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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



SAGRADO E PROFANO

por Adriano Pacheco, em 26.04.12

Levanta-se suave brisa

sobre o soturno que se abate                        

Levanta-se um ar quente

na tremura do silêncio

E quando se estende

no espaço

Deixa-me solto, suspenso

neste embaraço

 

Mais tarde o céu ficou turvado

Nuvens serenas se deleitam

por engano

Quem levanta este desalinho

Deixa o azul sozinho

Entre o sagrado e o profano

 

Quem sofre de inquietações

Interroga-se perante a virtude

Se o silêncio não é profano

Então fica a quietude

Na áurea do ser humano

 

Assim se levanta no horizonte

As dúvidas do ser humano

Entre o sagrado e o profano

 

 

 

 

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publicado às 17:00


QUANDO VOLTAR

por Adriano Pacheco, em 06.04.12

Quando me encontrar

Regressarei ao meu refúgio                  

Para sentir a brisa passar

Rendilhada de raios de luz

Tecidos nas ondas do mar

 

De espuma branca bordada

Como dorso dum animal

Franco e leve, branqueado

Aroma fresco acidulado

Com cheiro e sabor a sal

 

Voltarei então para sentir

O que mal entendia

mas pensava

O que apenas sonhava

e sentia

O que o vento sussurrava

e dizia

Que na encosta da vida ficava

 

Mas voltarei ainda a tempo

Para me saciar da vida atento

 

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publicado às 17:00


O PRINCIPIO E O FIM

por Adriano Pacheco, em 27.03.12

Há um caminho para seguir

Num vale que não conheço

Por que estou e por que vou?

Num rio largo que encheu

E nos contornos se perdeu

 

Somos feitos desse caudal

Desse movimento sem fim

Por momentos estancou

E logo tudo se renovou

Porque ficou dentro de mim

 

Há um princípio e um fim

Numa longa caminhada

Mas se o fim nos redime

Há sempre quem se afirme

Por tudo, que se reduz a nada

 

Mas é no caminho que tudo

se resume

Onde tudo se devora na chama

do lume

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:30


UM CAIS VAZIO

por Adriano Pacheco, em 24.03.12

No cais de súbito vazio

Vens na hora do entardecer

Chegas com graça ou estigma                                     

Envolta de luz ou enigma

 

Não sei bem como entender

A luz e um busto vazio

Se espero vem o entardecer

Se avanço foge a proa do navio

 

Recebo a luz com agonia

No cais das despedidas

Soltam-se ais nos desenlaces

No cais de todas as partidas

Tudo é sentido como esperastes

 

São ventos, ais e vago arrepio

Depois, silêncio e quietude

Ausência de tudo… enorme vazio

 

 

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publicado às 14:00


ENCONTRO DUM VERSO

por Adriano Pacheco, em 21.03.12

Na luz dum verso te vejo

navegar

Nos sons das palavras

afagas o rosto

Nas mãos fechadas aqueces

o tom

E atrás dos montes deixas

o sol-posto

 

Esgueira-se assim o sol

doutro dia                                                                                                

Cai a noite na renda do luar

Procuro-te na penumbra

perdida

E encontro o vazio do teu lugar

 

Lembro-te na nesga do sol

brilhante

Luz dum olhar distante

Guardo na mão que agarro

A luz do verso que te amarro

 

De quantos sois já me libertei

Mas foi na luz que te encontrei

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:00


Bátegas de água

por Adriano Pacheco, em 17.03.12

Debulham-se as árvores                                                                  

em fim de estação

Ar fresco vai silenciando

A penumbra do anoitecer

Olhar triste que assim

acontece

No deslumbramento

da tarde

Que a pouco se esquece                                                                   

 

Esconde-se o sol no horizonte

Laivos de fogo pintam o céu

Manchas de escarlate

se desenvolvem

Fundo negro escurece

Trovões que trovejam

e fogem

E o inesperado acontece

 

Bátegas de água se derramam

Riachos correm de aflição

Tudo se aconchega

e reverdece

Depois se desenvolve

e cresce

E tudo de novo acontece

 

 

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publicado às 16:30


Fogo Novo

por Adriano Pacheco, em 13.03.12

Este céu que nos cobre

de graça

Esta terra que nos sustenta

de nada

Este amor que nos alimenta

de afago

Esta vida onde tudo arde

e não se apaga

 

São chamas dum fogo novo

Que aos poucos se incendeia

Onde se procura o sopro divino

Alimentado em cadeia

Numa turbulência em desatino

 

Tão instável quanto inquieta

Tão intensa quanto insegura

No rumo certo que se procura

 

Seiva que a custo alimenta

A haste dum ramo quase seco

Ânsia que tudo atormenta

 

 

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publicado às 16:00


INTIMOS RUMORES

por Adriano Pacheco, em 10.03.12

Aqui junto ao vale

no fundo do mundo

Ou no cimo da montanha

perto do céu

Ouçamos o murmúrio das águas...

