Quarta-feira, 04.04.12

O líder do PS/Aveiro e antigo presidente da JS Pedro Nuno Santos explicou hoje à Lusa a sua demissão da vice-presidência do grupo parlamentar socialista por "divergências políticas em matérias estruturantes" com a liderança do partido (SICN)

por Rogério da Costa Pereira às 19:03

E como votou Pedro Nuno Santos a reforma do Código? Hum? Pois!, a famigerada disciplina partidária. OK, não sejamos mauzinhos; afastar-se daquela gente já é um bom princípio. E reconhecer que a austeridade é um erro outro ainda melhor.

Por outro lado, começa a debandada. O último apaga a luz.

Seguro, lá terás de mudar de apelido.

Esta vou assistir de cadeira, lembrando-me sempre (de sorriso, confesso) de como um teu compagnon de route me asseverou que ainda me havias de surpreender. Não se enganou. Nunca pensei ver o PS descer tão baixo.

Sábado, 18.02.12

Inábil, até no uso da tesoura

por Francisco Clamote às 19:37

 

António José Seguro acusa o primeiro-ministro Coelho de só encontrar respostas para os problemas do país, "na ponta de uma tesoura". Diz Seguro e diz bem. O maior problema, porém, é que Coelho nem a tesoura sabe usar. Ao cortar dá sempre cabo do "pano", porque, além de desajeitado, não é capaz de medir o tamanho da "fazenda".
Os números da chaga do desemprego recorde e da quebra continuada da actividade económica, sem fim à vista, estão aí para o comprovar. Até os cortes na despesa lhe saem ao contrário. Por exemplo, soube-se hoje, que apesar dos cortes impostos, os prejuízos das empresas públicas aumentaram 38,5%, atingindo, em números redondos, 1,5 mil milhões de euros.
Com Cavaco escondido atrás do reposteiro, no Palácio de Belém e o governo do país entregue a uns quantos autistas, incapazes de inverter a política do empobrecimento "custe o que custar";  e a outros tantos "Álvaros", incapazes de um rasgo, Portugal segue a "Passos" largos para uma tragédia à grega.
Quem for vivo, verá.

Domingo, 06.11.11

À procura de oposição credível

por Francisco Clamote às 19:53
António José Seguro é, quer se queira, quer não, uma inesgotável fonte de surpresas. Hoje saiu-se com esta: "A abstenção do PS vai ser violenta mas construtiva". 
Não fora a adversativa, a estas horas ainda estaria a tremer perante a "violência" da abstenção anunciada por Seguro!
A afirmação é a tal ponto ridícula que é caso para que alguém o aconselhe a que se abstenha de fazer afirmações como esta, porque não vejo como é que, trilhando este caminho, pode o PS chegar a parte alguma. 
Se, como Seguro diz (e é verdade) o Orçamento contém "medidas violentas e profundamente injustas" e se ele já decidiu que o PS se vai abster, obtenha ou não ganho de causa em relação às propostas que o PS vai apresentar, o melhor que tem a fazer é ficar calado, porque a retórica usada como justificação "Este não é o meu orçamento mas os interesses de Portugal estão primeiro" não só não tem ponta por onde se lhe pegue, como revela que Seguro está equivocado sobre os interesses do país. 
É que não estando em causa a aprovação do Orçamento, porque o executivo dispõe duma maioria no Parlamento que lhe garante a aprovação, o interesse do país passa por ter uma oposição activa e não amorfa à moda de Seguro. 
Uma abstenção condicionada à aceitação de algumas propostas que minorassem a injustiça deste orçamento, até poderia fazer algum sentido. Seguro, porém, é tão inábil que nem sequer soube aproveitar a inesperada ajuda de Cavaco que, por uma vez, ergueu a voz para chamar a atenção sobre a iniquidade deste orçamento.
Seguro é, seguramente, um caso perdido, o que, em boa verdade, não me preocupa. O que lamento  sinceramente é que, com ele a liderar o PS, o país nem sequer dispõe duma oposição credível. Isto, na altura em que mais falta fazia.

Sábado, 05.11.11

Uma aposta perdida e uma Petição em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos

por Rogério da Costa Pereira às 00:31

"Um dia ele ainda te vai surpreender, vais ver. Tu não estás a par, não sabes da missa metade". Perdi a aposta; realmente, nem nos meus piores sonhos esperei algo assim. Este homem, seguro de nome, é a personificação do coxear político, do medo em geral e também do medo de honrar o partido do qual é secretário-geral presidente. Do medo de ser gente, apenas porque não quer ser igual à oposição grega (excelente referência). Eis pois refeita a União Nacional, nome escolhido por Salazar para o silêncio, que entendia que "partidos" eram sinónimos de partir.

