Quarta-feira, 18.04.12

As escolas aos professores - a opinião de uma mulher generosa

por Luis Moreira às 14:30


Esta professora chama os bois pelos nomes. Está farta de iluminados sejam eles da burocracia estatal ou dos sindicatos. Os problemas das escolas (específicos) só podem ser trados por quem se relaciona com eles num regime diário e de proximidade. E, esta mulher corajosa, não se acobarda  atrás do discurso conveniente dos que têm levado a escola a esta situação. Os alucinados da  reinvindicação permanente, do "não" à avaliação", do igualitarismo.É altura de dizer basta e de entregar a escola a quem a ela se dedica .

Terça-feira, 10.04.12

Professores - O seu a seu dono - agora só falta serem avaliados com consequências

por Luis Moreira às 16:00
"UMA OVELHA NEGRA NÃO ESTRAGA O REBANHO....."

A TELEVISÃO NÃO NOTICIOU...(vá-se lá saber por quê!!!...)
NEM O MIGUEL SOUSA TAVARES COMENTOU....PORQUE SERÁ..?????

Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho
No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o *relatório PISA* trouxe algumas boas
evidências para Portugal Penhorado E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que *os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses *estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.*
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social (e pelos habituais *"fazedores de opinião"* luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que* ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional*, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula,
equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
*Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: *a inclusão*.
O relatório revela-nos que *Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!*
E ainda refere que *o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura*.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
*mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário.* Estranha-se o silêncio*.
Margarida Rufino in *Jornal de Cascais*

Quarta-feira, 04.04.12

Escolas vão contratar professores melhor formados, avaliados e seleccionados

por Luis Moreira às 21:30

As escolas no âmbito de uma maior autonomiavão passar a contratar os professores . Este é um passo fundamental para a estabilização profissional dos professores e para o acompanhamento e maior proximidade aos alunos. "«para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso», garantiu o ministro.

Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.

«Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas», disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que «houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores».

São questões que, segundo o ministro, têm de «ser resolvidas a pouco e pouco».

Aos participantes no evento, Nuno Crato disse que o Governo está empenhado em reforçar os conhecimentos dos alunos nas matérias essenciais e seleccionar os melhores professores para melhorar a qualidade do ensino.

«A peça essencial que garante a qualidade do ensino chama-se professor. Sem bons professores é muito difícil ter sucesso no sistema de ensino», afirmou, destacando: «Estamos a dar uma grande atenção à formação inicial de professores, avaliação e selecção. Queremos que os professores que vão ensinar sejam aqueles mais bem preparados».

Lusa/SOL

Domingo, 01.04.12

Autonomia da escola - factor de excelência - a liberdade de escolha

por Luis Moreira às 22:30

...ao contrário do que muitos pensam, não é controlando centralmente as escolas ou comandando a partir de Lisboa obras de renovação (com os resultados tristemente conhecidos) que se melhora o essencial, isto é, a qualidade do sistema de ensino.

Pelo contrário, como ainda esta semana recordou o Fórum para a Liberdade da Educação " os sistemas com melhor equidade educativa e melhores resultados tendem a estar associados a países que conferem maior autonomia às suas escolas". Porém, como comprova o último relatório da OCDE, " Portugal faz parte do universo de escolas com maior centralismo, tendo as escolas portuguesas ainda menos autonomia que as do México e a Turquia, em alguns parâmetros".

Neste país onde o centralismo tem uma velha tradição - pombalina, napoleónica ou estalinista, conforme as preferências ideológicas - nunca se parece estar preparado para deixar que localmente se decida o que é melhor. Por isso, para que as escolas tenham realmente autonomia, é necessário ir muito mais longe do que já se foi  e do que  vai a actual reforma curricular.

Ou seja, as escolas também devem poder escolher os seus professores e os pais devem poder escolher a escola para os seus filhos.!

PS : José Manuel Fernandes (Público)

Sábado, 17.03.12

Respeito ao professor

por Luis Moreira às 22:00
Façam também por isso! Exijam a devolução da dignidade ao estatuto de professor! Exijam que as escolas sejam autónomas e sejam da responsabilidade primeira dos professores. Libertem-se do espartilho das lutas ideológicas e burocráticas do Ministério da educação e dos sindicatos. Exijam ser avaliados, não aceitem o igualitarismo . Exijam a publicação dos rankings das escolas ! Tudo segundo o melhor do estado da arte e nas condições justas.
Abram as escolas e o vosso trabalho à sociedade civil ! Deixem de descer a avenida em manifestações contínuas e de concentrações em frente do ministério. Afinal é aos profesores que nós entregamos os nossos filhos e netos!

