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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 26.08.13
No dia 26 de Agosto de 1888, o compositor Pyotr Ilitch Tchaikovsky, terminou a composição da Sinfonia nº 5, op. 64, em mi menor, que tinha começado em Maio.

Dedicada a Theodore Avé-Lallemant, um músico de Hamburgo, esta sinfonia teve a sua estreia em São Petersburgo, na Rússia, no dia 17 de Novembro de 1888, dirigida pelo próprio compositor. Tal como a Sinfonia nº 4, a quinta sinfonia de Tchaikovsky é uma sinfonia cíclica, cujo tema principal está constantemente a ser chamado em todos os quatro andamentos, uma característica que o compositor tinha usado pela primeira vez na Sinfonia Manfred, composta dois anos antes.
O tema tem um carácter fúnebre no primeiro andamento, mas transforma-se, gradualmente, numa marcha triunfante, que domina o último andamento. Alguns críticos, incluindo o próprio Tchaikovsky, consideraram o final pouco sincero e mesmo rudimentar. Depois da segunda actuação, o compositor escreveu: “Cheguei à conclusão que é um fracasso”. Apesar disso esta sinfonia tornou-se numa das obras mais populares de Tchaikovsky.


Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Leonard Bernstein

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A Canção da Árvore, de John Williams

por António Filipe, em 08.07.13
No dia 8 de Julho de 2000, estreou-se, em Tanglewood, no Massachussets a obra “A Canção da Árvore”, para violino e orquestra, do compositor americano John Williams. Gil Shaham foi solista e o próprio compositor dirigiu a Orquestra Sinfónica de Boston.

Esta obra é, na verdade, o Concerto para violino nº 2, de John Williams, o famoso compositor de bandas sonoras como Star Wars, A Lista de Schindler, Tubarão e outras.

Enquanto era maestro da Orquestra Pops de Boston, entre 1980 e 1993, Williams passeava muitas vezes nos Jardins Públicos de Boston, onde admirava, especialmente, uma árvore gigante de origem chinesa. No final da década de 1990, o compositor foi contratado para escrever uma obra concertante para o violinista Gil Shaham. Williams foi, então, buscar àquela árvore gigante a inspiração para escrever a peça “A Canção da Árvore”. Nas suas notas, o compositor escreveu “É uma tentativa de ligar a grande beleza desta magnífica árvore com a elegância da arte de Gil Shaham”.
O terceiro andamento desta obra faz lembrar a música do filme de Spielberg “Encontros Imediatos do 3º Grau”, cuja banda sonora foi, também, composta por John Williams.


3º andamento de “A canção da árvore”, de John Williams
Violino: Gil Shaham
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: John Williams

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No dia 13 de Junho de 1986 morreu, em Nova Iorque, o clarinetista e compositor americano Benny Goodman. Filho de imigrantes judeus, tinha nascido a 30 de Maio de 1909, em Chicago. Influenciado por clarinetistas de Nova Orleães que tocavam em Chicago, aprendeu a tocar clarinete na infância e começou cedo a tocar como profissional.
A Benny Goodman se deveu a difusão do swing entre jovens brancos. Além disso, deu um passo importante na integração racial nos Estados Unidos, ao quebrar a regra de músicos brancos e negros não tocarem juntos, no início da década de 1930.
Mas a música de Goodman não se confinou ao mundo do jazz: tocou e gravou com clássicos como Bella Bartok, que, inclusivamente, escreveu composições para ele, e foi o primeiro músico de jazz a tocar no distinto Carnegie Hall, em Nova Iorque.

No final da vida, Benny Goodman tinha recebido os mais importantes galardões das academias musicais americanas, aos quais acrescentou doutoramentos honoris causa que lhe foram conferidos por universidades tão importantes como as de Harvard, Hartford, Brandeis ou Columbia.


1º andamento do Concerto em lá maior, para clarinete, de Mozart
Clarinete: Benny Goodman
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Charles Munch

