Quinta-feira, 17.05.12

Não percam , no Publico, os textos de Francisco Assis

por Luis Moreira às 20:34

Á quinta feira, Francisco Assis brinda-nos com textos muito actuais, abordando os grandes problemas do nosso tempo sem nunca perder, nem deixar exceder, a sua condição de militante do Partido Socialista.

Hoje fala-nos da articulação entre "mercado e democracia". Por hoje o que volta a estar em causa é o sistema demoliberal, o que de melhor a Humanidade já concebeu e implementou. No século XX este modelo foi posto em causa pelos adversários do Liberalismo - o nazismo e o comunismo. No século XXI está a ser posto em causa pelo grande adversário da democracia " a vulgata neoliberal" que tem neste governo seguidores.

Margareth Tatcher dizia que as empresas eram um eufemismo porque o trabalhador só existe como individuo. O economista norte- americano Robert Lucas, afirmou a dada altura "que nada impede um desempregado de instalar uma banca de venda de maçãs na esquina de uma qualquer rua, transformando-se automaticamente numa pessoa empregada e, até mesmo, num empreendedor ". Nesta linha de pensamento toda a pessoa desempregada é-o voluntariamente e não é mais que uma pessoa desprovida de um impulso básico para o empreendorismo. Alguém que se recusa a sair da sua zona de conforto.

É , assim, que se chega "aos desempregados que têm à sua frente oportunidades de mudar de vida para melhor" na descabida e insólita afirmação de Passos Coelho.

(continua)

O problema está nos aparelhos do PS e do PSD

por Luis Moreira às 18:50

Lembra Ventura Leite no Público : ..." para além da componente económica, a estratégia deve ter uma componente social que redefina os contornos da acção e do financiamento do Estado Social do futuro, e uma componente política que garanta uma profunda alteração no funcionamento do sistema político...

E lembra Mário Soares : ...os partidos de esquerda e de direita têm vindo, gradualmente, a perder militantismo e a substituir a discussão das ideias pela dos "interesses", das "carreiras", da imagem e do "fulanismo" a todos os níveis partidários.

...tornam-se, assim, demasiado parecidos, criando entre si, da direita à esquerda, um espaço pantanoso que tem a ver com os interesses egoístas que lhes são comuns ou, pelo menos, criam cumplicidades. Suscitando do mesmo passo, um certo desinteresse pelos partidos, pela política e pelos políticos."

Revitalizar a democracia, aumentar o escrutínio dos cidadãos sobre os políticos . Tudo isto exige um compromisso alargado e firme, extensivo aos sindicatos, empresários, igreja e outras entidades da sociedade . E um sufrágio popular dessa estratégia através de um referendo (VL)

Mil e oitocentos milhões na factura da electricidade

por Luis Moreira às 16:43

Pode chegar a este número a redução nos custos da factura, após as negociações entre o governo e as eléctricas. São as tais rendas excessivas. Mas há perguntas para fazer. O que dizem os chineses que compraram a EDP ? Mantêm o preço ? E onde é que tiraram os apoios e a quem? Às produtoras verdes ? Na central do Pego já por lá há "mosquitos por cordas". Deve ser a primeira reacção de quem perdeu os apoios do estado. O que se esperaria é que o estado saísse da actividade e deixasse os "players" funcionar. As verdes estão no inicio e precisam de apoios, que haja então, previamente, uma política clara no sector.

Convite : lançamento de livro

por Luis Moreira às 16:20

O eucalipto "globulus"

por Luis Moreira às 15:20

O nosso eucalipto é o "globulus" que é o que dá melhor matéria prima para a indústria da celulose. Cresce em sete anos. Lá fora cresce em 11 anos. É, por isso, muito procurado, com valor económico. Só a Portucel tem cerca de 120 mil ha plantados mas precisa de muito mais. Para crescer, nesta fase, a celulose precisa de pelo menos mais 40 mil ha. O que compra lá fora é de fraca qualidade e custa o dobro.

Há mais de trinta anos que há uma guerra surda entre quem quer desenvolver a indústria da celulose, que hoje já representa 1% do PIB e 3% das exportações e os ambientalistas. Estes não querem mais cheiros a "ovos podres" nas cercanias dos locais fabris e não querem mais eucaliptos. Estes bebem toda a água existente nos terrenos e estão a substituir o montado tradicional português.

Nestas posições estão os factores fundamentais para desenvolver o "cluster" da floresta. Ao fim de tantos anos é altura de o estado poder responder à pergunta dos industriais. Há ou não espaço para se desenvolver ainda mais a indústria de celulose ?

A sociedade do medo

por Luis Moreira às 11:00

A exploração do eucalipto entrava a produção de pasta para papel

por Luis Moreira às 10:00

A Portucel quer investir numa nova fábrica diz o (i). :

A Portucel quer construir uma nova fábrica em Portugal, mas para isso precisa de garantir matéria-prima suficiente para fornecer a unidade fabril. E quer a ajuda do governo. A empresa tem três unidades fabris no país, mas importa mais de metade da matéria-prima de que necessita, com uma qualidade abaixo da nacional e ao dobro do preço. O presidente da Portucel, Pedro Queiroz Pereira, considera que “é possível valorizar muito melhor do que tem sido feito o potencial florestal de Portugal”, mas, como não tem surgido “o impulso dinamizador”, continua “a desperdiçar-se um recurso renovável”.