À falta de partidos, esse excesso democrático, fica a Petição em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos, que de seguida assino. Eis alguns dos actuais 1902 subscritores, tudo gente insana, que nada sabe de números, nem da importância que uma percentagem tem na nossa vida: Alfredo Barroso, Ana Benavente, André Freire, António Arnaut, António Costa Pinto, António Avelãs, Elísio Estanque, Eurico Figueiredo,Frei Bento Domingues, João Caupers, Jorge Miranda, Jorge Reis Novais, José Adelino Maltez, Marina Costa Lobo, Nuno Portas, Pedro Adão e Silva, Pedro Marques Lopes. Abaixo subscrevem, para além do mais: "Essas medidas, que comprimem brutalmente o nível de vida dos portugueses, são múltiplas: a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; a eliminação das promoções e progressões na carreira, bem como o corte de salários (entre 5 e 10 por cento), apenas para a função pública (FP); o aumento de meia hora de trabalho diário para o sector privado; o brutal aumento da carga fiscal, sobretudo sobre consumidores e assalariados, ampliando o fosso de rendimentos entre capital e trabalho e as desigualdades sociais, num dos países mais desiguais da UE." 

«Brutal», «excessivo», «iníquo», «desproporcionado», «desrazoável», «gravíssimo», «punitivo», eis o Orçamento de Estado 2012. Não o subscrevam, caso queiram, aqui.

Sexta-feira, 04.11.11

Os inSeguros (e o trabalho que me poupam, que está tudo dito)

por Rogério da Costa Pereira às 23:18

  • "(...) Sejamos claros: o que esta decisão mostra, preto no branco, é que este Partido Socialista como tal (não grande parte dos seus militantes, como é óbvio) saiu mesmo, esperemos que provisoriamente, do campo de batalha da esquerda, por muito condescendente que se seja na definição dos limites da mesma. Resta-lhe o terceiro lugar no pódio do arco da (tristíssima) governabilidade – lugar que até está livre, quem sabe se à sua espera (...)" [Joana Lopes]
  • "(...) Para mim tudo se resume a uma pergunta: este é um orçamento necessário ao país ou um ataque liberal a pretexto das dificuldades que atravessamos? Parece evidente que é o segundo caso e isso impede o PS de equacionar apoiá-lo. Assim sendo, o que está em causa é onde deve estar o PS, não é o IVA dos restaurantes. Deve o PS estar nos debates que aí vêm nos próximos anos à frente da oposição, como seu maior partido e maior partido da esquerda portuguesa? Ou, pelo contrário, caucionar pelo silêncio ou a discrição o dito ataque liberal? O instinto centrista do PS leva-o pelo segundo caminho e a abstenção no OE 2012. A intuição de liderança da esquerda leva-o pelo primeiro e impõe já o voto contra. Este é que e o verdadeiro momento de definição do que será o novo ciclo político do PS. (...) [Paulo Pedroso]
  • "(...) Estamos falados quanto a esta direcção do PS. António José Seguro faz ofício de corpo presente, quer dizer, vota nim - independentemente do conteúdo do documento e independentemente da atitude da maioria quanto ao debate da proposta. A politiquice sobrepõe-se à política. Política é contrastar propostas, bater-se por elas, aquilatar do mérito relativo de cada posição, argumentar, representar ideias alternativas. Politiquice é ficar pelo aspecto geral das coisas. Seguro fica pela politiquice quando entrega os pontos (diz o que vai votar) sem apresentar as suas alternativas, sem dizer o que quer. Será que, afinal, o PS não quer nada de diferente do que propõe o governo? Ou será que o PS não faz ideia nenhuma de como fazer diferente? Isso seria grave, porque a única maneira de não exilar a política para a rua é manter a política (a alternativa) a funcionar dentro das instituições. (...)" [Porfírio Silva]
  • "(...) Nada obriga o PS a caucionar medidas que extrapolam o compromisso assumido no Memorando de Entendimento com atroika. Sempre que as relações pessoais entre os dirigentes máximos do PS e do PSD se sobrepuseram aos interesses nacionais (como aconteceu com Guterres e Marcelo e acontece agora com Passos e Seguro), quem perde é o país, a democracia e o PS. Ao afirmar que a abstenção do PS representa «um voto a favor da viabilidade da continuação de Portugal na zona euro», argumento que por si só justifica o voto contra, Seguro ultrapassou a linha da decência. (...)" [Eduardo Pitta]

