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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



O século sem França

por Licínio Nunes, em 20.05.14
A 3 de Maio de 1791, os exércitos coligados da Grã-Bretanha, da Espanha e do Sacro-Império invadiram a França. Como resultado do caos instalado após a Revolução, a resistência foi ténue e sobretudo, desorganizada. Foi sem grande dificuldade que os Três Poderes impuseram a sua vontade e a divisão do território segundo as suas próprias conveniências. Os Britânicos anexaram a faixa norte, quase ao longo duma linha recta, de La Rochelle a Reims; O Sacro-Império absorveu o triângulo da Alsácia e ao longo da fronteira Suiça, com o seu vértice em Poitiers. A Espanha anexou o resto. Mais tarde, quando a Rainha Vitória foi aclamada Imperatriz da Índia, Amadeu I, o novo rei de Espanha, procurou a paridade de estatuto e intitulou-se Imperador das Caraíbas. O principal resultado, foi que a pequena povoação de Saint-Benoît tornou-se uma curiosidade em toda a Europa: O Triângulo dos Três Imperadores, onde muitos curiosos se deslocavam com o propósito de obterem um postal ilustrado com três carimbos diferentes, um por cada Imperador. Atente-se na orientação das sombras.



É claro que a partição dum país com quase mil anos de história não se podia fazer sem resistência e esta não se fez esperar. A 24 de Março de 1794, um francês chamado Gilbert du Motier, que tinha combatido na Revolução Americana e que tinha sido nomeado general pelo Congresso, lançou aquela que ficou conhecida por "Sublevação Lafayette". Apesar dos seus sucessos iniciais contra forças muito superiores e de se ter estendido a uma percentagem muito elevada do antigo território francês, a sublevação foi derrotada na batalha decisiva nos arredores de Paris, a 4 de Novembro de 1794, que ficou conhecida como a "Batalha da Margem Esquerda". Uma parte substancial da população da cidade foi massacrada pelo exército espanhol vitorioso. O mesmo, em proporções dantescas, viria a acontecer quase exactamente 150 anos depois, quando Paris foi reduzida a ruínas e ... PLIM!



Foi nesta altura que acordei. É óbvio que "um século sem França" nunca poderia ter sido outra coisa do que um sonho mau ... Ou será que poderia? Ou será que foi algo muito exactamente assim que aconteceu e mil anos de história da Europa, mais uma nação de dimensão semelhante à francesa e com uma importância similar, na cultura europeia, estiveram mais de um século quase rigorosamente invisíveis? Foi exactamente isso que aconteceu e, em boa medida, O défice de Europa na actualidade é o resultado do imenso buraco negro que existe na mente duma boa parte dos geograficamente europeus. Esqueçam a Marine Le Pen. Quando uma maioria significativa dos habitantes deste continente forem capazes, sem auxílio, de responder acertadamente à pergunta "Qual foi o quarto maior exército aliado durante a 2ª Guerra?", ela e outras anomalias semelhantes serão relegadas para o rodapé da História, senão directamente para o seu caixote do lixo.

No próximo domingo, irão decorrer eleições neste continente. A vasta maioria terá a ver com um projecto de civilização brilhante, mas actualmente em péssimo estado. A "Democracia contra os mercados" é muito provavelmente a única esperança duma saída pacífica para a crise actual, mas que ninguém se esqueça que vai haver uma outra eleição, mais a leste. Se. Nunca seria curto explicar a relação profunda dos acontecimentos na Ucrânia com aquela invisibilidade da Polónia durante quase 130 anos, mas seria sempre tão inútil como tentar descrever o arco-íris a cegos convencidos de que têm uma visão perfeita. Slavoj Žižek, ele próprio originário da tal "Europa de leste" viu-o na perfeição. Sem qualquer surpresa, Freitas do Amaral não o vê. Cem anos passados desde o início da 1ª Guerra mundial, o digno professor ainda não absorveu o princípio da autodeterminação dos Povos, ou mais provavelmente, acha que todos os princípios terminam à beira da pata do urso russo.

