Terça-feira, 08.05.12

Cinco milhões de carros eléctricos na China

por Luis Moreira às 09:00

O governo Chinês quer revolucionar a mobilidade e a circulação automóvel nas grandes cidades chineses substituindo os carros tradicionais por carros eléctricos. Isso obriga a cobrir todo o território por um sistema de abastecimento eléctrico. Pode ser o grande salto em frente para a indústria automóvel mudar de paradigma.

“A ambição da China é revolucionar a sua indústria automóvel, através da substituição dos tradicionais motores de combustão interna com os veículos eléctricos e a tecnologia limpa. Para atingir estes objectivos, as cidades chinesas terão de transformar as suas infra-estruturas urbanas e sistema de gestão”, escreve o Green Savers citando Changhua Wu, director do The Climate Group na China.

“Ao trazer 5 milhões de veículos mais ecológicos para a estrada em 2020, a China vai estabelecer uma sólida fundação para uma transformação de muito maior escala, nas próximas décadas, quando [o País] reduzir drasticamente a sua dependência dos combustíveis fósseis e melhorar a segurança energética”, continuou.

Aqui está um bom caminho para nós que importamos tudo o que é petróleo.

Sábado, 28.04.12

A China está a colonizar pedaços da Europa

por Luis Moreira às 11:00

Tal como a Europa já colonizou partes da China é agora a vez da China colonizar a Europa. Como? Investindo nas relações com os países membros e não com a União Europeia. Enfraquece a União Europeia favorecendo uns países em detrimento de outros.

Um estudo recente do Conselho Europeu de Relações Externas (ECFR) estima que 40% do investimento chinês na UE está em Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Europa de Leste.

Porquê tanta atenção à periferia? Bom, porque há investimentos prometedores a serem feitos lá e porque estas pequenas e periféricas economias são a porta de entrada mais fácil para um mercado único europeu de 500 milhões de consumidores. O mercado da UE está muito mais aberto aos chineses do que o chinês está aberto aos europeus.

Investir muito nestes países também traz recompensas políticas. Não é excesso de cinismo ver Pequim construir uma espécie de lobby da China dentro das estruturas de tomada de decisão, onde o Estado mais pequeno é, pelo menos teoricamente, exatamente igual ao maior.

Segunda-feira, 02.04.12

Na China a continuidade é impossível e a mudança é improvável

por Luis Moreira às 13:30

A "Quarta geração" adiou as reformas, a "quinta geração" pode precipitar o fim do regime se as quiser realizar.

A destituição de Bo Xilai ( membro do Bureau político do Partido Comunista da China e responsável pela municipalidade de Chongquing) é inquietante até porque não foi anunciada nenhuma decisão sobre as sua substituição. E abriu uma crise política onde deveria permanecer um processo de sucessão e ser uma mera rotina.

As divisões políticas são evidentes, entre um "modelo de Chongqing" - uma mistura populista onde a a aliança entre o capitalismo de estado e as empresas internacionais se combina com o igualitarismo - por oposição a um "modelo Cantão" que procura harmonizar a liberalização económica, a abertura internacional e o primado do direito.

Sempre os processos de sucessão nos regimes comunistas levaram a profundas fracturas.

PS: fonte : Publico - Carlos Gaspar

Sexta-feira, 23.03.12

Golpe de estado na China ?

por Luis Moreira às 18:00

Há cerca de um mês foi afastado do Comité Central do Partido um dos homens com mais indicações para integrar o Comité de nove pessoas que efectivamente governam o país.

Um dos boatos, que se espalhou como fogo em capim, surgiu na segunda-feira à noite, segundo o jornalista do “Financial Times”. Um golpe militar liderado por Zhou Yongkang, próximo de Bo Xilai e chefe dos serviços de segurança do Estado, estava a acontecer e ouviam-se trocas de tiros em Zhongnanhai, o complexo onde residem os principais líderes do país. Jamil Anderlini, o correspondente do jornal, passou pelo local nessa mesma noite e não viu indícios de qualquer acontecimento extraordinário.

Quem já visitou a China apercebe-se que há uma mão de ferro que tudo controla, desde a rua onde a presença de polícia e de militares é constante até à Comunicação Social. Coincidiu com  a minha visita a atribuição do Prémio Nobel da Paz a um dissidente político. Para saber alguma coisa  tive que pedir aos amigos em Portugal porque lá era tema proibido.

