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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 


No dia 4 de Dezembro de 1881, o maestro Hans Richter dirigiu a Orquestra Filarmónica de Viena na estreia do Concerto para violino e orquestra, op. 35, em ré maior, de Tchaikovsky. O solista foi Adolf Brodsky, a quem a peça tinha sido dedicada.

O Concerto foi composto por Piotr Ilitch Tchaikovsky em Março de 1878. Inicialmente foi dedicado a Leopold Auer, mas este recusou-se a executar a obra. Na mesma altura, Tchaikovsky também escreveu um arranjo para violino e piano. É um dos mais conhecidos concertos para violino e figura entre as obras de mais difícil execução técnica.
O concerto para violino foi escrito em Clarens, uma estância turística na Suíça, para onde Tchaikovsky tinha ido para se refazer da depressão causada pelo casamento desastroso com Antonina Miliukova.


Concerto em ré maior, op. 35, para violino e orquestra, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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Galina Vishnevskaya – Soprano russa

por António Filipe, em 25.10.12

No dia 25 de Outubro de 1926 nasceu, em Leninegrado, a soprano Galina Vishnevskaya, que, aos 40 anos, foi nomeada Artista do Povo da União Soviética.
Fez a sua estreia profissional em 1944, cantando operetas e, em 1952, após um ano de estudos com Vera Garina, ganhou um concurso organizado pelo Teatro Bolshoi, em Moscovo. No dia 9 de Maio de 1960, apresentou-se pela primeira vez em Sarajevo, no Teatro Nacional, interpretando a Aida, de Verdi. Em 1961, com a mesma ópera, estreou-se no Metropolitan Opera e, no ano seguinte, no Royal Opera House, com o mesmo papel.
A estreia no La Scala de Milão deu-se em 1964, interpretando o papel de Liu, na ópera Turandot, de Puccini, onde contracenou com Birgit Nilsson e Franco Corelli. Vishnevskaya foi casada com o violoncelista Mstislav Rostropovich, de 1955 até à morte dele, em 2007 e tocaram juntos regularmente. Em 1974, o casal pediu ao governo, para deixar a União Soviética e foi viver para os Estados Unidos e, depois, para Paris. Em 1987, Vishnevskaya actuou, em Washington, na ópera de Rimsky-Korsakov “A noiva do Czar”. Em 1982, despediu-se dos palcos da Ópera, em Paris, como Tatyana, em Eugene Onegin, de Tchaikovsky.


Excerto da Cena da Carta de Tatiana, da ópera Eugene Onegin, de Tachaikovsky
Soprano: Galina Vishnevskaya
Maestro: Mstislav Rostropovich

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David Oistrakh – Violonista russo

por António Filipe, em 30.09.12

No dia 30 de Setembro de 1908 nasceu, em Odessa, o violinista russo David Oistrakh,

considerado um dos mais importantes intérpretes do violino do séc.XX – tão importante que ficou conhecido como “o rei David”.
Ilustres contemporâneos seus, como Khachaturian e Shostakovich, dedicaram-lhe os seus concertos para violino; e Prokofiev fez para ele um arranjo da sua sonata para flauta, convertendo-a na segunda sonata para violino e piano.
Tendo iniciado os seus estudos musicais aos 5 anos, David Oistrakh obteve a formatura no Conservatório de Odessa em 1926 (tinha então 18 anos) e debutou como concertista em 1933, em Moscovo. A partir de 1934 repartiu a sua actividade musical de prestigiado professor, director de orquestra e concertista de afanosas tournées, que começaram pelas diversas repúblicas da então União Soviética.
Em 1937, David Oistrakh ganhou em Bruxelas o 1º prémio de interpretação do Concurso Rainha Isabel. Desde então, o seu impecável estilo e a sua técnica perfeita colocaram-no entre os maiores intérpretes do violino em todo o mundo. A partir de 1951 fez intermináveis digressões pela Europa e pela América, com a maior admiração de todos os críticos.
Gravou discos interpretando as mais importantes obras para violino e com as melhores orquestras. Foi considerada insuperável a gravação do Concerto para 2 Violinos, em Ré menor, de Bach, que fez com seu filho Igor Davidovich. E ficou célebre a gravação que fez, numa autêntica equipa de luxo (com o pianista Sviatoslav Richter, o violoncelista Mstislav Rostropovich e o maestro Herbert von Karajan) do Triplo Concerto de Beethoven.
David Oistrakh faleceu, em Amesterdão, no dia 24 de Outubro de 1974.


