Lá estive na Alameda
Como todos os anos, junto à barraquinha do "comes e bebes", ajuntamento do pessoal habitual. Malta de todas as matizes com predominância para o "vermelhão". Estes sobem a Almirante Reis o que faz que o grupo só esteja completo lá para as 5 da tarde.
Muita gente como habitualmente, mas não tanta como o "speaker" nos quer fazer crer. Resposta às palavras de ordem também já não saem com a prontidão habitual, a verdade é que o pessoal está cada vez mais velho.
O Arménio Carlos martela-nos os ouvidos com aquela voz sincopada e as frases contundentes e curtas para serem eficazes. Dei comigo a compará-lo ao Carvalho da Silva, bem diferente este, mais persuasivo.
Encontra-se de tudo no que diz respeito "as comissões" de protesto, camarada assine aqui, e lá está a banquinha com a folha em branco e o lápis agarrado com um cordel. E vende-se tudo como os cravos que sobraram de Abril que os Indianos vendem ao molho ao preço de um. Sem espinhos. A malta, como disse, são amigos e amigas dois sociais - democratas as mulheres socialistas e o resto comunista. Tudo de bem com Deus e com o Diabo, lá discutimos mais uma vez os problemas eternos que ficaram para nova oportunidade e arrancamos com o lanche. Uma amiga mora mesmo ao lado da Fonte Luminosa, vamos para casa dela comer e beber e ver pela televisão o que se passa ali a cinquenta metros, ouvindo melhor .
O vinho é de Borba e o queijo daquele que cheira mal mas sabe muto bem e o chourição alentejano deixa-se comer. Um café no restaurante que fica mesmo por baixo e lá vamos para a volta da sossega. A multidão começa a dispersar rumo às camionetas que a trouxe de Setúbal e arredores.
Para o ano cá estamos com mais esperança, espero!

![OUVIR E FALAR - Ciclo de Tertúlias pela Democracia e Cidadania [I Tertúlia pela Democracia e Cidadania: clique para saber mais]](http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbf09f8ac/11218699_wr8oM.jpeg)






"Ainda bem que a comissão de trabalhadores da Autoeuropa tem uma pessoa como o Chora. Se assim não fosse, há muito que a Volkswagen se tinha posto a andar tal como fez a GM há uns anos na Azambuja. No preciso momento em que a situação financeira era mais frágil os “inteligentes”da Azambuja decretaram greve. Aqueles toscos não perceberam que assim estavam a matar a última réstia de esperança que ainda havia. Muitos deles estão hoje a teorizar sobre a luta de classes na fila do centro de emprego…" diz o Gentleman.
E, diz bem, a Auto Europa para além de representar 10% das exportações, comanda um cluster de empresas fornecedoras portuguesas, de elevada tecnologia, que só no parque de Palmela são cerca de 70...
Muito tentou o PCP entrar na empresa mas os trabalhadores ganham bem, são bem tratados, não querem entrar em aventuras...