Quinta-feira, 15.03.12

Professores estão cada vez mais tempo nas escolas

por Luis Moreira às 14:00

Os professores portugueses estão cada vez mais tempo nas escolas. "Em termos de horário de trabalho, os professores portugueses também se situam acima da média da OCDE. Em Portugal, os docentes, do 1.º ciclo ao secundário, trabalham 1289 horas, quando a média da OCDE é de 1182 para os do 1.º ciclo, 1198 para os dos 2.º e 3.º ciclos, e de 1137 para os do secundário, nas escolas públicas.
Contudo, os docentes portugueses trabalham menos uma semana (37) quando comparados com a OCDE (38). Assim como, por cá, os dias de aulas são menos: os professores portugueses têm 175 dias, a média da OCDE é de 186 para o 1.º ciclo; 185 para os 2.º e 3.º ciclos; e 183 para o secundário.

Quarta-feira, 14.03.12

Os Professores ganham mais que os seus colegas na generalidade dos países

por Luis Moreira às 18:36

Contrariamente ao que fazem constar os professores portugueses ganham mais que a generalidade dos seus colegas ."os professores portugueses recebem mais 1,19 de salário do que outros trabalhadores a tempo inteiro com formação superior. Um valor que os coloca acima da média da OCDE que é de 0,77. Só a Coreia e a Espanha têm valores semelhantes a Portugal."

Mas os alunos são dos piores classificados e os sindicatos fazem greves, uma atrás de outra, como se os seus membros fossem os injustiçados maiores. Como se vê fazer muito barulho não dá razão a ninguém. É mais uma achega para se perceber as razões que levam os  professores a não quererem a autonomia das escolas, a avaliação assente no mérito e os rankings das escolas. Pois se ganham bem e não têm que dar troco a ninguém!

Esta tentativa de colocar os professores como profissionais mal tratados, a ganhar pouco, longe de casa, pendentes de concursos anuais que sempre são injustos, aturando alunos e pais violentos, cheios de comprimidos para se defenderem do stress, não cola. A classe, no essencial, tem os problemas de todas as outras classes profissionais.E, como em todas as classes, há quem ganhe de mais e quem ganhe de menos, segundo os resultados individuais.

E é preciso que os sindicatos percebam que não vale tudo!

Domingo, 04.03.12

O Desacordo Ortográfico - professores de português entalados

por Luis Moreira às 09:00

O Acordo Ortográfico é uma barafunda muito bem organizada. Há acordo mas segundo o Graça Moura não surte efeito enquanto o processo não tiver sido reconhecido por todos os países envolvidos.

Passos Coelho, na Assembleia da República disse que o acordo "será cumprido" fórmula suficientemente vaga para lá caber tudo.

O Secretário de Estado da Educação diz que cada qual faz como quer e que em 2012 não é obrigatório. Os professores de Português já não sabem o que fazer depois de terem dito aos alunos que se escreveria segundo o acordo.

E, estes, estarão de acordo?

"Contactado pela agência Lusa sobre estas declarações, o gabinete do SEC indicou na quarta-feira que Francisco José Viegas "tem tido um papel pedagógico nas suas declarações sobre o AO, no sentido de explicar e clarificar quais as possibilidades em aberto para a ortografia a adoptar em Portugal, no período que antecede a entrada em vigor do AO em 2015, e seguindo a redacção do mesmo acordo".

Declarações que motivaram estranheza por parte do linguista brasileiro Godofredo de Oliveira Neto, que participou na Comissão responsável pelas negociações do Novo Acordo Ortográfico.

Em declarações à Lusa, Oliveira Neto afirmou: "É estranho. O período de adaptação vai até Dezembro deste ano e Portugal já passou por todos os trâmites jurídicos e políticos. Uma coisa é a concordância, porque há discordâncias também no Brasil, mas outra coisa seria querer rever as regras".

O professor catedrático português, Carlos Reis, apoiante do Acordo Ortográfico (AO), afirmou que não se opõe a "ajustamentos pontuais" no documento, mas sublinhou que "um Estado sério e responsável deve cumprir aquilo a que se comprometeu".