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Pierre Monteux- Maestro francês

por António Filipe, em 04.04.12

No dia 4 de Abril de 1875 nasceu, em Paris, o maestro francês Pierre Monteux. Graças à sua longevidade, atravessou sucessivos períodos da música dos séculos XIX e XX e trabalhou com um diversificado número de grandes figuras e instituições do mundo musical. No início de carreira, ainda como violinista, tocou para Grieg e para Brahms; dirigiu ou colaborou na direcção de companhias como os Ballets Russes de Diaghilev, o Metropolitan, a Sinfónica de Boston, a Orquestra dos Concertgebouw e muitas outras.
Em 1942 tornou-se cidadão americano e fixou a sua principal residência no Maine. Com sua mulher Doris, fundou uma escola de Verão para maestros, inspirada pela docência de direcção de orquestra, que tinha exercido em França. De todo o mundo acorreram músicos para assistirem às classes de Maître Monteux, que um dia disse: “Reger não é suficiente; eu tenho de criar algo; não sou compositor, portanto, quero criar excelentes músicos”.
Pierre Monteux dirigiu grandes orquestras nas “premières” de diversas obras primas. Daphnis e Cloé, de Ravel; Jeux, de Claude Debussy e A Sagração da Primavera e Petrushka, de Stravinsky são alguns exemplos.


Excerto do bailado “Petroushka”, de Stravinsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Pierre Monteux

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No dia 13 de Fevereiro de 1883, morreu, em Veneza, o compositor alemão Richard Wagner, um dos mais influentes compositores da música erudita. Tinha nascido no dia 22 de Maio de 1813, em Leipzig, cidade talismã da grande música. Foi compositor, maestro, teórico musical, ensaísta e poeta. Na música, foi um dos expoentes do romantismo.
Era um homem de personalidade egocêntrica e teve uma vida turbulenta e ideias radicais, não só quanto à música, mas também em assuntos tão diversos como a religião e a pureza racial.
Tendo-se apropriado do dinheiro e das mulheres dos seus amigos como se a sua condição de génio tudo permitisse, Wagner viveu em mais de uma dúzia de cidades da Europa, por vezes fugido de credores impacientes ou governos enfurecidos. Era anti-semita e xenófobo fanático e os seus caóticos panfletos viriam a ser muito admirados pelo ditador Adolf Hitler.
Apesar deste carácter controverso, teve um papel primordial na cultura europeia do séc. XX. Revolucionou a ópera, que com ele passou a ser o chamado “drama musical”. Combinação perfeita de música, poesia, dança e artes visuais, Wagner enriqueceu, como poucos, este género musical. Mas a produção wagneriana não se limitou à ópera, tendo conseguido excelentes obras no domínio da música orquestral e em particular da música de câmara.


Prelúdio da ópera "Tristão e Isolda", de Wagner
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Leonard Bernstein

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Erich Leinsdorf – Maestro austro-americano

por António Filipe, em 04.02.12

No dia 4 de Fevereiro de 1912 nasceu em Viena o maestro austro-americano Erich Leinsdorf. Aos 5 anos já estudava música no Mozarteum de Salsburgo e, mais tarde, na Universidade de Viena e na Academia de Música de Viena. Dirigiu, em concertos e gravações, as principais orquestras da Europa e dos Estados Unidos e, entre 1934 e 1937 trabalhou como assistente de Bruno Walter e Arturo Toscanini, no Festival de Salsburgo. A partir de 1938, foi maestro no Metropolitan Opera de Nova Iorque, sendo particularmente notável nas suas interpretações de Wagner. Em 1942 naturalizou-se americano e, a partir de 1943, foi Director Musical da Orquestra de Cleveland, durante 3 anos, mas a maior parte do tempo estava ausente, porque foi chamado para o exército dos Estados Unidos, durante a 2ª guerra mundial. Depois disso a orquestra não renovou o seu contrato.
Em 1962, Erich Leinsdorf foi nomeado Director Musical da Orquestra Sinfónica de Boston, produzindo muitas gravações para a RCA. A sua estadia nesta orquestra foi marcada pela controvérsia, por, ocasionalmente, entrar em conflito, tanto com os músicos, como com a administração. Em 1967 dirigiu a Orquestra Sinfónica de Boston num programa televisivo de grande audiência e impacto na América, intitulado “Uma Tarde em Tanglewood”, no qual, com o violinista Itzhac Perlman, lançou na NBC a ideia de um grande canal comercial de televisão transmitir regularmente concertos de longa duração.
Em várias ocasiões as interpretações de Leinsdorf foram interrompidas por acontecimentos históricos. Um exemplo disso foi a actuação com a Orquestra Sinfónica de Boston, no dia 22 de Novembro de 1963, que o maestro teve que interromper para dar a notícia do assassinato de John Kennedy. A Orquestra tocou, então, a Marcha Fúnebre, da Sinfonia nº 3, de Beethoven, que não estava no programa. Erich Leinsdorf morreu de cancro, no dia 11 de Setembro de 1993, em Zurique.


Final da Sinfonia nº 5, de Tachaikovsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Erich Leinsdorf

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