Quinta-feira, 23.02.12

A ironia que foi

por António Leal Salvado às 01:40

O que me tem assustado, dia a dia e cada vez mais, é a "barricada" com que os banqueiros trancam o dinheiro à economia real. O país parece estar a fechar para balanço. Um balanço que os financeiros acautelam desde há muitos meses... mansa e cinicamente.
No trabalho quotidiano com as famílias e as empresas, temo cada vez mais por um desenlace que não vai ser risonho. A vida está a parar, na produção que já se não faz, nos lares que adormecem pela manhã no pesadelo dessa sinistra 'moda' que é a insolvência das famílias.
Já me arrepio quando me lembro da ironia com que há umas semanas advertia que "um dia o povo vai-lhes às ventas".
Ironia?

Resgate grego: o acerto do passo, o conferir da estratégia

por António Leal Salvado às 00:30

Com o resgate da dívida, os gregos (ou alguns deles) suspiraram. A alta finança internacional comemorou.

O resgate "é um belo negócio para os credores, um péssimo negócio para a Europa", diz-se agora.
E qual é a admiração?
O resgate estava previsto - era a última fase do plano, que começou com o embuste das agências de rating, continuou com a estratégia do terror à volta das dívidas soberanas (alguma vez na História os Estados foram superavitários? os Estados existem para ser superavitários?!) e teve a sua penúltima fase na austeridade genocida, o mais requintado golpe para os financeiros se ressarcirem das suas asneiras especulativas pela apropriação do património construído pelos povos.
Se não houvesse resgate para que teria servido o resto do plano?

Nós, portugueses, lá chegaremos. Está escrito. Nas planilhas do 'polvo' que confiscou o estado social europeu está lá tudo previsto: escrito, combinado contabilizado e fiscalizado.

Sexta-feira, 17.02.12

O fariseu

por António Leal Salvado às 21:21

"Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil".
Cavaco Silva, 17.Jan.2011

Na semelhança é que está a diferença

por António Leal Salvado às 21:17

Os últimos tempos têm mostrado ou ressaltado muitas e grandes diferenças entre um país do norte como a Alemanha e uma nação do sul como Portugal. Diferenças que a nós, portugueses, nos doem – as outras, aquelas que nos engrandecem, e são tantas, tornaram-se despiciendas na conjuntura, até pela razão que Angela Merkel fez questão de ditar em devido tempo de preliminares: quem tem dinheiro é que manda.
O essencial das diferenças entre os dois países – das diferenças que hoje em dia contam – é , de facto, tão doloroso quanto a maior de todas as diferenças se define como na velha anedota: “La diference entre un homme et une femme? C’est que la diference entre!”. Tal e qual, aquilo que de mais significativo separa o país do Reich e a Nação lusa é precisamente essa ‘coisa’ que o primeiro tem a mais que a segunda, essa ‘coisa’ que o primeiro quer a todo o custo (custe o que custar) enfiar pela segunda a dentro, a bem ou à força. Falo aqui do vil metal, é claro.

Mas há diferenças entre o norte e o sul que parecem ser dolorosas para os alemães e prazenteiras para os ‘tugas’. Parecem, disse eu, pois que em boa verdade são aquelas que mais nos magoam. As que mais directamente ferem a consciência, as que mais agudamente mancham a alma, as que mais objectivamente evidenciam a nossa inferior condição. É o que acontece quando um dirigente político, como o Presidente Wulff, se demite do seu cargo por motivo de honra.
Christian Wulff prevaricou – influenciou o favorecimento de um amigo – antes de ser presidente e, portanto, fora do exercício da sua função. Mas constatou-se que tinha prevaricado. Logo, constatou-se que tem carácter de quem é capaz de prevaricar. Consequência: a natural, normal e elementar. Não tem carácter para servir, não serve.

E aí temos uma enorme diferença a separar-nos desse outro mundo que é a Democracia. Democracia imperfeita, mas funcionando (ou ‘funcionante’).

Em Portugal, dizemos meia dúzia de palavras e cada uma delas vale por mil imagens: Cavaco, BPN, Dias Loureiro, Cavaco, Urbanização da Coelha, Passos, Fomentinvest, Ângelo Correia, Cavaco, Banco BIC, Mira Amaral, Cavaco… Bastam nomes próprios, afinal. Mais palavras para quê?

Já viram a diferença? As condutas que na Alemanha levam um presidente a demitir-se são muito semelhantes às que em Portugal levam um presidente a ser eleito.

Essa semelhança é que faz a grande diferença.

