No dia 16 de Março de 1920 nasceu, em West Cobham, o compositor inglês John Addison. Estudou composição, clarinete, oboé e piano na Royal Academy of Music de Londres. Teve que terminar os estudos em 1939, por ter sido convocado para o exército inglês. No fim da 2ª guerra mundial, voltou para Londres, onde seguiu a carreira de professor na Royal College of Music. Das suas obras destaca-se o bailado: Corte Blanche, um concerto para trompete, e um tratamento moderno da ópera Polly, de John Gay.
John Addison compôs, principalmente música para filmes. Entre eles destacam-se “Tom Jones”, de 1963, pelo qual ganhou um Óscar da Academia. Também ganhou um Emmy pela banda sonora da série “Crime, disse ela” e o prémio da Academia Inglesa pelo filme “A Bridge Too Far” (Uma Ponte Longe Demais), de 1977. Faleceu no dia 7 de Dezembro de 1998, em Bennigton, Vermont, nos Estados Unidos da América.
No dia 15 de Março de 1842 faleceu, em Paris, o compositor italiano Luigi Cherubini. Tinha nascido a 14 de Setembro de 1760, em Florença. Aos seis anos, começou a aprender música com o pai, que era cravista e, aos dezasseis, já tinha escrito várias composições religiosas. Entre 1778 e 1780, estudou em Veneza, Bolonha e Milão. Em 1784, apresentou quatro óperas em Londres sem grande sucesso, no entanto, ocupou o cargo de compositor do rei da Inglaterra durante um ano. Em 1786, instalou-se em Paris e alterou o seu estilo de composição musical, inspirando-se em Gluck. Em 1805, apresentou, em Viena, a ópera Faniska, que obteve imenso sucesso e que foi apreciada por Haydn e Beethoven.
Em 1786, Cherubini instalou-se definitivamente em Paris. Aí, exerceu vários cargos: director do Théâtre de Monsieur, nas Tulherias, inspector de ensino do Instituto Nacional de Música (posteriormente, Conservatório de Paris), superintendente da capela de Luís XVII e professor de composição e director do Conservatório de Paris. Compôs várias missas, motetos, dezassete cantatas, um grande número de óperas, das quais se destaca Medea, e dois requiems.
No dia 14 de Março de 1681 nasceu, em Magdeburgo, o compositor alemão Georg Philipp Telemann. Já aos dez anos, sabia tocar vários instrumentos e escrevia diversas obras. Aos 21, tornou-se director musical da ópera de Leipzig e, aos 23, tornou-se organista de uma igreja. Homem de grande amor à sabedoria e vontade férrea, foi autodidacta, mas estudou letras e ciências na Universidade de Leipzig. Das muitas viagens que fez, apreendeu os diferentes estilos musicais da época e aproveitou-os na sua própria criação de compositor. Além de trabalhar intensamente na composição, ocupou uma série de cargos importantes no domínio da música. Foi director musical das cinco maiores igrejas de Hamburgo, até que morreu.
Esse cargo foi depois ocupado pelo seu afilhado, Carl Phillipp Emanuel Bach, um dos 20 filhos de Mestre Johann Sebastian.
Enquanto o seu amigo e compadre Johann Sebastian Bach desenvolvia a composição musical, na prática como na teoria, Telemann tornava-se conhecido pela facilidade e habilidade que tinha a criar novas composições. Tantas, que nunca foi capaz de saber ao certo quantas obras eram. O Livro Guinness de Recordes Mundiais lista Telemann como o compositor mais prolífico de todos os tempos, com mais de 800 trabalhos creditados. Estudos mais recentes têm demonstrado que, na realidade, escreveu mais de 3.000 composições, muitas das quais estão agora perdidas.
Faleceu em Hamburgo, no dia 5 de Junho de 1767.
No dia 11 de Maio de 1902 nasceu em Itaguaí, a soprano brasileira Bidu Sayão. Começou a estudar canto com Elena Teodorini, uma romena que, na altura, vivia no Brasil, e que a levou para a Roménia, onde continuou os seus estudos. Mais tarde foi para Nice, na França, onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polaco que a ajudou a consolidar a sua técnica vocal.
