"Um dia ele ainda te vai surpreender, vais ver. Tu não estás a par, não sabes da missa metade". Perdi a aposta; realmente, nem nos meus piores sonhos esperei algo assim. Este homem, seguro de nome, é a personificação do coxear político, do medo em geral e também do medo de honrar o partido do qual é secretário-geral presidente. Do medo de ser gente, apenas porque não quer ser igual à oposição grega (excelente referência). Eis pois refeita a União Nacional, nome escolhido por Salazar para o silêncio, que entendia que "partidos" eram sinónimos de partir.
À falta de partidos, esse excesso democrático, fica a Petição em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos, que de seguida assino. Eis alguns dos actuais 1902 subscritores, tudo gente insana, que nada sabe de números, nem da importância que uma percentagem tem na nossa vida: Alfredo Barroso, Ana Benavente, André Freire, António Arnaut, António Costa Pinto, António Avelãs, Elísio Estanque, Eurico Figueiredo,Frei Bento Domingues, João Caupers, Jorge Miranda, Jorge Reis Novais, José Adelino Maltez, Marina Costa Lobo, Nuno Portas, Pedro Adão e Silva, Pedro Marques Lopes. Abaixo subscrevem, para além do mais: "Essas medidas, que comprimem brutalmente o nível de vida dos portugueses, são múltiplas: a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; a eliminação das promoções e progressões na carreira, bem como o corte de salários (entre 5 e 10 por cento), apenas para a função pública (FP); o aumento de meia hora de trabalho diário para o sector privado; o brutal aumento da carga fiscal, sobretudo sobre consumidores e assalariados, ampliando o fosso de rendimentos entre capital e trabalho e as desigualdades sociais, num dos países mais desiguais da UE."
«Brutal», «excessivo», «iníquo», «desproporcionado», «desrazoável», «gravíssimo», «punitivo», eis o Orçamento de Estado 2012. Não o subscrevam, caso queiram, aqui.