Quinta-feira, 23.02.12

Avaliação docente - sempre é possível

por Luis Moreira às 13:56

Aí estão as novas regras negociadas pelo governo e pelos sindicatos. Sempre é possível chegar a um acordo que distinga os que são mais capacitados e mais interessados. Acabou, enfim, aquela reivindicação absurda de todos chegarem ao topo da carreira, as quotas existem e vão ser cumpridas.

E o que se pretende? quais são os objectivos? ... indica-se que o novo modelo de avaliação dos professores se pretende "orientado para a melhoria dos resultados escolares" e para a "diminuição do abandono escolar".

Simples, normalíssimo e há muito testado em variados países com quem só temos que aprender. É com um certo prazer que lembro aquele tempo em que tinha uns senhores professores muito assanhados comigo porque eu dizia que avaliar pessoas em organizações que prestam serviços (caso das escolas) era feito há muito tempo e há métodos objectivos e mensuráveis há  muito consagrados.

 Com a maior autonomia escolar, o modelo ainda se torna mais simples, ninguém como os próprios conhece melhor as capacidades dos elementos do quadro de professores.

E, introduzir factores de correcção nos rankings das escolas também é simples, tornando a classificação mais justa e com maior significado. Tudo é possível se formos capazes de colocar o interesse dos alunos à frente dos interesses corporativos da classe.

Domingo, 19.02.12

Professores - novas regras para o concurso de recrutamento

por Luis Moreira às 09:00

O concurso para professores vai ter novas regras.:

O Ministério da Educação anunciou hoje que mandou aos sindicatos a proposta de um novo regulamento de recrutamento de professores, com o qual pretende acelerar a substituição de professore e gerir melhor os recursos humanos.

A proposta, que começará a ser discutida no final do mês, prevê que um professor contratado que tenha horário incompleto possa preenchê-lo até 22 horas semanais se a escola em que dá aulas precise, por falta de outro professor doente ou de baixa.

O Ministério quer equiparar os professores de escolas privadas com contrato de associação aos de escolas públicas, dando-lhes acesso à primeira prioridade e aplicando "o princípio de igualdade por prestarem também serviço público de Educação.

Claro que, Mário Nogueira, já diz que é preciso é haver concurso e anual...isto é, manter tudo como sempre esteve!

A verdade é que à direita do PSD e à esquerda do PS há um feroz conservadorismo, dizem e propõem o que já diziam e propunham há trinta anos, nada mexe, nada muda...

Não é por acaso que os cidadãos votam como votam, ano após ano.

Quarta-feira, 15.02.12

Um ensino de excelência que não exigimos - um mundo de desigualdade

por Luis Moreira às 19:00

"para usar uma expressão eufemística, Portugal não parece estar especialmente bem posicionado para ficar no lado vencedor da fronteira, numa altura em que esta guerra pela educação de qualidade parece estar a atingir momentos decisivos". (José Vegar - Público)

...de algum modo, parece que o que está a ser feito no mundo não existe entre nós...não discutimos porque é que a Suécia incentiva as escolas comunitárias, porque é que os estados Unidos e agora o Reino Unido insistem nas escolas "charter" ( entregues a professores, pais e poder local), porque razão a Finlândia dá tanta importância à formação de excelência de professores e os remunera de acordo...ou porque os pais alemães incentivam os filhos a leccionar cursos técnicos que vão permitir acesso a um posto de trabalho especializado.

Temos em Portugal um ensino básico e secundário uniforme e imóvel, resistente à avaliação racional e externa que, gera apenas alunos com conhecimentos médios e sobrevive deslocado do que se faz um pouco por todo o lado. Paralelamente temos uma oferta privada mais sólida e ambiciosa, acessível apenas aos que possuem capacidade financeira o que gera, desde muito cedo, uma clivagem social, económica e até geográfica entre uma minoria e a maioria...

Um mundo de desigualdade de oportunidades que persiste face às lutas ideológicas sempre presentes entre um ministério monstro e uns sindicatos paralisados há décadas!

É tempo de mudar de seguir as boas práticas, de ter a humildade de aprender com quem obtem resultados! Fazer da escola um "ascensor social" de excelência e não um factor de persistência na desigualdade.

Domingo, 15.01.12

O ensino na Finlândia

por Luis Moreira às 19:00

Só tem acesso à profissão de professor os melhores. O modelo assenta na capacidade do professor de ensinar o aluno a raciocinar e relacionar saberes e experiências, e na descentralização, com os 450 municipios existentes serem responsáveis pelo ensino no seu território. E, claro, há um sistema de créditos que avalia os professores: 

La educación básica, que es el campo en el que Finlandia destaca muy especialmente, se presta a través de los 450 municipios en que se divide el país, que están obligados a garantizar la enseñanza para todos los niños en edad escolar residentes en su territorio. Son los colegios los que fijan las acciones educativas concretas, y aunque las asociaciones de padres son escuchadas, señala Sippola, “tienen mucho menos peso que en España. Los profesores son figuras muy respetadas, y por eso los padres no suelen discutir sus decisiones educativas”.