Estreou-se em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina, d’O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. A sua estreia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque aconteceu em 1937, no papel de Manon, na ópera de Massenet. Fez parte do elenco do MET durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como “la piccola brasiliana”.
Em Fevereiro de 1938, Bidu Sayão cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. O Presidente ofereceu-lhe a cidadania americana, mas ela recusou imediatamente. Respondeu: "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Mas o destino foi diferente. Veio a morrer de pneumonia, nos Estados Unidos, no dia 13 de Março de 1999, antes de completar 97 anos. Nunca chegou a realizar um dos seus maiores sonhos: rever a Baía de Guanabara. Ao morrer, morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.
No dia 11 de Março de 1921 nasceu, em Mar del Plata, na Argentina, o bandoneonista e compositor Astor Piazzolla que, sendo um grande inovador da música e do tango, transferiu este género musical dos clubes e boites de Buenos Aires para auditórios de concerto. Aos treze anos foi para Nova Iorque, onde foi escolhido para um papel no filme “El Dia Que Me Quieres”, em que Carlos Gardel era o protagonista. Quando regressou à Argentina, tocou na famosa banda de Anibal Troilo. Aquando da morte de Troilo, em 1975, Piazzolla compôs o tema Suite Troileana. Devido à situação política na Argentina, partiu para Paris, em 1970. Em 1976, forma o Quinteto Tango Nuevo. Nesse mesmo ano recebeu uma bolsa de estudos para continuar a sua instrução com Nadia Boulanger, em Paris. Boulanger encorajou-o a dedicar-se exclusivamente ao tango.
O tango de Piazzolla não é só música de dança. Tem influências do jazz e da música clássica e é mais apropriado para grandes auditórios do que para salões de dança. Estabeleceu uma nova linguagem para o tango e quando os mais ortodoxos, durante a década de 60, bradaram que a música dele não era, de facto, tango, respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. E durante os anos que até hoje decorreram, tem sido a música que mais se associa à capital argentina. Para além de composições para concerto e música para mais de quarenta filmes, Piazzolla compôs numerosas obras mais curtas que muitos não classificam como tango.
Astor Piazzolla morreu no dia 4 de Julho de 1992, em Buenos Aires, depois de muitos problemas cardíacos. Deixou uma discografia invejável, tendo gravado com grandes músicos internacionais. Algumas das suas composições mais famosas, como "Libertango" e "Adios Nonino", fazem parte do repertório de orquestras de todo o mundo.
No dia 9 de Março de 1930, nasceu em Portage, no estado de Michigan, o maestro Thomas Schippers. Filho de um distribuidor da Westinghouse, começou a tocar piano aos 4 anos e, depois de terminar o liceu, frequentou o Curtis Institute e a Juilliard School. Foi maestro habitual na Orquestra Filarmónica de Nova Iorque e na Sinfónica de Chicago e, em 1970, conseguiu, finalmente, uma posição permanente com a Orquestra Sinfónica de Cincinnati.
De acordo com o professor e escritor John Louis DiGaetani, Schippers teve uma longa relação romântica com o compositor Gian Carlo Menotti e uma biografia de Leonard Bernstein afirma que Schippers e Bernstein também mantiveram uma relação íntima. Embora fosse homossexual, Schippers casou-se, em 1965, com Elaine “Nonie” Phipps, que morreu de cancro em 1973. Thomas Schippers veio a morrer com a mesma doença, quatro anos depois. Tinha 47 anos e faleceu na cidade de Nova Iorque, no dia 16 de Dezembro de 1977.
No dia 7 de Março de 1875 nasceu em Ciboure, parte do País Basco francês, o compositor e pianista Maurice Ravel. A vida não lhe correu bem desde jovem. Começou a querer estudar música aos 7 anos, mas só aos 14 entrou no Conservatório de Paris. Depois abandonou o conservatório e estudou sozinho. Só bastante mais tarde voltou - e em boa hora, já que teve o privilégio de estudar composição com Gabriel Fauré, que o achou “muito bom aluno, laborioso e pontual, com uma sinceridade que desarma”. Mais tarde, aspirou ao consagrado Prémio de Roma, mas o júri recusou-lho.