Rede Para-Social #6

por António Leal Salvado às 01:55
Quarta-feira, 15.02.12

diversos #6

por António Leal Salvado às 01:00

A troika e a recuperação dos dois activos sobrantes

por António Leal Salvado às 00:55

Cocó e Ranheta
Diz a notícia que, no dia dos namorados, se encontraram Pedro José Coelho e António Passos Seguro.
Lisonjeira onomástica, para a nova geração da parelha que na minha infância se apresentava como Vasquito e Anhuca e na dos meus filhos acudia por Croquete e Batatinha.

e Facada
Marc Faber, analista de investimentos empresariais americano, ganhou notoriedade com o seu célebre relatório:
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00. Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wal-Mart, o dinheiro vai para a China. Se gastarmos em gasolina, vai para os árabes. Se comprarmos um computador, vai para a Índia. Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou o Japão. Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan. E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com o que resta de produção americana: prostitutas e cerveja.”
Faber foi o decisivo conselheiro do FMI para o agravamento dos impostos em Portugal, baseado na teoria de que essas duas sobrantes parcelas do consumo americano estão agora a fugir para Portugal.
É que descobriu que a Budweiser foi comprada pela Unicer – e que os jotinhas farsolas que (se) governam em São Bento recebem tudo o resto, de mesada das mães.

Terça-feira, 14.02.12

diversos #5

por António Leal Salvado às 01:00
Segunda-feira, 13.02.12

Atenas, hoje: Um sério aviso!

por António Leal Salvado às 02:55

Nas reportagens das televisões internacionais feitas na rua, uma frase a predominar: "NÃO QUEREMOS OS EMPRÉSTIMOS DELES!"

Os povos não são estúpidos. Da compreensão das coisas até perderem o medo, vai um passo:
Quem já nada tem, nada tem a perder.

diversos #4

por António Leal Salvado às 01:00
Domingo, 12.02.12

Repor a verdade histórica - a bem da Nação

por António Leal Salvado às 23:23

A Pegada deu já (17:59 h. de hoje) eco da revelação feita pelo Inimigo Público, acerca do reajustamento do calendário pascal:

“"A Última Ceia a uma quinta-feira é coisa de garoto mimado e irresponsável que chula os pais e o Estado. Acabou-se a Sexta-Feira Santa e a Última Ceia passa a lanche ajantarado no sábado até às 23 horas, no máximo. Domingo de Páscoa passa a ser o dia do julgamento, paixão, crucificação, morte, sepultura e ressurreição. Também Jesus Cristo tem de deixar de ser piegas!”, revelou Passos Coelho.»
[Por João Henrique, http://inimigo.publico.pt/Noticia/Detail/1533338]

 

Impõe-se, no entanto, uma ligeira correcção: Não está completamente bem informado o Inimigo Público. O farsola tem um estudo de historiadores da Goldman Sachs com dados actualizados: Cristo, afinal, nasceu de uma orgia carnavalesca - e do mistério da sua concepção sabe-se agora que a Virgem foi fecundada, gerou, pariu, educou e viu morrer o seu divino filho e logo de seguida foi levada ao céu pelos anjos nesse mesmo dia de Carnaval, um domingo (a terça-feira era uma treta inventada por uns romanos a quem os pais davam quadrigas de luxo desde miúdos e que no império dos césares ficaram conhecidos por rascorum pueri.
Glorioso e fatídico domingo aquele, em que ocorreu esse místico dia de carnaval-concepção-natal-páscoa-ascenção - o domingo que, por isso, é o verdadeiro dia do Corpo de Deus.

O farsola concluíu - ou seja, os troikistoriadores mandaram-no perceber - que é esse sagrado e glorificado domingo o genuíno, verdadeiro e insubstituível dia da Mãe, do Pai e dos Namorados.

Não sejas piegas, que o dono amouchar-te o focinho e dar-te com o jornal é certo!

por António Leal Salvado às 21:00

O ridículo da imbecilidade faz-nos pena dos coitados infelizes que a protagonizam. Já o escrevi, mais abaixo.
Quando a imbecilidade joga o destino de gerações de uma nação como se fosse um jogo de tirar macacos do nariz para colar bolinhas do tampo da mesa-de-escola, aí já a coisa é mais séria. Dizer "Tragicomédia" seria figura de estilo. 'Tragifarsa', como já por aí vi escrito, aproxima-se mais - mas é brando.

Estrela Serrano faz, no Vai e Vem, um flash post de arguta observação (foto acima). Mas acho-lhe trocado o sujeito da frase. Não é de Portugal que se trata, em bom rigor - quem assume a cagarolice do exame não é este país. Bem pelo contrário, a cagunfa é de quem está contra a lusa pátria. A tramar-nos e nós a vermos.

Anda a Natureza (mais que a História) ao contrário, que nos momentos em que uma nação precisa de estadistas com conhecimento sólido, estratégia sábia, soluções corajosas - é precisamente quando a História lhe ensina que espíritos como os de D. João II, Churchill ou Schumann não são passíveis de arremedo nem se adquirem nos manuais dos mercados. Mas desse paradoxo da Natureza falaremos noutro ensejo.

