranho fenómeno que se oferecia perante os olhos de todos os fiéis: a imagem do Cristo pregado na cruz que se encontrava sobre o altar estava iluminada por uma estranha e misteriosa luz.

A superstição e a exacerbada crença dos fiéis imediatamente os fez acreditar estar na presença de um milagre: a imagem do Cristo parecia até que irradiava luz própria. Todos se ajoelharam em fervorosas preces, em êxtase perante aquele milagre que se lhes oferecia, ali mesmo, à frente dos seus olhos.

Mas há sempre um desmancha-prazeres em histórias como estas: um dos fiéis mais afoitos logo se apressou a explicar aos seus colegas de missa que a luz nada tinha de misteriosa, pois provinha simplesmente do reflexo de uma candeia de azeite que estava ali próxima.

E pronto! Caiu o Carmo e a Trindade!

A primeira coisa que alguém descobriu foi que o chico-esperto era um cristão novo, um judeu convertido à pressa mas, pelos vistos, demasiado depressa. Foi o suficiente para logo dali o arrastarem pelos cabelos para o adro da igreja, onde foi imediatamente chacinado pela multidão dos fervorosos tementes a Deus, e o seu corpo queimado no local. O êxtase místico da multidão logo se propagou a toda a cidade. Lisboa parecia ter ela própria enlouquecido.

Respeitáveis representantes do clero católico saíram dos seus pacatos refúgios de oração e percorriam as ruas de um lado para o outro empunhando crucifixos e gritando: «Heresia! Heresia!».

A multidão depressa foi engrossando e, ajudada até por marinheiros holandeses e dinamarqueses que se encontravam no porto, iniciou uma gigantesca rusga por toda a cidade. Para evitar o caos e a anarquia, sempre más conselheiras, os padres e frades dominicanos tomaram a piedosa responsabilidade de organizar convenientemente o tumulto: judeu ou cristão-novo que era identificado ou apanhado, era imediatamente preso e levado para o Rossio e ali era queimado em gigantescas fogueiras que os escravos municiavam ininterruptamente de lenha.

Os judeus e os cristãos novos, homens e mulheres, que se refugiavam em casa eram arrancados à força dos seus esconderijos. Até as crianças de berço eram fendidas de alto a baixo ou esborrachadas de encontro às paredes.

Como mesmo nestas coisas da fé é sempre bom juntar o útil ao agradável, o misticismo assassino daqueles fervorosos e bons católicos não os impediu de pilhar as casas por onde passavam e de ajustar velhas contas com inimigos que muitas vezes nada tinham a ver com o judaísmo. Mesmo os que se refugiavam nas igrejas e se agarravam desesperadamente às imagens dos santos eram levados e arrastados à força para o Rossio e queimados vivos.

A chacina durou dois dias e só terminou por puro cansaço da populaça. Relatos da época falam no sangue que escorria pelas ruas abaixo no Bairro Alto ou na Mouraria. Calculam os historiadores que nesta matança em nome dos mais sagrados princípios e da pureza do catolicismo morreram mais de 4.000 pessoas.

 

Tudo, claro, em nome dessa coisa extraordinária que algumas pessoas têm e que tanto se orgulham de ter, que se chama «Fé».

Tudo feito por bons católicos.

Tudo em nome de Deus.

 

Segunda-feira, 16.04.12

Atheism

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Domingo, 15.04.12

Titanic

por Luís Grave Rodrigues às 18:50

Quinta-feira, 12.04.12

Sacerdote

por Luís Grave Rodrigues às 22:50

Terça-feira, 10.04.12

Mitra

por Luís Grave Rodrigues às 01:31

Segunda-feira, 09.04.12

Mensagem do Papa

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Sábado, 07.04.12

Páscoa

por Luís Grave Rodrigues às 15:23

Sexta-feira, 06.04.12

coelho da páscoa

por Luís Grave Rodrigues às 00:30

Quarta-feira, 04.04.12

Com que então?...

por Luís Grave Rodrigues às 01:44

Terça-feira, 03.04.12

James Randi’s Challenge to Homeopathy Manufacturers and Retail Pharmacies

por Luís Grave Rodrigues às 01:22

 

Haverá por aí algum homeopata (ou alguma farmácia homeopática) que esteja interessado em ganhar 1 milhão de dólares?...

