Quarta-feira, 25.04.12

Uma gaivota voava voava...

por Rogério da Costa Pereira às 23:59

Francisco, não acredito que esta lembrança me venha de '74. Tinha dois anos, então. Talvez de '75. Seja como for, é a minha primeira memória de Abril.

Ontem, andaste pelas ruas de Abril connosco, perguntando-me de quando em vez "são estes os homens maus, papá?". Não, meu filho, e talvez te tenha falado demasiado dos homens maus. Mas aqueles! não eram os homens maus.

Quando puderes perceber isto, saberás quem são os Homens Bons.

Minha vida, meu Abril.

Sexta-feira, 20.04.12

Carrego a razão e o coração no bolso. Amo-vos!

por Rogério da Costa Pereira às 21:52

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Quarta-feira, 28.03.12

Luz (para um amigo)

por Rogério da Costa Pereira às 15:19

LUZ

Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. Tentei reconhecer-nos em ti, reconhecer-te em nós. Nada. Não pude. Lembro-me da primeira roupinha que te vesti, ali, com 5 minutos de vida. Tu e eu, ambos com 5 minutos de vida. Um casaco branco por cima. Vou ali já venho, disse a enfermeira - vá-o vestindo. E vesti. Ao mesmo tempo que me degladiava com as instruções da caixa de recolha das células estaminais. E tu dormias ou tinhas os olhos fechados. Coisa que o valha. Deus meu. Que coisa tão forte, quem é que se recusa a passar por isto? Quem é que voluntariamente se recusa a ter um vislumbre de Deus? A tua mãe, exaurida, ainda não te tinha visto. O que é que eu faço? De que cor são as paredes? O tecto? Chove ou faz sol? Que dizem os jornais? Pára! Pára de rodar por um instante, que eu quero apreender tudo, até ao mais ínfimo pormenor. Antes, minutos antes: não queira ter o filho pela boca, mulher, que seria caso nunca visto. Força, força, amor. Já o vejo. Já o vejo. Já nos vê. Levantei a cabeça, tu choravas, eu chorava, ele chorava, o quarto sangrava. Os internos que assistiam olhavam para nós fascinados. Era fascínio, espanto, era também alguma cegueira, causada pela luz imensa que se fez naquela sala. E para a qual eles não estavam preparados. Nem nós, mas nós pudemos chorar para limpar os olhos. Ainda hoje sinto um nó de felicidade na garganta de cada vez que me lembro desse dia, desses instantes. As palavras são muito pouco e poderia estar aqui o resto do dia a debitá-las que nada acrescentaria ao que já disse. Luz, acima de tudo é isso. Uma luz imensa, divina. Como se alguém muito grande e com uma mão muito grande, tivesse carregado num interruptor muito grande e acendido uma lâmpada muito grande. Foi de parir. Esse alguém e essa mão e esse interruptor e essa luz. Foi de parir. Ao parir assim, e parimos os três, faz-se essa luz imensa. Dá-se essa luz, diferente de dar alguém à luz. Filho, um ano, e no entanto parece que foi no início desta carta que ora te deixo. Sei que daqui a cinquenta anos te diria o mesmo. Parece que foi mesmo agora. Há-de parecer sempre. Como se mesmo agora. E cada vez que te olho, a mesma luz desce sobre mim. A luz que nos alumiará aos três, para sempre. Haja o que houver. Ser pai, ser mãe, ser filho. Há um ano. Parabéns, meus amores.

9 de Outubro de 2008

 

Abraço, j.

Sábado, 21.01.12

terçolho, terçolho, passa para o olho do cavaco...

por Rogério da Costa Pereira às 03:58
Haverá algo tão doloroso como a febre de um filho que teima em não descer? Ainda se fosse como o terçolho. Já tinha destinatário.

