Quarta-feira, 02.05.12

Arménio carlos: Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas",

por Luis Moreira às 10:00

Arménio Carlos:

O secretário-geral da CGTP responsabilizou hoje os Governos portugueses das últimas décadas pela atual situação económica do país, acusando-os de terem desenvolvido políticas de destruição do aparelho produtivo e de promoverem injustiças e desigualdades sociais.

Arménio Carlos, Na intervenção que fez no final da manifestação do Dia do Trabalhador, falou no elevado nível de desemprego, nos cortes de salários e subsídio de férias e de Natal do setor público, no congelamento e redução de pensões, na redução do subsídio de desemprego e de outras prestações sociais.

"Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas", disse perante milhares de pessoas que ocuparam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

Enquanto houve dinheiro, melhor, enquanto houve onde ir pedi-lo emprestado ou quando o dinheiro vinha em forma de "Fundos comunitários" ninguém deu por nada. O problema é quando "o farsolas" falta e não há mais. Todos gritam, todos se indignam, mas o mal já estava feito há muito. O Arménio Carlos já percebeu!

Terça-feira, 01.05.12

Lá estive na Alameda

por Luis Moreira às 22:38

Como todos os anos, junto à barraquinha do "comes e bebes", ajuntamento do pessoal habitual. Malta de todas as matizes com predominância para o "vermelhão". Estes sobem a Almirante Reis o que faz que o grupo só esteja completo lá para as 5 da tarde.

Muita gente como habitualmente, mas não tanta como o "speaker" nos quer fazer crer. Resposta às palavras de ordem também já não saem com a prontidão habitual, a verdade é que o pessoal está cada vez mais velho.

O Arménio Carlos martela-nos os ouvidos com aquela voz sincopada e as frases contundentes e curtas para serem eficazes. Dei comigo a compará-lo ao Carvalho da Silva, bem diferente este, mais persuasivo.

Encontra-se de tudo no que diz respeito "as comissões" de protesto, camarada assine aqui, e lá está a banquinha com a folha em branco e o lápis agarrado com um cordel. E vende-se tudo como os cravos que sobraram de Abril que os Indianos vendem ao molho ao preço de um. Sem espinhos. A malta, como disse, são amigos e amigas  dois sociais - democratas as mulheres socialistas e o resto comunista. Tudo de bem com Deus e com o Diabo, lá discutimos mais uma vez os problemas eternos que ficaram para nova oportunidade e arrancamos com o lanche. Uma amiga mora mesmo ao lado da Fonte Luminosa, vamos para casa dela comer e beber e ver pela televisão o que se passa ali a cinquenta metros, ouvindo melhor .

O vinho é de Borba e o queijo daquele que cheira mal mas sabe muto bem e o chourição alentejano deixa-se comer. Um café no restaurante que fica mesmo por baixo e lá vamos para a volta da sossega. A multidão começa a dispersar rumo às camionetas que a trouxe de Setúbal e arredores.

Para o ano cá estamos com mais esperança, espero!

 

Segunda-feira, 30.04.12

CGTP e UGT de costas voltadas

por Luis Moreira às 10:00

Vem aí outro 1º de Maio e mais uma vez as centrais sindicais fazem cada qual a sua manifestação. Nunca percebi esta confusão. Porque do que se trata é o 1º de Maio, o dia do trabalhador. Mas as centrais sindicais transformaram uma festa popular numa jornada de luta e, sendo de luta, fica tudo estragado porque cada uma das centrais tem a sua própria luta e objectivos diferentes.

As palavras de ordem são as mesmas :Pelo crescimento e o emprego, contra o empobrecimento e por uma maior justiça social e melhores salários são lemas comuns às duas centrais sindicais portuguesas. Porém, CGTP e UGT voltam a comemorar amanhã, em separado, o Dia do Trabalhador, com duas manifestações, à mesma hora, na mesma cidade, Lisboa, mas em sítios diferentes. Pelo país também haverá várias iniciativas.

Diz o João Proença que tentaram inúmeras vezes junto da CGTP juntarem-se no dia do trabalhador mas que a CGTP nunca aceitou. Há diferença substancial de manifestantes afectos a cada uma das centrais e isso explica a separação.

Eu por mim vou à mesma de sempre. A da Alameda! Fica aqui perto de casa, vou a pé, encontro lá os meus amigos comunistas que já vêm cansados de andar desde o Martim Moniz , com apetite e sede. Compramos directamente ao lavrador, bom vinho, melhor queijo e chouriço e fazemos uma farra e tanto, nem discutimos nem nada, vejam só ao estado a que chegamos.

É sempre uma bela tarde!

Segunda-feira, 13.02.12

Toda a verdade sobre a Manif de Sábado

por Rogério da Costa Pereira às 11:39

Depois de o JN ter revelado um vídeo do Terreiro do Paço a encher, embora omita este pequeno pormenor -- a encher --, vídeo que, certamente por lapso, não vai além dos 40 segundos, cumpre-me o triste dever de revelar toda a verdade e afiançar que, já o Arménio discursava, a Praça apresentava o ambiente que se pode ver na fotografia supra.

