Esta é a mais completa definição de lucro, esse conceito maldito que em Portugal é tão odiado, embora em boa verdade sejam os que mais o usam que têm a culpa de todas as dúvidas que o conceito arrasta. É para comprar um porche ou é para modernizar uma fábrica? É esta a questão ! Sem lucro não há investimento e sem investimento não há novos postos de trabalho.
É , pois, na aplicação do lucro obtido que se concentram as dúvidas todas, não na iniciativa privada de quem tem determinação para se lançar numa actividade e transformá-la numa conta de exploração positiva. Sem lucro as organizações e os países não têm capacidade para inovar, investigar, substituit fábricas, equipamentos e produtos e bens absoletos. Perdem a capacidade de satisfazer as necessidades de quem é menos dotado, ou mais velho e de uma maneira geral dos mais frágeis.
O lucro, não é responsável pela sua má aplicação ou mesmo esbanjamento, não é responsável pelos comportamentos menos solidários dos gananciosos, dos que atropelam tudo e todos para ficarem com a fatia maior. O que faz a diferença entre as sociedade é a capacidade de investir bem , estabelecer uma estratégia a longo prazo, onde, quando e quanto, por forma a responder ao interesse geral.
Nos países onde a sociedade civil é forte, participativa e organizada, as desigualdades não são tão profundas, as oportunidades tendem a chegar a todos. Os Planos "quinquenais" colectivistas de má memória aqui e noutros países centralizados, levaram ao atraso e à miséria. É impossível, por melhor e perfeitos que sejam esses planos, reconhecer em todas as actividades as prioridades certas de investimento.
Vinte anos passados sobre os fundos europeus as más decisões quanto aos investimentos estão aí para quem as quer ver. Se esse dinheiro não fosse fácil e anónimo, se a sua obtenção resultasse de suor e trabalho, se fosse lucro, a sua aplicação teria sido mais criteriosa.