Domingo, 24.07.11

Ainda a propósito de José Seguro

por Rogério da Costa Pereira às 01:57

Assim comentou Maria Monteiro, no facebook da pegada, o meu post "O PS escolheu-se, em detrimento do país": «já começou a poupar no carimbo: JS»

O PS escolheu-se, em detrimento do país

por Rogério da Costa Pereira às 01:00

E eu, como militante que não sou, não vou aceitar a escolha. Obviamente, não poderei fazer mais do que ir por aqui mandando umas postas de pescada, mas a verdade é que Portugal encontra-se, neste singular momento, na singular posição de não ter uma oposição -- e se ela era precisa (reitero que o PC e o aglomerado de que o Anacleto Louçã é dono não entram nestas contas, por motivos por demais notórios e que não carecem de prova).

Sinto-me magoado e desnorteado, sem saber para onde me virar. Temo pelo futuro do meu filho e começo a ter receio de não ter meios para o ir visitar no país que ele vai escolher para viver (olhai a espécie de parábola, por favor). Sócrates disse um dia que com Passos Coelho tinha finalmente alguém para dançar o tango. Passos Coelho estará agora a abrir uma garrafa de espumante do Lidl, sabendo que, doravante, pode dançar o tango sozinho. A merda, a grande merda, é que o tango dança-se a dois. 

Diz-me que Governo tens e que Oposição tens e dir-te-ei quem és. Neste momento, a resposta é a que é.

PS - Começou, neste preciso instante, a dança das cadeiras. Muitos boys estarão a tremer (e ainda bem), outros esfregam as mãos de contentes (excluo daqui as pessoas sérias -- como o meu grande amigo JPP --, que se limitaram a apostar no cavalo errado). É assim em todos os partidos, foi assim no PSD, será assim no PS. É natural? A porra é que é natural. Mas é um facto da vida, que temos de aceitar enquanto abanamos o rabinho para receber a festa do dono. Assim é Portugal, onde o mérito de nada vale.

PPS - Este post foi escrito com muita mágoa e à desgarrada; se um dia o tiver que dar por mal-dito, assim farei (é, aliás, esse o meu desejo).

Sexta-feira, 22.07.11

Francisco Assis vs Tó-Zé Seguro (reloaded*)

por Rogério da Costa Pereira às 23:23

 

Pelo que me vai chegando, daqui e dali, parece já ser certo que Seguro vai ganhar as eleições internas do PS (e não vai ser por pouco). Lamento imenso; lamento que um dos melhores tribunos e parlamentares de sempre seja assim relegado para um plano secundário; lamento que o PS afunde um homem que foi fazendo a “ponte impossível” entre Sócrates e a realidade; lamento que Assis, empenhado no país, perca para Seguro, empenhado no aparelhismo; lamento, mais que tudo, que o PS queira à força afastar-se da realidade: o gentio que vota não conhece Seguro e admira Assis. Lamento, em suma, que o PS ouse pensar que Seguro algum dia será Primeiro-Ministro (tal jamais acontecerá). E, mais que tudo, lamento que alguns dos que vão votar Seguro o façam pensando que este líder é para queimar; e que Assis é para guardar. Os próximos tempos vão ser duros para Passos Coelho e o próximo secretário-geral do PS poderia vir a ser Primeiro-Ministro. Poderia, se fosse Assis. Termino, lamentando − hoje estou uma carpideira – que os seis anos de luta de Assis pelo País não batam os seis anos de “guerrilha” de Seguro pelo PS.

Ainda uma última coisa, à laia de “para bom entendedor…”, Seguro não é o Passos Coelho do PS e Assis jamais seria a continuação de Sócrates − basta ver que o afamado Luís Bernardo, braço esquerdo e direito de Sócrates (o do “ó Luís, fico melhor assim ou assim?”), apoia Seguro.

Para mim, que não sou militante, é extremamente revelador que Seguro pouco se mostre, que Seguro não queira debater, em sinal aberto, com Assis. Percebo-o; Seguro está seguro que, além-partido, seria cilindrado na praça pública e que isso teria reflexo nos resultados finais.

Em Portugal (e Portugal é um “pouquinho” maior que o PS), Seguro não é ninguém. Assis é Assis. 

