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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



"Comer o mexilhão”

por Rogério Costa Pereira, em 04.10.13

Adivinhem quem vai pagar a contribuição especial que o governo vai lançar sobre os produtores de electricidade? O governo já avisou que não serão os consumidores. Em suma, e traduzindo do português-biltre...… serão os consumidores. Mas alguém com dois dedos de testa pensa mesmo que as eléctricas não arranjaram já forma de facturar essa treta ao Zé-Povinho? E o governo sabe disto? Claro que sabe; e também sabe que as eléctricas sabem. Tudo foi combinado e acertado até ao mais ínfimo pormenor. Então e esta troca de palavras a saber a azedo é tudo encenado? Mas que treta de pergunta é essa!? Há porventura alguma coisa na política económica e financeira desta vilanagem que nos empurra que não comece com um uma pantominice previamente encenada? Houve um jantar, sim, onde tudo foi acertado. E nós também lá estivemos, por certo, ou não tivessem os convivas optado por comer mexilhão. "Comer o mexilhão”". Como sempre, aliás…

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publicado às 15:30


E agora, sai remodelação, sai o governo ou sai o sistema?

por Rogério Costa Pereira, em 04.04.13

Ontem foi dia de moção de censura para inglês ver, hoje demite-se o Miguel relves (assim o chamava o JN), amanhã parece que vai sair a decisão do TC, cujo teor quer o psd quer o ps já conhecerão (só assim se explica tanta movimentação).

E agora, sai remodelação ou sai o governo?

Podia dar a opinião de outra pessoa, mas como o Marcelo ainda não falou vou dar a minha. Aí vai ela.

Na minha opinião (lá está ela), relvas não sai do governo, apenas faz de conta que sai do governo (e isto ainda que a causa directa tenha a ver com o facto de ele ter perdido a licenciatura – como se pode perder uma coisa que nunca se teve é coisa que não consigo descortinar).

Seja como for, só quem não tenha aprendido nada nos últimos dois anos pode acreditar que relvas e este governo não são a mesma pessoa (já alguém os viu separados, a propósito?). Não vivemos num Estado de Direito Democrático e esta cambada já mostrou bem o tipo de respeito que tem pela Constituição. Fazendo de conta que sai do governo, relvas dá a desculpa que o pm precisa para uma remodelação em que muito mudará mas tudo ficará na mesma.

A ideia-chave passará mais ou menos por isto: atendendo à recente saída do ministro relvas e patati-patatá e mais uns secretários de estado (e não esquecer o crato que teve/tem o relatório da licenciatura de relvas na gaveta há mais de um mês) é chegada a hora de dar uns toques no elenco governativo, sendo que para o novo pagode serão convidadas pessoas próximas do PS (co-subscritor deste memorando), assim se tentando arranjar formas alternativas e constitucionais de arrancar o escalpe ao povo. Esta seria uma das hipóteses e, não duvido, é o Plano A.

Porém, atendendo a que as normas que o pr remeteu para o TC estarão entre as chumbadas, há que traçar um Plano B. Pega-se no Plano A e vestem-se-lhe umas roupagens diferentes com carimbo de belém. E sai um governo de salvação nacional, com as tais figuras ligadas ao ps. Claro que isto passará por uma série de “entretantos” e “poréns” ligados à chatice que é ter uma Constituição que insiste em tentar ser democrática.

Com ou sem passos coelho, com ou sem seguro (estou convicto de que sem ambos), o Plano B será uma iniciativa aparentemente presidencial, mas com os apoios dos partidos do arco da destruição (ps+psd+cds).

E, no que realmente importa, com mais tempo e mais juros e com ou sem segundo resgate, no final vai continuar tudo na mesma. Tudo o que acima escrevi não deve ser lido na óptica do que interessa, de forma isolada, a um dos partidos que acima referi ou ao pr. Mas na óptica do sistema que “interessa” preservar. O actual sistema do ora mamas tu ora mamo eu. E no que toca a preservar o sistema, é só ir somando interessados: ps mais psd mais cds mais pr mais grande capital mais mais mais…

Mais do mesmo, menos para os de sempre.

