Terça-feira, 01.05.12

Lá estive na Alameda

por Luis Moreira às 22:38

Como todos os anos, junto à barraquinha do "comes e bebes", ajuntamento do pessoal habitual. Malta de todas as matizes com predominância para o "vermelhão". Estes sobem a Almirante Reis o que faz que o grupo só esteja completo lá para as 5 da tarde.

Muita gente como habitualmente, mas não tanta como o "speaker" nos quer fazer crer. Resposta às palavras de ordem também já não saem com a prontidão habitual, a verdade é que o pessoal está cada vez mais velho.

O Arménio Carlos martela-nos os ouvidos com aquela voz sincopada e as frases contundentes e curtas para serem eficazes. Dei comigo a compará-lo ao Carvalho da Silva, bem diferente este, mais persuasivo.

Encontra-se de tudo no que diz respeito "as comissões" de protesto, camarada assine aqui, e lá está a banquinha com a folha em branco e o lápis agarrado com um cordel. E vende-se tudo como os cravos que sobraram de Abril que os Indianos vendem ao molho ao preço de um. Sem espinhos. A malta, como disse, são amigos e amigas  dois sociais - democratas as mulheres socialistas e o resto comunista. Tudo de bem com Deus e com o Diabo, lá discutimos mais uma vez os problemas eternos que ficaram para nova oportunidade e arrancamos com o lanche. Uma amiga mora mesmo ao lado da Fonte Luminosa, vamos para casa dela comer e beber e ver pela televisão o que se passa ali a cinquenta metros, ouvindo melhor .

O vinho é de Borba e o queijo daquele que cheira mal mas sabe muto bem e o chourição alentejano deixa-se comer. Um café no restaurante que fica mesmo por baixo e lá vamos para a volta da sossega. A multidão começa a dispersar rumo às camionetas que a trouxe de Setúbal e arredores.

Para o ano cá estamos com mais esperança, espero!

 

Sábado, 14.04.12

Sondagem :PSD - 35% ; PS - 27,8% ;

por Luis Moreira às 21:37

Sondagem - Apesar da austeridade as sondagens mostram que as pessoas percebem que não há muitos caminhos para sair da crise.

O PS desceu devido à imagem que deu para fora de desunião. O PSD está à frente mas com menos intenções de votos do que nas eleições. O CDS anda escondido e isso dá-lhe vantagem junto da população. O PCP é o que mais sobe e o BE fica-se pelos 4%.

Há um tempo e os portugueses sabem isso!

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Terça-feira, 10.04.12

O SNS na óptica do PCP

por Luis Moreira às 17:00

Embora não tenha esta visão catastrófica aqui está para que todos tenham acesso à informação. Muitas das medidas que estão a ser implementadas são incontornáveis, têm a ver com o combate ao desperdício. Mas é bom haver diferentes opiniões. Eu acredito profundamente na Democracia!

 

 

Segunda-feira, 19.03.12

Banco de terras abandonadas

por Luis Moreira às 16:00

Segunda-feira, 12.03.12

O novo partido MAS...sem o PS!

por Luis Moreira às 10:40

O novo partido MAS não quer ter a ver nada com o PS mas quer ter tudo a ver com o PCP. Vai-lhe acontecer o que aconteceu aos Verdes. Engolido !

Porque o PCP nunca se junta com ninguém, nunca quis aliar-se ao PS com medo do "abraço de urso" e porque o PS tem uma política de direita quando está no poder. Mas o MAS acha que vai fazer mover o PCP.

Mas mesmo que mova (não mudar) o PCP o que muda na cena política Portuguesa? Especialmente que "possa dar jogo" entre os partidos do arco do poder? MAS...nada!

Se o MAS quiser ser um " degrau ideológico " que faça a aproximação entre o PS e o PCP augura-se um bom desempenho e até uma influência não despicienda, mas sem PS a esquerda não vai lá. Com MAS ou sem MAS o BE não se move um centímetro e o PCP também não.Por algumas razões.

A primeira é que o BE e o PCP escolheram um lugar confortável para fazer política. Do contra! Dizem tudo, prometem tudo mas sabem que nunca serão chamados a mostrar do que são capazes. Depois o poder "centrífugo" do PCP engoliria o BE, o Louça sabe isso melhor que ninguém e nunca o esqueceu nas suas relações com os comunistas.