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Sábado, 14.01.12

Cauções da luz, água e gás podem ser pedidas até 2013

por Luis Moreira às 16:00
Mónica Silvares
13/01/12 00:05
Os pedidos devem ser feitos junto da Direcção Geral do Consumidor até ao final de 2013.
Os consumidores que ainda não pediram a devolução das cauções cobradas, até 1999, como garantia do cumprimento do fornecimento de água, electricidade e gás vão poder fazê-lo até ao final do próximo ano.
Apesar de já ser possível pedir a devolução destas cauções desde que a lei proibiu a sua cobrança, o Executivo decidiu prolongar o prazo de reclamação até ao final de 2013, já que muitos consumidores desconhecem que têm direito à devolução das cauções que pagaram pelos serviços de luz, água e gás, anunciou ontem o secretário de Estado adjunto da Economia, Almeida Henriques.
Em causa estão, em média, valores que rondam os 30 euros. Desde 2007, "a Direcção-Geral do Consumidor devolveu apenas entre 30 a 40 mil euros aos consumidores", revelou ao Diário Económico, a responsável desta instituição, Teresa Moreira, acrescentando que a maior parte destes montantes dizem respeito à EDP.
Estas devoluções devem ser pedidas junto da Direcção-Geral do Consumidor - antes de 2007 eram requeridas junto das entidades prestadoras dos serviços - que tem uma minuta no site que deve ser preenchida para pedir essa devolução. No requerimento deve constar: o nome do contratante, nome da entidade fornecedora, o número do contrato de abastecimento, morada de fornecimento, número de identificação bancária do requerente e, no caso do contratante e do requerente não serem a mesma pessoa, deverá ser indicado a qualidade em que este faz o requerimento. A acompanhar o requerimento deverá juntar-se cópias do bilhete de identidade / cartão do cidadão e do número de identificação fiscal do requerente.
A DGC presta esclarecimentos por via telefónica ou email (dac@dg.consumidor.pt) para que as pessoas que queiram saber se têm ou não direito à devolução das cauções.
"Em 1999, o Governo decidiu proibir a cobrança deste tipo de cauções por concluir que os prestadores de serviços não as utilizavam para garantia de continuidade do serviço quando falhavam um pagamento. Os montantes cobrados acabavam por ficar nas empresas", explicou a directora-geral Teresa Moreira. Inicialmente, bastava aos consumidores dirigirem-se aos prestadores com os documentos comprovativos do pagamento da caução e exigir a sua devolução. Mas, desde 2007, o processo é centralizado pela DGC que recebeu dos prestadores os montantes indevidamente cobrados aos consumidores, acompanhados de uma listagem dos mesmos. Assim nasceu o Fundo do Consumidor que agora tem uma dotação de 19 milhões de euros.
Almeida Henriques, numa visita ontem ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa, anunciou que a partir de 15 de Fevereiro será lançado um concurso para projectos e actividades que visem a protecção dos direitos dos consumidores. Nomeadamente, projectos de apoio aos mecanismos extrajudiciais de acesso à justiça pelos consumidores ou projectos de promoção dos direitos dos consumidores, de informação, educação e apoio dos mesmos. O fundo deverá manter-se activo por dez anos.
 

Sábado, 24.12.11

Raspar, vê se percebes: são estes os limites!

por Rogério da Costa Pereira às 23:19

Deus existe e eu conto-lhe uma história todas as noites

por Rogério da Costa Pereira às 00:35

Que Deus não existe, dizem. Parvoíce. Deus existe e eu conto-lhe uma história todas as noites — ando agora a ler-lhe o Pinóquio (antes foram os Maias para crianças — noto que ele estranha a mudança, vejo-o nos cocós, que andam menos consistentes). Há dois anos e meio, Deus escrevia-se com minúscula. Era o deus das guerras, o deus da barbárie, o deus redutor dos massacres em nome de, o deus das mortes nas gémeas. deus e o petróleo, a urina de deus. O diabo; deus era o diabo. O diabo dos homens e da puta que os pariu. Nunca me servi dele, com excepção de uma revolta intestinal sem casa de banho à vista. Nem ele de mim. Nasceu o Francisco e tudo mudou. deus cortou as barbas e passou a Deus. Era uma vez um puto. Este meu Deus tem um feitio tramado, porque aos 30 meses ainda se julga um deus. Eu sou o braço esquerdo, a mãe é o direito. Julga ele. Neste Deus, que está no sorriso e no choro, já assentei umas belas dumas palmadas. Já mandei Deus de castigo para o quarto. Este Deus usa fraldas, duas de pano para dormir e uma descartável para fazer as coisas que só Deus pode fazer por ele (vamos acabar com isso no Verão, introduzindo-lhe a tirania do pitó — e ele a nós a prepotência da cama molhada [entretanto, as descartáveis já foram]). Este Deus, ao contrário do outro, dá-me sorrisos. Diz-me "papá, não vás trabalhar" (traduzo para os incréus, ignaros na língua Dele). Eu explico-lhe as coisas e ele entende. Deus magnânimo assimila. O problema é a sopa e a negociação que a coisa envolve. Digo-lhe para comer só uma colher, ele diz não, eu proponho três e ele decide-se por dez. Done!, e damos cinco. Quando Deus está presente, sinto-me um negociador do FBI num livro de Kafka. Deus não quer, eu quero. Acabo por convencer Deus que é ao contrário, que ele quer e eu não. Raras vezes a coisa não resulta, ó tirania dos homens.

Neste momento, passa da meia-noite, Deus está a dormir. Antes de dormir, disse-me, como faz todas as noites: àputo-puto (amo-te muito, na língua de Deus). E depois pregou-me um susto: “Bu!”.