Mas há um novo cheiro no ar, rapaziada. A chatice é que esse cheiro a novo vem misturado com um cheiro a mofo de algo muito, muito velho. O fascismo puro e duro que já está com pé e meio dentro do sistema.

Este país já não é para tenrinhos. Digam adeus aos brandos costumes que, aliás, não passaram nunca de uma ideia que nos foram impondo, para que se tornasse num facto. E nós mastigando, mastigando. Moendo e mastigando. Anos a fio. E se queremos começar por “agradecer” este lindo estado de coisas a alguém comecemos pelos espelhos de cada um. Espelhos de um Povo que tem sido indiferente, apático e acomodado e que sempre mamou, à hora certa, o que lhe puseram no biberão. Que sempre foi na direcção do dedo que aponta. Que fez uma revolução com cravos quando a devia ter feito com rosas cheias de espinhos. Revolução que devia ter eliminado logo ali a pandemia de vilões e seus sequazes que hoje e sempre nos atentam e atentaram.

Chegou a hora de dizer basta. E, ainda que meio esquecido, este há-de ser um Povo que ainda há saber como se diz Não!  

Cerrem os dentes, cerrem os punhos, cerrem fileiras e ergam o dedo do meio.

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publicado às 17:25


Sócrates, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...e os além-memorando...

por Rogério Costa Pereira, em 28.03.13

 

1. Com o jornalismo ausente da entrevista de hoje (os avençados não contam e o que aconteceu foi uma vergonha);
2. Com a garantia de que apoiei e votei em Sócrates nas últimas eleições que este ganhou;
3. Com a certeza de que o meu voto e o meu apoio tiveram um preço, sim, "reduzido" ao facto de me afastar dele e da politica autista (eufemismo) do quero-posso-mando em que ele insistiu; seis meses depois; 

4. Com a absoluta certeza de que escrevi e gritei em conformidade com o ponto anterior;
5. Com a certeza de que não votei nele nem em ninguém nas últimas eleições;
6. Com a certeza de que, apesar do resultado hoje já sabido (o fartar vilanagem que nos atenta), ainda assim hoje não votaria nele;
7. Com a certeza de que, votando em Castelo Branco, um voto meu no Bloco ou no PC vai parar ao lixo (Método D'Hondt oblige e as respectivas costas largas e quejandos e dois mais dois igual a quatro ainda mais);
8. Com a absoluta certeza de que lutarei contra o sistema até às próximas eleições e durante as ditas (com tudo o que isso significa; e quando algo me é significante é-o deveras);

9. E ainda com a certeza de que nunca votei certo (porque votei e porque o fiz sempre num local 2+2=4) 
 

Ainda assim [1, 2, 3, 4, 4, 6, 7, 8, 9], não ficaria de bem comigo se não remetesse para os factos & números que o Negócios analisou: Factos e números ditos por Sócrates são verdadeiros ou falsos?


Sucede que neste momento, perante o mal-maior que nos atenta, não curo de males-menores.

Assevero: para este peditório quadrienal não dou mais; mas como me tenho por justo e esta merda já me enoja, defenderei, ainda com mais força do que aquela que hoje os avençados do Relvas usaram (vide ponto 1), o facto de o Sócrates em quem votei e que depois repudiei não ser o responsável único (nem num décimo) pelo cancro que nos atenta. Esse cancro, hoje por hoje, tem caras e nomes: os além-memorando que nos desgovernam. 

Dito isto, volto à minha luta. Sócrates, Coelhos, Relvas e bichos parecidos (pese embora a diferença entre o primeiro e os segundos -- estes, meros microfones) não voltarão a sentar o cu na cadeira do Povo.

No que de mim depender.

E sim, sou só um, mas juntos somos tantos... Tantos!

Em que acredito, então?

Naquela letra e música lá em cima.