 Um investimento de 2 mil milhões de euros, criação de 15 000 empregos e quarenta mil ha de plantação de eucalipto a juntar aos 120 mil ha que já são explorados pela empresa. E a que vem tudo isto?

O nosso eucalipto é o "globulus", e é a melhor matéria prima para esta indústria. Cresce em sete anos enquanto lá fora cresce em 11 anos, tornando-se pois, um belo investimento. Mas os ambientalistas não gostam. O eucalipto é uma árvore que devora toda a água existente nos terrenos e a produção industrial é altamente poluente. Esta guerra há muito que se arrasta e eu não tenho a certeza se os ambientalistas não terão alguma razão.

Novas eleições novos perigos na Grécia

por Luis Moreira às 09:00

To VIMA : a oportunidade da social-democracia na Grécia.

"Após nove dias de conversações, os partidos gregos não conseguiram chegar a acordo para formarem governo. Por isso, haverá novamente eleições a 17 a junho, que serão organizadas por um gabinete de transição liderado pelo presidente do Conselho de Estado, Panayiotis Pikramenos.

“Com este escrutínio, o país está em perigo”, inquieta-se o jornal I Kathimerini. O diário escreve, no entanto, que apesar de se reforçar a hipótese de abandono da moeda única, “Merkel e Hollande querem que a Grécia se mantenha na zona euro”.

“Ficam provadas as previsões das cassandras internacionais”, lamenta To Ethnos, num artigo com o título “Eleições em campo minado”. “O país está num impasse. Agora, é preciso que os partidos deem respostas claras aos problemas do país” que são, especialmente, uma recessão de 6,2% no primeiro trimestre do ano e uma taxa de desemprego de 21%.

Para To Vima, estas novas eleições serão

um referendo de Antonis [Samaras, o líder da Nova Democracia, de direita] contra Alexis [Tsipras, o líder do Syriza, a coligação de esquerda radical], da direita contra a Coligação de esquerda radical, dos pró-europeístas contra os outros.

No entanto, espera Ta Nea, esta crise política

é uma oportunidade para fazer renascer e refundar a social-democracia. Os dois partidos tradicionais [a Nova Democracia e os socialistas do Pasok] têm de saber tirar lições do seu falhanço.

Links exteriores

Nossas fontes

Poesia ao nascer do dia - Agostinho da Silva - Praia

por Luis Moreira às 08:00

Minha praia ardorosa e solitária
aberta ao grande vento e ao largo mar
tu me viste querer-lhe com a doce
piedade das sombras do luar

teus cabos se adiantam como braços
para abraçar as ninfas receosas
que fugindo oferecem sobre as vagas
suas nítidas formas amorosas

braços paralisados por desejo
que o mundo e sua lei não permitiu
ou suspendeu amor que livre jogo
maior que posse em fugaz tempo viu

e como vós me alongo e como tu
areia me ofereço a toda sorte
por sua liberdade ou por destino
que por só dela seja belo e forte.

Agostinho da Silva, in 'Poemas'
Tema(s): Natureza  Ler outros poemas de Agostinho da Silva 

Quarta-feira, 16.05.12

O despertar da ideologia

por Luis Moreira às 21:36

Volta a ideologia ? pergunta Stefan Kornelius em A Grande Coligação Europeia.

"Quais são os limites da capacidade de consenso da União? A Europa precisará de alternativas, de confrontos, de ideologia? Quando François Hollande se lançou na campanha eleitoral com os seus cavalos de batalha socialistas, a chanceler não foi a única a mostrar o seu desagrado. Seria preciso a crise resultar num confronto em torno do credo político da direita? Estariam mais uma vez de regresso os "camaradas" e as suas ideologias cobertas de pó: os socialistas, os neoliberais, os defensores do controlo estatal e os partidários da redistribuição da riqueza?

Ao despertar os desejos de ideologia, o novo Presidente apontou involuntariamente o dedo àquilo que fazia falta na Europa: a liberdade de escolha, a polarização, o debate democrático – e, portanto, a paixão que leva as pessoas a envolver-se na política. O instinto de François Hollande provou que a paixão permitia vencer eleições.

Mas sejamos prudentes: a Europa não está suficientemente forte para acolher esse debate. Ainda não. François Hollande dar-se-á em breve conta, no seio do clube dos poderosos, de que os grandes problemas que o continente europeu enfrenta requerem grandes coligações. Realista como é, não tardará a tornar-se um mestre do consenso, ao lado da chanceler alemã. Mas, sendo como é também um idealista francês, não deveria abandonar a sua fibra ideológica. Se fossem suficientemente fortes, a Europa e as suas instituições seriam capazes de suportar a virulência política."

Os mercados não têm rosto ? O "Pingo Doce" tem...

por Luis Moreira às 19:11

Mercados especulativos têm o rosto do sr. Soros e do sr. Maloff  e de muitos outros como eles, que usam os mercados para enganar as pessoas, falir empresas e levar à banca rota países. Mercados também são as empresas de rendas excessivas que nos "comem couro e cabelo".