Foi influenciado principalmente por Debussy, mas também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss, mas encontrou o seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado sobretudo pela corrente impressionista que, na sua época, fazia sucesso na Europa.
Em 1932, teve um acidente de táxi. Perdeu parte da sua capacidade de compor, por causa de lesões cerebrais causadas pelo acidente. A sua inteligência sempre se manteve intacta mas o corpo já não respondia adequadamente, porque sofria de graves problemas motores. Maurice Ravel morreu, em Paris, no dia 28 de Dezembro de 1937.
Exemplo máximo do seu estilo pessoal foi a mais imortal das suas composições: o Bolero, ainda hoje a obra francesa mais tocada em todo o mundo e que foi escrito por encomenda da bailarina Ida Rubinstein e estreou na Ópera de Paris em 1928. Ravel descreveu-o como "uma obra para orquestra sem música", querendo significar que só com o acompanhamento de bailarinos a peça fazia sentido.
No dia 5 de Março de 1953 morreu, em Moscovo, o compositor russo Sergei Prokofiev. Tinha nascido em Krasne, na Ucrânia, a 23 de Abril de 1891.
Demonstrou bem cedo invulgares dotes musicais. Em 1902, quando começou a receber lições particulares de composição, já tinha composto algumas peças. Quando aprendeu a base teórica musical necessária, dedicou-se à experimentação e à definição do que seria o seu estilo musical. Em 1904, encorajado por Alexander Glazunov, mudou-se para São Petersburgo e inscreveu-se no Conservatório. Terminou o curso com as mais altas classificações. Em 1908 estreou-se como pianista. Em sequência da Revolução Russa de 1917, emigrou para a América e, de 1918 a 1920, viveu em São Francisco. De 1920 a 1936 viveu na Europa Ocidental, realizando digressões como pianista, nas quais interpretava obras próprias como os cinco concertos para piano e as cinco primeiras Sonatas para piano.
Voltou à Rússia em 1936, onde continua a compor sobre a mesma linguagem musical e as suas obras demonstram uma extraordinária integridade, se se tiver em consideração a pressão imposta pelo dogma soviético do realismo socialista. Entre estas obras destacam-se a famosa composição infantil “Pedro e o Lobo” para narrador e orquestra (escrita em 1936 para agradar a Estaline), o bailado “Romeu e Julieta”, as óperas “Guerra e Paz” e “O Amor das Três Laranjas”, a Sinfonia n.º 5 e as cantatas “Alexandre Nevski” e “Ivan, o Terrível” (compostas para os filmes homónimo do realizador soviético Sergei Eisenstein).
Quando voltou para a Rússia, foi atacado por formalismo burguês. Depois de um período de resistência contra os ataques, retractou-se publicamente. Escreveu obras que agradaram às autoridades, mas também outras, mais independentes. Em Fevereiro de 1948, um decreto do comité central do partido comunista tornou impossível a resistência contra a estética oficial. Só foi reabilitado em 1956. Mas nem todas as suas obras foram reincluídas no repertório oficialmente aprovado. Nos últimos anos, Prokofiev enfrentou dificuldades financeiras e de saúde. Como que por ironia, morreu no mesmo dia em que, na mesma cidade, morreu Estaline.
No dia 4 de Março de 1678 nasceu, em Veneza, o compositor italiano Antonio Vivaldi. O pai era barbeiro mas era, também, um talentoso violinista. Ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo.
Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Chamavam-lhe “il prete rosso” (o padre vermelho) por ser sacerdote e ter o cabelo ruivo. Um ano depois de ter sido ordenado, foi dispensado de celebrar missa, devido à sua saúde fragilizada. Aparentemente sofria de asma. Vivaldi voltou-se, então, para o ensino de violino num orfanato de raparigas, em Veneza, chamado “Ospedale della Pietà”. Pouco tempo após o seu início nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima. Compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e música sacra.