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publicado às 04:01

O vosso pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia. Se aguentam? Não me parece...

Relvas Cat.jpg

[Imagem daqui: That awkward moment between birth and death]

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publicado às 22:10


O estertor [por Pedro Marques Lopes, DN]

por Rogério Costa Pereira, em 23.09.12

"1- Quando ficou claro que o caminho escolhido era o empobrecimento generalizado, quando os portugueses perceberam que todos os sacrifícios foram em vão e que os que se agora pedem também o serão, quando resolveu pôr em causa o equilíbrio social, o Governo perdeu o respeito das pessoas e assinou a sua certidão de óbito. Era, ao menos, desejável que mantivesse a compostura. Que preservasse o mínimo de dignidade institucional. Mas, como em muitas coisas neste Governo, seria pedir demais. O Governo insiste em oferecer-nos o espectáculo do seu estertor.
Assistimos, bastante irritados, a um primeiro-ministro que pára um País para anunciar uma medida que nitidamente não estudou, nem mediu as suas consequências, para uns dias mais tarde vir dizer que afinal a vai modelar, demonstrando que não tinha percebido o que estava em causa. Depois de ver as centenas de milhares de pessoas que desfilaram, na semana passada, começou a perceber a dimensão da sua negligência e o colossal erro que tinha cometido. É bem demonstrativo da quebra de ligação entre um primeiro-ministro e o povo que governa, serem precisas manifestações daquele tamanho para que ele pensasse voltar atrás com a sua decisão - e é no mínimo curioso, para quem dizia que não governava em função de manifestações. Revela bem o seu isolamento ter ficado surpreendido com a reacção de todos os parceiros sociais.
Um homem que toma uma decisão daquela importância e depois recua por não ter estudado, reflectido e ouvido muita gente, pode não ser cego, surdo e mudo, mas falta-lhe obviamente alguma coisa para poder ser primeiro-ministro. Qual será a próxima medida estratégica não pensada a ser apresentada que passado uns dias irá parar ao lixo?
Observamos Passos Coelho a ser publicamente humilhado pelo Presidente da República quando pede a comparência de Vítor Gaspar para que explique ao Conselho de Estado as alterações à TSU. Para a humilhação ser completa, o Conselho de Estado emite um comunicado que é uma espécie de açoite ao primeiro-ministro: congratula-se com decisões dos países da Zona Euro em relação à disponibilidade do BCE para comprar dívida no mercado secundário e em prosseguir com políticas de emprego e crescimento, ou seja, tudo ao contrário do que Passos Coelho tem defendido. E, claro está, de braço ao pescoço, o primeiro-ministro anuncia ao Conselho de Estado "o estudo de alternativas à alteração da TSU".
Ficamos boquiabertos quando vemos o ministro Portas a dar uma conferência de imprensa em que critica o Governo de que faz parte e fala de medidas que com certeza se esqueceu de sugerir no local próprio. Ou do pormenor de ter dito que foi apenas por razões de emergência nacional que aprovou as alterações à TSU, mas, claro, não quis deixar de partilhar as suas preocupações connosco, quinze dias depois... Quanto a falta de sentido de Estado estamos conversados: o ministro dos Negócios Estrangeiros está no Governo certo.
O estertor nunca é um espectáculo dignificante, mas o que estamos a assistir está para lá do suportável.
2- Surpreendentemente, há quem ache que uma remodelação poderia dar um novo fôlego ao Governo. Esqueçamos, por instantes, que os cadáveres não respiram. Só alguém completamente alheio da realidade pode acreditar que existe um profissional competente que aceite fazer parte dum Governo que tem por estratégia a implementação duma política que vai levar o País ao mais absoluto caos.
E será que alguém crê que um homem ou mulher com capacidade para exercer funções governamentais aceitaria ir para um Governo com uma orgânica que o faz completamente inoperacional? Ou pertencer a um Governo sem o mínimo de coordenação política ou núcleo político forte? Ou aceitar fazer parte dum Governo em que os ministros dos dois partidos não confiam uns nos outros, sobretudo Passos Coelho e Paulo Portas? Ou ter de alinhar com as políticas suicidas de Merkel e Cia.? Ou estar num Executivo em que Relvas e Gaspar põem e dispõem? Claro que não. Mas vamos imaginar que o primeiro-ministro prometia ao tal profissional uma mudança. Que tudo iria ser diferente: nova política, nova coordenação ministerial, boys partidários expulsos, gente competente e conhecedora do País, fim da patetice populista do Governo pequeno, fim do Governo paralelo chefiado por Borges mais comissões e grupos de trabalho. Acreditaria o tal cavalheiro que o primeiro-ministro iria de facto mudar? Obviamente que não.
O responsável por o Governo ter chegado ao estado a que chegou é o primeiro-ministro. Passos Coelho matou o Governo, não será ele a ressuscitá-lo. E nada mudará enquanto ele for o primeiro-ministro."