Se o quadro que virá a resultar das eleições do próximo domingo é pouco claro em toda a Europa, é particularmente cinzento nas margens do Mar Negro. O Kremlin anunciou, pela 3ª vez, que as suas tropas colocadas junto à fronteira ucraniana iriam regressar aos quartéis. Como comentou um correspondente da BBC "Seria caso para pensar que existe um problema no sistema de comando militar russo...", se não fosse absolutamente óbvio que o verdadeiro problema do czar actual é o mesmo do gangster georgiano que o antecedeu em meados do século vinte, como o era o duma zoofílica alemã, duzentos anos antes: quando dizem uma verdade cai-lhes um braço, e nunca nenhum foi nem está disposto a ser manco. Existe sempre uma certa majestade quando os co-soberanos colectivos fazem ouvir a sua voz. Seria magnífico que os europeus mostrassem que são dignos da liberdade de que gozam. Seria uma ironia magnífica que fossem os metalúrgicos do Donbass a frustrarem as manobras do patifório de Moscovo.

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publicado às 16:54


Hoje é dia de festa

por Licínio Nunes, em 29.09.13
Em última análise, existem apenas dois tipos de sociedades, umas podem ser designadas por fechadas e as outras por abertas. [...] O drama das sociedades abertas, é que têm que permitir a actuação dos seus inimigos.
Karl Popper in A Sociedade Aberta e Os Seus Inimigos


A festa da Democracia, com toda a sua majestade, e eu festejo-a como posso. Festejo-a no seio dum Povo rude e alienado, que dificilmente justificará a maiúscula, mas que é o meu e que me faz, também, aquilo que eu sou.

Celebro a festa da Democracia numa condição de ocupação. Estrangeira como só a ocupação consegue ser, protagonizada por um von Colditz solicito e seboso, que assegura aos seus senhores que sim, Belém já está a arder, no fogo lento da miséria sem amanhã nem esperança, com lugar reservado apenas para os membros do seu arco. Que me exclue, mas também me liberta da obrigação de respeitar as consequências das péssimas escolhas dos meus concidadãos.

Festejo com um nó na garganta, firmemente decidido a afirmar que o futuro não pertence à corja de patifes designados por ministros-e-secretários-de-estado-de-cavaco-silva, assim como não pertence ao fedelho ranhoso que conseguiu começar a trabalhar mais tarde até do que os filhinhos do sr. Kadafhi. Nem a este nem àquela víbora peçonhenta, cujo apelido me incomoda, e que prova como a verdadeira miséria desafia a gravidade e sobe, sempre; pelo menos até ao Largo do Caldas.

É dia de festa. Seja lá qual for a decisão colectiva do meu Povo rude, hoje senti ou recordei um cheirinho de alecrim. Gostei.

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publicado às 17:37


Triste povo este...

por Rogério Costa Pereira, em 21.09.12


... que recusa novas eleições porque reconhece não haver diferenças entre os que lá estão e os que para lá irão. 
ACORDEM, PORRA! 
Somos nós os decisores! Nós decidimos quem lá está, nós decidiremos quem para lá irá. Não nos resumamos a aceitar este toma-lá-dá-cá como uma catástrofe natural. Como uma inevitabilidade celestial.
Mas primeiro aceitem-se como Povo. Primeiro é necessário que se reconheçam como tal e carreguem as responsabilidades de o ser. A rosa-alaranjada está nas vossas cabeças, nada mais. Eles não mudam, mudemos nós!
São só palavras?, estas minhas?, deitadas ao vento?. Ingenuidade? Estou certo que não! E que se houver mais um a ter igual certeza, então, já somos dois. 
É a nossa cruz, sim, mas não no sentido de quem aceita uma maleita como uma inevitabilidade. É A NOSSA CRUZ QUE DECIDE!, isso sim! Mudem-na de sítio! 
Se no dia da escolha estiver para chover, pois que chova! Que faça sol! Que neve! Que troveje! E tudo ao mesmo tempo, também. Aí nada podemos. 
Mudemos o que podemos mudar. Foram demasiados anos disto. De compadrios, de cartões, de caciques, de cunhas! De VAMPIROS! Está-nos no sangue? Ser assim? Aceitar que outros o sejam?
Não no meu! Do vosso saberão vocês! Olhem lá para cima, porra, é (só) uma cruz. Se querem ser cúmplices, sejam-no! Não se armem é depois em vítimas...
Errei quase tantas vezes quanto as que votei. Não me orgulho disso, carrego essa cruz! Mas também carrego estoutra, benigna, para onde bem me apetecer. É ESTA NOSSA CRUZ QUE DECIDE! Mudem-na de sítio!
Ou então não... Não se queixem é dos tempos! Desses somos nós que decidimos!