O que aqui vem ao caso é a propriedade da parábola. O colegial com caixinha-de-óculos, dentolas proeminentes e beiço descaído que Estrela Serrano vê à porta da sala de exame, atirou-me aos olhos da memória outro personagem - que, salvo o devido respeito pela brilhante crónica inspiradora, 'cola' mais no(s) cromo(s) que ambos vislumbramos a borrar-se de miúfa. É o meu saudoso Farrusco, rafeiro que a compaixão me trouxe da rua e depois a rua me levou por debaixo do rodado de um camião.

O Farrusco era diferente destes personagens farsolas, farsolófilos e farsolómanos. Não era fiel a quem lhe pagasse, era leal a quem defendia - e defendia mesmo quem nele confiava. E era inteligente, autêntico, confiável. Mas assemelhava-se àqueles no temor dos correctivos que lhe eram aplicados quando não correspondia ao assobio do dono. Quando fazia asneiras, curvava-se, sabendo que lhe iam amouchar o focinho para levar com o jornal no lombo.
Esse o ponto de comparação. 

Textos & Pretextos, nº 15

por António Leal Salvado às 15:30

Centro de Estudos Comparatistas, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

diversos #3

por António Leal Salvado às 01:00

Sábado, 11.02.12

Até o Entrudo merece uma trégua

por António Leal Salvado às 23:23

Por vezes tenho a impressão de que esse sujeito tão grotescamente farsola, de tão lerdo que se revela quando quer falar de coisas sérias ou que parece crer serem sérias, de tanto papaguear as tretas que os donos lhe assobiam que repita, de tanto se confundir com aquele ante-braço direito que lhe faz a patética propaganda - chega a acreditar nas parvoíces que defende em matéria de política económica. É que se dá a um tal ridículo...!

Confesso que quanto mais o observo mais me faz pena o papel que a História vai reservar - muito depressa - a este infeliz.
Começo a rever a minha disponibilidade para me associar ao dia em que o Povo lhe vai às ventas. A culpa não é dele, acreditem. O estado a que a Europa chegou e a pobreza que recebeu do partido por onde até à senilidade rastejou e do bronco que lhe calhou como padrinho quando teve via vaga para um lugar eram e são tão singularmente confrangedoras, que o coitado foi chamado ao seu momento de fama num momento em que qualquer imbecil saído do hospício podia ser apanhado na rua para fazer este papel.

diversos #2

por António Leal Salvado às 01:00
Sexta-feira, 10.02.12

Ainda a propósito do jeitinho do ministro alemão a Vitor Gaspar

por António Leal Salvado às 21:15

Estando cada vez mais à vista que a U.E. não é união de coisa nenhuma se não dos interesses hegemónicos dos herdeiros nazis e seus compadres, o afilhadismo servil dos incapazes só serve para retardar o que seria a única estratégia verdadeira para países como Portugal: reclamar o europeismo 'constitucional' e 'natural', com voz própria, saber alternativo capaz, adequado cooperativismo de um lobby dos países burlados pela oportunista manipulação do Tratado de Roma e dos princípios e valores europeus.

Gaspar comporta-se como Passos e Cia. - com o servilismo da graxa, que tão claramente caracteriza aqueles que são tiranos dos necessitados e esbirros dos poderosos. Isto é, como os fracos. Os verdadeiramente (néscios e) fracos.
Ora, dos fracos não reza a História. E quando a fraqueza (incapacidade) é assumida na liderança de 10 milhões de mártires e no sacrifício de uma Nação - isso chama-se traição. Desprezível traição.

diversos

por António Leal Salvado às 01:00
Quinta-feira, 09.02.12

Atacar a crise a tempo. A medida que faltava

por António Leal Salvado às 01:01

Falta a pontualidade! Falta este item no longo rol de defeitos, maus hábitos, nocivas práticas, vícios perniciosos e outros delitos anti-económicos que puseram os portugueses a viver über ihre Verhältnisse (creio ser com esta frase que a loirenfatuada encomendou ao farsola o sermão que ele devia pregar em euros à malta dos 485 e ele desabafou em 10.000's quando foi acudir ao miserável pré-reformado de Belém).

Falta apontarem-nos este feio, sub-desenvolvido e lascivo sinal de que não vamos lá sem austeridade impiedosa e castigo duro, agora que já está assente que, para sermos membro de pleno direito da Europäische Union, temos que, custe o que custar, ser tão humanistas como os alemães, sensuais como os ingleses e os alemães, simpáticos como os franceses e os alemães, cosmopolitas como os cipriotas e os alemães, comedidos como os italianos e os alemães, poupados como os gregos e os alemães, anti-proteccionistas como os espanhóis e os alemães. Sem esquecermos que, para sermos mesmo europeus, verdadeiros Europäer (concedendo em iuropían ou arrôpêã, sem maiúscula) falta-nos, ainda e antes de tudo, trabalhar como os chineses, produzir como os japoneses, ter salários de tchechenos, alimentação de ruandeses e direitos cívicos de norte-coreanos.