Pedro Marques Lopes, DN

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publicado às 14:48


Para lembrar

por n, em 14.09.12

Sá Carneiro (1980) – Cavaco Silva

Francisco Pinto Balsemão (1981-1983) – João Morais Leitão, João Salgueiro,

Mário Soares (1983 – 1985) – Ernâni Lopes

Cavaco Silva (1986 – 1995) – Miguel Cadilhe, Miguel Beleza, Jorge Braga de Macedo, Eduardo Catroga

António Guterres (1995-2002) – Sousa Franco, Pina Moura, Guilherme d´Oliveira Martins

Durão Barroso (2002 – 2004) – Manuela Ferreira Leite

Santana Lopes (2004 – 2005) – Bagão Félix

José Sócrates (2005 – 2011) – Campos e Cunha, Teixeira dos Santos

Passos Coelho (2011 - ?) – Vítor Gaspar

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publicado às 10:26


O pesadelo

por Ariel, em 07.08.12

 

Por entre a modorra deste arrefecido mês de Agosto, as más notícias tornaram-se banais e silenciosas. Tal como com uma doença terminal,  uma sensação de irrealidade apoderou-se de nós e por momentos queremos pensar que tudo não passa de um pesadelo e que logo vamos acordar na terra do leite do mel.  “Mais de 200 famílias por dia deixam de pagar à banca”; “709 mil portugueses em incumprimento de crédito”. 

Mas não, o pesadelo passista/relvista/gasparista continua a minar qualquer veleidade que nos permita acalentar a esperança de que o massacre terá um fim. Os taxistas, que não devem ter mãos a medir agora que “mais de 41 mil idosos deixaram de comprar o passe da Carris”, que se cuidem.

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publicado às 11:17

A "deslocalização" e os "ajustamentos" são, obviamente, os culpados do costume. De acordo com o Negócios, que cita a TVI 24, a Delphi "deverá mesmo avançar para o corte de 300 postos de trabalho, devido à deslocalização de uma linha de cablagens da Rover para outro país."

Não duvido que a Câmara de Castelo Branco tudo fará para remar contra esta maré, já do Governo espera-se mais do mesmo. Castelo Branco?, hoje? Não pensem nisso!, para esses amantes do "emigrem", da "austeridade", que asfixia empresas e trabalhadores, e de "o coiso é uma oportunidade" a realidade é mais à laia de "a long time ago in a galaxy far, far away". Coração que não há, pedra que não sente... Pessoas são só números! E viva a selecção!

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publicado às 14:35

microfone.jpg

Uma não-democracia, em rigor.

Censura-se o microfone porque não se pode censurar nem a voz nem o dono desta.

Que não se entenda destas minhas palavras que sou contra a moção (bem pelo contrário), apenas me revolta a inocuidade da dita.

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publicado às 13:27


A Alemanha dissolve a Europa

por Luis Moreira, em 14.05.12

A comédia do poder é o que se passa na Grécia. Os partidos têm quase todos razões partidárias para avançarem para novas eleições ou para integrarem um novo governo. Nenhum pensa no País.

