Ao sol de inverno, lá estive a apoiar os milhares de participantes. Um mar de gente com um prazer genuíno em correr. Novos e velhos, mulheres, casais a empurrar os carrinhos dos filhotes todos correm, numa alegria partilhada por quem já abandonou essas lides.
Quem diria, há vinte anos, que mulheres corriam com os filhos na berma a chamarem-nas "mãe estou aqui..." e jovens raparigas a ganharem a todos ou a quase todos os homens, belas e elegantes lá vão elas, ficamos com a ideia que não tocam o chão tal é a gentileza do seu correr.
Depois há de tudo no que toca à vestimenta, desde o melhor equipamento com água para a hidratação até ao gajo que tem tantas ligaduras nas pernas e nos joelhos que não se vê a cor dos calções ( passe o exagero...).
O nosso leitor e meu amigo Manuel Robalo, nos seus 66 anos, fez ontem a meia maratona de Odivelas e hoje lá ia garboso, sem um grama a mais, a olhar para o relógio que ele não é dos que o António Filipe retrata no seu poste aí em baixo. Nem atrasado nem adiantado, No "seu" minuto!
Um agradável e vistoso grupo de "metais" tocavam saudosas canções da Beira Baixa em ritmo de Jaz e as fotos não paravam de fixar o momento ( aqui para nós enviei uma ao Rogério para publicação que eu não domino a técnica).
Podem tirar-nos muita coisa mas a alegria de viver e o prazer de confraternisar não tiram que eu não deixo!
"A cappella" é uma expressão de origem italiana, também utilizada na maioria dos idiomas ocidentais, que designa a música vocal sem acompanhamento instrumental.
O canto a cappella (em português: "na capela") tem suas origens na prática do canto gregoriano, que não exige o auxílio do órgão ou de qualquer outro instrumento, sendo executado apenas por vozes de monges ou clérigos que formavam o grupo de cantores chamado schola cantorum. Muitas vezes os cantores desciam do presbitério e se punham a cantar em uma capela lateral da igreja, daí a origem da expressão.
São exemplos de composições a cappella os motetos e os madrigais.
Compositores como Mozart, Bach e Bruckner escreveram muita música para esta formação.
A técnica a cappella foi e até hoje é usada nas igrejas.
Além do canto gregoriano, a maior parte da músicas sacras renascentistas para grupos vocais ou coros polifônicos também foi concebida para ser cantada "a cappella".
… a voz humana,
que nem só a cantar é o mais belo instrumento