Mercados são as aplicações do nosso dinheiro, do Zé que trabalha e coloca a poupança no banco e que este utiliza para ganhar muito dinheiro, emprestando a outros. Que sabemos nós do mal que o nosso dinheiro anda a fazer por esse mundo fora? Anda a comprar armas? Nos estupefacientes ? A armazenar cereais para fazer subir o preço e impedir que os mais pobres tenham acesso ao pão?

Afinal nós todos fazemos parte dos mercados financeiros e fazemos parte do mercado de consumidores, como se viu na "operação Pingo Doce".

Agora o "Pingo Doce" vai fazer descontos de 50% na carne desde que os consumidores comprem vinte euros de outros artigos. Mais uma vez o "Pingo Doce" está a criar um mercado. O mercado dos consumidores de carne que vão comer mais carne do que habitualmente. Podemos chamar-lhes outra coisa mas os "mercados" são constituídos pelos humanos que não regulam as relações comerciais a bem do interesse geral. Antigamente havia a ética pessoal e comercial, como agora não há, temos que regular. São os humanos que se vendem por 50% e o sr. Soares dos Santos que nos compra com vinte euros de outros artigos. Num local ( até virtual como se percebe na internet) basta coexistirem dois humanos e uma coisa que um quer vender e outro quer comprar para haver um mercado.

O que há a fazer ? "Um negócio só é bom se for bom para as duas partes", se não for há que meter na prisão quem enganou, quem roubou, quem infringiu as regras! Quem faz as regras? Os eleitos pelos povos! Mas é nestes que tudo falha!

A Economia melhorou! Mas há sempre duas leituras

por Luis Moreira às 16:50

 A economia caiu muito menos do que se esperava. mas há sempre duas leituras...

Esta é verdade : 

Como se vê é mesmo muito melhor, o que não desmente esta a seguir: (acumulada)
Mas os que chamam a atenção para o gráfico anterior esquecem este a seguir. Uma década de  crescimento negativo da economia :
Vamos continuar com as mesmas políticas que levaram o país ao empobrecimento como está aí bem à vista no gráfico? Pedir emprestado ao exterior e investir em auto-estrada e grandes obras públicas? Ou vamos de uma vez por todas investir na agricultura, nas pescas, na indústria? Nos produtos e bens transaccionáveis e exportáveis e que diminuam as importações? Que criam postos de trabalho permanentes e não sazonais e periódicos?
Olhe-se para os três gráficos e veja-se como há razões para ter esperança. Quem me pode acusar de ter esperança?
 

Imagem do Presidente da República e Ministros atinge mínimos

por Luis Moreira às 16:00


Barómetro
Os dados do Barómetro Político da Marktest de Abril indicam que tanto o Presidente da República como o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, atingiram o saldo de imagem mais baixo de sempre, o que significa que os portugueses foram este mês ainda mais críticos na avaliação negativa da sua actuação.

Estudos de Opinião  , Grupo Marktest,  Ontem

 


Manifesto para uma Esquerda Livre

por Luis Moreira às 14:08
Cara/o signatária/o,
Obrigado por ter assinado o Manifesto para uma Esquerda Livre, nesta primeira fase de recolha de assinaturas por contacto pessoal.
A partir de hoje o Manifesto poderá também ser assinado a partir do seu site onde encontrarão informações sobre a génese e o processo de redação do Manifesto, a agenda de eventos para o futuro, a lista de autores e a de signatários até ao momento. O Manifesto continua aberto a assinaturas pelo que agradecemos a sua divulgação.
O Manifesto será apresentado em público no próximo dia 17 de Maio, quinta-feira, às 11h30, no Café do Cinema São Jorge, Avenida da Liberdade, Lisboa.
No próximo dia 2 de Junho terá lugar em Lisboa o primeiro Encontro para uma Esquerda Livre, em hora e local a anunciar (informação em breve disponível no site do Manifesto).
Em anexo encontrarão uma versão pdf do manifesto, para imprimir, guardar ou divulgar.
Um abraço.
Recebeu este email porque assinou "Manifesto para uma Esquerda Livre". Caso não tenha assinado ou não deseje receber futuros emails, escreva para manifesto@paraumaesquerdalivre.net.
  Manifesto_para_uma_Esquerda_Livre.pdf
56K   Visualizar   Transferência  
         

Os Jacarandás floriram

por Luis Moreira às 12:55



Nos principais santuários, os Jacarandás aí estão a pintar o céu e o chão de lilás. Esta árvore oriunda da América do Sul é uma presença constante em Lisboa. Por duas ou três semanas, entre Maio e Junho, há que visitar os principais santuários, Av. D. Carlos, Jardim de Belém e Parque Eduardo VII. Mas encontram-se em toda a Lisboa. Algumas pela sua envergadura e idade são de visita obrigatória. É bom saber que há coisas que não mudam, coisas boas que fazem parte de nós e que estão para além da ganância e da mediocridade.