Ainda a propósito, deixo o testemunho de alguém (Inês Meneses) que esteve presente: "Vê-se bem que a manifestação desce ainda e que as ruas estão ainda cheias de gente a chegar, que patética a difusão desta, e apenas desta, imagem. Vocês julgavam mesmo que todos nós que lá estivemos, que entrámos num Terreiro do Paço em que se tinha dificuldade em circular, não percebíamos a aldrabice? E que não o denunciávamos? Só o facto da imagem ter surgido só 24h depois era suficiente para tornar isto RI-DÍ-CU-LO. Shame, JN."

Sábado, 21.01.12

CGTP mentiu sobre João Proença

por Luis Moreira às 21:00

Maria Flor Pedroso confirma que Proença  afirmou em entrevista : " que houve dirigentes da CGTP que incitaram a continuar a negociar" e, não a assinar o acordo.

Enfim, a CGTP trouxe-nos a versão que mais lhe agrada ao "quanto pior melhor". Como sempre : " a verdade a que temos direito" !

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Sexta-feira, 20.01.12

Com o acordo assinado greve geral não faz sentido nenhum

por Luis Moreira às 18:21

João Proença, diz ao que vem, encosta a CGTP à parede. Pois se estão todos confiantes e se o acordo reflecte uma maioria imensa, a que título a CGTP vai fazer greve geral?

"O Governo ganhou paz social e tornou impossível a realização de uma greve geral numa altura decisiva para levar a cabo reformas estruturais. «Uma greve geral não faz sentido nenhum», diz João Proença ao SOL. O líder da UGT também não acredita que nos próximos meses «a CGTP vá por aí».

Isto entre os sindicatos está lindo. Na verdade este acordo concorre para uma estabilidade social que ata as mãos à CGTP. Mas "quem não tem cão caça com gato" por exemplo, pode avançar com greves sectoriais onde controla os sindicatos seus filiados. Com o sector dos transportes e administração Pública ( tem vários sindicatos) entra numa guerrilha de desgaste com greves todas as semanas. E eu acredito que o PCP é capaz de entrar numa "política de quanto pior melhor" juntamente com o BE e uma ala mais "esquerda" do PS, onde não não há "seguro" nenhum ( veja-se esta questão da vigilância sucessiva da Constituição pedida por vários deputados do PS) mas que não é a posição oficial do PS!

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Concertação social: as sequelas

por Francisco Clamote às 17:45
Ainda a tinta das assinaturas apostas no acordo de concertação social não secou e já António Saraiva, presidente da CIP, veio declarar que as medidas não são suficientes, pois "não tapam o vazio que a retirada da meia hora deixou". Tendo em conta a leitura que toda a comunicação social fez do acordo, salientando unanimemente que o gravoso das medidas contempladas recai por inteiro sobre os trabalhadores (e aqui temos uma boa amostragem da imprensa) estas declarações do patrão dos patrões podem ter uma dupla leitura: ou são a manifestação de alguém que "de contente rilha o dente"; ou, hipótese mais provável, nem sequer o patronato acredita no sucesso das medidas acordadas e está já, por esta forma, a arranjar desculpas para o facto de a economia portuguesa, não obstante o acordo, não sair da cepa torta.
Temo bem que este venha a ser o cenário, porque me parece provável que o aumento das horas de trabalho resultante do acordo possa vira a ser mais que compensado, negativamente, pelo aumento (inevitável) da conflitualidade laboral.
Isto quanto aos efeitos prováveis no plano da economia, porque o acordo vai ter também sequelas no plano sindical.
Muito provavelmente, admito eu, João Proença, com a assinatura aposta no acordo deve ter selado o final da sua carreira (aliás, demasiado longa) como dirigente sindical pois não estou a ver que os sindicatos filiados continuem a aceitar a sua liderança, depois de toda a inabilidade (para não dizer outra coisa) manifestada, quer durante, quer após a negociação do acordo. 
Já quanto ao futuro da UGT sou bem mais optimista do que Torres Couto, um dos seus fundadores, para quem a assinatura do acordo pode ser vista como a sua certidão de óbito. Sem dúvida que a UGT, com este acto, perdeu boa parte da sua credibilidade junto dos trabalhadores, mas tem na excessiva subordinação da CGTP às orientações do PCP, uma espécie de seguro de vida. Continuará a haver sindicatos que não aceitam a colagem da CGTP à estratégia da PCP que se norteia, tantas vezes, pelo lema do quanto pior melhor e cujos resultados estão hoje bem à vista. E, a este respeito, suponho que não é preciso acrescentar mais nada à carta: Os trabalhadores no activo e os pensionistas, designadamente, sabem do que falo.

Quinta-feira, 19.01.12

CGTP pondera processo crime contra UGT

por Luis Moreira às 12:02

Proença mentiu ao dizer que foi incentivado por dirigentes da CGTP para avançar com as negociações?

"Esta iniciativa surge na sequência de declarações de João Proença, secretário-geral da UGT, segundo as quais dirigentes do sector maioritário da Intersindical tinham pedido à UGT que assinasse com as organizações empresariais o “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” ontem subscrito sem a adesão da CGTP."