Mas esse caminho que nos falta está a ser percorrido – e é melhor estarmos preparados para sermos pontuais. Admira-me que a diplomacia alemã e a governança francesa, com a tecnologia dos mercados financeiros seus aliados, não tenham ainda sabido afinar o açaime do farsola para decretar a pontualidade portuguesa, custe o que custar e à medida dos sacrifícios exigidos pela crise em que os erros de José Sócrates lançaram o mundo inteiro e que em Portugal se fizeram sentir a partir de Junho de 2011.
Temos que estar preparados. A questão da meia-hora de trabalho extra é, de resto, uma arguta e generosa preparação para um diploma que aguarda apenas a revisão da fina linguística do cavaco para decretar que, com vigência às 00:00 horas do dia imediatamente seguinte os portugueses comecem a pegar ao trabalho com pontualidade exemplar. O que, dada a absoluta necessidade de patriótico empobrecimento, se traduzirá em começar cada dia de recibo verde comparecendo na linha de produção com uma antecedência de 24 horas.

Pois é, lá me perdi em divagações. O que eu queria era, apenas, justificar porque não consigo cumprir horários. Não consigo mesmo – e tenho pensado muito nisso. Tanto que escrevi um longo tratado sobre a minha crónica falta de pontualidade.
Não, não vos incomodo com o meu tratado (ia atrasar-vos a hora de deitar...). Conto-vos só uma súplica que me fez, agora mesmo, um sem-abrigo com necessidade de aproveitar o dia solar de amanhã - urgente necessidade de usufruir o sol temperado deste doce país morno, enquanto não chega a vaga de cinzento gelo que da Europa aí vem.

Não, afinal já não conto. O prazer de estar aqui e o dever de acudir a um maior necessitado já me atrasaram a publicação deste post. Estava marcado para a 01:00 h.

Quarta-feira, 08.02.12

Riso de Palhaço (e a casa a arder)

por António Leal Salvado às 13:45

(no dia em que o farsola virou machão diante do sofrimento do trabalho escravo que vive acima das possibilidades, sublimando a lamúria do miserável que não ganha para as despesas).

Há dias assim. Um homem abre a janela no ponto mais alto da cidade e vê o que isto é e lembra-se do que isto foi. E dá-lhe vontade de chorar. E depois, caprichosa Natureza e misterioso Mundo, passa o dia a rir. Da miséria que desfila.

Uma imagem vale mais que mil palavras.

E eu, distraído de procurar cabeças, deparo com uma gravata pendurada num corpo (não pendente do nó pelo pescoço, que isso já era arte, a arte rara deste tempo dos simples).
Simbólico. O corpo colocado à frente de uma metade de notícias. Ao lado do capital. Simbólico ou trivial?
Andam p'raí uns gajos a pedir porrada e a malta nunca mais lhes vai às ventas!

.
Duas imagens valem mil que duas mil palavras. E surge outra.
“parece o relvas”, dizem os tweeters. Parecem irmãos. Filhos da mesma ninhada.
"parece o fenómeno dos donos que ficam parecidos com os seus cães". (Esta é de quem leu). (1)
Nem tudo o que parece, é. Só quase tudo.

.

(1) citação de Jugular, blogue

(*) video de Jou00e3o Pereira, @ Twitvid

Há dias assim. Da miséria que vê, a gente tem vontade de chorar e passa o dia a rir. Ninguém sabe o que custa o riso do palhaço.
Isto foi ontem. Hoje é dia de pagar a renda. Antes que a casa arda. Antes que acabem de a deitar abaixo. Que já faltou mais. Já não falta nada.
Então não sabemos o que custa o riso do palhaço?

Terça-feira, 07.02.12

Serviço Público: TDT sem pagar

por António Leal Salvado às 20:30

"Demonstração de como fazer uma antena tdt barata e em poucos minutos, provavelmente nem terá de comprar material, já que só precisa de um pouco de cabo coaxial também vulgarmente chamado de cabo de antena, uma ficha tv "macho" na maioria das tv's e fita-cola de "ferramentas" só é necessário uma tesoura e uma fita métrica."

[extraído de 100SaberNada, in YouTube]

Esquerda? Eis o trabalho escravo

por António Leal Salvado às 04:10

O que está a suceder à esquerda europeia (onde ela ainda sobra...) é a incapacidade de descobrir e estabelecer um novo paradigma de luta contra um capitalismo que, sendo muito mais cruel que sempre, se apetrechou cientificamente e goza agora o investimento de 4 décadas no terreno do tecido social.