Oportunidades de emprego

por Luis Moreira às 11:00

Em vários países há procura de jovens qualificados. Aqui fica a lista para os interesados:

Alemanha
A 4 e 5 de Junho haverá um evento de recrutamento de engenheiros para empresas alemãs. Para se candidatar até 15 de Maio no site do Eures em www.iefp.pt

Enfermeiros
Também em www.iefp.pt pode ver mais informação sobre os profissionais de enfermagem que Suiça, Reino Unido e Alemanha estão a contratar.

Aibel
Na Noruega, a Aibel procura engenheiros mecânicos e de electrotecnica, entre outros, em www.aibel.com

Statoil
Também a Statoil está a contratar engenheiros para todas as áreas ligadas ao petroleo, na Noruega. Ver em www.statoil.com

Irlanda
Se preferir a Irlanda, a EDGE Design & Engineering Innovation também está a contratar. Basta ver em www.edgeinnovate.new.gridhosted.co.uk

UE
Se pretende um emprego em alguma instituição europeia, em www.eu-careers.eu são muitas as ofertas.

Noruega
Ainda na área do petróleo e gás, a Aker Solutions também está a contratar para a Noruega, em www.akersolutions.com

Merkhollande querem Grécia no Euro e crescimento

por Luis Moreira às 10:00

Para o primeiro encontro não se podia esperar mais. Os assuntos concretos foram chutados para uma reunião a ter lugar daqui a um mês.

"Aos jornalistas, Merkel sublinhou que há algumas concepções públicas erradas sobre as suas políticas de crescimento económico. "A questão é saber o que significa crescimento. O crescimento tem de ter impacto na vida das pessoas comuns. Estou muito feliz por termos chegado a acordo em discutir ideias que possam ser implementadas tendo em conta as pessoas comuns", disse a governante alemã, citado pela Bloomberg."

Está na hora de se implementarem medidas com vista ao crescimento da economia .

Euro 2012 - o futebol contra a política

por Luis Moreira às 09:00

Ucrânia : "

Para a Polónia, o Euro 2012 é a promessa de um avanço civil – novas autoestradas, novos aeroportos e linhas de caminhos-de-ferro – e, claro está, infraestruturas desportivas modernas. O evento também sela a sua parceria com a Ucrânia, prioridade de sucessivos governos e presidentes, apesar das diferenças políticas.

Do lado da política ucraniana esta constância não foi a regra dos últimos anos. Depois da revolução Laranja de 2004, depressa se assistiu às tensões crescentes entre [estes dois principais atores] o Presidente Viktor Ianukovitch e a primeira-ministra Iulia Timochenko. Num país duramente atingido pela crise, que fragilizou a economia ucraniana, baseada na indústria pesada e mineira, a ausência de reformas agravou ainda mais a situação. Os cofres do Estado estavam vazios, a inflação era devastadora, a hryvnia [a moeda ucraniana] enfraquecida, a ameaça de bancarrota estava na ordem do dia, os empréstimos das instituições financeiras internacionais eram o único recurso possível.

Durante esse tempo, os russos, com muita delicadeza, fecharam a torneira do gás, exigindo a assinatura de um novo acordo e o pagamento imediato das dívidas. A situação era dramática, porque o gás deixou de chegar à Europa. A indústria ucraniana estava a dois passos da catástrofe e o país a dois dedos de uma revolta nacional. Timochenko, a primeira-ministra da época, vestiu então um elegante vestido preto e pôs um colar de pérolas, e foi a Moscovo negociar com Putin [o primeiro-ministro russo de então]. Em janeiro de 2009, os dois países assinaram o acordo sobre o gás que valeu à primeira-ministra, anos depois, ser processada e condenada aos sete anos de prisão que cumpre atualmente por abuso de poder. O acordo em causa talvez não fosse perfeito, mas foi assinado com a faca encostada à garganta, e salvou a economia ucraniana.

Na verdade, o acordo pôs fim ao papel da RosUkrEnergo como intermediária com a Rússia, causando consideráveis prejuízos à empresa em que a Gazprom [russa] detém 50% do capital. Os outros 50% são detidos pelo oligarca ucraniano Dmytro Firtash, com ligações estreitas ao Partido das regiões do atual Presidente Viktor Ianukovitch.

O desporto e a política estão, assim, tão entrelaçados na Ucrânia como a trança de Iulia Timochenko. Tão ligados que se poderia imaginar que os oligarcas, que investiram milhões na construção de novos estádios, tudo fariam para que o campeonato fosse um sucesso e um passo em direção à integração na União Europeia, com quem eles tanto querem fazer negócios. São exatamente eles, os patrocinadores da política ucraniana, que podem fazer pressão junto do Presidente para acalmarem o caso Timochenko. Então, porque não o fazem? Porque sabem que Ianukovitch pode, com um estalar de dedos, cortar as veias de ouro de que eles se alimentam.

Poesia ao nascer do dia - Joaquim Pessoa - Morrer de amor é assim

por Luis Moreira às 08:00
 Quem morre de tempo certo
ao cabo de um certo tempo
é a rosa do deserto
que tem raízes no vento.

Qual a medida de um verso
que fale do meu amor?
Não me chega o universo
porque o meu verso é maior.

Morrer de amor é assim
como uma causa perdida.
Eu sei, e falo por mim,
vou morrer cheio de vida.