 

 

 

 

    

Segunda-feira, 02.04.12

Abstinência

por Luís Grave Rodrigues às 03:02

 

Domingo, 01.04.12

Feliz 1º de Abril

por Luís Grave Rodrigues às 16:33

Quinta-feira, 29.03.12

A Garantia da Inocuidade do Produto

por Luís Grave Rodrigues às 00:24

 

No passado dia 14 de Junho de 2007 escrevi aqui um texto dedicado ao tema dos chamados produtos homeopáticos a que dei o título de «Sem Indicações Terapêuticas Comprovadas».

Aí escrevi que na «Farmácia Homeopática de Sta. Justa» são «livre e impunemente vendidos, ou melhor, "impingidos" ao público, preparados misteriosos a preços astronómicos, embora sejam mistelas compostas quase só por água e nunca ninguém tenha conseguido demonstrar a sua eficácia ou sequer o seu efeito». E disse ainda que a atividade destas coisas chamadas «Farmácias Homeopáticas» cabe bem dentro do âmbito das competências de fiscalização da «A.S.A.E.».

Pois bem:

A tal «Farmácia Homeopática de Sta. Justa» não gostou.

Vai daí, acusou-me do crime de «difamação»: diz a farmácia que a ofendi na sua honra e consideração e que, por isso, violei o artigo 180º do Código Penal Português.

E lá vou eu a julgamento no próximo dia 17 de Abril (pelas 9,30H na 3ª secção do 3º juízo do Tribunal Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, na Expo).

 

Vai ser giro!

De facto, vai ser muito curioso ver onde está a «honra e a consideração» de uma farmácia que ganha rios de dinheiro a vender impunemente mistelas a que pomposamente chama «medicamentos», mas que o próprio “Infarmed” declara que só regista depois do respetivo grau de diluição ser de tal modo elevado que «garanta a inocuidade do produto».

E também desde que esteja garantida a «ausência de indicações terapêuticas especiais no rótulo ou em qualquer informação relativa ao produto».

 

Mas mais importante do que isso é esta curiosa atitude de uma empresa cujo ramo de negócios cabe bem (digo e, como é óbvio, repito) dentro do âmbito das competências de fiscalização da «A.S.A.E.» e que vende produtos declaradamente inócuos a fazer de conta que são medicamentos.

Trata-se, obviamente, de uma claríssima estratégia de intimidação, que mais não visa do que pretender continuar a vender impunemente a sua «banha da cobra» tentando fazer calar o exercício constitucional da liberdade da expressão de uma opinião cientificamente fundamentada.

- O que no julgamento será obviamente demonstrado.

 

Vai ser giro!

 

 

 

 

 

 

 

Segunda-feira, 26.03.12

O Caminho das Pedras

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Sexta-feira, 23.03.12

Exorcismo

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Quarta-feira, 21.03.12

O Equilíbrio do Corpo Humano

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Segunda-feira, 19.03.12

Banha da Cobra

por Luís Grave Rodrigues às 00:05

Sexta-feira, 16.03.12

Tabela dos Deuses

por Luís Grave Rodrigues às 00:35

Segunda-feira, 12.03.12

Suicídio

por Luís Grave Rodrigues às 01:05

Domingo, 11.03.12

Pena de Morte

por Luís Grave Rodrigues às 01:10

Quinta-feira, 08.03.12

Dia da Mulher

por Luís Grave Rodrigues às 02:10

Terça-feira, 06.03.12

Ateu

por Luís Grave Rodrigues às 16:52

 

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