 

Deixemo-nos invadir

Pela bruma da quietude

Que se abate sobre nós

Como um bálsamo de frescura

De isolamento ou... de virtude

 

Ouçamos o pulsar da vida

Na presença do silêncio

Perfume inquietante

Pulverizado pelo vento

 

Inalado suavemente

Transformado na cor

mais cambiante

Mesclado e temperado pelo tempo

 

Depois... perante

O mais profundo do nosso ser

Ouçamos a voz que aqueceu

O mais íntimo sentimento

Perante si, a serra e debaixo do céu

 

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publicado às 16:00


NOVAS INQUIETAÇÕES

por Adriano Pacheco, em 08.03.12

 

Quem vibrou o primeiro som

O primeiro bramido lento?

Quem foi que libertou

As amarras ao vento

Das caravelas no mar

E sofreu as ameaças do tempo?

 

Quem foi que sentiu

O gotejar dos beirados

Em desfile, longa sonolência

Quietude que nos interroga

de espanto

Linguagem da chuva

Soletrada com eloquência

 

Esbarram assim mistérios

de interrogações

Nas dúvidas que na frente

se levantam

Trazem embaraços de espanto

Fogem apressadas ilusões

E deixam novas inquietações

 

 

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publicado às 15:14


O vento que não sentiste

por Adriano Pacheco, em 06.03.12

 Fui água tumultuosa no teu rio

Em hora de maré vazante

Fui a tremura do teu frio

Quando o Inverno esmorecia

E a água descia... descia

 

Como onda quebrada na areia

Em noite de luz apagada

Dobrei os joelhos, perdido

 

Cheirei a maresia

Na fímbria da madrugada

Quando a água sumia... sumia

 

Depois fui tempestade de vento

Num dia de muito frio

Transbordei o teu rio

 

Envolto de serras que subiste

Contornei as fazes de brio

Depois fui vento que não sentiste

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publicado às 16:00


Somos a tempestade

por Adriano Pacheco, em 03.03.12

 

 

 

Se o mar marcasse o nosso

ritmo

E as ondas gritassem a nossa

vontade

Os ventos seria a nossa

voz

Nós seríamos a tempestade

 

De onda em onda aumentávamos

a voz

E nas marés o grito subiria de tom

Seria impiedoso quando cheia

Baixava lentamente na vazante

Mas a calma seria inquietante

 

Porém longe vai a embarcação

Onde seguimos nova viagem

Em busca de ventos de feição

 

A rota, passa pela saudade

A fúria levou-a a tempestade

Mas o caminho... é a inquietação

 

 

 

 

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publicado às 14:00


POEMAS VIVOS - VOZ QUE RESSOA

por Adriano Pacheco, em 02.03.12

 

Ser ligeiro e agreste como

o vento

Eco duma voz que ressoa

Do grito que se prolonga

no tempo

E vagueia na serra

Como voz de qualquer pessoa

 

Sentir sede de conhecimento

Que se escapa na encosta da vida

E se esconde…

entre veredas e escombros

Como se fosse apenas… um momento

 

Sentir o crepitar dos enigmas

Na opacidade dos tempos

Como o fogo-fátuo

Senti-los, vivê-los e mastigá-los…

Como se fossem alimentos

 

É sentir-se na vaga dos ventos

Como no fluir das águas

Que se libertam das margens

que as apertam

e acossam

Desaguando na foz do tempos

 

 

 

 

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publicado às 16:00


MANHÃ DE SOL

por Adriano Pacheco, em 28.02.12

Numa manhã de sol radioso

Que entra pela porta aberta

Pode ser a neblina silenciosa

Quem sabe se a coisa certa

 

Um sorriso quente gracioso

Que se abre bem desperto

Pode ser a suave magia

O despertar para doutro dia

Quem sabe se a coisa certa

 

Um olhar manso distraído

Energia em campo aberto

Pode ser uma abertura

Com toda a sua candura

Quem sabe se a coisa certa

 

Pode ser o pouco que me dava

A mão amiga que me afaga

 

 

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publicado às 16:00


LAVAS INQUIETANTES

por Adriano Pacheco, em 27.02.12

Margens que se afastam

e se tocam

Memórias que se esbatem

e caem

Lastro terroso e profundo

Donde saltam lavas do fundo

Que nos tocam, marcam e saem

 