Separados por uma simples avenida, coexistem dois mundos. Um mundo moderno, rico, mesmo luxuoso em tudo igual ao ocidente e do outro lado um mundo de miséria com bairros onde não entra o sol. Sem uma classe média amadurecida e forte aquele país vai passar por todos os problemas inerentes às sociedades onde há grandes diferenças sociais.

Que efeitos terão em todo o mundo as mudanças que obrigaroriamente vão acontecer na China?

Quarta-feira, 29.02.12

China é o mercado de exportação onde Portugal mais cresceu

por Luis Moreira às 17:30

O gigante está entre os dez maiores parceiros nacionais. As exportações portuguesas para a China aumentaram 67,0% em 2011, sendo o mercado onde mais crescemos em termos de exportação. A Argélia foi o segundo mercado que mais cresceu ( 66,8%) seguida do Japão (50%) e Moçambique (44,4%).

Em termos absolutos, Alemanha, Espanha, França e Angola foram os mercados que mais cresceram, mas em percentagem ficaram-se pelos 22%.

Desde 2009 as nossas exportações para a China mais do que duplicaram, atingindo pela primeira vez a fasquia  dos dois milhões de dólares. Em 2009 a China era o 16º mercado de Portugal e em 2000 ocupava o 33º.

 

Para se entrar aqui ( pavilhão da China) demorava-se duas horas, tal era a multidão. O Pavilhão de Portugal todo revestido em cortiça era dos mais visitados,  encontrando-se à venda vários produtos nacionais, desde o vinho a outros produtos alimentares e produtos feitos em cortiça. (EXPO 2004 - Shanghai)

Terça-feira, 28.02.12

Krugman - por este caminho os europeus vão ser todos alemães

por Luis Moreira às 09:00

O grande problema da União Europeia é a falta de integração política entre os Estados membros. Nos Estados Unidos a moeda comum funciona porque há uma integração política que leva a uma integração orçamental.

Portugal vai ter que baixar os salários em referência à Alemanha e não ao nível da China, porque com esta não há qualquer termo de comparação. Portugal não é a China.

Sexta-feira, 17.02.12

Estamos a caminho da III guerra Mundial

por Luis Moreira às 11:00

A III Guerra Mundial está a caminho e os sinais são óbvios com a tensão entre o Irão e Israel e o cerco militar que, paulatinamente, os Estados Unidos estão a montar à China, tal como fizeram à ex- URSS!

"Mas temos de considerar seriamente o facto de que este destacamento de tropas é o maior da história mundial. Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico (Arábia Saudita e estados do Golfo). Estas forças estão a postos. Isto não significa necessariamente que vamos entrar num cenário de terceira guerra mundial, mas os planos militares no Pentágono, nas bases da NATO, em Bruxelas e em Israel, estão a ser feitos. E temos de os levar muito a sério. Tudo pode acontecer, estamos numa encruzilhada muito perigosa e infelizmente a opinião pública está mal informada. Dão espaço a Hollywood, aos crimes e a todo o tipo de acontecimentos banais, mas, no que toca a este destacamento militar que poderá levar-nos a uma terceira guerra mundial, ninguém diz nada. Isso é um dos problemas, porque a opinião pública é muito importante para evitar esta guerra. E isso não está a acontecer, as pessoas não se estão a organizar para se oporem à guerra.

Quarta-feira, 15.02.12

E a China depois de ter tudo vende a quem?

por Luis Moreira às 09:00

Terça-feira, 14.02.12

Na economia os dados estão lançados

por Luis Moreira às 17:30

O Ocidente, com uma economia montada na energia proveniente do petróleo e do gás que não tem, está quase totalmente dependente dos países do Médio Oriente.

Deixou que as suas industrias fossem transferidas para a China correndo atrás de baixíssimos salários. Por outro lado os Chineses são exímios a copiar os produtos, não gastam em inovação, compram um carro ocidental desmancham-no peça por peça e copiam-no , vendendo-o a metade do preço.

A economia ocidental desde 2000 que não cresce o suficiente para criar emprego e riqueza.

A questão que se coloca é a seguinte: e quando o Ocidente não tiver dinheiro para comprar o petróleo e o gás e os produtos chineses?