A ser mentira, Proença está de consciência pesada, embora sem motivo. Tem muitas explicações válidas para ter assinado o acordo. Trata-se de um refúgio que nesta altura vem a calhar face às criticas de vários sectores? Também não parece que seja razão válida, porque se recebeu mesmo incentivos para assinar e foi por isso que assinou, é pior a emenda...

Creio que nesta altura e nestas circunstâncias, quem usou a situação foi a CGTP por forma a liderar a contestação e aparecer como campeã da classe trabalhadora. Mas resta saber se tem razão.

Fica a possível mentira que pode consubstanciar uma difamação. Mas não mais do que isso! É preciso lembrar que uma das mais furiosas lutas entre o PS e o PCP foi a da Unicidade Sindical em que Mário Soares com Salgado Zenha impediram que o PCP tenha obtido a hegemonia e o monopólio da representação sindical dos trabalhadores, uma vitória fundamental para a implementação de Democracia em Portugal.

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Quarta-feira, 18.01.12

Sindicatos afastam-se da decisão da UGT...

por Luis Moreira às 19:15

«Não entendo a lógica de orientação das cedências da UGT em nome da competitividade nacional. Se isso é o nosso valor supremo, podemos fazer do ponto de vista sindical muitos sacrifícios desde que haja alguma perspectiva de compensação ao acordo, a médio e longo prazo, de parte do trabalho relativamente ao capital», afirmou Alan Stoleroff, em declarações à TSF."

"Eu não sei quem mais admirar: se a persistência do ministro da Economia e das pessoas que o ajudaram nisto ou se a coragem do dr. João Proença", admitiu ontem Daniel Bessa, economista e ministro da Economia no Governo de Guterres. "Acho que é preciso uma coragem enorme num lugar como o dele para aceitar estas coisas que, do meu ponto de vista, são mais importantes e mais sérias que a meia hora", defendeu."

Temos ou não acordo?


Terça-feira, 17.01.12

A CGTP tem razão diz Constança Cunha e Sá

por Luis Moreira às 16:00

Tenho que dar razão à CGTP. "«O que acontece é que de facto é que não tendo Portugal possibilidade de diminuir e desvalorizar a moeda, o que está a acontecer é que estamos a desvalorizar o valor do trabalho. Agora, o problema é que isso é muito feito muito à conta dos trabalhadores e eu aí, tenho de dar razão à CGTP porque é muito feito à conta dos trabalhadores, seja funcionários públicos, seja por trabalhadores à conta de outrem», disse.

É um facto, embora as medidas em si sejam razoáveis e fundamentais para assegurar níveis de competitividade que possam sustentar um bom nível de vida, mas é verdade que quem está a suportar o grosso da austeridade é a classe média e os trabalhadores. Também gostaria de ver uma contribuição mais activa e visivel das empresas e do Estado.

Segunda-feira, 16.01.12

Tal como com o PCP não há memória de acordo com a CGTP

por Luis Moreira às 15:30

Esta é uma verdade incontornável! Com os comunistas é assim, ou é como eles querem ou não há acordos. Como seria se algum dia fossem governo? Não fazendo acordos, não podendo governar em democracia, isto é, não fazendo acordos, governava como?

Eu concordo que há propostas em cima da mesa que são retrocessos mas há outras que são essenciais para uma maior flexibilização das empresas, o mundo muda, mudou , está a mudar.

"Carvalho da Silva afirmou que a meia-hora foi uma "chantagem" que serviu para este governo incluir um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A CGTP afirmou que o documento "é um absurdo, um desequilíbrio de relações de poder muito grande".

Nisto estou de acordo com Carvalho da Silva, esta meia hora diária de trabalho a mais não leva a lado nenhum. Mas as férias, pontes, feriados, certificados médicos aos milhares para provarem doenças nas pontes, tudo isso é uma provocação para os que são honestos e trabalham mesmo.

Tudo muda menos a mudança!

Quarta-feira, 11.01.12

A CP passou da greve para a guerrilha...

por Luis Moreira às 20:00

Um grupo de trabalhadores forçou a entrada nas instalações da empresa para entregar um protesto escrito. A luta está a passar para outro patamar. Esgotadas as greves que a maioria da população não vê com bons olhos, os trabalhadores procuram agora ser notícia.

"Os ânimos exaltaram-se entre os funcionários e a polícia, quando os manifestantes passaram uma faixa de protesto para entrar no edifício e entregarem um documento reivindicativo à administração.
Segundo a Antena 1, os trabalhadores estavam concentrados à porta das instalações da administração da CP, em Lisboa. Forçando o cordão policial, passaram o portão de entrada das instalações e percorreram rapidamente o pátio que dá acesso à porta de entrada do edifício, gerando-se alguma confusão entre os manifestantes e a polícia, relatou a mesma rádio."

O PCP avisou e a CGTP também que o essencial da luta se travaria na "rua em forma de protesto".

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Terça-feira, 01.11.11

Eu não adiro ...

por Luis Moreira às 11:00
Mas fica aqui a informação!

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