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publicado às 01:21


A democracia não é substituível

por Luis Moreira, em 20.05.12

A democracia não é substituível, e esta é a melhor e mais importante lição que podemos retirar desta União Europeia feita em fanicos. A maioria acreditou que bastavam umas eleições para deputados de uma Assembleia de que nada sabemos e que a democracia europeia se resumia a isso. Entregamos o nosso voto silencioso a políticas e tratados onde  se jogava, em grande parte, a nossa vida em comum. Sem deles nada saber!

Os referendos passaram a ser empecilhos que só dão trabalho, despesa e perdas de tempo. A distância física entre eleitos e eleitores passou a ser sinónimo de distanciamento. "Eles" e "elas" vão e voltam e nós não fazemos ideia nenhuma do porquê. Sabemos vagamente que vão para Bruxelas uns tipos que se tornaram incómodos. E tudo isto deu em quê?

Num "directório", umas pessoas que não foram escolhidas pelos cidadãos europeus mas que mandam porque pertencem ao país "A" ou "B". Não perguntam nada a ninguém nem sequer aos eleitos democraticamente. O que é bom para os seus países passou a ser bom para a Europa. A Alemanha está cheia, "enxugou" as suas contas nacionais e agora acha que os outros devem fazer o mesmo. Sem cuidar de saber se isso representa ou não uma catástrofe.

As suas decisões, que os outros acatam, não resultam das regras de proporcionalidade da democracia nem da discussão e consenso democráticos. Resultam exclusivamente do facto de ninguém na área dos órgãos do executivo da UE ter a força e a legitimidade de ter sido eleito democraticamente pelos cidadãos europeus. É dos livros que na  ausência de poder e legitimidade democrática, manda quem pode. E quem pode é sempre o mais poderoso. Tenha ou não razão!

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publicado às 10:00


Novas eleições novos perigos na Grécia

por Luis Moreira, em 17.05.12

To VIMA : a oportunidade da social-democracia na Grécia.

"Após nove dias de conversações, os partidos gregos não conseguiram chegar a acordo para formarem governo. Por isso, haverá novamente eleições a 17 a junho, que serão organizadas por um gabinete de transição liderado pelo presidente do Conselho de Estado, Panayiotis Pikramenos.

“Com este escrutínio, o país está em perigo”, inquieta-se o jornal I Kathimerini. O diário escreve, no entanto, que apesar de se reforçar a hipótese de abandono da moeda única, “Merkel e Hollande querem que a Grécia se mantenha na zona euro”.

“Ficam provadas as previsões das cassandras internacionais”, lamenta To Ethnos, num artigo com o título “Eleições em campo minado”. “O país está num impasse. Agora, é preciso que os partidos deem respostas claras aos problemas do país” que são, especialmente, uma recessão de 6,2% no primeiro trimestre do ano e uma taxa de desemprego de 21%.

Para To Vima, estas novas eleições serão

um referendo de Antonis [Samaras, o líder da Nova Democracia, de direita] contra Alexis [Tsipras, o líder do Syriza, a coligação de esquerda radical], da direita contra a Coligação de esquerda radical, dos pró-europeístas contra os outros.

No entanto, espera Ta Nea, esta crise política

é uma oportunidade para fazer renascer e refundar a social-democracia. Os dois partidos tradicionais [a Nova Democracia e os socialistas do Pasok] têm de saber tirar lições do seu falhanço.

Links exteriores

Nossas fontes

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publicado às 09:00


A Alemanha dissolve a Europa

por Luis Moreira, em 14.05.12

A comédia do poder é o que se passa na Grécia. Os partidos têm quase todos razões partidárias para avançarem para novas eleições ou para integrarem um novo governo. Nenhum pensa no País.