O capitalismo apetrechou-se cientificamente:
Na Sociologia, percebendo as lições de Max Weber e estudando a dicotomia antagonismo/integração - e lançando nos povos desenvolvidos a quimera da qualidade de vida pelo aumento do consumo. Ajudaram esta estratégia outras ciências e tecnologias, subsidiárias da Sociologia: o Marketing, a Comunicação Social, etc.;
Na Economia, digerindo a lição de Keynes (que hoje até já é visto como socialista!) e criando os antídotos contra a humanização das relações de produção que a Europa conquistara em quase um século e o liberalismo estudou a fundo. Digam-me um economista que tenha proposto, nos últimos quarenta anos (depois de Galbraith, por exemplo) uma teoria capaz de rebater os mitos de 'crescimento económico', 'produtividade', 'equilíbrio orçamental' - que hoje prevalescem sobre tudo, incluindo a dignidade e a própria vida humanas, para já não dizer a Democracia e o Estado de Direito.
Nas Finanças Públicas, sobretudo através dos mecanismos da emissão e circulação de moeda - em que é lapidar o gigantesco "golpe de asa" que o capital internacional conseguiu quando a Europa impôs aos governos soberanos que deixassem de emitir moeda e passassem os Estados a ser 'clientes' da banca comercial, ou seja, dos capitalistas especulativos. O caso francês é emblemático: nos últimos 30 anos a França acumulou uma dívida pública de 1,3 biliões de euros (leiam bem, são 1.300.000.000.000), graças a ter pago aos banqueiros privados 1,4 biliões, para assegurar a actividade do Estado!

Um investimento de 4 décadas:
Nos últimos 40 anos, o capitalismo duro e selvagem aprendeu e logrou seduzir e corromper. Os agentes económicos, a classe política, os comunicadores e até... os povos - todos aceitaram a 'facilidade' do raciocínio "Concedem-me privilégios? Tudo bem!" (isto é: vale tudo).

Como sobreviverá então a esquerda?
Os Estados começaram por ser governados por delegados do capital financeiro - e depois, dependentes dele para se manterem vivos, passaram a 'eleger' hommes de paille pagos (corrompidos) e programados para saírem à rua, em cada dia, no desempenho da função de extorquir os sobreviventes, tal como o Sheriff de Nothingam fez à ordem do príncipe João-sem-Terra.
Os povos começaram por se deslumbrar com o devaneio de uma sociedade com apenas classe média - e passaram a 'agarrados' à dívida contraída para aparentemente lhes aumentar o estatuto social, contraída perante os capitalistas especuladores, que agora a cobram e, graças a ela, transferiram para si todo o poder sobre os estados e o mundo.

Ora, quando a esquerda precisa de sair à rua e fazer a sua luta - que é a luta do cidadão contra o abuso, ou de uma maioria oprimida contra uma minoria exploradora - quem consegue mobilizar? Já não aqueles que vêem os filhos ameaçados pela fome resultante de um desemprego cada vez mais ameaçado(r) e iminente. Já não - muito menos! - aqueles que, atrás da tal sedução de estatuto, entretanto se renderam ou... se venderam.

O trabalho escravo e debaixo de chicote está aí, sim. Os senhores são muito mais cruéis, porque muito mais subtis. O chicote muito mais doloroso, porque muito mais técnico.

Segunda-feira, 06.02.12

Está maior a Pegada. Cabe-me a emoção de vos apresentar Fátima Freitas

por António Leal Salvado às 14:30

Apresentação e Declaração de Interesses

Nos anos em que o PREC se esvaía no sonho, havia despertares assim. Aproximava-se o fim do mês e entrava-nos em casa, a perguntar se havia água para acrescentar a sopa, uma estudante de Teatro. É o que de mais remoto sei dizer desta mulher, que é uma boa parte (uma das melhores) de mim. “Fatinha for ever!” foi a premonição com que me auto-abençoei no dia em que a conheci, mas isso foi antes desse sagrado tempo em que a estudante de Teatro, mais que actriz do magistério, passou a pagar o acrescento da sopa com o redescobrir do sonho. Ela entrava e a Isabel, eu e os nossos três filhos passávamos a uma família de seis cabeças e dez corações. Vão lá vinte e cinco anos – e nunca mais deixou de ser assim. Vinte e cinco anos que em extensão já são mais que uma vida e em altura já foram mais alto que Deus.

Enganam-se os que nos acusam de estarmos do lado dos nossos amigos, só por sermos seus amigos. É bem ao contrário! Nós fazemo-nos é amigos de quem está, por sua natureza, do nosso lado da Vida, de quem a vê e a sente como nós a vemos e sentimos – ou de quem nos ensina de que lado estamos nós. Ensinou-me isto um amigo que a Fatinha me apresentou, quando, vinte e cinco anos de caminho duro percorridos, o abandonaram muitos dos que sempre com ele concordavam e fui ter com ele, eu que jamais o poupara ao fogo das discussões em que nos inquietávamos. Talvez por força dessa sábia máxima do viver esteja eu, hoje e aqui, a apresentar aos leitores da Pegada (feminino, sim, o nome desta marca que não é blogue, é palavra) a nova companheira deste caminho. Esta que hoje se junta à redacção da Pegada é uma amiga. Das maiores.

