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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Lohengrin, de Wagner

por António Filipe, em 28.08.13
No dia 28 de Agosto de 1850, estreou-se, em Weimar, na Alemanha, a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner.

É uma ópera romântica em três actos, cujo libreto foi adaptado pelo próprio compositor. A estreia aconteceu sob a direcção de Franz Liszt, amigo íntimo de Wagner. Liszt escolheu esta data em honra do cidadão mais conhecido de Weimar, Johann Wolfgang von Goethe, que nasceu naquele dia, em 1749. A história do protagonista foi retirada de uma novela germânica medieval - a história de Perceval e do seu filho Lohengrin. Passa-se durante a primeira metade do séc. X, no Ducado de Brabante (na actual região de Antuérpia, na Bélgica).
Lohengrin é um personagem do Ciclo Arturiano. Filho de Perceval, é um cavaleiro da Távola Redonda enviado num barco guiado por cisnes para defender a princesa Elsa da falsa acusação de ter matado o irmão mais novo (que na realidade está vivo e reaparece no final da obra). De acordo com a interpretação de Wagner, o Santo Graal fornece ao Cavaleiro do Cisne poderes místicos que só podem ser mantidos se o seu nome e origem permanecerem em segredo. “Lohengrin” é uma ópera que faz grande uso do “leitmotiv”, confirmando o início da tradição wagneriana iniciada na ópera “O holandês voador”. Pode-se destacar como passagens famosas o célebre coro nupcial que se segue ao prelúdio do terceiro acto.


Prelúdio e “Marcha nupcial”, da ópera “Lohengrin”, de Wagner
Coro e Orquestra Filarmónica Nacional da Hungria
Maestro: Janos Kovacs

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publicado às 00:01


Erich Kleiber – Maestro austríaco

por António Filipe, em 05.08.12

No dia 5 de Agosto de 1890 nasceu, em Viena, o maestro Erich Kleiber no dia 5 de Agosto de 1890. Estudou em Praga e, em 1923, depois de dirigir a ópera Fidélio, de Beethoven, na Ópera Estatal de Berlim, tornou-se o director musical dessa instituição. Em 1925 dirigiu a estreia mundial de Wozzeck, de Alban Berg. Quando a segunda ópera de Berg, Lulu, foi proibida pelo Partido Nazi, abandonou o seu posto na Ópera de Berlim, em sinal de protesto. Kleiber também abdicou do seu contrato com o teatro La Scala de Milão, em Abril de 1939, logo após o regime de Mussolini anunciar o anti-semismo.
Posteriormente, Erich Kleiber mudou-se para Buenos Aires, onde trabalhou no Teatro Colón, assumindo o cargo de director musical. É especializado no repertório operático alemão, particularmente nas obras de Wagner. Graças ao prestígio do seu nome, conseguiu atrair grandes nomes ao Teatro Colón. Naturalizou-se argentino em 1938. O seu filho, Carlos Kleiber, foi, também, um maestro de renome. Erich Kleiber morreu no dia 27 de Janeiro de 1956, em Zurique.


Abertura da ópera “Lohengrin”, de Wagner
Danish Royal Opera
Maestro: Erich Kleiber

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