Os alemães tomam a Grécia e a Europa pela Jugoslávia”, indigna-se To Vima. O sítio de Internet do semanário escreve que “as eleições na Renânia do Norte-Vestefália foram uma terrível bofetada para Merkel: neste Land federal, transformaram-se em referendo nacional contra a política de austeridade”. Mas, no mesmo dia, “Der Spiegel fez ironia com o destino da Grécia” e pediu a sua saída do euro. “Berlim, começando pela Grécia, dissolve a Europa”, acusa To Vima. “Fazem ao nosso país o mesmo que fizeram à Jugoslávia no início dos anos de 1990, com bombas financeiras.”

"Os gregos – e também toda a UE – aguardam que os dirigentes dos três principais partidos cheguem a acordo para formar governo e evitar eleições, que poderiam agravar a crise. Mas, para já, esses partidos parecem mais preocupados em garantir o seu futuro político.

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publicado às 20:50


Novas eleições na Grécia

por Luis Moreira, em 10.05.12

Eleições em Junho : Goradas as tentativas para formar governo só resta aos partidos e ao Presidente marcarem novas eleições. Entretanto, a não ser que a UE não esteja para aí virada, a sombra da bancarrota é mais que certa.

Não conseguimos realizar o nosso sonho de um Governo de esquerda, não temos maioria”, anunciou Alexis Tsipras. O líder daquela que foi a principal surpresa nas eleições de domingo – o Syriza foi o segundo partido mais votado – confirmou que irá entregar nesta quinta-feira ao Presidente da República, Carolos Papoulias, o mandato que lhe foi confiado para formar Governo.
Não haverá muitas mais hipóteses de tentar formar um Governo de coligação na Grécia, depois de também Antonis Samarras da Nova Democracia (direita), o partido mais votado, ter falhado no seu objectivo de se entender com os outros partidos.
O Syriza obteve 16,7% dos votos e Alexis Tsipras tentou durante as últimas horas formar uma coligação de esquerda, mas com a condição de se aliar a partidos que rejeitassem as medidas de austeridade impostas como condição para a disponibilização da ajuda internacional.

Quem não tem dinheiro não está em situação de impor condições. E muito menos a curto prazo!

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publicado às 09:00

Merkel: PressEurop

É difícil saber se as eleições em França e na Holanda acabarão igualmente por conduzir à criação de um novo partido de direita na Alemanha. Até agora, este país tem conseguido com algum sucesso sufocar à nascença quaisquer veleidades dessa ordem. Resta saber o que irá acontecer, se a direita sair vitoriosa nas eleições nos nossos vizinhos ocidentais.

Em vésperas destes cinco atos eleitorais, uma coisa é certa: os escrutínios que se realizam na Europa, e mais especialmente nos países vizinhos mais próximos, são hoje pelo menos tão importantes como as eleições num Land alemão – mesmo que seja o maior deles. Tendo em conta a amplitude das repercussões desses escrutínios para além das fronteiras, poder-se-ia, teoricamente, perguntar por que motivo os eleitores alemães não estariam autorizados a participar – nem que fosse em pequena escala, à razão um voto em cada cinco, por exemplo – nos atos eleitorais holandês e francês. E vice-versa, evidentemente.

Há ainda outra anomalia que salta aos olhos: apesar de parecer ser a mulher forte da Europa, é indiscutível que Angela Merkel não seria eleita presidente da UE pelos europeus. Se fosse eleita diretamente pelo povo alemão, obteria a maioria dos sufrágios. Por causa dos imperativos específicos que prevalecem na Alemanha em resultado da coligação existente, Angela Merkel poderia, apesar da sua popularidade e dos acasos da vida política, ver-se despojada do poder que detém. Por outras palavras: Angela Merkel pilota uma Europa que não pode votar contra ela e poderia ser involuntariamente afastada do poder por alemães que, no fundo, não desejam vê-la partir.

Do ponto de vista da legitimidade democrática, tudo isto é, no mínimo, insólito, para já não dizer completamente absurdo. Mas nem por isso deixa de ser apaixonante.