O Ocidente evoluiu para uma economia de serviços, uma economia pobre, sem capacidade de criar riqueza e postos de trabalho como a industrialização consegue fazer. A financeirização da economia é a última fase deste processo e deu no que deu. Como se sai daqui? É que a prazo esta situação não serve a ninguém!

Os Chineses já andam por aí a comprar activos no ocidente para terem uma palavra a dizer. Vão pagar o estritamente necessário ( o menos possível) para lhes comprarmos os produtos, assim exportando o seu modelo social miserável.

Nos próximos cinco anos a economia ocidental vai fazer ajustamentos mas não são suficientes para se equivalerem aos dois dígitos de outras economias. O empobrecimento é inevitável e o dinheiro vai concentrar-se ainda mais nos que constituem o 1% que já o têm.

Isto claro, se o modelo for o mesmo, mas se o Ocidente perceber que é no social que deve apostar, na solidariedade e numa sociedade civil mais forte e informada, então, quem caminha para um futuro explosivo são as sociedades mais desiguais e com menos oportunidades para todos.

Não se trata de sermos todos iguais, trata-se de todos terem iguais oportunidades.

Quinta-feira, 09.02.12

O Capitalismo da India e da China não são exemplo

por Luis Moreira às 14:00

O Capitalismo aprofunda as desigualdades seja aqui no Ocidente seja na Ásia. Enquanto a Europa se enreda das suas contradições e enfraquece as grandes conquistas sociais, na América o desemprego diminui e a economia volta a crescer. Mesmo com sociedades com laivos de feudalismo como as da India e da China, o PIB dos Estados Unidos é ainda superior em cinco vezes  per capita  aos dos gigantes asiáticos.

E o capitalismo na India e na China ainda não estão em condições de resolver o magno problema das liberdades individuais a par do desenvolvimento das suas economias.

Não nos iludamos o Ocidente sofreu rude golpes na sua credibilidade e nas bases em que assenta a Democracia e o Estado Social, mas continua a ser o baluarte dos valores cimeiros da dignidade humana. As revoluções árabes são uma esperança bem como a retoma da revolução russa que terminou com o comunismo.

Poderemos excluir uma Primavera Chinesa?

Os valores da liberdade humana e da dignidade que guiam a civilização Ocidental permanecem o sonho da vasta maioria da humanidade. Só esquecem os que aqui no Ocidente travam lutas contra moinhos de vento.

Domingo, 05.02.12

A China coloca condições a Merkel

por Luis Moreira às 09:00

As condições que a China colocou à senhora Merkel. O eixo do poder financeiro a rodar. A China a colocar condições sem as quais "não brinca". Portugal que o diga!

Ingredientes fundamentais

Xu Hongcai é muito claro sobre o problema. A intervenção de Pequim requer "três ingredientes fundamentais":

- primeiro, a atuação do "Banco Central Europeu como emprestador de último recurso", facto a que "a Alemanha se tem oposto, atrasando o processo";

- segundo, os líderes europeus têm de tornar o FEEF "operacional e seguro para investidores de fora", já que o que os chineses observam é que a notação do FEEF perdeu o triplo A (na recente decisão da agência Standard & Poor's), os alemães resistem a aumentar o valor envolvido, e faltam "detalhes operacionais";

- terceiro, os chineses preferem "ajudar a Europa através do Fundo Monetário Internacional (FMI)", apesar de "ainda ninguém ter dado uma resposta aos chineses", em virtude dos fatores de "rigidez dentro da governação do FMI e da preferência por certos países-chave".

Em suma, diz um dos homens fortes do CCIEE, "os países europeus e o FMI têm de apresentar um mecanismo de investimento credível à China (e a outros possíveis investidores) ".

Sábado, 04.02.12

Privatizações - Quem foi o ministro de Sócrates que esteve em Pequim?

por Luis Moreira às 19:18

Um ministro das finanças vai a Pequim aprender a língua ou visitar a a Praça Tiananmen? Depois de Pequim ter oferecido um prémio irrecusável para ficar com uma posição minoritária e acordar que as empresas continuem em Portugal. Oferecer milhões a curto prazo para um país que morre à míngua de liquidez, alguém acredita que este assunto não fazia parte da agenda?

Alemães e Austríacos ofereceram muito menos e queriam uma posição maioritária e , mais tarde ou mais cedo a sede das empresas seriam transferidas . O Brasil só acelerou já na meta final mas o país já tem importantes ligações a Pequim. Os amigos dos meus amigos meus amigos são...