Os alemães tomam a Grécia e a Europa pela Jugoslávia”, indigna-se To Vima. O sítio de Internet do semanário escreve que “as eleições na Renânia do Norte-Vestefália foram uma terrível bofetada para Merkel: neste Land federal, transformaram-se em referendo nacional contra a política de austeridade”. Mas, no mesmo dia, “Der Spiegel fez ironia com o destino da Grécia” e pediu a sua saída do euro. “Berlim, começando pela Grécia, dissolve a Europa”, acusa To Vima. “Fazem ao nosso país o mesmo que fizeram à Jugoslávia no início dos anos de 1990, com bombas financeiras.”

"Os gregos – e também toda a UE – aguardam que os dirigentes dos três principais partidos cheguem a acordo para formar governo e evitar eleições, que poderiam agravar a crise. Mas, para já, esses partidos parecem mais preocupados em garantir o seu futuro político.

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publicado às 20:50

O governo e as farmácias chegaram a acordo para reduzir em 300 milhões de euros a despesa em medicamentos : Segundo fonte do sector, o acordo prevê que a despesa com medicamentos - em ambulatório e nos hospitais - diminua 300 milhões de euros já este ano.

Entretanto também se está a implementar a nova política do medicamento com vista a fomentar o consumo dos genéricos e dos medicamentos com preço mais baixo.

É possível reduzir no desperdício e tornar o Serviço Nacional de Saúde sustentável. E há muito por onde cortar no desperdício.

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publicado às 12:27


O governo vai até 2014 diz Peres Mettelo

por Luis Moreira, em 11.05.12

TVI 24 :Em relação à situação na Europa, o comentador explica que «ninguém responsável politicamente faria outra coisa que não uma combinação entre austeridade e crescimento económico». «Não há uma só solução para fazer isto. O problema é a mistura de políticas. E a situação efetivamente mudou a 6 de maio», disse.
Metelo destacou o «fortíssimo contra-ataque dos social-democratas no parlamento alemão», esta quinta-feira, «dizendo que o tempo de Merkel está a chegar ao fim». «Há greves na Alemanha por aumentos de 6,5 por cento, para ganhar poder de compra numa economia que os pode pagar. Os países europeus que têm excedentes têm que ajudar os outros a voltar a crescer», defendeu.

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publicado às 12:20


O erro original

por Luis Moreira, em 10.05.12

Foi Cavaco Silva ter dado posse a um governo minoritário, o segundo de José Sócrates. Num momento já tão difícil e que se adivinhava que se tornaria ainda mais difícil, Cavaco colocou a sua re-eleição à frente do interesse nacional dando posse a Sócrates. O que Cavaco conseguiu com isso foi ter um governo fragilizado atacado à esquerda e à direita. Depois a teimosia de Sócrates fez o resto.

Ganha a re-eleição, Cavaco, também ele, colocou em mira o governo já fragilizado por uma oposição partidária aguerrida.

Olhando a Grécia vemos o que nos poderia ter acontecido. Um leque partidário disperso, sem conseguir o acordo mínimo que é encontrar uma solução para formar governo. Políticos desacreditados, a bancarrota a espreitar e a saída do euro com o regresso do Dracma  cada vez mais próximos. A saída do euro, a acontecer, vai levar os Gregos a perceberem a situação. Desvalorização dura da moeda e empobrecimento rápido.

O caminho da austeridade com os cortes no desperdício e nas estruturas não sustentáveis e sem retorno e o relançamento da economia só faria sentido se fosse possível encontrar um amplo consenso político. Isto é, fazer regressar a política.

Portugal também está a perder essa arma estratégica por culpa exclusiva do governo.

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publicado às 10:00

Com os resultados das eleições legislativas na Grécia a confirmarem-se só há uma saída. Um governo nacional dos partidos a favor do resgate financeiro. O Presidente do PASOK ( partido socialista) já o pediu publicamente.