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publicado às 22:00


Merkozy ou Merkhollande - Béni soit qui mal y pense

por António Filipe, em 06.05.12

Acreditem que gostava de partilhar a fé que grande parte dos meus amigos parece ter de que, se François Hollande ganhar as eleições em França, muita coisa vai mudar, para melhor, na Europa, em Portugal ou na própria França. A verdade é que não partilho. Não é que deseje a sua derrota. Antes pelo contrário. Qualquer coisa é melhor que Sarkozy. Tal como, não tendo tido muita fé em Barack Obama, há três anos, acreditava que qualquer coisa era melhor que George W. Bush. Mas estas não são nem podem ser as únicas alternativas.
Tudo indica que Hollande ganhará as eleições. Mas, para mim, não será mais do que uma "Primavera Marcelista" à francesa ou do que uma mudança de nome de PIDE para DGS, à europeia: em vez de termos uma Europa comandada por "Merkozy", tê-la-emos comandada por "Merkhollande". "Merk" sempre em primeiro lugar.
Eu ainda sou do tempo em que os partidos socialistas europeus eram motivo de alguma esperança para os povos. Mas já lá vão muitos anos.
Essa esperança começou a perder-se exactamente em Portugal. Se, no seu programa de 1973, o Partido Socialista se considerava herdeiro da tradição da “luta das classes trabalhadoras pelo socialismo", não foi preciso muito tempo até que, em 1975, em plena luta de classes rumo ao socialismo em Portugal, Mário Soares tenha afirmado que era necessário "meter o socialismo na gaveta". E a triste verdade é que meteu mesmo. Não duvido que, muitas das conquistas do estado social tivessem sido levadas a cabo com a ajuda do PS. Mas também não duvido que a gradual perda dessas conquistas, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, tenha sido levada a cabo com a ajuda desse mesmo partido. Umas vezes implementando-a ele próprio, como aconteceu com José Sócrates, outras vezes, votando a favor ou "abstendo-se violentamente", como está a acontecer com António José Seguro.
É minha convicção que, por toda a Europa, os partidos chamados socialistas, de socialista só têm o nome. Dir-me-ão que a culpa é dos "mercados", essa entidade que se tem dedicado a acabar com o estado social e à qual os partidos liberais e neo-liberais que têm governado a Europa nos últimos anos “têm” que obedecer. E o problema é que conseguem convencer os povos de que não existem alternativas. E vão ganhando eleições, alternando, ora no governo ora na oposição, sempre com o mesmo objectivo: o de subjugar os povos aos mercados, que, por sua vez, exigem cada vez mais medidas de austeridade, que os governos implementam para que possam obter mais dinheiro para que os membros e amigos do partido mantenham os lugarzinhos de grande prestígio e altas remunerações. Mas sempre à custa dos mais pobres, que, como arma, só têm o voto, cujo direito exercem, convencidos que podem mudar alguma coisa. E o que se tem visto é que nada muda. Ou antes, muda para pior. Pior para o povo que, cada vez trabalhando mais, ganhando menos e abdicando de direitos que, há anos atrás, eram inalienáveis, continua a votar, dando legitimidade aos mesmos que, depois das eleições e apesar de todas as promessas, nada fazem para melhorar as condições dos povos.
Receio que seja isto que vai acontecer hoje em França. Ao que parece, as moscas vão mudar, mas a merda será a mesma. E quem leva com ela serão sempre os mesmos.


Os fantoches de Kissinger
José Afonso 

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publicado às 17:45


Hoje há eleições na França e na Grécia

por Luis Moreira, em 06.05.12

A muito provável vitória de Hollande está a ser bem vista pelos mercados outro tanto não acontece com a fragmentação do voto na Grécia. Aqui os eleitores querem castigar os dois partidos principais, antros de corrupção, mas não querem sair do euro como preconizam os partidos da extrema direita e esquerda.

Das eleições Franceses vai sair uma solução. Teme-se que na Grécia saia uma confusão.

Hollande pode contrabalançar o poder da Srª Merkel e liderar os países que insistem que o momento é de iniciar o crescimento não abandonando a consolidação orçamental em curso. Há já muitas vozes a fazerem coro para o crescimento. A Alemanha também já dá sinais que é necessário investir e, para isso, já deu luz verde para que 200 mil milhões de euros sejam reunidos e canalizados para a economia.

Mas os tormentos da Srª Merkel não acabam aqui. No seu próprio terreno pode perder as eleições, numa pequena região, que poderá ser o ínicio de uma reviravolta a nível nacional na Alemanha.