El maestro de primero a sexto de básica  ha de poseer una licenciatura que tenga la pedagogía como asignatura principal y que cuente con 300 créditos ECTS. El profesor de séptimo a noveno grado, el de Bachillerato, el de Formación Profesional y el profesor de educación han de ser licenciados que cuenten, además de con una titulación, con 60 créditos conseguidos a través de estudios de pedagogía y prácticas tuteladas.

En Formación Profesional, muy desarrollada en Finlandia (comprende 75 títulos básicos, que se obtienen en tres años y que permiten acceder a la universidad), los profesores se forman en cinco escuelas especiales adjuntas a escuelas superiores profesionales. En ellas han de especializarse en estudios de pedagogía y realizar un periodo de práctica docente. El objetivo de la formación es que los estudiantes puedan adquirir herramientas útiles para orientarse en un mercado laboral cambiante.

Este modelo, que lleva implantado desde los años 70, es el que ha llevado a Finlandia a convertirse en una referencia educativa a nivel mundial.

Segunda-feira, 19.12.11

O que diz um professor sobre a emigração

por Luis Moreira às 11:00

tt Diz:

Não percebo a histeria!
Há muito que o ME envia professores para os PALOP e para outros países onde há emigrantes portugueses. Agora, que deixou de haver lugar para os excedentários, qual é a razão pela qual os professores portugueses, que tenham condições e vida para tal, recusam trabalhar nesses países, explorando o nicho de mercado que decorre da retirada de professores colocados pelo ME?
Há demasiada hipocrisia, demasiado comodismo e demasiada lata entre os que consideram que o estado lhes deve assegurar os empregos!
Que diriam os professores que hoje trabalham em lojas ou caixas de supermercado, sabendo que os seus impostos serviriam para assegurar salários a colegas que não fazem falta?
Não querem emigrar? Estão no seu direito. Eu também nunca o quis fazer. Então, pensem noutro tipo de trabalho, ou sejam criativos e criem uma empresa! A obrigação de criar postos de trabalho é de todos e não somente daqueles que tão criticados são por aqui: os terríveis patrões.

Domingo, 18.12.11

Comentários de professores à sugestão ministerial (de pé! )

por Luis Moreira às 19:30
CONFESSO QUE FICO BOQUIABERTO QUE SUGESTÕES DESTE GÉNERO VENHAM DE GOVERNANTES!
Muito embora a emigração seja uma esperança para muitos portugueses - e não há mal nenhum em emigrar - a história será implacável para os governantes que a promovem.
No caso de professores porque não estabelecer acordos com os países de expressão portuguesa e garantir o vencimento desses professores. Evitava-se o desemprego, promovia-se a lingua, a educação e o ensino e dignificavam-se estes educadores. (João Russo)

Respeitemos os nossos emigrantes.

Não é desprimor emigrar. Bem pelo contrário, demonstra coragem, determinação e espírito lutador.

Bem melhor que ficar à sombra de um subsídio de desemprego ou de reinserção social.( no educação SA)

 

Temos mais ou menos a mesma idade, certamente que aceitará a familiaridade de lhe dizer que entre o seu trajecto e o de muitos professores com a nossa idade, a principal diferença foi a jotice, o agachanço ao padrinho ângelo e o ter aceite abdicar das suas convicções que um dia afirmou serem sociais. (educação do meu umbigo)

 

#4 Gonçalo

Essa teoria das despesas serem maioritariamente para pessoal é um argumento que vejo, infelizmente, em muitos outros sectores. No entanto pergunto: será que a sociedade portuguesa e os seus governantes quererão ter educação pagando mal? Pagando mal principalmente aos seus professores? Quererão professores com ordenado de contínuo e contínuos a trabalhar de graça? Acabem antes sim com toda a panóplia de eduqueses inúteis que estão infiltrados como cachos nas estruturas do Ministério.