Portugal abriu a porta ao gigante asiático e fê-lo com o conhecimento e a autorização dos grandes deste mundo. Há muito que estes negócios estavam na calha que têm a ver com o envolvimento que a China vai ter com uma Europa enfraquecida e uns Estados Unidos obrigados a dividir a sua função de "polícia do Mundo" com outros.

As coisas se calhar não são tão lineares como nós gostaríamos que fossem. É a política! Habituem-se!

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Sábado, 28.01.12

Negócio da China ou negócio irrecusável?

por Luis Moreira às 17:15

Negócio irrecusável: o gigante chinês State Grid formalizou a proposta para comprar 25% do capital da REN - Redes Energéticas Nacionais - com um preço que reflecte um prémio de 40% e um pacote financeiro que dá acesso a fundos de mil milhões de euros.

Negócio Chinês: A State Grid abriu à REN o acesso ao mercado chinês.

Esta proposta surpreendeu os próprios gestores portugueses e o estado que se prepara para a assinar em meados de Fevereiro. A REN irá, assim, integrar na rede eléctrica chinesa a produção das energias renováveis existentes no grande território asiático, sobretudo a produção dos parques eólicos. Esta parceria terá ínicio já em 2012 e não impede os outros projectos internacionais da REN - Moçambique, Colômbia, Angola e Brasil.

A China quer nos próximos anos chegar aos 100 gigawatts, enquanto aqui na Europa a capacidade instalada ronda os 65 gigawatts em parques eólicos. Na hídrica Portugal dispõe de 6 gigawatts e na eólica 4 gigawatts, enquanto na China a produção é da ordem dos 210 gigawatts.

Só para dar um termo de comparação!

BCP - um fim anunciado

por Luis Moreira às 12:00

Só quem não queria ver é que não via, o BCP um banco de sucesso foi sendo destruído pelas guerras entre accionistas. O golpe fatal foi-lhe dado pelos políticos.Afastou-se a Opus Dei e entrou a Maçonaria pela mão do anterior governo. Angolanos e Chineses preparam-se para abocanhar o maior banco português, desfeito por erros de gestão e por muitos milhões em parte incerta.

Há muito que o disse em sucessivos textos: O BCP é outro BPN? ; Quem anda a comprar acções do BCP aos milhões? ; O BCP tem a administração em risco - uma bomba prestes a rebentar.

E muitos outros textos que pode encontar aqui na Pegada ( basta procurar em BCP). Não era dificil!

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Segunda-feira, 16.01.12

O germe do declínio na China

por Rolf Dahmer às 20:00

Muitos acreditam que à Pax Americana em declínio se segue outra Pax liderada pela China. Eu nunca acreditei nisso porque vejo a China apanhada no mesmo linearismo como (quase) todo o resto do mundo. Vejam esta impressionante reportagem que dá para pensar: qual será a derrocada para o mundo quando esta bolha rebentar?

 

Sexta-feira, 30.12.11

Os nossos parceiros são os Palop e a UE mas vendemos à China...

por Luis Moreira às 19:00

A falta de estratégia dá , sempre, numa visão de curto prazo. Os Chineses acenaram com dinheiro e isso foi o mais importante. Interessante é que o ministro que precisa de mais dinheiro tenha sido o único que preferia vender aos Alemães. (Expresso- Nicolau Santos)

Quem não tem uma estratégia bem definida nunca alcança bom porto, anda ao sabor dos ventos e , principalmente, das tempestades. Vender à Alemanha era vender a quem mais influência terá, no curto e médio prazo, na vida económica e política portuguesa. Vender aos Brasileiros para além de tudo o que sabemos das nossas relações com o país irmão, temos no seu território enormes investimentos.

A China quer entrar no mundo ocidental e nós abrimos-lhes as portas. Já o tinham tentado no Brasil sem êxito e na América o que lhes interessa é a dívida que está nas mãos do estado Chinês.

Há, ainda, o pormenor de a China ser um país comunista, o que anuncia problemas acrescidos num país de economia de mercado. Em África os investimentos chineses não correm como esperavam, é bem mais difícil com concorrência ter êxito. Aquelas promessas de dinheiro que vieram no pacote e que os chineses sempre incluem, não são o que parecem. Em África também já há exemplos!

Como podem ver seguindo os links nós avisamos em vários postes!