O resto que seja asado saberem dela é acessório. Quando foi necessário alimentar a Cultura numa pobre cidade do Interior, foi das primeiras chegar – e nunca faltou. Tornou-se imperioso levar a informação onde mal chegava – e ela fez-se jornalista. Fez falta a poesia e ela estudou, coleccionou e espalhou aos quatro cantos tantos poemas quantos houvesse. Foi urgente saber, conhecer, questionar, ensinar – e ela estudou, descobriu, perguntou e partilhou. E partilhou sempre. Sempre como os que sabem partilhar: dando antes de saber o que lhe cabe. Sempre como os que exigem saber partilhar: garimpando tesouros antes de os repartir por todos. Não colheu para si? Como não?! Tem colhido – ávida e incansavelmente – tudo o que na sabedoria dos alunos, na sensibilidade dos justos, no coração dos apertados, no desprezo dos soberbos, no fundo da alma dos homens, só as boas pessoas encontram.

Domingo, 05.02.12

Viver acima das possibilidades de cão, na perspectiva do bolsar dos camelos

por António Leal Salvado às 19:32

"Mais uma cadela" - terá ripostado para si próprio o fedelho a quem a deputada bloquista se dirigiu.
Não tenho dúvidas de que o resmungou, porque não conhecendo a maneira de pensar do fantoche (creio que nem eu nem ninguém, que aquilo não pensa, pela certa), conheço a voz do dono que lhe assobia as 'habilidades' a exibir nos números que faz na AR. Mandam-no tratar as vozes da Oposição como tratam a generalidade dos portugueses: somos, para eles, os cães. Os cães que ladram enquanto a caravana passa.

Não sabem, porque no fedor do caravansarai em que se banqueteiam não há saber, que todas as caravanas param um dia - porque os camelos também morrem.

Sexta-feira, 03.02.12

Adivinhe... Precisa dos 30 segundos? Ingénuo ou lerdo!

por António Leal Salvado às 01:48
Terça-feira, 31.01.12

Só para que valha a pena, só porque é necessário

por António Leal Salvado às 19:31

"Mas porque é que o Cardeal Patriarca de Lisboa tem de estar presente na cerimónia de abertura do ano judicial? Já para não perguntar: Porque é que há-de haver uma cerimónia de abertura do ano judicial?" - eis a questão que António Filipe lançou há momentos no Facebook.

À 1ª pergunta, respondo com igual pergunta e igual perplexidade.
À segunda, respondo com discordância:
- As cerimónias justificam-se quando assinalam momentos de análise de actividades ou instituições importantes;
- A Justiça é importante, como pilar da Democracia, que não existe sem Estado de Direito - e a nossa Justiça precisa mesmo de balanço e análise.

Têm sido relevantes actos da vida pública as cerimónias de abertura do ano judicial sempre que alguém intervém nelas com a inteligência e a coragem de dizer verdades e alertar para urgências no que está por fazer e no que está mal feito. Foi o caso da cerimónia de hoje, em que o Bastonário da Ordem dos Advogados chamou "os bois pelos nomes" e fez importante diagnóstico e terapêutica para enormes males do novo regime político que está a ser imposto aos portugueses.
Como é atribição e competência do Advogado, Marinho Pinto entrou no foro da Justiça levando pela mão o seu constituinte: o Povo.

Segunda-feira, 30.01.12

Utopia e luta: o caminho a percorrer

por António Leal Salvado às 13:45

Numa esclarecida reflexão, servida por português de lei, a cronista até agora desconhecida traça a dura mas lúcida conclusão: "Esta é a geração à rasca, a anterior é que é rasca!"
"(...) A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"

Conclusão lúcida - mas provisória, se quiser manter-se coerente. Porque é ainda e tão só o primeiro termo da completa avaliação do actual momento geracional.
A esta primeira proposição do raciocínio poderíamos chamar a fase 'pessimista' - mas é mais exacto reconhecê-la como simplesmente realista. O contacto próximo e intenso com gente desta dita 'geração à rasca' há-de levar, porém, a vislumbrar uma segunda fase: a 'optimista' - ou, mais a fundo, a conclusão mais que simplesmente realista.
O que um português que tenha passado os cinquenta mas saiba permanecer vivo há-de replicar à lúcida cronista é qualquer coisa como isto: Fiz tudo o que consta do libelo; e faria tudo igual se a História me repetisse.
- E então?, perguntar-se-á legitimamente.
- Então concluo que tudo o que a minha geração fez foi não só generoso, poético e humanamente valioso - foi inteligente e bom. Talvez tenha sido, mais ainda, imperioso.
- E depois?, insistirão.
- Depois, concluo que tudo o que foi feito é demasiado valioso para se desperdiçar na desistência.
A luta ainda mal começou. A luta é, no contexto da Utopia, 'apenas' o que importa - ou tudo o que importa. É o caminho que se percorre. Que não pode deixar de ser percorrido.