O novo partido vai ser a prazo mais um planeta a orbitar o PCP para que este diga, como agora diz em relação aos Verdes: nós e outras forças democráticas...

Sexta-feira, 20.01.12

Com o acordo assinado greve geral não faz sentido nenhum

por Luis Moreira às 18:21

João Proença, diz ao que vem, encosta a CGTP à parede. Pois se estão todos confiantes e se o acordo reflecte uma maioria imensa, a que título a CGTP vai fazer greve geral?

"O Governo ganhou paz social e tornou impossível a realização de uma greve geral numa altura decisiva para levar a cabo reformas estruturais. «Uma greve geral não faz sentido nenhum», diz João Proença ao SOL. O líder da UGT também não acredita que nos próximos meses «a CGTP vá por aí».

Isto entre os sindicatos está lindo. Na verdade este acordo concorre para uma estabilidade social que ata as mãos à CGTP. Mas "quem não tem cão caça com gato" por exemplo, pode avançar com greves sectoriais onde controla os sindicatos seus filiados. Com o sector dos transportes e administração Pública ( tem vários sindicatos) entra numa guerrilha de desgaste com greves todas as semanas. E eu acredito que o PCP é capaz de entrar numa "política de quanto pior melhor" juntamente com o BE e uma ala mais "esquerda" do PS, onde não não há "seguro" nenhum ( veja-se esta questão da vigilância sucessiva da Constituição pedida por vários deputados do PS) mas que não é a posição oficial do PS!

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Quinta-feira, 19.01.12

Guerra entre Centrais Sindicais

por Luis Moreira às 16:24

Há uma guerra declarada da CGTP contra as declarações de João Proença que pode ouvir seguindo o link.

"A CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações», lê-se num comunicado enviado à Agência Financeira pela intersindical.
A CGTP refere-se às afirmações proferidas esta quinta-feira por João Proença à Antena 1, dizendo que tinha sido «incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer».
Diz a CGTP que «tais declarações, para além de falsas, demonstram que perante o repúdio generalizado da opinião pública, o Secretário-Geral da UGT não olha a meios para tentar justificar um vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores».

João Proença diz que até a actividade sindical em Portugal estaria em causa se não fosse assinado o acordo! Do que não há dúvida é que a UGT espelha as hesitações a nível político do PS e a CGTP o repúdio total e completo deste acordo por parte do PCP e BE.

PCP nunca desistiu da Unicidade Sindical

por Luis Moreira às 13:25

Uma das lutas políticas mais importantes para a implantação da Democracia em Portugal nos anos de brasa de 74/75 travou-e entre o PS e o PCP ! Liderados por Mário Soares e Salgado Zenha, os partidos que lutavam por uma democracia tipo ocidental em Portugal, oposeram-se firmemente, à tentativa hegemónica e controladora do PCP de implantar em Portugal a unicidade sindical.

Ao contrário da Unidade Sindical, em que diferentes centrais sindicais se unem para lutarem por uma objectivo comum, a unicidade sindical defende que os sindicatos existentes se unam numa frente unitária onde não há lugar a opiniões diferentes.

A recente, de ontem, discussão entre a CGTP e a UGT devida à assinatura por parte da UGT do acordo social com o governo, serve de pretexto para a CGTP acordar esse velho sonho de controlar o movimento sindical, retirando-lhe as diferenças ideológicas que espelham o pensar dos trabalhadores. Socialistas, Sociais Democratas, Democratas Cristão, veriam a sua ideologia ser subalternizada pela ideologia comunista que, maioritária, seria a líder natural do movimento sindical.

Tal desígnio assemelhar-se-ia a que em termos partidários, o partido maioritário representasse na Assembleia da República todas as correntes de opinião existentes em democracia. Ora, é bem de ver, que democracia é, antes de tudo, o direito à diferença, à representatividade proporcional .

Que o Partido Comunista não consiga por via sindical o que não consegue por via eleitoral !