Digo-te adeus, vou-me embora,
que os versos que eu te escrever
nunca os lerás, sei agora
que nunca aprendeste a ler.

Neste dia que se enquadra
no tempo que vai passar,
termino mais esta quadra
feita ao gosto popular.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

Tema(s): Amor  Ler outros poemas de Joaquim Pessoa 

Terça-feira, 15.05.12

A saída da Grécia do Euro é um "bluff"

por Luis Moreira às 22:30

Nem a Grécia pode viver sem o euro nem a Europa pode estar unida sem a Grécia!

"Em primeiro lugar, a Grécia não está preparada para sobreviver por si mesma. Sem as ajudas da Europa e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em breve o dinheiro faltará para pagar os salários dos funcionários públicos e para comprar ao estrangeiro aquilo de que necessita para sobreviver, a começar pelos produtos alimentares e pelo petróleo.

Em segundo lugar, após as reestruturações impostas aos credores privados, atualmente quase metade da dívida grega está nas mãos da Europa ou do Fundo Monetário Internacional. Portanto, se a Grécia não pagar, serão sobretudo os contribuintes da zona euro, ou seja, todos nós (mil euros por cabeça, numa estimativa sumária), quem irá desembolsar.

Em terceiro lugar, o regresso ao dracma só seria vantajoso na imaginação de economistas pouco informados, quase todos americanos. Soube-se recentemente que o governo de Georges Papandreou tinha encomendado um estudo que concluía que mesmo os dois setores que proporcionam à Grécia os seus rendimentos principais, o turismo e a marinha mercante, não beneficiariam com uma moeda desvalorizada.

Em quarto lugar, a verdade desconhecida é a dos prejuízos colaterais – para além do incumprimento da dívida – que uma eventual bancarrota da Grécia causaria aos outros países da zona euro. O diferencial em relação aos títulos do tesouro alemães [spread] não deixaria de crescer. Certamente, as consequências não teriam o mesmo peso para todos. Seriam mais pesadas para os países fracos, a começar por Portugal, em seguida a Espanha e a Itália, e mais leves para a Alemanha."

O Vitor Constâncio "ingénuo" e "prudencial"

por Luis Moreira às 19:45

Há tipos que têm sempre um nome a acrescentar ao do batismo. Ingénuo é um deles. Não vi, não ouvi, não sei, mas continuam a usufruir de tudo a que têm direito. Sou o governador do Banco de Portugal, ganho mais que o meu congénere norte - americano que lida com problemas mil vezes mais dificeis, mas que só pode ter  um nome : "competente".

Perguntamos todos quem é que vai pagar os 6 mil milhões que nos vai custar o BPN. Há os que assaltaram o banco a partir da administração ; os que deixaram assaltar a partir do banco de Portugal ; e os que nacionalizaram o banco sem cuidarem de saber a enormidade do buraco que iam encontrar.

A SNL onde estão os activos do grupo não foram nacionalizados porquê? Os administradores, accionistas e clientes que fizeram negócios tóxicos com o banco não devolvem o que ganharam ? E os senhores governadores, administradores e directores pagos principescamente para fiscalisarem a actividade do banco não são chamados a ressarcir os contribuintes?

Ou são todos "ingénuos" e "prudenciais? "

A água do Rio TUA que se perde no mar

por Luis Moreira às 18:30

Não é mesmo possível compatibilizar o Douro Vinhateiro com a Barragem do Rio Tua? Palavra? A água vai continuar a perder-se no mar quando todos sabemos que a falta de água é um dos maiores problemas com que a terra se vai defrontar no futuro? A palavra dos cidadãos:

Cucos e Subjetividades!....
Por Carlos Rocha - Porto
Tenho sido um observador atento da  polémica sobre a barragem do Tua, e constato com 2 posições inconciliaveis. De um lado argumentos bonitos mas subjetivos e sem qualquer quantificação possivel, por serem abstratos e irreais, que só quem vive como os "Cucos" sustentado e assente no trabalho dos outros pode fazer, ou então teria de viver como os troglodiatas. Do outro os objetivistas, para quem a existencia do homem em condições dignas e modernas está a cima de tudo, e passa pelo aproveitamento de todos os recursos da natureza e pelas obras para a sua exploração. Portugal é um País pobre,não pode continuar a desperdiçar recursos que os ricos aproveitam, por isso é que somos muito pobres. Quanto à classificação do Douro, gostava de saber o que fez esta gente para a sua concretização.

 

É bonito mas é falado, trabalhado é outra conversa
Por José - Vila Real
Qual património mundial! Por este andar qualquer dia temos mas é mato no dito património: o vinho está que não se recomenda. Mas grave é de cada vez que se resolve fazer qualquer coisa, lá estão os do costume em manifestações: ou são gravuras rupestres; ou plantas exóticas; ou cegonhas que ninguém viu; rios selvagens que vão desaguar em albufeiras; etc. Agora de novo uma invenção: uma barragem que põe o património feio. Um feito de morrer de susto, segundo dizem. Cambada de inconscientes, os da UNESCO também - classificam tudo e mais alguma coisa, é só pedir, e estão agora armados em esquisitos. O Povo do Douro sempre viveu mal, numa região pobre de poucos recursos, o rio, e não o vinho, que vem por acréscimo, foi ao longo dos tempos a única coisa que lhe garantiu o sustento.