 

*Em vésperas das eleições no PS, aproveito para puxar cá para cima os posts que, a propósito, publiquei. O primeiro é o de cima; deixo os links para os que se lhe seguiram: cinturão vermelhoBem calçado vai para a fonte. Tó-Zé, pela calada; vai seguro e afectuosoAssis vs Seguro, o debate (o tal que Seguro permitiu). E, já agora, fica também a pouco concorrida sondagem, cujo resultado até agora (Assis, 67% - Seguro 33%), ao que tudo indica, ficará como wishful thinking

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Quarta-feira, 13.07.11

Assis vs Seguro, o debate (o tal que Seguro permitiu)

por Rogério da Costa Pereira às 00:53

Assis vs Seguro.jpg

Do lado esquerdo da imagem, o "Novo Ciclo", alguém que assevera que um oceano inteiro o separa de Passos Coelho (nesta parte, lamentei que a coisa não fosse geograficamente verdade). Numa coisa Seguro tem razão, ele nada tem a ver com o actual PM. Fica a léguas dele. Com Seguro na liderança do maior partido da oposição, simplesmente não vamos ter oposição (o PC e o partido propriedade do Louçã não entram nestas contas).

Mas, afinal, que propõem Seguro e o seu peregrino laboratório de ideias? Um PS "fiel à sua matriz fundacional", "uma grande identidade ideológica". Tudo coisas que só uma mente brilhante se lembraria de, em pleno 2011 e no meio de uma crise como esta, trazer para uma campanha eleitoral interna. Já estou a ver os adeptos da "esquerda reinventada": "ele vai voltar a fidelizar-nos à nossa matriz fundacional! É mesmo isto que é preciso!"

Bem, se Seguro trouxe a cartilha e leu o primeiro mandamento, Assis desceu ao concreto e explicou como deve o PS enfrentar os próximos quatro anos. Como deve o PS enfrentar o próximo mês e o mês seguinte. Em suma, Seguro manteve-se fiel à ideia que eu já tinha dele: trata-se, politicamente, de um diseur de vacuidades, sempre de piscadela de olho armada para o aparelho que o governa. Assis foi Assis; deixou o laboratório em casa e trouxe as propostas para a mesa de debate. Dizer que isto se equiparou a um combate desigual é, portanto, dizer pouco. Quem não viu, visse! Para quem vai votar Seguro e dar-lhe a vitória: "Fizeste a cama agora deita-te nela".

PS: a propósito, a sondagem que aqui lancei há uns tempos e que ficou algo esquecida nas catacumbas, vai assim.

Segunda-feira, 11.07.11

Bem calçado vai para a fonte. Tó-Zé, pela calada; vai seguro e afectuoso

por Rogério da Costa Pereira às 21:38

Miguel Sousa Tavares qualificou o que Seguro tem feito no PS, durante os últimos seis anos, como caciquismo. Na verdade, e como já disse algures por aqui, enquanto Assis deu a cara pelo PS nos piores momentos, Seguro terá andado de porta em porta, oculto ao país, a espalhar a tal da política dos afectos. Doutra forma, não se percebe como raio aparece agora nesta posição de quase-vencedor, recusando debates com Assis e fechando ao país dois do três que ele próprio decretou. Para este carismático, afectuoso e futuro líder da oposição, as eleições parecem não passar de um mero formalismo. E se ele, que domina o aparelho, tem tanta certeza de que será assim é porque será mesmo assim. Seguro vai seguro. Portanto, e como as palavras valem o que valem, parece-me adequada a escolha que MST fez para qualificar a acção de Seguro. O que mais me entristece é que o PS vá nisto e escolha para líder um imenso lugar-comum. Serão quatro anos de uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Na minha qualificação, pesa também a noite da derrota de Sócrates, a mesma noite em que Seguro puxou para si, da forma como o fez, os holofotes que ali se encontravam para o funeral do, então recente, ex-PM.

Quarta-feira, 29.06.11

E Seguro lá aceitou o frente-a-frente...

por Rogério da Costa Pereira às 22:14

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Sábado, 25.06.11

Cinturão vermelho*

por Rogério da Costa Pereira às 20:00

*Vê-se que o Luís Bernardo ainda não começou a trabalhar.

Domingo, 12.06.11

Secretário-Geral do Partido Socialista

por Rogério da Costa Pereira às 04:19
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Antonio Jose Seguro Francisco Assis   

Até 23 de Julho, esta mini-sondagem vai andar aqui por cima (quando me der na telha, uma vez por semana ou isso, puxo-a para cá). Não a coloco na coluna da direita por motivos óbvios: este é um blogue que ronda as 100 visitas diárias. Trata-se de uma aposta que fiz comigo: quem perder paga um jantar. Peço-vos apenas (pedir não custa) que votem naquele que considerem ser o melhor (no poder ou na oposição) para o país, ou para o que resta dele, não naquele que é melhor para o vosso partido ou, em sendo o caso, para a vossa, digamos, situação profissional...

 

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