Segunda-feira, 26.12.11

A levitar num comboio

por Luis Moreira às 14:25

Entre Shangai e o aeroporto funciona um comboio que levita a uma velocidade de 400 Kms/hora e que foi inaugurado com a Expo Shangai.. Atinge aquela velocidade sem tocar nos carris, "voando" a 4 cms do chão. Lá fui para "ver como é e para contar como foi". Há também um comboio que liga Pequim a Shangai a 350 Kms/hora cobrindo os 1 000 Kms que separam aquelas duas cidades em pouco mais de quatro horas. No resto da viagem que fiz a distancia entre as cidades é de tal ordem que o avião é

que é o meio de transporte. Agora está na forja um comboio para atingir os 500 kms/hora. Na China , a dimensão do país explica o desenvolvimento desta tecnologia, não há qualquer hipótese de aparecer de 30kms em 30kms um apeadeiro ou, mesmo, de atravessar fronteiras sem se dar por isso como poderia acontecer aqui no nosso país. Badajoz à vista!

Com a venda da EDP aos Chineses  ainda vamos ter um comboio a funcionar por levitação, daqui a uns anos se calhar já nem precisamos da terceira ponte sobre o Tejo, levitamos e já está, aterramos do outro lado já perto de Évora, mesmo sem a estação do Souto Moura.

Estes países desenvolvem estas tecnologias com aplicação no seu próprio território e à sua medida mas se houver uns "modernaços" que os queiram comprar também os vendem.

Esperemos que se avance com as linhas férreas de mercadorias para servir Sines e Leixões os portos que, esses sim, podem ser importantes na economia do país e no transporte marítimo de mercadorias entre continentes.

O Dólar dispensado

por Luis Moreira às 12:22

Japão e China dispensam o dólar

 

Os governos do Japão e da China concluíram um acordo que permite que as relações financeiras e comerciais entre os dois passem a ser directamente realizadas nas moedas dos dois países, sem que seja necessário a intermediação do dólar, moeda à qual a divisa chinesa, o yuan, está indexada.

A importância do Dólar começa a acompanhar a redução da importância dos Estados Unidos na economia mundial. O Japão e a China são os dois países com maiores reservas de moeda.

Sábado, 24.12.11

EDP - a prenda de Natal

por Luis Moreira às 14:00

Dizem os jornais ingleses . ""Então é verdade - a China vai mesmo resgatar a zona euro." Assim se inicia um artigo de opinião do Financial Times (FT), onde se argumenta que a forma de a China financiar a zona euro será pela compra de activos como a EDP, que Pequim vê como "pechinchas" e que países como Portugal estão pressionados para alienar."

"Descrevendo a EDP como o "activo mais valioso em Portugal", o FT destaca o prémio de 53% que os chineses pagaram por 21% do capital e sublinha que a eléctrica portuguesa tem duas grandes mais-valias para a Three Gorges: tecnologia de energia eólica e expansão para a América Latina."

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EDP Chinesa, habituem-se!

por Luis Moreira às 09:00

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Sexta-feira, 23.12.11

Há sempre duas maneiras de olhar para o mesmo problema

por Luis Moreira às 17:03

Marques Mendes aplaude a venda da EDP e já sabe que para além do contrato já conhecido, a CTG vai construir uma fábrica de automóveis em Portugal e nós vamos construir uma fábrica de autocarros eléctricos na China. E disse mais:"“E mais, julgo saber, embora não é por aí que eu o saiba, que o ministro da Economia teve um papel importante aqui a juntar as pontas, e para o exterior fica a seguinte ideia: atenção, eles são um pequeno país, eles até podiam estar dependentes dos alemães porque os alemães é que os estão a financiar com o acordo de ajuda externa, mas não, atenção, eles portugueses decidiram na base da racionalidade”, disse Marques Mendes.

Estes comentadores dizem o que é preciso, aqui há uma nítida intenção de reabilitar o ministro da economia ( nada tenho contra o Álvaro) que tem uma tarefa muito dificil  que só dá frutos ao fim de anos. E, até pode ser verdade mas que o comentário faz parte de um pacote de intervenção ao nível da comunicação social...

Quinta-feira, 22.12.11

EDP - muito dinheiro e grande potencial em mercados

por Luis Moreira às 20:00

 

Confirmada a venda aos Chineses!Comunicado da empresa :O objectivo da China Three Gorges não é entrar no capital da EDP Brasil (que já está parcialmente disperso em bolsa, tendo o grupo EDP pouco mais de metade da empresa), mas sim formar parcerias para investimento conjunto em novos empreendimentos no mercado brasileiro.