Se o diabo está nos detalhes, Deus está ali ao lado, a dormir. Aquela tábua onde me agarro, onde ele se agarra, onde a minha mulher se agarra. Tudo o que nos une aos três. Isso é Deus. O outro, o do paga agora e livra-te do fogo dos infernos, nunca se mostrou e não o concebo. Não lastimo a minha falta de fé, porque a tenho. Fé no amanhã. No próximo passo do meu filho, o pontapé na bola, o dizer puta em vez de porta (que embaraços já me causou). Que mais se pode querer de Deus, para além da vontade de correr para casa para o ver? O meu pequeno grande Deus. Quinze quilos de matéria divina (com a fralda limpa pesa menos).

(Post escrito em 03.04.10; hoje, Deus está mais calmo)

Sexta-feira, 23.12.11

Contada pelo meu filho tem muito mais piada

por Rogério da Costa Pereira às 21:23

-- Ó papá, sabes por que é que os camarões nunca mais chegavam?

-- Porque tinham ido a um cocktail!

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Sexta-feira, 18.11.11

Quico experimenta um desbloqueador de conversa

por Rogério da Costa Pereira às 21:57

(a viagem até Coimbra ia em 5 minutos e o silêncio ainda imperava)

Quico -- Mamã, Papá, hoje um menino mais pequenino bateu-me, deu-me um murro no peito!
Mamã e Papá -- ...
Quico -- Mas depois a Andreia deu-me uma ajudinha e eu bati ao menino
Mamã e Papá - Quiii-cô...?!!
Quico -- Não, não, enganei-me, não era isso que queria dizer. Eu só queria dizer que estou com vontade de fazer chichi.

Nota: A andreia é uma das professoras e não dá "ajudinhas" destas.

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Domingo, 06.11.11

Papá?

por Rogério da Costa Pereira às 18:45
- Diz, filho. - Nada; só queria dizer papá!

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Sábado, 29.10.11

Futebol sem-espinhas

por Rogério da Costa Pereira às 19:50

Briosa-Braga
Mas que grande jogatana que a Briosa está a fazer. Uma bola no poste, que é mais difícil do que marcar um golo, um penalty escandalosamente roubado (para o árbitro, os jogadores do Braga não têm braços) e um meio-campo para alugar. E o Nuno Gomes penteia-se em campo como ninguém. E esta claque, céus, esta claque é a melhor do mundo. Têm repertório para todas as circunstâncias do jogo e apoiam, no bom e no mau, do princípio ao fim. Assim vale a pena vir à bola. E trazer o puto.

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Hora de afinar as gargantas: BRIOSA!

por Rogério da Costa Pereira às 18:19

Briosa-Braga

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Sábado, 22.10.11

Para ti, filho...

por Rogério da Costa Pereira às 01:14

Estive a actualizar o homem-garnisé... (ia com uns meses de atraso).

Não é para vocês, o blogue, não é para mim. O homem-garnisé... é uma selecção de textos. Meus. De mim para o meu filho. A escolha. Não há letra que escreva que não seja por ele; para ele. Espuma dos dias à parte, por ali deixo as palavras que insisto que o Francisco um dia leia. Ali está a minha pele. Filho.

Se são para ele, só para ele, porque faço aqui o alerta? Porque sim!, que há por aí muito homem-do-saco.

Domingo, 09.10.11

Parabéns, minha vida

por Rogério da Costa Pereira às 18:25

Deixo-te os "ais deste país" que vais enfrentar. Para que saibas, foi o primeiro que te li, o primeiro que te dei a ouvir. Mais tarde, entre o teu terceiro e o teu quarto ano (que a esta hora completas), riste-te da pantomima do Mário, mas não me perguntaste a razão de tantos "ais". Um dia falaremos de todos esses "ais", dos bons e dos maus. Falaremos de um Portugal que, estou certo, nos sobreviverá (e da angústia que ora sinto de que esta última sentença me peça satisfações). Meu Filho.

Sábado, 10.09.11

Da perfeição

por Rogério da Costa Pereira às 16:58

Tentei agora deitar-me ao lado do meu filhote, que acordava da sua soneca dos sub4

− Posso descansar aqui um bocadinho ao pé de ti?

− Não, eu já estou perfeito para acordar!

− ...

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Quinta-feira, 25.08.11

My girl...

por Rogério da Costa Pereira às 09:15

Para que raio estão a olhar? Carreguem na bola e sigam... E depois vejam aquilo de cabo a rabo. Feito isso, podem voltar aqui!

Segunda-feira, 15.08.11

Quico e o trabalho infantil

por Rogério da Costa Pereira às 21:26

- Olha, sabes?, eu estou com poucas forças para andar no carrossel, mas vou tentar!