Quanto aos resultados temos: Nova Democracia (direita) - 19,2%

Esquerda Radical - 16,3%

Pasok (socialista) - 13,6%

Tudo indica que o governo que sair destas eleições será pouco sólido tendo em conta que há uma quase unanimidade na necessidade de um terceiro resgate financeiro. Ora a Esquerda Radical e a extrema direita não concordam com novo resgate e sem eles não há maioria. 

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publicado às 20:12

Goldman Sachs :( Económico) Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo. 

Quem são? Onde estão?

Hank Paulson, antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Saiu da liderança do Goldman Sachs para ser secretário de Estado do Tesouro durante a administração Bush. Paulson delineou o programa de ajuda à banca durante a crise financeira de 2008, que também resgatou o Goldman.

Mario Draghi, presidente do BCE
O presidente do BCE, Mario Draghi, foi director-geral da Goldman Sachs International entre 2002 e 2005. A ligação levou-o a enfrentar perguntas dos eurodeputados sobre se esteve envolvido na ocultação do défice grego.

Mark Carney, governador do Banco Central do Canadá
O actual governador do banco central do Canadá passou 30 anos no Goldman.Foi responsável pelas áreas relacionadas com risco soberana e foi o homem com a tarefa de delinear a estratégia do banco durante a crise russa de 1998.

Romano Prodi, antigo presidente da comissão europeia
O antigo presidente da Comissão e ex-primeiro-ministro italiano esteve no Goldman nos anos 90. A ligação valeu-lhe críticas da Oposição quando rebentou um escândalo a envolver o Goldman e uma empresa italiana.

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial
O actual presidente do Banco Mundial foi director-geral do Goldman.Antes de se juntar ao banco tinha trabalhado no Departamento do Tesouro norte-americano. Lidera o Banco Mundial desde Julho de 2007.

Robert Rubin, antigo Secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Robert Rubin teve cargos de topo na administração do Goldman. Após 26 anos no banco foi escolhido por Bill Clinton como secretário de Estado do Tesouro. Após passar pelo Governo, trabalhou no Citigroup.

Ducan Niederauer, presidente da NYSE Euronext
O presidente da NYSE Euronext, Duncan Niederauer, que detém as bolsas de Nova Iorque e de Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa, foi responsável do Goldman pela área da execução de ordens dadas sobre títulos financeiros.

Mark Patterson, Chefe de Staff do Tesouro dos EUA
Mark Patterson é o chefe de gabinete do actual secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Antes de se juntar ao governo estava registado como lóbista, intercedendo para defender os interesses do Goldman.

António Borges, director do Departamento Europeu do FMI
O economista foi vice-presidente e director-geral do Goldman entre 2000 e 2008. Após sair do banco foi da associação que delineia a regulação dos ‘hedge funds'. Em Outubro de 2010, foi nomeado director do FMI para a Europa.

Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro
Após acabar o MBA em Harvard, no ano 2000, o actual responsável pelo acompanhamento do programa da ‘troika' foi trabalhar para a divisão europeia de fusões e aquisições do Goldman Sachs. Saiu do banco em 2004.

António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank
O primeiro emprego de Horta Osório após terminar o MBA no Insead foi no Goldman, centrando-se na área de ‘corporate finance'. Actualmente é presidente do banco britânico Lloyds depois de ter estado no Santander.

 

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publicado às 09:00


UGT ameaça governo. Agarrem-me....

por Luis Moreira, em 02.05.12

A UGT ameaça que se o governo não implementar por inteiro o Acordo de Concertação Social rasgará o acordo. Até agora, acusa, o governo foi célere a implementar as medidas que mais afectam os trabalhadores.

"O Governo foi rápido e célere a implementar as medidas do mercado de trabalho e de alterações do Código do Trabalho, tendo-se esquecido das restantes", afirmou, defendendo a necessidade de o Governo "arrepiar caminho e, rapidamente, adotar um programa e um calendário que permitam a implementação das medidas de crescimento e de emprego".