Com excepção de dez/doze países europeus o resto da economia mundial cresce incluindo os US embora aqui menos consistentemente. É a boa notícia para as economias como a de Portugal, pequena e muito aberta ao exterior. Daí o bom comportamento das exportações que continuam a crescer.

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publicado às 11:29


Godinho Lopes diz que não vai para eleições

por Luis Moreira, em 18.04.12

Não sei se terá condições para continuar. Como digo aqui, quem não pode estar sujeito a este ambiente de suspeição é o Sporting. Porque a reintegração do dirigente sob suspeita pode ser lida como " eu vou partir tudo", como faz primeira página o CM.

E quem é que tem medo que Cristóvão parta tudo? Partir o quê? Os outros dirigentes têm medo do "tudo"?

Cristóvão devia sair, a direcção menos pressionada esperava que se cumprisse o calendário do futebol onde se jogam uns milhões largos e, a seguir, eleições! Democracia, transparência...

O nosso texto acima de há dois dias,  andou em bolandas na SICN, parece que poucos se atreveram a pedir a demissão da direcção. Mas a verdade é que não há muitos que sobrevivam a acusações de "fruta", agências de viagens, guardas "Abel" e assim por diante. Há quem se alimente do próprio veneno. Não me parece que seja o caso do Sporting.

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publicado às 11:00

Francisco Loução diz que se o governo precisar de nova ajuda da Troika deve demitir-se e o país ir para eleições. Para além de as condições políticas não estarem minimamente reunidas, a verdade é que ir para eleições seria um prejuízo enorme. E, quem sofria, seriam os mesmos de sempre, os tais que o BE diz que defende. Todo o trabalho ia por água abaixo, muito principalmente a confiança dos mercados e com ela as taxas de juro mais baixas que já merecemos.

Quatro ou cinco meses com um governo de gestão que Louçã logo acusaria de não ter legitimidade para tomar as medidas necessárias, logo, não poderia continuar a aplicar o acordo da Troika. Com o acordo suspenso não haveria dinheiro e sem dinheiro teríamos a revolução na rua. É isto que Louçã quer.

Acontece que estamos numa Democracia e num Estado de Direito que tem a generosidade de acolher pessoas e partidos que não são democratas mas que não está disponível para embarcar em aventuras "esquerdóides".

Em portugal só 5% ou coisa parecida é que não se importa de vestir um "fardamento" tipo 9-7-1 (leia alto). Não, Prof. Louçã, não chega para fazer um "levantamento de rancho" como aconteceu lá no seu BE que eu com o meu voto ajudei a implementar!

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publicado às 12:00

Vital Moreira está sempre "à coca" e já percebeu que isto tem uma estratégia, vai já no meio da "pirueta" política, passo(s) ante passo(s) já está a aproximar-se do governo.

"Nunca alinhei na ideia da ruptura do euro ou da saída de Portugal. Essa saída não é opção. E penso que, embora com hesitações e atrasos, a União respondeu bem à crise e, no caso de Portugal, penso que estamos no bom caminho. No fundamental, não temos de nos queixar de a Europa não nos ter dado a mão quando precisámos dela.

No bom caminho como?

Para permanecer no euro, para consolidar as contas públicas e para recuperar a competitividade económica. Isso não é para amanhã, ninguém espera isso…

Reconhece algum mérito ao trabalho que este governo tem feito nesse sentido. É isso que está a dizer?

Independentemente do juízo que eu faça sobre as políticas em concreto deste governo, as coisas não lhe estão a sair mal. Uma parte por mérito próprio, outra por factores exteriores que lhe têm sido favoráveis. A convicção e a determinação são importantes quando se trata de responder em termos de credibilidade e confiança. E o governo tem uma estratégia clara: fazer o mal todo de uma vez, de modo a poder inverter a situação a tempo das próximas eleições legislativas."

No bom caminho, estratégia clara, inverter a situação, as coisas não estão a sair mal...

Eu gosto mais dos que se mantêm firmes embora nem sempre com razão...

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publicado às 15:32


Melhorar a Democracia

por Luis Moreira, em 03.04.12

Sociedades cada vez mais complexas afastam-se de partidos políticos que não renovam as suas práticas, os seus processos e a sua estratégia. A qualidade da democracia perde com isso e hoje já quase metade da população nem sequer vota. mas há formas de melhorar a qualidade da Democracia assim os políticos o desejem.