No orfanato, desempenhou diversos cargos, interrompidos apenas pelas suas muitas viagens e, em 1713, tornou-se responsável pelas actividades musicais da instituição. António Vivaldi foi realmente um compositor prolífico: compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. Apesar de os seus detractores o acusarem de fabricar música como quem fabrica pão, foi na sua época muito admirado pelo público e pelos peritos, entre os quais Johann Sebastian Bach. É sobretudo conhecido popularmente como autor dos concertos para violino e orquestra “As quatro estações”.
Em 1705 foi publicada a primeira colecção dos trabalhos de Vivaldi. Muitos outros se lhe seguiram. Tal como aconteceu com tantos compositores da época, Vivaldi, terminou a sua vida na pobreza. Faleceu em Viena, no dia 28 de Julho de 1741. Foi-lhe dada uma sepultura anónima, de pobre. No seu funeral foi cantada a missa de Requiem, na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro.
Mas umas décadas após a sua morte a sua música caiu no esquecimento. O estilo genuinamente barroco de Vivaldi não resistiu à ‘coqueluche’ do classicismo. A maior parte do seu repertório só foi descoberta na primeira metade do século XX, em Turim e Génova, e publicada na segunda metade. Hoje é recordado por todos os públicos e tocado por todas as orquestras – e não só as suas “4 Estações”…
No dia 3 de Março de 1988 morreu em Kassel, na Alemanha, o violinista Henryk Szeryng. Tinha nascido no dia 22 de Setembro de 1918, em Żelazowa Wola, na Polónia. Aos 5 anos começou a estudar piano e harmonia, com a sua mãe, mas, aos 7 anos, mudou para o violino. Depois de estudar em Berlim, entre 1929 e 1932, foi para Paris, onde continuou os seus estudos no Conservatório, com Jacques Thibaud. Graduou-se com o primeiro prémio, em 1937 e estreou-se como solista em 1933, tocando o Concerto para violino, de Brahms. Entre 1933 e 1939 estudou composição com Nadia Boulanger. A sua fluência em línguas foi utilizada pelo governo polaco durante a 2ª Guerra, trabalhando como oficial de ligação e intérprete, o que o levou a interromper a carreira musical.
Contudo, Henryk Szeryng não parou completamente de tocar, uma vez que dava concertos para as tropas aliadas. Foi em consequência de um desses concertos, na Cidade do México, que foi convidado para dar aulas no Conservatório local. Aceitou o cargo e, em 1946, obteve a nacionalidade mexicana. Retomaria a carreira de violinista apenas em 1954, por insistência do seu compatriota polaco, o pianista Arthur Rubinstein. Daí em diante os dois tocaram e gravaram, em conjunto, inúmeras vezes.
No dia 29 de Fevereiro de 1792 nasceu, em Pésaro, o compositor italiano Gioachino Rossini, que compôs 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. O pai de Rossini simpatizava com a Revolução Francesa e deu as boas-vindas às tropas de Napoleão quando invadiram o norte da Itália. Isto tornou-se um problema quando os austríacos restauraram o antigo regime, em 1796. O pai de Rossini foi preso e a mãe foi para Bolonha com o filho, onde ganhava a vida como cantora nos diversos teatros da região.
Aos catorze anos, Rossini matriculou-se no liceu musical da cidade e apaixonou-se pelas composições de Haydn e Mozart, mostrando grande admiração pelas óperas de Cimarosa. Estudou violoncelo no Conservatório de Bolonha. Em 1807 é admitido nas aulas de contraponto do padre Stanislao Mattei.
Em 1810 abandonou o conservatório e seguiu para Veneza, onde estreou a sua primeira ópera, “La Cambiale di Matrimonio”. A visão de Rossini sobre recursos orquestrais não é geralmente atribuída às regras de composição estritas que aprendeu com Mattei, mas aos conhecimentos adquiridos independentemente, ao seguir as sinfonias e quartetos de Haydn e Mozart. Em Bolonha, era conhecido como "il Tedeschino" ("o alemãozinho") por causa da sua devoção a Mozart. Instalou-se em Paris em 1855, onde a sua casa era um centro da sociedade artística. Faleceu na sua casa de campo em Passy numa sexta-feira, 13. No mês de Novembro de 1868.