Sexta-feira, 27.01.12

Fotobiografia do viver acima das possibilidades #5

por António Leal Salvado às 14:14

 

 

Foto de António Supico
(da colecção "Gentes da Beira")

Exposição no Parlamento Europeu
Bruxelas, 26 a 30 de Março
Luxemburgo, 1 a 5 de Abril

Os símbolos codiciosamente atacados: Abaixo a Independência! Morra a República!

por António Leal Salvado às 10:30
O PSD já há muito se assumiu - e com este governo decidiu afirmá-lo em toda a plenitude e demonstrá-lo 'para além da troika' - como o centro institucional da gestão de interesses de uma classe sequiosa de domínio da população e da riqueza nacionais pelo império do dinheiro e da consertação de influências plutocratas tenticulares. Nessa sanha, se em algo é coerente o patronato de Relvas e do láparo secretário deste teddy-boy com aspiração a coquette novo-rico - se em algo tem sido coerente é na cegueira de ódio contra os valores que a civilização europeia erigiu como humanamente sagrados e que os portugueses restauraram em 25 de Abril de 1974.
Tão antigo como a vilania dos escroques em corpo de homens é o brocardo "se queres ver o vilão, mete-lhe a vara na mão".
Com o poder, cada um livra-se do que lhe é mais incómodo. Estes néscios pategos, ignorando que a História relega os mesquinhos ao desprezo, mais dia menos dia - não tardaram em abominar os ícones da independência nacional e da República. Condiz.
Quarta-feira, 25.01.12

Contra

por António Leal Salvado às 13:45

"Andam p'raí a dizer que eu sou contra o sistema.
Para que não haja dúvidas, quero esclarecer:
Eu não sou contra o sistema. O sistema é que é contra mim."
António Filipe, in Facebook 

 EU SOU contra o sistema. Por causa do que tu disseste.
Porque o sistema é contra ti. E contra muitos como tu. Contra os melhores. Contra os mais fracos e os que mais precisam de um sistema que não seja contra eles. Porque o sistema só não é contra aqueles que para safarem a sua indecência são contra todos os outros. Contra nós todos, os que não temos nada contra ninguém - só contra a porcaria que os donos do sistema fazem contra todos nós.

Por isso eu sou contra o sistema. Porque, tal como contra ti, o sistema é contra mim - contra a minha consciência, contra aquilo que me faz sentir uma pessoa.

Terça-feira, 24.01.12

Fotobiografia do viver acima das possibilidades #4

por António Leal Salvado às 15:30

Foto de António Supico / da colecção "Gentes da Beira"
Exposição no Parlamento Europeu
Bruxelas, 26 a 30 de Março / Luxemburgo, 1 a 5 de Abril

Segunda-feira, 23.01.12

Ceder e lutar - no concerto da desconsertação

por António Leal Salvado às 16:48

Ceder

É mais que maltratar – é esquecer
Pior do que afrontar – é iludir
Mais duro que ser rude – é não sentir
No bem que se não faz o malfazer

É mascarar-se o feio de beleza
E frígido passar por sensual
Amor que só a fingir é real
Nas manhas de encantar a quem despreza

É forjar armistício desleal
Abraçar pr’apunhalar – simular
Que se quer vivo o que se faz morrer

É o traidor trair-se sem querer
No querer tudo e se contentar
Em ser sem ser – e ser nada afinal

Lutar

Ó coragem de resistir e afirmar
O sonho desvanecido em ilusão
Porfia em saber que a construção
É Paz que se não faz a amouchar

Traçoeira tentação de desistir
Infectada mazela do desencanto
Faz-te grito de revolta em vez de pranto
Que se arrisca quem tolera a transigir

Haja forças para perder sem claudicar
E coragem para cair e prosseguir
E amor para morrer e renascer

A quem espera dê-se a ordem de avançar
Em quem teima cresçam ganas de insistir
Que lutar é o futuro a irromper!

A construção pela resistência

por António Leal Salvado às 16:45

Como muitos portugueses em que reconheço bons cidadãos, também eu acho que alguns (muitos) dos sindicatos que Carvalho da Silva superintende perdem frequentemente autoridade moral nas posições que assumem e na posição que se reservam no contexto nacional.

Mas, no contexto da crise económica que vivemos, tenho apreciado as posições de princípio e de acção escolhidas pelo lider da CGTP - pela coerência e pela bondade técnica. Em síntese, ele tem propugnado que se enfrente corajosamente o polvo financeiro que está a arrasar a Europa e se mobilizem as virtudes e capacidades dos portugueses para salvar a economia nacional - e em particular as classes mais sacrificadas, incluindo a classe média e as pequenas e médias empresas.

A firmeza de Carvalho da Silva diante da estratégia do actual Governo também não me surpreende - e muito menos me desencanta. A CGTP desempenha o seu papel: o de defesa de uma classe, uma classe que está a ser agredida e sacrificada até ao intolerável. Fazendo propostas em consonância com essa posição de parte no litígio. E sendo intransigente naquilo que, sejamos justos, nenhum cidadão da classe média esperaria ter de aceitar quando a Democracia foi restaurada em Portugal.

