Vejo aí um pequeno senão, Luís. Dois, para ser exacto.
Quem vai convencer o bacalhau a vir da Noruega para cá? Com o governo a mandar embora os humanos, não estou a ver o bicho a abandonar o conforto do Mar do Norte e a fazer-se sozinho à estrada. É que, pasme-se, esta espécie de coisa do neo-liberalismo assusta a iniciativa privada. Por outro lado, eles, os bichos-bacalhau, não gostam de nós. Quando eu e um bacalhau vamos jantar fora, um de nós sai sempre em espinha. E não sou eu... E ainda há questão das pescas e tal..., que isso de não andar atrás do peixe tem uns milhares de "senãos".
Quanto aos pastéis de nata, talvez a única ideia do Álvaro depois de ter entrado para o governo e tropeçado na "real" do "não-há-dinheiro" -- vamos combater a desertificação do interior, dizia ele --, acho que essa coisa é gajo para não pegar. O pastel é bicho esquisito, muito apegado aos mestres de Belém. Lá fora (e mesmo cá dentro, a mais de cem metrios do habitat) sabe a nata podre.
Agora a sério, Luís. Pastéis? Dando de barato que a ideia possa ser boa, isso é coisa de uma ou duas empresas deitarem mãos à obra. A não ser que o Estado queira nacionalizar a pastelada. Não queremos propriamente um tipo que vai dando umas ideias fixes de quando em vez. Dava era jeito um ministro com tomates para enfrentar o Raspar.
Dava era jeito uma Nissan, sabes?, aquela dos componentes para os carros eléctricos! Aquela que o Raspar espantou. Cenas desses género. Olha, os Magalhães vendem-se lá fora que nem pãezinhos quentes...