"As duas empresas vão desenvolver uma "parceria estratégica em projectos de energia renovável, sendo que a EDP irá liderar na Europa, Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros mercados sul-americanos, enquanto a CTG irá liderar nos mercados asiáticos".

Claro que  os credores esfregam as mãos este dinheirinho vai lá para fora mas a CTG garante financiamento de 2 mil milhões de euros nos bancos Chineses e  assegura a ponte para mais dois mil milhões tudo a pagar em vinte anos.

A tesouraria da empresa fica assim a coberto de surpresas até 2015, o período em que a UE vai gemer com falta de liquidez!

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Ultima Hora: Chineses da Three Gorges ganham EDP

por Luis Moreira às 15:00

Sabia-se que a sua proposta era financeiramente muito superior às concorrentes. E, além disso há um mercado gigantesco: a própria China!

"Os chineses manifestaram a intenção de criar uma fábrica de turbinas eólicas em Portugal, gerando cerca de 500 milhões de euros anuais em exportações e servir de ponte para a EDP se financiar em Hong Kong.
A empresa garante dois mil milhões de euros de financiamento à EDP, e outros 2 mil milhões por garantir e estão interessados em comprar posições em activos eólicos da EDP.

Eu, claro, falhei em toda a linha!

 

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Quinta-feira, 27.10.11

Este Chinês ...sabe!

por Rolf Dahmer às 18:00

Uma pessoa escreveu-me entre outras coisas:

“(...) tinha guardado nos meus arquivos este e-mail abaixo (Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França), na altura achei-o e continuo a achar bastante real e muito sério.

“(...) mas tenho uma dúvida, toda esta máquina económica tem por detrás uma coisa, matéria prima, e valor humano (embora este seja muitas vezes desprezado) que vem do nosso planeta, quando ele se esgotar, aonde vamos buscar…? Seja pais desenvolvido, em vias de desenvolvimento ou mesmo subdesenvolvido (...)”

E eis a minha resposta:

“O desenvolvimento espiritual da humanidade acontecerá em três épocas: 1º comportamento instintivo animalesco,  2º comportamento linear sob o lema: o que serviu ontem, também há-de servir hoje e 3º pensar e comportamento em espiral. Com o comportamento espiral começará a reunificação entre natureza, homem e técnica e com ela a época mais nobre da humanidade.”

Professor Pannikar, catedrático para a filosofia hinduista da Universidade de Benares (Frankfurter Allgemeine Zeitung, 22.01.69)

O professor de economia chinês tem toda a razão com a sua análise magistral e sobretudo com o seu vaticínio: “Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...”. Bom, sendo ele bastante apodíctico com o seu vaticínio, poderá acontecer que consigamos dar a volta por cima às coisas no último momento e a profecia acaba por não ter lugar. Já sabes: “até ao lavar dos cestos é vindima. Contudo, de momento tudo indica que vamos directamente contra um muro.

Quanto à tua dúvida: não te preocupes, a matéria prima nunca nos faltará, mesmo que prosigamos linearmente como até aqui. Porque neste caso continuaremos a ser corrigidos compulsivamente até, por força dos acontecimentos, ganharmos uma visão diversa do mundo. E esta nova visão consistirá em vermos – extrovertidamente – primeiro as necessidades do nosso grupo-alvo e não mais produtos, matérias primas e processos de produção. Por outras palavras: quando a viragem (voluntária ou involuntária) ocorrer, toda a nossa reflexão em relação ao nosso próximo e/ou cliente se resumirá em perguntar: “quais são as necessidades básicas constantes do meu grupo-alvo?” A partir de então –Structure follws Strategy (S.C. Chandler) – começa a concepção e o desenvolvimento de um produto/serviço que se rege estritamente pelas necessidades alheias em constante mudança.