Concerto para violino, violoncelo e piano, de Beethoven
Violino: David Oistrakh
Piano: Sviatoslav Richter
Violoncelo: Mstislav Rostropovich
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Herbert von Karajan

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Nota prévia:
Dedico esta sinfonia a Miguel Portas, que faria hoje 54 anos. Morreu em Antuérpia, no passado dia 24 de Abril, véspera do Dia da Liberdade. E, pelo que fez e disse, deixa muitas saudades. Obrigado, Miguel. Por tudo.

Neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, desejo a todos os que ainda têm emprego, um bom feriado. Para os restantes, um bom dia. Neste dia internacional do trabalhador veio-me à ideia o compositor russo Dmitri Shostakovich. Acontece que Shostakovich, entre muitas outras, escreveu uma sinfonia à qual deu o nome de “1º de Maio”. É a sua Sinfonia nº 3, op. 20, em mi bemol maior, da qual vos deixo um excerto.
Dmitri Shostakovich, que nasceu no dia 25 de Setembro de 1906 e morreu a 9 de Agosto de 1975, foi um compositor russo, do período soviético. A sua Sinfonia nº 3, “1º de Maio”, estreou-se no dia 6 de Novembro de 1931, pela Orquestra Filarmónica de Leninegrado, dirigida por Aleksander Gauk. Tal como a 2ª sinfonia, a 3ª é uma sinfonia coral experimental, com 4 secções contínuas. No final o coro canta um poema de Semyon Kirsanov, que exulta o 1º de Maio e a revolução.


Excerto da Sinfonia nº 3, “1º de Maio”, de Shostakovich
Maestro: Mstislav Rostropovich

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No dia 27 de Março de 1927 nasceu, em Baku, capital do Azerbaijão, o violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovich. Começou a aprender piano aos quatro anos e, aos oito, o pai foi o seu primeiro professor de violoncelo. Teve uma passagem brilhante pelo Conservatório de Moscovo: o jovem Slava, nome pelo qual Rostropovich era conhecido pelos amigos, foi aluno de Prokofiev e Shostakovich, ganhou concursos e figurou em circuitos de programação.
É quase unanimemente apontado como o maior violoncelista do séc. XX, com uma “aura” a que só se compara a do mítico catalão Pau Casals. Deu-se mal com o regime soviético: depois da contestação que fez ao regime, a propósito dos direitos humanos e do seu apoio a dissidentes (como o escritor Aleksandr Solzhenitsyn) fugiu da União Soviética, onde só regressou na “era Gorbachev” – e como cidadão americano. Tinha perdido a nacionalidade soviética em 1978, quatro anos depois de ter fugido.
Dedicando-se cada vez mais à direcção de orquestra, assumiu, em 1977, a da Orquestra Sinfónica Nacional, de Washington, integrando no seu repertório obras do século XX, muitas compostas para ele. Disso são exemplos as obras de compositores como Benjamin Britten, Sergei Prokofiev ou Dmitri Shostakovich. Rostropovich actuou com frequência em duo com músicos lendários como Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz ou David Oistrak, em diversos palcos internacionais, entre os quais figuram, desde 1990, os de alguns países do Leste Europeu. Mstislav Rostropovich faleceu no dia 27 de Abril de 2007, em Moscovo.

Prelúdio da Suite nº 1, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelo: Mstislav Rostropovich

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