Quinta-feira, 11.08.11

985

por Rogério da Costa Pereira às 14:46

É, mais "ma" menos mã, o número de vezes por dia que o meu filho, detido em casa a contas com uma laringite, diz "mamã".

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Quinta-feira, 28.07.11

E o que é um garfo?

por Rogério da Costa Pereira às 22:12

Uma coisa picante, pois claro.

(hoje, o meu filho está particularmente inspirado)

Quico e a psicologia divertida

por Rogério da Costa Pereira às 19:26

"- Mamã, gosto tanto de ti que só me apetece comer pizza."

(o que raio andará o puto a ler?)

Sábado, 02.07.11

Há dias que, por pior que tenham sido, terminam sempre bem

por Rogério da Costa Pereira às 03:03

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Sábado, 25.06.11

Cucos migratórios invadem o nosso* jardim

por Rogério da Costa Pereira às 22:11

Mais uma ideia Ninices (a gaja não pára)

* "nosso" as in "do prédio".

Sexta-feira, 24.06.11

A sombra da minha luz

por Rogério da Costa Pereira às 21:17

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Quinta-feira, 23.06.11

As mãos da minha luz

por Rogério da Costa Pereira às 19:50

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Quarta-feira, 22.06.11

Ninices*

por Rogério da Costa Pereira às 23:09

Abusando descaradamente da boleia da simpatia do sapo, que agradeço à jonas (afinal, foi o Pedro; obrigado, Pedro) − hoje, em vez das cento e tal visitas por dia, a coisa já se aproxima das 500 −, aproveito para destacar o blogue da minha mulher, onde podem ver, em todo o seu esplendor, um outro tipo de arte. "Chama-lhe costura criativa", disse ela.

A minha primeira luz (cliquem no link, mas também na imagem).

 
* Definição: Ninices n.f. 1 trabalhos da Nina; 2 criatividade e poder de criação baseada em ideias, originais ou inspiradas por outras obras; 3 costura, crochet e conjugações interessantes (De nina+ices)
“Objecto social”: os projectos da Nina em tecido, linha e lã conjugados com outros materiais.
Objecto material: Bonecos, bolsas, sacos e carteiras, pufos, espanta-espíritos e mobiles, encadernações, flores e borboletas, reciclagens, utilizações e conjugações interessantes et cætera
Correio electrónico: correiodoninices@gmail.com
Blog: http://ninices.blogs.sapo.pt/
Facebookhttp://www.facebook.com/ninices

Terça-feira, 03.05.11

Fevereiro de 2012

por Rogério da Costa Pereira às 12:36

Um mês feliz em perspectiva. Com ou sem FMI, com ou sem Governo. Com ou sem Portugal.

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Domingo, 20.03.11

a pegada e o homem-garnisé...

por Rogério da Costa Pereira às 02:09

Os tempos mudaram. Eu mudei. Raramente por aqui falarei de política, muito menos desse anátema que é a política portuguesa. O tempo dirá o que por aqui se irá publicando, mesmo porque o blogue não é só meu. Por enquanto, ainda publicarei posts como este, este, este e este em stereo, aqui e no homem-garnisé... .

Aqui tenho os arquivos de três anos, de três blogues. Por aqui falarei do trivial do dia-a-dia; lá, no meu blogue, falarei do que é muito meu. Só meu (meu e dos meus). Sem comentários por lá; comentários abertos por aqui (embora a terrível censura se mantenha). Fartei-me de conflitos por coisas vãs com rainhas frívolos, parasitas da vida de quem tem uma. O homem-garnisé... é um blogue feito para mim e para os meus; daqui a alguns anos terá um leitor. E é nesse, apenas nesse, que penso.

Esta é, agora, a minha blogosfera.

Sábado, 19.03.11

He's mine

por Rogério da Costa Pereira às 17:27

quico, property of dad

Sexta-feira, 18.03.11

Quico #1

por Rogério da Costa Pereira às 21:48

- Papá, o que é morrer?

- ...

- É ir para o céu?

- [como metáfora por agora serve] Sim, filhote.

- Mas assim os passarinhos comem as pessoas.

- ...

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Sexta-feira, 15.10.10

Francisco

por Rogério da Costa Pereira às 22:57

Na história de-antes-de-dormir que li ao meu filhote, o Rato Renato (ignorantes!) disse que queria ser médico quando fosse grande. Perguntei ao Francisco o que é que ele queria ser em crescido (não sem antes lhe relembrar o que os médicos fizeram por ele esta semana). A resposta veio asinha: "um peluche!".

Puto esperto, já está a ter em conta o país em que nasceu.

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