Dois exemplos de necessidades básicas constantes: iluminação e cozinhar. E aqui existe um caso concreto, a Casa Hipólito* de Torres Vedras, já fechada. Em fins dos anos 80, quando esta empresa já se encontrava em grandes dificuldades, tive uma entrevista com o então presidente da empresa e expliquei-lhe: “se vocês continuarem teimando em fabricar as vossas lamparinas e foguareiros a petróleo exlusivamente com a matéria prima cobre, se vocês, em vez de se reger pelas necessidades mais urgentes do vosso grupo-alvo, obedecerem mais às necessidades do vosso accionista maioritário, uma empresa mineira e fabricante da matéria prima cobre que quer vender esse cobre, então sucumbirão. O presidente desta outrora grande indústria nacional, que chegou a empregar 1.200 trabalhadores, disse-me então que não acreditava em mim. O resultado é conhecido. A orgulhosa Casa Hipólito que não quis mudar o seu comportamento linear, fechou em 1990 e hoje as suas antigas instalações estão transformadas num parque de estacionamento, em prédios de apartamentos e numa grande superfície. “Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é FADO”.

Sábado, 01.10.11

A economia expansionista e parasitária da China

por Rolf Dahmer às 20:00

Mais claro que isto, é impossivel. Uma lição imperdível. Este vídeo deu origem a uma entrevista para um jornal chinês na Espanha, ao longo de 16 vídeos que devem ser vistos, pois as explicações são muito abrangentes e claras. Podem ser vistos separadamente, aos poucos, dada a sua duração total.

http://www.youtube.com/watch?v=zbbhNGNLDRg

Recebia a mensagem acima referida e quando ao 1º vídeo digo: errado! A responsabilidade dos actuais problemas não é da China, mas sim exclusivamente nossa. Foi causada pelo linearismo da UE e enquanto o mesmo for estupidamente perseguido, a crise não acabará.

Quanto à expansão económica desenfreada da China, a mesma só foi possível graças ao comportamento virado para dentro e focada na maximização dos lucros generalizada e gananciosidade da Pax Americana – God’s own country and his partner in misleadership.

Não estranha que nestas condições a China se viu tentada a entrar de forma fulminante no vácuo que nós deixámos. E quanto a isso, existem nítidos indícios que a China se encontra em vias de tentar alcançar a supremacia mundial. Claro, não o conseguirá porque a tentativas daquelas obstam os mecanismos naturais de correcção. Todavia, entre tentá-lo e compreender que existem limites naturais à expansão, poderão surgir graves conflitos mundiais.

Os princípios de uma solução sustentável são conhecidas e só precisam de ser aplicadas.

 


 PS: Vejam os restantes vídeos.São de uma clareza extraordinária.

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Terça-feira, 27.09.11

O Século XXI será dominado pela China?

por Luis Moreira às 12:00

Se o Ocidente esquecer as seis condições que Fergurson identificou como base do seu sucesso, então é natural que perca a sua condição de potência dominante, não já pela presença dos exércitos mas pela força da tecnologia e das suas ideias.

Se a geografia que permitiu ao Ocidente descobrir os combustíveis fósseis e prejudicou a China, pois esta estava demasiado longe de um território como a América para onde o ocidente se expandiu, conta hoje muito menos, a rivalidade de potências colocadas frente a frente pode levar a um confronto final e fatal.

Ora a China descobriu o mar muito antes dos portugueses, inventou a imprensa de caracteres móveis muito mais cedo que o Ocidente, que teve precocemente o seu "Renascimento", que esteve mesmo à beira de desencadear a sua Revolução Industrial uns séculos antes da Inglaterra, parou no tempo.

Isto permitiu que o Ocidente no século XVI retomasse o domínio global com o formidável salto da Revolução Industrial.

Só a colaboração entre  a China e os EUA pode salvar o mundo.

PS: JMF - Público

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Sábado, 30.07.11

"Qual a maneira de mandarmos o mercado chinês para fora do mundo ocidental?"

por Rolf Dahmer às 16:03

Resposta ao mail de uma amiga:

“ Olha lá já que consegues ver (adivinhar) tanta coisa a longo prazo, responde-me qual a maneira de mandarmos o mercado chinês para fora do mundo ocidental. É possível agora que chegámos a este ponto? Só vejo uma maneira: aumentar o preço da mão de obra na China. Como? Há-de chegar essa altura. Num futuro não muito distante aquela gente (povo) acordará! O mundo ocidental acordou tarde para este perigo, não se preparou, isto é a minha visão de leiga!”

“O que faz um homem de ciência não é a posse de conhecimento, mas a busca obstinada e audaciosamente crítica da verdade.”