Portugal há 140 anos...

por Luis Moreira às 17:30

A economia portuguesa a aguentar-se muito melhor do que o esperado

por Luis Moreira às 15:30

A economia está a aguentar-se muito melhor do que o expectável. Caíu forte no último trimestre de 2011 mas no 1º trimestre de 2012 melhorou bastante embora em terreno negativo. A variação dos stocks no último trimestre de 2011 e a contração da procura interna estabilizaram em 2012 e a explicação estará aí. O comportamento muito positivo das exportações explica o resto : A quebra menos acentuada da economia portuguesa no primeiro trimestre do ano surpreendeu os economistas, que apontam para a possibilidade de a recessão em 2012 ser menos forte do que o esperado.
"É surpreendente, a queda em cadeia foi muito inferior ao esperado. Para o conjunto do ano, a contracção poderá ser menor do que a antecipada pela generalidade das instituições internacionais e situar-se em redor dos 3 % estimados pelo Governo", afirmou Paula Carvalho, economista do BPI, em declarações à Reuters.
O PIB português terá caído 0,1% nos três primeiros meses de 2012 face ao trimestre anterior e 2,2% por comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o que traduz uma desaceleração significativa do ritmo de degradação das condições económicas, de acordo com a estimativa rápida do INE.
A economista do BPI lembra que houve um contributo muito negativo de variação de “stocks” no último trimestre de 2011, que poderá ter sido revertido nos primeiros três meses de 2012.
Já Rui Constantino, do Santander, assinala que “houve um ajustamento bastante forte das despesas das famílias no quarto trimestre de 2011, em antecipação às medidas de austeridade que foram aplicadas, e que começa a encontrar um patamar de estabilização".
Destacando que os números hoje divulgados pelo INE são “melhores que o esperado”, Constantino refere, também em declarações citadas pela Reuters, que “por outro lado, as exportações continuam a crescer, com as empresas a realizarem um esforço para se encontrarem novos mercados e ganharem competitividade".
Filipe Garcia, da IMF, também destaca que "o motor de crescimento da economia - e que justificará estes resultados - continua a ser a procura externa líquida, que tem tido uma evolução muito satisfatória”.

A economia não é uma ciência exacta mas também não é "uma roleta russa"! Já há algum tempo que apontava para esta possibilidade de o comportamento da economia ser muito melhor do que o esperado .

Uma massa imensa de jovens pode abandonar a Grécia

por Luis Moreira às 14:00

Consequências imprevisiveis :

“Dessa forma, não seria a Grécia se desligando do euro como padrão monetário. Seria a Grécia sendo expulsa, praticamente, da União Europeia. Uma série de consequências desagradáveis teriam lugar a partir daí, sendo a primeira uma onda de jovens gregos, desempregados e prontos para deixar o país”, disse Hugh. A jornalista do diário britânico The Guardian Julia Kollewe pintou um quadro obscuro desta situação:

“Uma massa de desempregados, formada por jovens e bem preparados trabalhadores, formariam uma espécie de êxodo da Grécia e, se dezenas de milhares de pessoas chegassem às fronteiras do país, estas teriam que ser fechadas, com patrulhas de soldados gregos nas estradas, portos e aeroportos para manter seus cidadãos dentro do país. Isso não é impossível”, avalia Kollewe.

Hugh, então, se espanta com a situação a que chegou a Europa, diante da possibilidade de ruir o principal fundamento da União Europeia, que seria o fim das fronteiras físicas e econômicas.

“Aí, eu pergunto a mim mesmo: É essa a Europa sobre a qual falávamos, ou isso será algum tipo de pesadelo? Foram esses os altos ideais que nos moveram até chegar ao ponto de a Grécia trancar seus jovens, como nos velhos dias da União Soviética? É isso que a eleição de François Hollande como presidente da França significou?”, questiona Hugh. E ele mesmo responde: “Espero que não”.

A força dos lobies que resistem à implementação das reformas estruturais

por Luis Moreira às 12:00

Avisa o Banco de Portugal : "Os riscos em torno da implementação do Programa permanecem significativos" avisa a instituição. Em termos internos, destaca a "resistência expectável de alguns agentes económicos à concretização do vasto conjunto de reformas previsto na área estrutural". As áreas que têm sido mais problemáticas são as rendas no sector da energia – tema que deverá ser central na próxima avaliação da troika – e o aumento da concorrência nos sectores não transacionáveis.
O BdP reconhece que a adopção de reformas estruturais é um caminho espinhoso e que pode exigir tempo até se conseguirem as melhores soluções. Mas avisa que se estas não forem implementadas, o esforço de ajustamento pode não dar resultados. "A concretização efectiva de reformas estruturais que aumentem o nível e o crescimento da produtividade no médio prazo deve assumir um papel proeminente", lê-se no relatório.

É nestas reformas que se joga muito do país que queremos ser. O estado, as empresas do regime, a banca, as empresas públicas.

