Segunda-feira, 30.01.12

A Esquerda Europeia no Poder

por Luis Moreira às 11:00

Foi aqui que se organizou esta conferência e o que saiu de lá foi isto:

Conferência Internacional
«A Esquerda Europeia: Conquistas, Falhanços e Desafios»
Lisboa, 26 de Janeiro de 2012
Local: ISCTE-IUL, Sala B204.

A Esquerda volta ao poder dentro de dez anos!"

Dentro de uma década, "quando os maiores problemas económicos estiverem resolvidos e a sociedade mais desigual", a esquerda vai voltar ao poder, embora se debata com grandes desafios, afirmaram dois politólogos, um alemão e outro britânico.

Em dez anos, "quando os maiores problemas económicos estiverem resolvidos e a sociedade ainda mais desigual, as possibilidades para a esquerda [voltar ao poder] não são assim tão más", acredita Wolfgang Merkel, investigador do Social Science Research Center (Alemanha).

As coisas são como são. Em Portugal o PS esteve no governo 13 anos nos últimos dezasseis. Se perguntarem a um político ou a um economista de esquerda como se sai disto, dizem: 1) em vez de se cumprir este programa em dois anos, cumpra-se em cinco anos, o que é razoável. 2) Enquanto os países em maus lençóis estão em austeridade os países que estão bem tomam medidas expansionistas, puxando pelas exportações dos que estão mal, o que também é razoável. 3) o que eles não dizem é quem nos empresta o dinheiro para vivermos no dia a dia, sendo certo que os nossos credores são os países que estão bem. E, eles, não emprestam mais dinheiro sem primeiro tomarmos as actuais medidas de austeridade!

É isto, não há como dar a volta!

PS: não disparem eu sou só o mensageiro.

Domingo, 29.01.12

A esquerda vai voltar ao poder dentro de dez anos

por Luis Moreira às 09:00

Quando estiverem os problemas resolvidos, houver dinheiro para distribuir, o capitalismo se tenha reinventado, a esquerda volta ao poder. Não só em Portugal mas no Mundo.

Dentro de uma década, "quando os maiores problemas económicos estiverem resolvidos e a sociedade mais desigual", a esquerda vai voltar ao poder, embora se debata com grandes desafios, afirmaram dois politólogos, um alemão e outro britânico.

Em dez anos, "quando os maiores problemas económicos estiverem resolvidos e a sociedade ainda mais desigual, as possibilidades para a esquerda [voltar ao poder] não são assim tão más", acredita Wolfgang Merkel, investigador do Social Science Research Center (Alemanha).

Nada de especial, são os chamados "ciclos económicos", dez anos a recuperar a economia, e limpar os mercados dos produtos e serviços que acabaram o seu fim de ciclo e outros tantos a aparecerem nas necessidades das pessoas. Mais limpos, mais eficazes, menos inimigos do ambiente ...

Até que a ganância dos homens dê um piparote no equilíbrio encontrado e tudo recomeça. Melhor e mais justo do que no ciclo anterior, abrangendo mais gente. E, desta feita, com os BRIC a irem a jogo mas isso ainda ninguém faz ideia do que representa.

Quinta-feira, 19.01.12

Oportunismos ideológicos

por Luis Moreira às 09:00

Agostinho da Silva: Os da esquerda dizem que sou de direita; os da direita dizem que sou de esquerda; os do centro não me reconhecem; devo estar certo.

Costumo dizer que há oportunistas de esquerda que  são a cópia dos oportunistas da direita. Gente que se acomoda conforme as circunstâncias.

Entre dois whiskies e uns arrotos são muito de esquerda, com muita pena dos pobrezinhos, mas a verdade, é que nunca vi nenhuma manifestação descer a avenida a reivindicar melhor vida para quem verdadeiramente precisa. Quem tem, chama-lhe seu e passa a vida a exigir tudo e mais alguma coisa, mas para si.

É o que acontece com todos os empresários que fazem negócios com o Estado e as corporações com emprego para toda a vida. São de esquerda porque querem muito estado, se possível gordo e anafado. Assim, o estado social não chega aos mais frágeis e, por mais impostos que encaixe, nunca chegará.

No outro dia disse a um amigo de esquerda ( PS, ala esquerda) "mas não é verdade que os desempregados são todos da privada?". Ele que é um homem sério nunca tinha pensado nisso! Para não falar da esquerda e da direita que se pudessem tiravam a liberdade aos outros.

Há por aí muita gente que grita muito mas que, perante a saída das empresas para a Holanda, propõe, como "vingança do chinês", que as pessoas não peçam recibo para fugir ao IVA e, assim, lixar o Orçamento e aumentar a economia paralela.