Sir Karl R. Popper, filósofo e teórico da ciência

Sim, costumo ver (adivinhar não) as consequências das actuais tendências e dos nossos actos a longo prazo – mas logo quando aparece um novo conhecimento contrário à tendência ainda a decorrer, corrijo. Sempre de acordo com o “critério da verdade” do saudoso filósofo da ciência, Sir Karl Popper. (Exemplo: a afirmação “todos os cisnes são brancos”, constitui uma verdade relativa até o momento em que aparece um cisne preto. Então a nova verdade será: “nem todos os cisnes são brancos”). :-)

Quanto à China, não nos devemos preocupar. Será precisamente a tendência bastante agressiva para a supremacia mundial deste país e o seu egocentrismo primário, que o fará abrandar. De facto, a China, presumivelmente, tropeçará nas suas próprias contradições internas e acabará “amaciado” – oxalá sem maiores perturbações sociais. Por outras palavras: a actual ascensão sócio-económica do país – grandes camadas da sociedade transitam para uma classe média em rápido crescimento –, fará com que aquelas camadas exigirão cada vez mais direitos civis. E como a plena liberdade sócio-económica, cultural e ecológica – é esta a tendência! – só pode existir em democracia, os chineses nos próximos anos ou décadas, terão que enfrentar muitos revéses. Ficarão então conscientes sobretudo do desastre ecológica que estão a causar e que acabará por limitar a sua liberdade de movimentos. Oxalá que tenham sorte e encontrem, tal como outrora os espanhóis em 1975, uma transição pacífica para a democracia.

Qual a maneira de mandarmos o mercado chinês para fora do mundo ocidental? Ora bem, em primeiro lugar nunca devemos perseguir este objectivo, pois este levar-nos-ia a grandes e perigosas tensões.

Aqui vale por um lado: os custos com a mão de obra na China, devido à enorme expansão económica, já estão a subir em flecha – automaticamente. (Portanto, aumentar os preços da mão de obra, p.ex. por ordem do governo, não é necessário – e, aliás, todas essas tentativa que possa ter havido no mundo, acabaram por fracassar, pois trata-se de uma acção cibernética entre oferta e procura que não deve ser perturbada). Portanto, com os preços dos produtos chineses a subrir, a procura abrandará.

Por outro lado vale: com a UE (e os EUA) em vias de crescente declínio, a procura de produtos chineses também abrandará – apesar dos preços ainda relativamente baixos. De facto, os consumidores irão pensar duas vezes antes de comprar seja o que for, mesmo que seja um artigo barato. Além disso, o mais importante são as nossas medidas – obviamente não agressivas – que deveremos implementar. Uma vez que a era da governação dos “carapaus de corrida” e a respectiva tendência de consumo fácil e fútil se encontra em vias de acabar, as nossas indústrias deverão – forte e feio! – começar a desenvolver produtos que deixando de servir o mero objectivo de acalmar os “nervos em franja” através do consumo (escrevi sobre o tema em 2008) , servirão simplesmente para viver.  Na verdade, porventura, os chineses em 2020 poderão lançar no mercado cópias perfeitas do VW, Mercedes e do BMW a metade do preço, mas quem vai querer comprá-los se nós, o ocidente, entretanto nos encontramos – pressumivelmente forçados para tal - num novo e diverso paradigma com prioridades e necessidades totalmente diferentes ? (Os poucos com dinheiro, que então ainda vão querer adquirir esses produtos, comprarão o orginial – se as respectivas fábricas e gamas de produto ainda existirem, claro).

“Quem compra o que não precisa, venderá o que precisa.” (Provérbio Árabe)

Sim, o mundo ocidental e não só ele, acordou tarde perante aquilo que actualmente se nos apresenta como perigo – precisamente por causa da nossa maneira linear de pensar e agir. Se não fosse assim, teríamos visto no alegado “perigo amarelo” uma oportunidade.

Como podes ver, tudo no mundo se encontra sujeito a forças superiores que incansavelmente só visam uma coisa: manter e/ou restabelecer o equilíbrios dos sistemas. Assim, se alguns chicos espertos – governantes e líderes económicos – se excedem, serão corrigidos de forma mais ou menos violenta – infelizmente também nós que nos encontramos por perto. É exactamente isso que actualmente sentimos na própria carne. Existe, contudo, uma maneira para sobreviver, a nível individual e empresarial, estas situações, sem sermos lesados pelos “ricochetes”:

 

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