Como já tínhamos dito aqui é uma questão de meses. Nem o Irão cede no seu programa nuclear nem o Ocidente aceita um Irão com a bomba!
A UE lançou um embargo sem precedentes ao petróleo do Irão tentando desta forma asfixiar a sua economia .O mesmo que em 2011 já os US tinham feito.
O Irão retalia com o possível bloqueio do Estreito de Ormuz por onde passa uma parte considerável do petróleo que ruma ao Ocidente.
Um porta -aviões dos US já está na zona.
Neste jogo, as sanções fazem efeito mas, Teerão, não é por elas que se vai sentar à mesa das negociações, até porque a posição da China e da Rússia é uma incógnita e se vierem a substituir o Ocidente na compra do crude Iraniano, as sanções pouco efeito terão. No entanto, a economia do país está frágil e os primeiros sintomas vêm com a inflação e com a desvalorização da moeda o que o regime já fez.
Substituir os tradicionais fornecedores de petróleo por outros é a verdadeira questão, não podemos esquecer que o Irão possui um quarto das reservas mundiais. Para o Ocidente não é fácil e é por isso que o preço do crude já subiu para 111 dólares o barril.
Mas a hipótese que não se pode afastar é Israel iniciar ataques selectivos e limitados às infra-estruturas nucleares iranianas, atrasando se forma irremediável todo o programa nuclear. A guerra espreita !
O estreito de Ormuz (em persa تنگه هرمز, ormús) é a chave para o controle do petróleo mundial, um estreito (braço de mar) estreito entre o golfo de Ares, localizado ao sudeste e o golfo Pérsico, ao sudoeste. Na costa norte localiza-se Irão e na costa sul os Emiratos Árabes Unidos e o enclave omaníde Musandam .
Foi guarida de piratas desde o século VII a. C. até o XIX. Actualmente tem importância estratégica como encontra-se na saída do golfo Pérsico, que é rico em petróleo. Estima-se que aproximadamente o 40% da produção petrolífera mundial é exportada por este médio. Sua largura é de 60 a 100 quilómetros.