O secretário-geral da UGT, João Proença, disse, por sua vez, que a central sindical assinou o acordo tripartido "em defesa" das oito horas de horário máximo de trabalho diário, do Estado Social e do emprego.

"Exigimos respeito por este acordo tripartido, o seu cumprimento integral", afirmou.

Falta o programa de Crescimento e Emprego que urge implementar e que já é pedido por todas as instituições europeias e mundiais.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/1-de-maio-ugt-ameaca-governo=f722754#ixzz1tiidIvKF

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publicado às 17:00

Arménio Carlos:

O secretário-geral da CGTP responsabilizou hoje os Governos portugueses das últimas décadas pela atual situação económica do país, acusando-os de terem desenvolvido políticas de destruição do aparelho produtivo e de promoverem injustiças e desigualdades sociais.

Arménio Carlos, Na intervenção que fez no final da manifestação do Dia do Trabalhador, falou no elevado nível de desemprego, nos cortes de salários e subsídio de férias e de Natal do setor público, no congelamento e redução de pensões, na redução do subsídio de desemprego e de outras prestações sociais.

"Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas", disse perante milhares de pessoas que ocuparam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

Enquanto houve dinheiro, melhor, enquanto houve onde ir pedi-lo emprestado ou quando o dinheiro vinha em forma de "Fundos comunitários" ninguém deu por nada. O problema é quando "o farsolas" falta e não há mais. Todos gritam, todos se indignam, mas o mal já estava feito há muito. O Arménio Carlos já percebeu!

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publicado às 10:00

A confiança é fundamental. "A confiança nas empresas, de 54 pontos, supera em 25 a que os portugueses nutrem pelo seu Governo, que é de 29 pontos. Em ambos os casos, face a idêntico estudo de 2010, houve uma progressão. O executivo ganhou mais 20 pontos, no inquérito promovido online entre 10 de Outubro e 30 de Novembrtroo de 2011, cujos resultados foram ontem divulgados em Lisboa.

O governo ganhar mais 20 pontos na confiança dos portugueses é que é uma surpresa a não ser que haja aqui uma explicação técnica. O governo anterior estar na sua fase mais complicada quando o estudo foi feito é uma hipótese.

Estas sondagens são pouco representativas sem explicações adicionais.

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publicado às 12:00

Constituição Suspensa! 
Tribunal Constitucional politizado! 
O país pode cair na bancarrota se o TC chumbar ... as leis que nos tiram o que é nosso? Terei eu ouvido bem, aquela primeira parte antes das reticências?
Ouvi, sim! Chantagem torpe e fascista sobre o Tribunal Constitucional! 
Vai pousando, passarinho. Vai falando e põe-te a jeito.
E é só! Tive MUITO cuidado com as palavras? Hum?
A que horas chegam os homens?

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publicado às 13:26


Nas PPP não há virgens

por Luis Moreira, em 14.04.12

João Cravinho não tem dúvidas todos os que passaram pelo governo têm culpas no cartório.

"João Cravinho, ex-ministro das Obras Públicas, responsável pelo lançamento do conceito das SCUT (auto-estradas sem portagens para os utilizadores), declarou hoje à SIC Notícias que todos os partidos do eixo da governação - PS, PSD e CDS - têm responsabilidades nas PPP (Parcerias Público-Privadas).
"Em relação às PPP tem passado a noção de que tudo foi feito pelos outros, pelo Governo de José Sócrates, pelo governo de António Guterres, por mim, aqui estão oferecidos às feras os responsáveis, mas na realidade em matéria de decisões desse tipo de finanças públicas não há ninguém que eu conheça que se possa considerar virgem, porque todos os partidos, PS, PSD, CDS, a seu tempo e a seu modo, subscreveram PPP que hoje os partidos do Governo combatem como se nada tivessem a ver com o assunto", declarou João Cravinho.

E, é claro que há consciência que as PPP são maus negócios para o Estado!

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publicado às 09:00


 

 

 

 

 

 

 

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