São águas que se enrolam

no leito

Em murmúrios se levantam

do rio

São memórias que se retraem

no frio

Angústias que afloram ao peito

 

São trilhos seguidos na vida

Com marcas vivas de alguém

Primeiro vincadas, sofridas

Depois esbatidas, escondidas,

Sombras repetidas de ninguém

 

As lembranças seguem o tempo

Com luz solta no pensamento

 

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publicado às 14:50


MURMÚRIOS DAS ÁGUAS

por Adriano Pacheco, em 25.02.12

Há rios dentro de nós

Gravados na pedra perfeita

Numa ordem onde tudo

se ajeita

Tem na forma o estilo

e o saber

Tem versos todos no infinito

Que só as águas sabem ler

 

Tem sinais vogais e consoantes

Tem a rima emparelhada

E no eco dos sons distantes

Tem a palavra desencontrada

 

Tudo se altera nas enchentes

E nas águas descontroladas

Tudo são memórias lembradas

Sonhos vividos bem presentes

 

Águas de ontem rumores de hoje

Águas serenas ou galopantes

Velhos murmúrios, inquietantes

 

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publicado às 14:14


A COR DA SEDE

por Adriano Pacheco, em 24.02.12

Como será a cor da sede

Quando no cárcere a gota

se derrama e escorrega

Nos sulcos do baço ladrilho

Onde apenas ressalta o brilho?

 

Como será a cor da voz

Quando as sílabas saltam

duma língua trepidante

E os lábios soltam palavras

À míngua dum sorriso delirante?

 

Solta-se o esboço da sede

Na longa montanha

duma nuvem fogosa

Afaga cristais dum nevão

Resgatada, vertiginosa visão

 

A sede tem desvarios

Que as palavras não conhecem

Numa escalada de todos os rios

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publicado às 15:00


A ERVA MOLHADA

por Adriano Pacheco, em 22.02.12

Paira o cheiro da erva molhada

Pela encosta do soalheiro

No cume do monte cimeiro

Solta-se um fogo que arde

E nos olhos vai caindo a tarde

 

Soltam-se os dias e o tempo passa

Num espaço leve e sereno

Assim a vida se vai gastando

Mas como, onde e quando

Se o cantinho é tão pequeno?

 

Minha terra minha doce lonjura

Meu espaço de breve lembrança

Longe, tão longe, ficou a criança

Perto, tão perto se estende

brancura

Bordada pelo fumo da distância

 

Verde, tão verde breve ficaste

Num tempo em que tudo mudou

Tudo mas tudo se esfumou

Na mente e na gente que criaste

 

 

 

 

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publicado às 16:00


PARA ONDE VAMOS

por Adriano Pacheco, em 19.02.12

De silêncio em silêncio

Chego ao murmúrio das águas

Ao som que deixou brado

Às serras vales e fragas

Num tempo morno acabado

 

Longe do tempo segue a brisa

Em busca das vagas do sonho

São luzes de vagos sinais

Vêm de perto ou de longe

E perdem-se nos vendavais

 

Perto bem perto soa o clarim

Dum tempo já acabado

Mas o murmúrio do riacho

Lembra-me o som doutro lado

 

De silêncio em silêncio

Lentos, vazios, caminhamos

Sem sabermos… para onde vamos

 

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POEMAS DAS ÁGUAS - RESISTENTES DO TEMPO

por Adriano Pacheco, em 18.02.12

Na erma solidão da terra

Os que não morrem

velam

Os que velam testemunham

amanhã

Os que cheiram a passagem

do tempo

Levam consigo o pensamento

 

Somos deste tempo confidentes

Desta chama fogo trepidante

Deste nefasto murmúrio

complacentes

Ouvidos calmos e tolerantes

 

Somos produto mal tratado

Dum tempo que não se contém

Quando vai não se despede

Anuncia-se logo, quando vem

 

Ficamos assim mal tratados

E dum tempo desapossados

 

 

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publicado às 16:00


MAR SERRA E BRISA

por Adriano Pacheco, em 12.02.12

 

Solta-se a brisa e o mar rebenta

Solta-se areia em bancos

de espuma

Solta-se a manhã de cinzenta

bruma

E na crista da onda tudo se esfuma

 

Solta-se o brado numa onda

de fúria

Solta-se uma vaga nebulosa

E um olhar vago se descuida

Numa face condoída

A crista da onda vitoriosa

 

Assim se rasga novo espanto

Na cor do céu contemplativo

No rosto aberto vem encanto

Entre céu e mar fica o sentido

 

Nada mais cabe neste horizonte

Apenas mar, serra, vale e monte

 

 

 

 

 

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publicado às 17:00


 

 

 

 

 

 

 

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