Sexta-feira, 06.01.12

Confuso? Não mais do que eu.

por Francisco Clamote às 17:45
Jerónimo de Sousa confessou-se confuso com a posição do PS sobre a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento. A meu ver, porém, sem razão. Sabe-se, com efeito, embora pelas minhas bandas se lamente, que a direcção da bancada parlamentar socialista não é favorável ao pedido de apreciação sucessiva da constitucionalidade do Orçamento e sabe-se, outrossim, que há deputados da mesma bancada que, tendo considerado, logo aquando da discussão na Assembleia da República, que a Lei do Orçamento contém normas que violam preceitos constitucionais,  estão dispostos, agora e em coerência com a posição que defenderam, a avançar com o pedido de verificação sucessiva da constitucionalidade, no uso de um direito que a constituição lhes reconhece. Atitude que, do meu ponto de vista, não só os honra, porque não abdicam da defesa dos seus princípios, como serve para demonstrar que, ao contrário de outras, a bancada do PS não é uma cambada de "carneiros".
Dito isto, confesso que  Jerónimo de Sousa não é o único a estar confuso. Porventura mais  do que ele, também eu o estou. Não sobre a postura do PS sobre a questão, mas sim sobre a posição do PCP. De facto, quem tenha ouvido dizer cobras e lagartos do Orçamento por parte de dirigentes PCP não pode deixar de sentir uma enorme perplexidade, quando Jerónimo de Sousa vem dizer que a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento é um instrumento que pode ser ponderado, mas que "o que é determinante e será decisivo é a luta dos trabalhadores“.
Será que a luta dos trabalhadores alguma vez impediu o PCP de recorrer a outras formas de luta política? Sabe-se que não e, aliás, não é necessário recuar muito no tempo para se lá chegar, pois ainda na anterior legislatura tivemos abundantes provas disso. 
Então, por que razão vem agora Jerónimo de Sousa distanciar-se duma iniciativa que, supostamente, a crer nas proclamações feitas durante o debate do Orçamento, e mesmo posteriormente, não poderia deixar de merecer o seu aplauso e o seu apoio entusiástico? Será só devido à confusão que vai naquela cabeça?
(imagem daqui)

Terça-feira, 20.12.11

"direito que lhe assiste a determinar o seu rumo próprio de desenvolvimento em condições de paz e não ingerência nos seus assuntos internos".

por Luis Moreira às 18:00

Diz em comunicado o PCP em referência à morte do ditador norte coreano. Um país horroroso que tem a morrer de fome 30% das suas crianças apesar da ajuda humanitária dos "países imperialistas" do Ocidente e, ao mesmo tempo, possui um dos maiores e melhores armados exércitos do mundo.

Segundo o PCP todos os ditadores do mundo devem ser deixados em paz enquanto matam à fome o seu próprio povo, como acontece com regimes irmãos em África, na Coreia do Norte, em Cuba. Para o PCP tudo muda quando os exploradores e assassinos são (dizem-se...) comunistas ou socialistas. Incapazes de acompanharem a evolução histórica das sociedades, depois de verem cair um após outro os regimes em que se reviam, os comunistas portugueses marcham garbosamente alinhados de passo certo. Todos os outros marcham de passo trocado.

As ridículas e encenadas "sessões de carpideiras públicas" leva alguns a dizer que todos estão contra o país menos o seu povo! Como é possível que se diga uma coisa dessas? Era também isso que acontecia durante 40 anos de ditadura em Portugal? Todos os países democráticos contra Salazar e o povo de Portugal a favor?

A extrema esquerda em Portugal é isto ( incluindo o BE) agarrados a soluções do século XIX não contribuem em nada para a solução dos problemas, a forma que encontraram para não serem chamados às responsabilidades governativas.

Mas, mesmo assim, creio firmemente que é na diversidade de opiniões que se faz a Democracia e se procura o bem geral. Nunca num sistema de partido único!

Portanto, nada a lamentar, nada a festejar. O combate tem que ser sempre contra tudo o que é ditadura, partido único - e não só algumas vezes. Esse combate não está em lado nenhum neste comunicado do PCP!

Segunda-feira, 19.12.11

"Fenómenos e práticas...", diz o PCP

por Rogério da Costa Pereira às 18:17

«“Lembrando a posição há muito expressa face a fenómenos e práticas da realidade política coreana com as quais não se identifica, o PCP reafirma a solidariedade para com o povo coreano perante as pressões, agressões e tentativas de desestabilização do imperialismo, a que, desde a Guerra da Coreia, no início dos anos 50, o povo coreano e a RDPC têm estado permanentemente sujeitos”, salienta o PCP. 
Neste contexto, o PCP diz repudiar “a agenda intervencionista do imperialismo, designadamente dos Estados Unidos, na península coreana e região da Ásia-Pacífico”. 
“O PCP expressou as suas condolências ao povo coreano e à direcção do Partido dos Trabalhadores da Coreia pelo falecimento do seu dirigente Kim Jong-Il”, acrescenta o comunicado.» [Público]

Serão estes os fenómenos e práticas da realidade política coreana com as quais o PCP não se identifica?

