Domingo, 19.02.12

Vira o disco

por Francisco Clamote às 23:29
Se em política, frequentemente, o que parece é, então, atendendo à sequência cronológica, tudo indica que umas vaias foram suficientes para Passos Coelho mudar de disco.
Depois de apupado em Gouveia, o primeiro-ministro do "custe o que custar", que sempre garantiu que Portugal “não precisa de mais tempo, nem de mais dinheiro”, ao subir até à Guarda depois das vaias, perdeu as suas certezas e mudou o disco para  Nós não sabemos se precisaremos disso ou não".
Que o Coelho era  perito em mudar o disco já se sabia. Tão depressa é que não.
Segunda-feira, 13.02.12

É só "piegas"!

por Francisco Clamote às 23:44
"Pedidos de ajuda de famílias em dificuldades quase duplicaram em Janeiro".
É tudo gente "piegas", como diria o  primeiro-ministro Coelho que, seguramente, não me deixa em mentira.
<p>Desemprego é a principal razão dos casos de sobreendividamento</p>
"Desemprego é a principal razão dos casos de sobreendividamento"
(informação e imagem daqui)
Domingo, 29.01.12

Exportar pastéis de nata e produzir bacalhau?

por Rogério da Costa Pereira às 10:48

Vejo aí um pequeno senão, Luís. Dois, para ser exacto.

Quem vai convencer o bacalhau a vir da Noruega para cá? Com o governo a mandar embora os humanos, não estou a ver o bicho a abandonar o conforto do Mar do Norte e a fazer-se sozinho à estrada. É que, pasme-se, esta espécie de coisa do neo-liberalismo assusta a iniciativa privada. Por outro lado, eles, os bichos-bacalhau, não gostam de nós. Quando eu e um bacalhau vamos jantar fora, um de nós sai sempre em espinha. E não sou eu... E ainda há questão das pescas e tal..., que isso de não andar atrás do peixe tem uns milhares de "senãos". 
Quanto aos pastéis de nata, talvez a única ideia do Álvaro depois de ter entrado para o governo e tropeçado na "real" do "não-há-dinheiro" -- vamos combater a desertificação do interior, dizia ele --, acho que essa coisa é gajo para não pegar. O pastel é bicho esquisito, muito apegado aos mestres de Belém. Lá fora (e mesmo cá dentro, a mais de cem metrios do habitat) sabe a nata podre.
Agora a sério, Luís. Pastéis? Dando de barato que a ideia possa ser boa, isso é coisa de uma ou duas empresas deitarem mãos à obra. A não ser que o Estado queira nacionalizar a pastelada. Não queremos propriamente um tipo que vai dando umas ideias fixes de quando em vez. Dava era jeito um ministro com tomates para enfrentar o Raspar.
Dava era jeito uma Nissan, sabes?, aquela dos componentes para os carros eléctricos! Aquela que o Raspar espantou. Cenas desses género. Olha, os Magalhães vendem-se lá fora que nem pãezinhos quentes...

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