E se a Grécia sair do Euro?

por Luis Moreira às 11:00

Vamos ver a opinião mundial  virar-se para Portugal e para os outros países em dificuldades. Mas o mais estranho de tudo é que a Grécia sai do euro para pedir dinheiro, muito e depressa aos países europeus! Pode ser de outra maneira? Se não tem pede a quem? E, no curto prazo, paga como se não tem dinheiro?

Já para não dizer que a saída do euro não está prevista. Está prevista a saída da União Europeia que está longe de ser a mesma coisa.

Sem uma união monetária, económica e política a União Europeia não tem capacidade para se impor.

Mas a senhora Merkel não quer!

O futuro da moeda única joga-se no sector bancário

por Luis Moreira às 10:00

O euro:

Pavel Constantin

Esqueça o dilema de austeridade ou crescimento: o futuro da moeda única joga-se no setor bancário. Com a crise, os Estados e a banca tornaram-se tão interdependentes que acabam por se enfraquecer mutuamente.

Não é possível tirar o crescimento da produção de uma cartola, como por magia, e não há de facto dinheiro para investimentos. Por isso Daniel Gros ficou estupefacto com a forma como os políticos europeus, encabeçados pelo novo Presidente francês, martelam uma simples palavra: crescimento.

Para o economista alemão do grupo de reflexão de Bruxelas CEPS, a dicotomia "austeridade ou crescimento" é um "falso debate", que não faz avançar um passo na solução da crise do euro. O verdadeiro debate, segundo ele, deve centrar-se nos bancos, especialmente os do Sul da Europa, que estão muito pior do que se pensava.

"Os bancos gregos e espanhóis estão sentados numa pilha crescente de dívidas”, explica Gros. “Só a Europa os pode salvar, os Governos grego e espanhol são demasiado fracos. É um problema europeu da maior importância."

No ano passado, depois de forte pressão política, os bancos europeus aceitaram cortes no pagamento da dívida do Estado grego, através de um perdão parcial. Depois disso, os mesmos bancos retiraram-se do Sul da zona euro, antes de novos cortes. Espanha, Itália e Portugal foram massivamente abandonados pelos investidores estrangeiros. Na Grécia, a fase seguinte já começou: até os gregos colocam o seu dinheiro no exterior. De acordo com Gros, trata-se de uma imensa fuga de capitais. "Quatro, cinco, seis mil milhões de euros por mês. Ninguém os consegue travar."

Esta evolução acompanha a par e passo outra, igualmente prejudicial: devido à saída dos bancos do Norte da Europa, os do Sul vão-se afundando cada vez mais em dívidas. As obrigações de que os investidores estrangeiros se estão a livrar são compradas precisamente por bancos europeus do Sul. Fazem-no por pressão dos governos, mas também porque ganham dinheiro com isso. É que, em troca desse favor, os governos contratam novos empréstimos, a taxas de juros mais interessantes para os bancos.

Ato patriótico permite grandes lucros

Taxas de juro mesmo muito vantajosas. No inverno passado, o Banco Central Europeu concedeu créditos muito baratos para mil milhões de euros, a fim de manter as trocas de empréstimos europeus. Os bancos da Europa do Sul aproveitaram estes créditos de muito boa vontade, a uma taxa de juro de 1%, para depois emprestarem aos governos cobrando-lhes 6% ou mais. Um ato patriótico que lhes permite ir tendo grandes lucros. Parece ser uma solução, mas cria uma dinâmica perversa: os bancos e os governos tornam-se de tal modo interdependentes que se enfraquecem mutuamente.

Segundo Daniel Gros, "os bancos gregos estão absolutamente desgraçados". Parece ser um problema nacional. Mas isso é uma ilusão de ótica. O que vai acontecer se, de repente, os bancos do Sul não pagarem (não conseguirem pagar) os seus empréstimos ao BCE? "Por causa do euro, estamos todos no mesmo sistema", explica Thierry Philipponnat, do grupo de pressão Finance Watch.

Indiretamente, o BCE somos nós. Todos nós, de todos os países do euro. Se as coisas correrem mal no Sul da Europa, outros países da zona euro terão de ajudar, para salvar a união monetária europeia. O BCE está, pois, sob forte pressão da Alemanha e da Holanda, no sentido de impedir esses empréstimos especulativos. O mercado financeiro interno é a base do euro. A fuga de capitais do Sul para o Norte destrói esse tecido. "A integração financeira da Europa está a recuar, pela primeira vez desde o início dos anos 1980", explica Ignazio Angeloni, conselheiro do BCE em Frankfurt.

Os franceses têm uma palavra maravilhosa para isso: “détricotage” [desfazer o tricô]. Os bancos retiram-se para as suas fronteiras, como um tricô a ser desmanchado: para serem mais fortes num país, deixam de conceder empréstimos a outro.

Os bancos centrais são mais rigorosos no Norte do que no Sul. "Subitamente, a geografia ganha importância", salienta o lobista Philipponnat. Um banqueiro de Londres observou isso mesmo recentemente, durante a visita de uma delegação chinesa. A primeira questão dos chineses foi: "Como podemos distinguir uma nota grega em euros das alemãs?"