Fenómenos e práticas...

São só fenómenos e práticas...

Coisas lá deles... Tradições de um povo...

Terça-feira, 13.12.11

PCP e BE - opacidade e fanatismo

por Luis Moreira às 11:00

Diz a Ana Sá Lopes: "O que é fantástico no caso Gil Garcia é a resposta que a comissão política do Bloco deu à dissenção. Digamos que o PCP não fez pior no caso dos críticos dos anos 90. A Comissão Política do Bloco recuperou uma velha expressão do jargão trotskista desconhecida provavelmente da maioria dos eleitores do partido – “entrismo” – para designar a acção dessa minoria, revelando em si um divórcio absoluto com o eleitorado que fez o Bloco crescer e não era seguramente especialista em Trotsky. PCP e BE agora rivalizam no seu pior: opacidade e fanatismo. As mortes do PCP já foram muitas vezes anunciadas e não se confirmaram. Vamos ver se a morte do BE também resiste às previsões."

Dois partidos que se colocaram, prudentemente, fora do arco governativo. Que agitam soluções milagrosas .

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Sábado, 26.11.11

O PCP diz que um subsídio é uma migalha! Para mim não é!

por Luis Moreira às 18:30

O PCP na sua continuada política de terra queimada, dizer não a tudo, ou é como nós dizemos ou então não aceitamos nada, como não aceitamos fazer coligações com o PS porque isso equivale ao "abraço de urso", não contribui nunca para a solução dos problemas. Pelo contrário vai metendo pedrinhas na engrenagem.

Vem isto a propósito de o Primeiro Ministro ter levantado a ponta do véu e deixado escapar que um dos subsídio para cortar em 2012, poderia ser cortado no ano de 2013 aliviando assim o ano de todas as tormentas. Basicamente, ou a Troika permite que se mexa no deficit de um dos anos ou então a hipótese é fazer em dois anos o que se propôs fazer num só.

O PCP reagiu dizendo que é contra "porque isso são migalhas" só aceita a mudança total do modelo, fora isso " os trabalhadores etc e tal...". O costume!

Eu não sabia, como sou apanhado pelas medidas todas até julgava que era "um média-alta" mas afinal tenho que colocar os "óculos do Rogério", é que um subsídio faz-me muita falta (enfim não é assim tanta, mas faz!)

Eu gostava era de ouvir a opinião dos trabalhadores sobre o assunto não era a do PCP!

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Terça-feira, 08.11.11

AutoEuropa - o pedaço mais apetecível para o PCP...

por Luis Moreira às 12:00

"Ainda bem que a comissão de trabalhadores da Autoeuropa tem uma pessoa como o Chora. Se assim não fosse, há muito que a Volkswagen se tinha posto a andar tal como fez a GM há uns anos na Azambuja. No preciso momento em que a situação financeira era mais frágil os “inteligentes”da Azambuja decretaram greve. Aqueles toscos não perceberam que assim estavam a matar a última réstia de esperança que ainda havia. Muitos deles estão hoje a teorizar sobre a luta de classes na fila do centro de emprego…" diz o Gentleman.

E, diz bem, a Auto Europa para além de representar 10% das exportações, comanda um cluster de empresas fornecedoras portuguesas, de elevada tecnologia, que só no parque de Palmela são cerca de 70...

Muito tentou o PCP entrar na empresa mas os trabalhadores ganham bem, são bem tratados, não querem entrar em aventuras...

Quarta-feira, 04.05.11

Bloco de Esquerda, PCP e Verdes

por Rogério da Costa Pereira às 21:44

Mas afinal que querem estes gajos para o país?

Sábado, 20.11.10

Agradecer o Avante

por Isabel Moreira às 10:41

Esta coisa que fui buscar aqui é bonita para explicar à malta do Avante que lhes estamos gratos. Recordam-nos todos os dias que por cá há liberdade de expressão, para todos, mesmo para quem sustentava, no Programa do MFA, a permissão da censura, mesmo para quem remetia para lei especial a regulação do exercício da liberdade de associação política. E podia continuar pela recordação de diplomas como a lei 3/75, amiga da redução - que é mais que limitação -  das liberdades individuais. E podia continuar com a lei 4/75 que permitia à Junta de Salvação Nacional suspender a actividade de Partidos ou organizações cujo programa fosse contrário ao Programa do MFA. Mais? Talvez já chegue. Viva a liberdade de expressão. Para todos. Mesmo para quem a não queria (para os outros).