O que faria este homem de "esquerda" se tivesse o dinheiro dos milionários de direita que metem a massa nos off shores?

Quarta-feira, 11.01.12

«A Esquerda Europeia: Conquistas, Falhanços e Desafios»

por Luis Moreira às 15:00

Conferência Internacional
«A Esquerda Europeia: Conquistas, Falhanços e Desafios»
Lisboa, 26 de Janeiro de 2012
Local: ISCTE-IUL, Sala B204.

Quarta-feira, 28.12.11

Uma má política é má seja de esquerda ou de direita

por Luis Moreira às 12:00

Diz André Freire."

Defende que a esquerda e a direita são conceitos muito variáveis no espaço e no tempo. Não pertence a nenhum partido, mas posiciona-se à esquerda em termos político-ideológicos. Enquadra-se numa esquerda mais reformista da área da social-democracia, “embora não seja um grande entusiasta da versão terceira via, sobretudo no registo anglo-saxónico, de Tony Blair e dos seus seguidores”.

A sua fidelidade vai para os seus valores, para com aquilo que pensa que estar certo. Defende que o Partido Socialista nunca foi marcadamente de esquerda, pendendo mais para o centro, mas faz, contudo, parte da família socialista e social-democrata europeia.

Outro que já percebeu que as medidas políticas devem ser apreciadas segundo o interesse geral que defendem."A sua fidelidade vai para os seus valores para aquilo que pensa que está certo!"

Más políticas são más políticas venham de partidos ideologicamente posicionados à esquerda ou à direita. E, as más políticas, são as que não prosseguem o bem geral .

Quarta-feira, 21.12.11

"O Relvas não caiu do céu"

por Francisco Clamote às 16:39
É  Rui Tavares quem no-lo recorda na sua coluna habitual no "Público" (edição impressa de hoje). E, de facto, nem o Relvas, nem o Passos Coelho, nem o Portas, nem o Gaspar, caíram do céu.
Já se sabia, mas convém lembrá-lo em especial a Louçã, que se andou a entreter com moções de censura, e a Jerónimo de Sousa que, pela mesma altura, disputava com Louçã a primazia no "bota abaixo" ao Governo PS, que, com a ajuda de ambos, foi mesmo derrubado.
Será que um e outro, uma vez recordados do papel desempenhado no advento do governo de direita, já fizeram o "me poenitet"? Não fizeram, nem é de supor que o venham a fazer tão cedo. Como sublinha o Rui Tavares, em relação ao PCP, este "é o partido que deu condolências aos norte-coreanos pela morte de Kim Jong-Il, apenas um homem que deixou três milhões de compatriotas morrerem à fome enquanto era o melhor cliente de marcas de vinhos e conhaque de luxo".
Enquanto a esquerda da esquerda (ou, reportando-me, neste caso, a apenas uma parte dela) andar por tais caminhos, a esquerda não vai a lado nenhum.
Sobretudo agora que já todos sabemos para onde o governo de direita nos leva, não seria possível a toda a esquerda concertar-se e elaborar uma plataforma, por mínima que fosse, que tivesse, pelo menos, a virtualidade de impedir a destruição do Estado social?
Meus senhores, acordem!
Sábado, 27.08.11

Porque está a esquerda a ser escorraçada dos governos?

por Luis Moreira às 12:00

Mário Soares, Vital Moreira e Henrique Monteiro no Expresso já escreveram sobre isto. Se a crise é causada por "neoliberais", porque está a esquerda a ser escorraçada dos governos?

Se a visão for axiomática, de que a crise foi provocada ao nível do mundo financeiro, é fácil concluir que foram os "neoliberais" a origem do mal.Mas se abrirmos um pouco mais as hipóteses seremos capazes de encontrar outras razões. Por exemplo:

A ideologia "neoliberal" não terá tido muitas contribuições da esquerda com ideias tidas como muito modernas? A igualdade de direitos sem a correspondente responsabilidade dos deveres; o direito ao lazer, ao consumo e à habitação garantidos politicamente, por estados cada vez mais endividados; o fim da poupança por desnecessária já que o estado assegura o apoio na doença e na velhice; que a oposição a uma sociedade sem valores e sem acesso à cultura é conversa de conservadores...

A esquerda devia deixar de pensar nos seus "clichés", devia pensar para além deles, pois muitas ideias generosas não são compatíveis com a sustentabilidade social e financeira. E o povo, a gente simples que se levanta todos os dias para trabalhar e criar os filhos, sabe bem que nada é possível sem bases sólidas.

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