Europa não sabe como dar a volta à situação

Há muito quem diga que só uma união bancária europeia pode livrar a banca e os governos deste sufocante abraço. Uma união bancária com um fundo de salvação alimentado pelos próprios bancos, de modo a que os governos deixem de estar obrigados a compensar falências: isso permitiria resolver o dilema atual do "too big to fail" [demasiado grande para cair], que faz com que os grandes bancos façam o que lhes apetece, porque têm a certeza de serem salvos pelo governo quando a situação lhes correr mal. Se forem penalizados pelos seus atos, passam a avaliar os riscos de forma diferente.

A Comissão Europeia preparou uma proposta. Mas a sua publicação já foi adiada dois anos porque os Estados-membros não a querem. Porque implica uma vigilância europeia forte. Isso equivale a uma transferência de soberania nacional, o que é, para muitos países, difícil ou tema tabu.

A Europa não sabe como dar a volta à situação. Como os governos não querem um sistema europeu de forte regulação financeira, aumenta o risco de o contribuinte levar com uma série de faturas europeias, sob a forma de ações de recuperação financeira, no valor de muitos milhares de milhões de euros. E resta muito pouco dinheiro para estimular o tal crescimento económico de que François Hollande é atualmente o paladino.

"A maior ameaça para a estabilidade financeira da Europa é o facto de os países da zona euro serem financiados por bancos que, se forem à falência, estarão dependentes dos governos aos quais emprestam dinheiro", defendeu recentemente Philipponnat, numa conferência organizada pelo BCE. "Todos sabemos que isso não tem futuro.

Links exteriores

Relacionados
         

Corredores ferroviários : erro estratégico ou mentira?

por Luis Moreira às 09:00

A estratégia do governo de José Sócrates para os corredores ferroviários foi uma mentira ou um erro?

"O Ministro da Economia português, Álvaro Santos Pereira, e a Ministra de Fomento espanhola, Ana Pastor, voltaram a confirmar o projecto de construção do Corredor Ferroviário do Atlântico, que vai permitir o transporte internacional de mercadorias portuguesas e espanholas, em bitola europeia, para o resto da Europa, de uma forma eficiente e competitiva.
O Corredor Ferroviário do Atlântico vai efectuar a ligação França-Irun-Valladolid-Palencia, que bifurca para três direções: Vilar Formoso-Aveiro, que inclui o Eixo Norte-Sul de Portugal e o porto de Leixões, Galiza e Madrid por Ávila. Através da capital espanhola até Badajoz e do novo troço Poceirão-Caia, será efectuada a ligação, em bitola europeia, para mercadorias e passageiros, à região de Lisboa e aos portos de Setúbal e Sines."

A confusão é muita, a falta de informação é maior, os interesses financeiros ultrapassam tudo e todos. Nós, na verdade, não vivemos em democracia! Eu que leio tudo o que apanho destes assuntos nunca encontrei esta solução. Esconderam-na ? Vagamente ouvia falar dos problemas que a bitola europeia levantava por causa da "nossa" bitola Ibérica. Até se dizia que os nossos comboios chegariam a Badajoz e do outro lado não havia correspondência de bitola , como se coisa tão evidente passasse aos técnicos...

Enfim, mais uma monumental mentira que tem sido levada até quase ao ponto de não retorno. Depois pagamos indemnizações milionárias às empresas interessadas, e coisa e tal...

Aqui está a "clara estratégia" para a ferrovia nacional :

Poesia ao nascer do dia - Pablo Neruda - Sempre

por Luis Moreira às 08:00

Ao contrário de ti
não tenho ciúmes.

Vem com um homem
às costas,
vem com cem homens nos teus cabelos,
vem com mil homens entre os seios e os pés,
vem como um rio
cheio de afogados
que encontra o mar furioso,
a espuma eterna, o tempo.

Trá-los todos
até onde te espero:
estaremos sempre sozinhos,
estaremos sempre tu e eu
sozinhos na terra
para começar a vida.

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"
Tema(s): Amor  Ciúme  Ler outros poemas de Pablo Neruda 

 

pegadas recentes

últimos comentários

  • A primeira e última vez que perguntei isto a um pa...
  • É uma tristeza, mas esperar do "rei da cortiça" um...
  • Isso não sei, não o conheço suficientemente. Mas o...
  • "Vulgata neoliberal" que começou e durou no govern...
  • Saudações!Meu nome é Caio Blanco e trabalho em nom...
  • Dizia Aristóteles, antes de Cristo: "É pois uma gr...
  • Infelizmente, casos como este que relata são comun...
  • Obrigado :)
  • Há situações estranhas, sim...
  • Veja aqui :http://pegada.blogs.sapo.pt/1783518.htm...
  • É procurar aqui na PEGADA, dois dias atrás em "son...
  • E as tendência de voto? não há grafico, ou há e nã...
  •  (me-notme) Meu caro, mande um texto que nós ...
  • Excelente documento que sugeriu, mas para o p...
  • Em relação à produção de informação, não duvido qu...

arquivos

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

tags

pesquisar

 

PluralMag 

links

subscrever feeds

Paperblog :Os melhores artigos dos blogs