Sexta-feira, 15.10.10

Vivemos em liberdade, diria eu a Tiago Mota Saraiva, mas se pudesse valer-me de uma analogia, dir-lhe-ia que o seu texto, num tribunal, daqueles que há em regimes que o partido comunista não condena, é uma confissão de rara beleza

por Isabel Moreira às 11:51

Talvez valha a pena fazer a declaração de interesses que não valeria a pena fazer não fosse o teor do texto do Tiago: eu não sou jornalista, sou jurista. Feita a declaração de interesses, devo dizer que ler o texto da Fernanda, o qual, imagine-se, atreve-se a relatar a experiência que a jornalista teve quando fazia o seu trabalho e as respostas que deu livremente a quem lhe fez as perguntas, que reproduz, para, depois, malandra, patifaria, enquadrar tais questões na única maneira possível de as enquadrar, a tal fé comunista, totalmente fora deste mundo, quase acéfala e amiga por acção ou omissão de atrocidades equivalentes às que diz combater é ver um trabalho normal, uma coluna de opinião que resultou ou foi impulsionada por uma experiência de campo, coluna escrita com sentido crítico, naturalmente.

Uma pessoa pensa que pelo menos neste aspecto o mundo corre normalmente e dá com um ataque pessoal à Fernanda Câncio que não é mais do que a confirmação de tudo o que a mesma afirmou a propósito do PCP.

Acaso o Tiago nega o clima patético e anacrónico relatado por Fernanda, aquando da festa do Avante, que deu azo àquelas questões do além? Acaso o Tiago nega que esse clima está relacionado com toda uma cultura partidária de visão unidimensional que condena uns e absolve ditaduras assassinas? Nada. O Tiago não nega absolutamente nada daquilo que a Fernanda escreveu, sobretudo não nega o que lá vai dito, que é o tal encadeamento lógico entre a atitude pessoal dos militantes, o seu agir pessoal, e a atitude do Partido.

Como não contestando, o Tiago dá os factos por assentes, usa uma técnica diferente: tenta derrubar a Fernanda pela vida da credibilidade. Começa por dizer quer o artigo foi escrito num jornal que não se sabe muito bem como é que sobrevive. Talvez o Tiago possa esclarecer o que é que essa afirmação contribui para contraditar a Fernanda, ou já que em todo o caso a faz, talvez possa ir mais longe e partilhar com o povo, se quiser mesmo através de um jornal, sem controlo de ninguém, sem aquele controlo maçador que acontece no Avante, que receitas ilegais recebe o Diário de Notícias. Seria óptimo.

A segunda linha de ataque é uma notícia do Público segundo a qual há um diz que disse acerca de eventuais pressões sobre "jornalistas mais novos". Com que então foi uma notícia, nunca se provou nada, e mesmo assim a Fernanda em vez de estar a caçar "jornalistas mais novos " que tenham sido pressionados para os defender escreveu a sua habitual coluna de opinião e atreveu-se a falar do PCP? É toda uma lógica assombrosa.

Finalmente parece que as posições que a "Câncio atribui ao PCP" sobre a China são assim um pouco blá, blá, blá. Basta escrever, diz o Tiago, não é preciso que sejam verdadeiras. De facto, ainda estou para tentar descobrir de onde terá a Fernanda tirado a ideia de que o PCP teve uma posição desagradável sobre o Nobel da Paz Chinês preso por delito de opinião. Terá sido daqui?

Eu se fosse à Fernanda calava-me. O PCP não está zombie. Mais uma coluna de opinião e vão-lhe ao armário, não?

 

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Segunda-feira, 11.10.10

A partir de hoje, o Partido Comunista Português é cúmplice do crime cometido pelo regime Chinês contra Liu Xiaobo.

por Isabel Moreira às 15:51

"Face a solicitações de vários órgãos de comunicação social sobre a atribuição do prémio Nobel da Paz deste ano, o PCP divulga o seguinte:

A decisão da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo – inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China - é, na linha da atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao Presidente dos EUA, Barack Obama, mais um golpe na credibilidade de um galardão que deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre os povos".

 

 

 

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