Uma das formas é o modelo de escolha dos nomes que constam nas listas partidárias, envolvendo a eleição dos militantes às autárquicas e às legislativas.

Outra é alterar o sistema eleitoral. Os partidos há muito que discutem este tema mas não tem havido coragem para a necessária mudança.

A existência de um circulo nacional e de círculos regionais. O circulo nacional permite a proporcionalidade principalmente para os partidos mais pequenos e assegura uma lista da iniciativa da direcção nacional . A participação de militantes na campanha e de cidadãos no voto far-se-ia nas regionais. E a forma de apuramento dos mandatos segundo o que já se faz nos países da Europa : voto preferencial em lista ou o voto único transferível.

É altura de afastar os círculos uninominais que trariam caciquismo e localismo à AR e levaria à extinção dos pequenos partidos.

Os cidadãos que são abstencionistas ou que votam em branco devem fazer uma pressão contínua sobre os partidos para alterarem as regras do jogo e assim, melhorarem a qualidade da Democracia!

PS: fonte: Publico - Paulo Trigo Pereira

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publicado às 12:30


America's Got Talent

por n, em 22.02.12

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publicado às 13:08


Humberto Delgado - o povo elegeu-o!

por Luis Moreira, em 13.02.12

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publicado às 19:30


Humberto Delgado - obviamente, demito-o!

por Luis Moreira, em 13.02.12
Há 47 anos Humberto Delgado foi assassinado. Prestamos a nossa homenagem com uma pequena biografia.

1906: Em Brogueira, Torres Novas, nasce Humberto da Silva Delgado. - 1922: Entra na Escola do Exército. - 1925: Finaliza o Curso Militar. - 1926: Participa na Revolução de 28 de Maio. - 1939: Emissão e publicação da sua peça "O Estado Novo" - 1952: Nomeado Adido Militar em Washington - 1953: Promovido a General (o mais novo das Forças Armadas) -1958: Candidato à Presidência da República. - 1959: É suspenso e demitido das Forças Armadas; asila-se na Embaixada do Brasil e depois exila-se para aquele país. - 1961: Assume a responsabilidade pelo assalto ao "Santa Maria"; participa na Revolta de Beja. - 1962: É julgado à revelia como implicado no assalto ao "Santa Maria". - 1963: Instala-se na Argélia e assume a chefia da Junta Patriótica de Libertação Nacional. - 1964: Deixa a JPLN e funda a Frente Portuguesa de Libertação Nacional. - 1965: É assassinado pela PIDE nos arredores de Olivença. - 1990: Nomeado, a título póstumo, Marechal da Força Aérea.

...O Café Chave de Ouro está repleto. Estamos a 10 de Maio de 1958, a um mês das eleições para a Presidência da Republica. Primeiro acto público com a presença do Candidato Humberto Delgado depois de iniciado oficialmente o período eleitoral.

À nossa volta personalidades de todos os matizes políticos que se opõem ao regime salazarista. E certamente não só. A Polícia Política, de uma forma ou de outra não deixará de aí ter ouvidos e olhos para, como usualmente, saber o que se passa e com quem se passa...

O professor Vieira de Almeida, o primeiro orador, com o brilhantismo que levava às suas aulas gente de todas as escolas superiores de Lisboa, depois de referir a surpresa enorme que teve pela sua investidura como Presidente da Comissão Nacional da Candidatura, considera-a explicada pela presença de tantas pessoas que representam tão diversas correntes de opinião...

Refuta a referência de determinado jornal à sua candidatura como sendo apoiada por uma potência estrangeira a que contrapõe o carácter indiscutivelmente nacionalista da sua posição desde sempre. Surge a primeira pergunta, do correspondente da France Press.

"Qual a sua atitude para com o Sr. Presidente do Conselho se for eleito?"

E a resposta, imediata, enérgica, sem uma hesitação, sem um tremor:

"Obviamente, demito-o".

É difícil acreditar no que estamos a ouvir. Mais que uma frase, é uma bomba. Uma revolução. Por terra a muralha que se opõe ao sacrilégio de dizer em público palavras agressivas ou menos respeitosas para com o "Chefe Supremo".