No dia 28 de Fevereiro de 1894, em São João da Boa Vista, no estado de São Paulo, nasceu Guiomar Novaes, considerada a maior pianista brasileira e uma das maiores celebridades nos meios musicais da Europa e dos Estados Unidos, no início do século XX.
Cresceu no seio de uma família de 19 crianças e num ambiente religioso. O piano, presente na sua casa e utilizado nas aulas das suas irmãs mais velhas, despertou o interesse de Guiomar, que, aos 4 anos, começou a tocá-lo de ouvido. Esperava que as irmãs deixassem o teclado para se sentar e tocar "até os dedos doerem". Aos 8 anos tocava com precisão técnica e notável sensibilidade interpretativa.
Em 1909, aos 15 anos, com a ajuda do Governo do Estado de São Paulo, partiu para a Europa para tentar uma vaga no Conservatório de Música de Paris. Avaliada por um júri formado por músicos como Debussy, Moszckowski e Fauré, foi escolhida como a candidata com os melhores dotes artísticos. Entre as peças que tocou na prova estava a Balada nº 3, de Chopin. No final da prova, Debussy pediu à menina que tocasse novamente a balada. Ficou em 1º lugar. Em Julho de 1911, na prova de encerramento do curso, venceu a prova, que contava com 35 concorrentes, e ganhou o primeiro prémio, que compreendia a quantia de 1200 francos e um piano de cauda.
Depois de deixar o Conservatório de Paris, teve várias ofertas de contractos, tocando em Paris, Londres, Genebra, Milão e Berlim. Em 1913, regressou ao Brasil e apresentou-se no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a orquestra de Gabriel Pierné, Guiomar Novaes percorreu toda a Europa. A Primeira Guerra Mundial obrigou-a a voltar a São Paulo – mas no ano seguinte estabeleceu-se nos Estados Unidos, onde construiu uma importante carreira. Em 1967 foi convidada pela rainha Isabel II de Inglaterra para dar um recital em Londres.
Além de ter sido grande divulgadora da obra do seu compatriota Heitor Villa-Lobos, foi especialmente brilhante a interpretar Schumann e Chopin.
Em Janeiro de 1979, Guiomar Novaes sofreu um derrame cerebral e o seu estado de saúde começou a degradar-se. Veio a falecer a 7 de Março de 1979, aos 85 anos, vítima de enfarte de miocárdio.
Pablo Casals, el cant dels ocells
[Como dizia o outro, a vida sem música seria um erro]
Georg Solti nasceu em Budapeste, a 21 de Outubro de 1912, com o nome de György Stern. Mais tarde, assumiu a cidadania inglesa, tendo-lhe sido concedido o título de "sir" pela rainha Isabel.
Foi na sua época muito reconhecido como pianista, mas o séc. XIX não deu a devida atenção às suas composições.
Antes dele, houvera as sonatas e os concertos de Beethoven, e depois sucederam-lhe as imponentes obras para piano de Brahms e outros pós-românticos. Generalizou-se a opinião de que Chopin tinha sido um compositor de peças para piano bonitas mas triviais… utilizadas como música de salão.
Mas o séc. XX fez a justiça de reconhecer Chopin como expansora do universo harmónico e formal. A força, o brilho e a poesia da sua música tornaram-se uma verdadeira adoração para os mais notáveis pianistas.
Estava a caminho de Paris quando recebeu a notícia de que tinha fracassado o levantamento de 1830, pela restauração da independência da Polónia. Regressar ao seu adorado país tornou-se uma ideia distante, se não impossível.
Em Paris, bem longe dos paradisíacos jardins da sua casa de Zelazowa Wola, teve a sua vida social, os seus turbulentos amores e a inspiração para a maioria das suas obras para piano solo – baladas, scherzos, mazurcas, estudos, valsas, prelúdios, polonaises e nocturnos.
Até que a tuberculose lhe trouxe a morte, aos 39 anos. Corria o ano de 1849 e era o dia 17 de Outubro.
É doce...
… quando reunião de bons e diversos açúcares