Começando talvez por aqui. Ainda no outro dia disseram -me que cada aluno custa ao estado cerca de 5000 euros ano. Não seria mais lógico e honesto começar a cobrar aos pais sempre que os alunos atinjam o limite de faltas ou tenham problemas de indisciplina? Ou simplesmente chumbem anos e anos a fio sem se interessarem por nada? Não seria mais lógico e honesto?
Esta é apenas uma ideia. Existirão muitas mais.
Tenho esperança que um dia Portugal ainda se torne num pais sério!"

 

Nem um pensa em emigrar! É melhor o subsídiozinho...

 

Emigrem! Aqui está um bom conselho aos professores

por Luis Moreira às 15:00

Passos aconselha professores a emigrar, afinal somos milhões a falar a mesma língua, agarrem na trouxa e vão embora que aqui não há futuro pese os milagres que o Nogueira "alucinado" tem andado a vender. Ele, o alucinado, é que tem emprego certo e vencimento a tempo e horas o resto são cantigas, ando eu a dizer isto aos jovens há muito tempo.

Há outro caminho que é o de os professores pegarem nas suas mãos as escolas, com autonomia, constituirem boas equipas, com mérito e resultados e não esperarem pelos milagres tardios dos burocratas do ministério e dos sindicatos. Como se vê  "vendilhões" há muitos mas quem se lixa é sempre o mexilhão.

Angola, Brasil precisam de gente jovem e preparada, não fiquem de braços cruzados. Há milhares de jovens Portugueses licenciados por esse mundo bem pagos, apreciados. E, os professores são precisos no mundo da língua portuguesa! Acreditem, ninguém faz nada por vós, os mais velhos estão à espera que passe o tempo para chegarem ao topo da carreira querem lá saber dos jovens desempregados, não "coisa" nem "saiem de cima"...

Terça-feira, 13.12.11

Autonomia Universitária versus burocracia no secundário

por Luis Moreira às 12:00

Ontem, no Prós e Contras, vi professores a reivindicarem mais autonomia querendo libertar-se da burocracia do estado; ouvi quem tem como objectivo fundamental chegar aos dez primeiros lugares do ranking europeu; reivindicar que os professores e investigadores sejam pagos segundo os resultados.

Enfim, no Ensino Superior, que dá cartas internacionalmente, os responsáveis pedem o que os professores no secundário afastam como se fosse o diabo.

Mais autonomia, avaliação, rankings, mérito!

É esta mentalidade que explica o sucesso dos alunos licenciados e doutorados e a fraca capacidade dos alunos do secundário.

Quarta-feira, 23.11.11

Professores - e se fossem às aulas para adultos?

por Luis Moreira às 11:00
Se não metessem 73 041 certificados médicos em apenas seis meses, se dessem aulas em vez de andarem em manifestações, se não quisessem chegar todos ao topo, se quisessem ser avaliados, até podia ser que os contribuintes gostassem da classe. Assim...

Sexta-feira, 28.10.11

Nogueira : Avante professores !

por Luis Moreira às 20:30
O Nogueira em pleno trabalho sindical ! Avante professores!
Contra a escola autónoma; contra a avaliação dos professores; contra a escolha da escola pelas famílias;contra o director da escola;contra os professores que cumprem ;contra a estabilização dos quadros de professores na escola; contra a dignificação da classe; contra o ranking das escolas...
A favor dos professores que metem certificados médicos (73 041 em quatro meses); a favor da irresponsabilidade ( todos são excelentes e todos chegam ao topo da carreira);a favor da centralização das escolas no ministério e no sindicato; a favor dos concursos público anuais centralizados (dá todos os anos um folclore dos antigos...)
Leiam o programa de um partido que em eleições livres não passa dos 8%. Está lá tudo! Avante professores!

Quarta-feira, 05.10.11

Sede dos Professores na Madeira - só mais uma inauguração?

por Luis Moreira às 22:00

Ver Mário Nogueira, comunista e sindicalista da FRENPROF ao lado do Presidente do PSD - Madeira, em plena campanha eleitoral, inaugurar a sede dos professores na Madeira faz pensar! Que diabo nós sabemos que se for possível aos comunistas porem-nos todos a falar com a mesma entoação e a dizer o mesmo, não hesitam um segundo, mas com o Jardim em campanha?

Realmente, agora que se fala nisso, não se ouve nada do lado do PCP acerca do buraco do Alberto João!

Como é possível que um prédio que está há meses pronto para ser usado seja inaugurado pelo Alberto joão em campanha com o Nogueira a seu lado?

Os professores não têm nada a dizer? Estão orgulhosos ? É que o Alberto João já está a devolver o favor, já o ano passado deu "excelente" a todos os professores a trabalharem na Madeira e hoje já avisou que não está de acordo com a avaliação dos professores...

