A organização hospitalar, os seus diversos serviços , a sua exigência deviam ser razões para serem escolhidos os melhores gestores. Os que têm melhor e mais vasta experiência, que são conhecedores das medidas e políticas diversas para enfrentar os problemas mais diversos. Infelizmente, contam-se pelos dedos gestores nomeados para os hospitais que verifiquem aqueles pressupostos. A que se deve este facto? Ganham menos, estão fora do mundo dos negócios, não dão margem a investimentos nem a internacionalizações que dão prestígio e dinheiro. E, pior que tudo, se obtiverem bons resultados não há reconhecimento.
O que temos desde sempre são os mesmos rodarem de hospital para hospital, aplicando o que aprenderam e fizeram a primeira vez. Como alguém disse, os gestores dos hospitais, na sua grande maioria têm um ano de experiência a multiplicar por dez, quinze, vinte...
Como todas as organizações, a administração e a sua direcção têm que ter especialistas em Finanças, em Recursos humanos, em Compras e um Presidente com capacidades de gestão global. A estes profissionais deve acrescentar-se quem conhece "o negócio" isto é, quem sabe de gestão hospitalar. Neste enquadramento é possível implementar-se políticas novas, metodologias por objectivos, pela qualidade...
Reduzir a administração de um hospital a pessoas sem experiências diversificadas em vários domínios leva a que , como aconteceu com um gestor que foi nomeado para Presidente do Santa Maria, ter que ser protegido no dia a dia por guarda costas (polícia) por querer implementar um sistema informático de controlo de stoks de medicamentos.... (quem é que levava os medicamentos para casa e os vendia ao desbarato?)
Ora, quem não controla os stocks dos medicamentos e material diverso, também não controla o resto bem mais complexo.!
As anteriores administrações que nem sequer controlavam os gastos em medicamentos e outros materiais andaram lá a fazer o quê?