Rebentar da bomba que verdadeiramente inicia o caminho que o introduz na História, e lhe carreia o cognome de "General sem Medo".

A Pide entretanto consegue colocar elementos seus junto do General. Ludibria a sua boa-fé, obtém a sua confiança e empurra-o para um certo isolamento.

É assassinado, conjuntamente com a sua secretária Arajaryr Campos, em Fevereiro de 1965, nas proximidades de Olivença, por um grupo de agentes daquela polícia, atraído por esta para imaginária reunião com militares portugueses.

Os cadáveres são encontrados pouco depois junto de Vila Nueva del Fresno, próximo da fronteira portuguesa.

É promovido a título póstumo, já depois do 25 de Abril, ao posto de Marechal.

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publicado às 18:00


População Egípcia culpa Junta Militar

por Luis Moreira, em 03.02.12

O desastre de ódio e violência de ontem de que resultaram 74 mortos e centenas de feridos lançou para as ruas em protesto milhares de pessoas que enchem por completo a Praça Tahir no Cairo!

A Irmandade Muçulmana, parceira do maior partido com assento no Parlamento, falou de uma "mão invisível" que organizou os distúrbios e acusou grupos ligados ao antigo regime de Hosni Mubarak de promoverem o "caos" no Egipto. Os membros da claque mais extremista do Al-Ahly, conhecidos como Ultras, prometeram vingança, acusando a polícia de ter permitido aos adeptos da equipa rival entrarem no estádio armados. Os Ultras acreditam que o desastre foi uma represália por terem apoiado a revolta popular que, há um ano, derrubou Mubarak."

A Junta Militar no Poder é presidida por um antigo colaborador muito próximo de Mubarak que não dá sinais de querer abandonar o poder mesmo depois  da eleição democrática da Assembleia Nacional.

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publicado às 09:00

Quando Manuela Ferreira Leite afirmou que "com seis meses de democracia suspensa" seria mais fácil tratar dos ajustamentos macroeconómicos, que exigem sempre sacrificios aos cidadãos, mostra que há quem pense que com restrição às liberdades se resolvem problemas económicos. Parece que é o que está a acontecer na Hungria onde o governo de direita tem tomado medidas que levaram a Comissão Europeia a reagir com vigor.

Fora do quadro da democracia não há soluções, há que aprofundar a democracia, torná-la mais participativa e directa, porque a sua falta leva aos regimes de ditadura soft como na Coreia do Sul e Singapura e, de certa forma no Japão. Para não falar nas "pinochetadas" que estão sempre à espreita.

Em Portugal 86% dos Portugueses querem a democracia com eleições livres e justas, o que é uma boa notícia, os portugueses estão conscientes das dificuldades e insatisfeitas com a situação mas não põem em causa a democracia. Os cidadãos vão exigir cada vez mais serem agentes activos na mudança e no melhoramento da democracia.

 

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publicado às 18:00

Quanto mais os candidatos Republicanos forem empurrados para a direita e extrema-direita melhor para Obama. Parece que é isso que está acontecer e que já aconteceu, ontem, em Iowa. Santorum, o religioso da extrema direita, anti-aborto, anti-homossexual foi a grande surpresa da noite aproximando-se de Mitt Romney que ganhou apenas por oito votos.

Isto não é vitória para ninguém uma diferença de oito votos o que vai obrigar Romney a encostar-se à extrema direita para ganhar "os 40 dentro dos 40", isto é, os 40% de independentes que dão a vitória como aconteceu com Obama. O resultado de Santorum indicia a rejeição dos mais conservadores em relação a Romney.

Ron Paul, ficou em terceiro lugar com 21% dos votos, repartindo com Santorum os 2/3 dos eleitores que se identificam com o Tea Party.

Entretanto Michele a última classificada anunciou a sua desistência. A extrema volatilidade do voto republicano trouxe esta primeira surpresa e a questão agora coloca-se entre um candidato "do sistema" ou um candidato da extrema direita. Romnsey, continua a ser rejeitado pela direita religiosa. É, no entanto, possível que o que aconteceu no Iowa não se repita nos outros estados onde a extrema direita religiosa não tem os mesmos argumentos.

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publicado às 21:30


 

 

 

 

 

 

 

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