Miséria de presidente

por António Leal Salvado às 15:30

Não me agrada o riso que por aí vai.
A invocação da miséria nunca deveria merecer riso. Muito menos quando é verdadeiramente miserável.

Eu não aponto o dedo ao motorista que fez ajuste directo por 73.000 euros

por António Leal Salvado às 02:02

Desculpem, mas eu até nem acho exagerado o moço ganhar um valor igual ao das reformas de um cromo dos lados de Belém e mais da patroa, que para fazerem face às despesas tiveram de arranjar um biscate de corta-fitas.
Além do mais, o chavalo deve ter montes de trabalho: além de choferar o patrão, tem de ir de manhãzinha buscar os meninos ao circo e à noite levá-los aos palhaços. E entretanto conduzir a madame à sex shop. E ainda mais o risco que ele corre se tem um acidente e é contagiado pelos miolos (ou o que seja) espirrados do banco de trás.
Vocês queriam o quê? Que o fitipaldi emigrasse, não?

Domingo, 22.01.12

Que fazer da Constituição

por António Leal Salvado às 19:30

Ao ler a metódica mas luminosa pergunta de Francisco Clamote "Para que serve a Constituição?", palpitei que as concordantes elites do nosso bloco central sorrirão do clarividente artigo - tal como trocarão entre si um piscar de olho malandro (é o termo) sempre que os cidadãos como o Francisco e eu e tantos outros exprimem indignação em matérias tão sérias e tão fundamentantes (para evitar o termo 'estruturantes', irra!) do regime democrático, um regime elementarmente axiomático para nós.

Mas aí é que bate o ponto. A Democracia, que para nós é um pressuposto de grau semelhante ao oxigénio atmosférico, é, para as ditas lideranças politicamente entronadas, um termo que no dicionário se tornou ultrapassado pela realidade, por incomodamente ineficiente aos dogmas dos manuais de Friedman, Gaspar, Merkel e quejandos - e os 'quejandos' são, no caso, apenas e simplesmente os donos do mundo.

O que emerge é, afinal, uma questão de conceitos. Do conceito de regime, antes de mais e acima de tudo. Uma constituição é, não mais mas também não menos, que a definição do regime. A actual maioria de Governo em Portugal está a mudar o regime. Tem de mudar a Constituição.
Pior, ou mais preocupante ainda, é constatarmos que alguns começam já a pensar (e preparar) que talvez nem seja preciso mudar a Constituição. Basta fazer dela letra morta.

Fotobiografia do viver acima das possibilidades #3

por António Leal Salvado às 18:00

Foto de António Supico / da colecção "Gentes da Beira"
Exposição no Parlamento Europeu
Bruxelas, 26 a 30 de Março / Luxemburgo, 1 a 5 de Abril
Sexta-feira, 20.01.12

O duro dia-a-dia de um patriótico administrador nomeado

por António Leal Salvado às 23:23

- Administrador executivo da CUF
- Administrador executivo da SEC
- Administrador executivo da José de Mello Saúde
- Administrador executivo da EFACEC Capital
- Administrador executivo da Comitur Imobiliária
- Administrador da Reditus
- Administrador da Brisa
- Administrador da Quimigal
- Presidente do Conselho Geral da OPEX
- Membro do Conselho Nacional da CMVM
- Vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank
- Membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações
- Vogal da Direcção do IPRI.

Este nomeado, o novo nº 2 da Caixa Geral de Depósitos (vice-presidente executivo) é um homem cheio de experiência.
Actualmente o super-executivo tem o acumular de sabedoria em curso, no empenhamento patriótico bem característico do seu amigo Passos Coelho, de quem aliás tem sido conselheiro: dedica 96 horas de cada dia à administração de empresas de rendibilidade duvidosa e situação económica difícil. Nada menos que os trabalhosos cargos enumerados na lista.
As remunerações que aufere naquelas pequenas empresas (que em nenhuma delas são superiores a 500.000 euros por ano) colocam-no provavelmente em dificuldade de pagar as despesas domésticas semelhantes às de Cavaco Silva – razão por que o primeiro-ministro terá intercedido pela sua nomeação para a C.G.D., onde se contentará com a módica remuneração de qualquer coisa como 300.000 euros anuais. Quiçá na expectativa de uma compensação por tanto sacrifício - de uma justa compensação - quando ocorrer a privatização da Caixa.
O generoso patriota poderá chamar-se Nogueira – mas com tantas tetas é sobretudo Leite.

Desculpem a ignorância, mas...

por António Leal Salvado às 16:07

O Bojinov não faria um bom banco no Moreirense?
No Lumiar não há um alka seltzer para o engenheiro engolir a bacorada em que se meteu durante a semana e que nem aos sábados cai bem em Domingos?
Ou será que esta de regressar ao FCP o González já é luxo de Paciência?

Gostei (do post. E Durão Barroso?)

por António Leal Salvado às 01:00

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