 

Terça-feira, 13.09.11

Mário Nogueira - No essencial, ando a dizer isto há anos

por Luis Moreira às 21:02

Não, obrigado! Eu não tenho vergonha de ser professor, nem sinto incómodo em pertencer à minha classe profissional, à qual reconheço uma identidade própria e interesses específicos.

Lamento ter representantes que aparentemente se envergonham de uma coisa e não reconheçam as outras como legítimas.

(Paulo Guinote) - A educação do meu umbigo
Levei muita porrada e até perdi amigos por andar há anos a dizer que "os professores são joguetes nas mãos dos burocratas dos sindicatos e do ministério" e que a devolução da dignidade aos professores se faz quando e se eles tomarem nas suas mãos uma escola autónoma, avaliada e assente no mérito.
Entre o partido e os professores a escolha está há muito tomada!

Segunda-feira, 15.08.11

O limite dos sacrifícios

por António Leal Salvado às 15:12

Sem surpresa para ninguém, o líder sindical dos professores classificou de “mais do mesmo” a proposta apresentada por Nuno Crato para o regime de avaliação da classe docente no ensino público. E o inquietante não serão tanto as razões porque os professores poderão voltar ao conflito com o ministério que os tutela – é que o ressurgir das divergências entre o Governo e a classe fosse e seja mais do que esperado.

Quando Cavaco, logo no discurso da sua posse em Março, incitou à rebelião nas ruas e assim deu o sinal que estava na hora de dar o golpe final para derrubar o Governo de José Sócrates, o inteligente Paulo Portas e o obediente Passos Coelho lançaram-se a cortejar os professores, a mais organizada classe no exercício do direito de manifestação. Com o mesmo “automatismo” com que as falanges da ‘jota’ laranja saltaram para a cabeça das manifs dos ‘indignados’, o caudilho erigia o lema para campanha eleitoral – “Há limites para os sacrifícios” – e o candidato Passos Coelho tinha mais certezas da razão dos professores do que sobre se as medidas do PEC que a UE enviou por Sócrates eram demasiado severas ou se as mesmas medidas que a UE enviou pela ‘troika’ eram demasiado brandas. Tão certo como a razão dos professores, só a terminante aversão ao aumento de impostos.

Sócrates foi derrubado e a aliança CDS-PSD entronizada. A velocidade da aprendizagem sobre os verdadeiros efeitos da crise (que era mero resultado da incompetência governativa interna, mas passou a ser uma calamitosa fatalidade internacional) essa velocidade intensificou-se – mas com sentido inverso.

Tão claro como a urgente necessidade de aumentar impostos, tão claro como a imperiosa mudança de atitude dos indignados para resignados, tão indiscutível como o apoio aos governantes que Cavaco passou a ditar aos portugueses – tão claro como isso tudo é, agora, que os professores têm de ser comedidos, que têm sido arbitrariamente promovidos na carreira, que têm de se submeter à mesma austeridade que os demais portugueses não governantes. E que têm de ser avaliados.

Avaliados e seriamente avaliados. Todos. Todos os que exercem a docência no Ensino Público. No ensino de empresa privada, regem os princípios do livre – libérrimo – critério do empresário empregador. O empresário pode contratar, promover, despedir e privilegiar quem quiser, que era o que faltava intrometer-se o Estado na confiança que o empresário de ensino tem ou deixa de ter nos professores seus assalariados ou colaboradores. Aí, o Estado só tem que transferir o dinheiro público, arrecadado dos impostos de todos, para a eficiente gestão do empresário privado. E, com a mesma imperatividade da paciência que têm de ter os professores do Ensino Público diante da austeridade, preferiu a impaciente urgência de aumentar os donativos públicos aos empresários privados do ensino – não vá a austeridade apanhá-los, por contágio.

Pelo meio, veio a devolução do BPN (que a rede de Cavaco entregou ao Estado cheio de lixo tóxico e agora recebeu do Estado, ‘limpinho’ de problemas) à inefável gestão privada que José Sócrates fora tão negligente a apoiar. Só mais um sinal, afinal, de que o Presidente da República de todos os portugueses – os 20% que nele votaram e os 80% que nada disso – não mudou de convicções da primavera para o verão.

Há um limite para o sacrifício, sim. Há uma linha de limite, traçada através dos portugueses. E o sentido e os contornos dessa linha nunca foram tão claros.

 

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