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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



O IV REICH − DEUTSCHLAND, DEUTSCHLAND ÜBER ALLES… *

por Rogério Costa Pereira, em 03.03.14

Quando partimos da parte para definir o todo corremos o risco de generalizar; e quando generalizamos cometemos injustiças, porque necessariamente excluímos ou incluímos no todo algo que, por Princípio, mereceria ser considerado à parte. E tratado como tal.

Inventei esta espécie de trava-línguas de má colheita para avisar que, ao dizer o que vou dizer, necessariamente cometerei injustiças. Porque nem todos os alemães são iguais (adiante explicarei o propósito disto). Mas são injustiças medidas, calculadas, submetidas a uma espécie de Princípio da Concordância Prática.

Normalmente, este Princípio é usado quando se verifica o confronto de dois Direitos e um tem de prevalecer sobre o outro – veja-se a questão da Liberdade de Imprensa versus o Direito à reserva sobre a Intimidade da Vida Privada; até que ponto é legítimo um jornalista revelar factos da vida privada de quem quer que seja?

A resposta tem de ser dada caso a caso. Será legítimo um jornalista dizer que o vice-Primeiro Ministro é homossexual? Obviamente que não. E se esse mesmo político for o líder de um partido que tem como uma das bandeiras a luta contra o casamento entre homossexuais? Aí a coisa complica-se. Mas a resposta, para mim, continua a ser não. E podíamos ir por aí adiante com esse vice-Primeiro Ministro. Ou então mudar de assunto.

Não mudemos de assunto. E se um jornalista seguir o conselho de Ana Gomes que, no programa Conselho Superior, da Antena 1, disse, antes da formação do actual Governo, em 7 de Junho de 2011, o que foi resumido (presumo que por um jornalista) assim?: «Em relação à formação do Executivo, a eurodeputada socialista defende que os meios de comunicação social devem assumir o seu papel de contribuir para a transparência do passado dos políticos, nomeadamente do presidente do CDS-PP, Paulo Portas. Ana Gomes acredita que estão em causa a idoneidade e credibilidade pessoais e políticas de Paulo Portas para voltar a desempenhar cargos governamentais e lembra o caso dos submarinos. Ana Gomes vai mais longe e acusa Paulo Portas de ter encetado uma “campanha de desinformação” e de calúnia de dirigentes socialistas, associando-os ao processo Casa Pia.»

Mas Ana Gomes foi ainda mais longe e falou de “dois ministros do Governo de Durão Barroso que fariam investidas em meios de prostituição, um deles até disfarçado de cabeleira postiça”. E termina, alertando a Imprensa para que “não digam que não sabiam e que não foram avisados.”. Na altura não tive dúvidas, e referi-me a Ana Gomes como alguém que toca-e-foge, mas deixa as incumbências e os trabalhos sujos para os outros. Mas, no que aqui interessa, ficou o desafio de Ana Gomes à Imprensa. Investiguem e revelem o passado de Paulo Portas. E a verdade é que nem a Imprensa investigou (o que Ana Gomes insinua que a Imprensa já sabe), nem Paulo Portas moveu qualquer processo contra Ana Gomes. Só isto dava uma notícia.

Mas e se um jornalista investigasse? E se um jornalista escrevesse sobre “os dois ministros do Governo de Durão Barroso que fariam investidas em meios de prostituição, um deles até disfarçado de cabeleira postiça”? Seria legítima esta invasão, por um jornalista, na vida privada dos tais “dois ministros do Governo de Durão Barroso”? Se o benefício adveniente dessa intromissão resultasse em ganhos para o país, obviamente que a mesma estaria legitimada.

Em suma, Concordância Prática de Direitos é isso mesmo. Colocá-los, na prática, em concurso e, perante a impossibilidade de ambos se exercerem na plenitude, verificar qual deve prevalecer. Olhando, com bom-senso, os deves e os haveres. Os ganhos e os perderes.

Apliquemos agora este mesmo Princípio, ainda que violentado, à tentacular Alemanha de agora. Será possível legitimar a injustiça em que se traduz a violenta generalização de afirmar que todos os alemães são iguais? E qual a importância de tão ingrata tarefa?

Vamos a factos.

A Alemanha entre 1914 e 1945 tentou por duas vezes dominar a Europa e, em medidas diferentes, praticamente a reduziu a escombros (em termos físicos, económicos, políticos e sociais). Sendo que de ambas as vezes o domínio da Europa seria o trampolim para o domínio do mundo. Esta questão aparece para além do explícito quando propagandeado pelo ideal nazi. Um império de mil anos, imutável e perfeito à imagem da “raça alemã” (o que quer que isso seja). Não me vou alongar em questões como o “misticismo nazi”, que é por muitos visto como a trave mestra do “ideal ariano”; mistura de esoterismo, fanatismo, megalomania, homofobia, racismo, anti-semitismo, xenofobia e demais maleitas congéneres. Basta dizer que a ideia assenta no facto de o nazismo ser a religião e o führer o deus.

A questão é, pois, elementar. Em cerca de 30 anos, a Alemanha (vou aqui ser simplista e chamar-lhe apenas Alemanha; na verdade há mais do que uma Alemanha) foi a génesis das duas grandes guerras convencionais à escala global. Durante a II Guerra Mundial, já com os aliados portas adentro, os alemães (e aqui vem a primeira generalização) ficaram com Hitler até ao fim. Já Hitler se tinha reduzido à sua primeira essência de cobarde, encafuando-se num buraco e terminado com a infeliz nascida que mudou a rota do planeta, e continuavam os alemães a lutar por esse desatino genocida de um louco com voz de rádio.

Mais factos.

Século XXI; eis de novo a Alemanha como potência económica mundial. E eis de novo a Alemanha, reunificada desde 1989, com ganas de dominar o mundo. Há, desta feita, uma nada ténue diferença para as vezes anteriores. É que em 2013 a Alemanha está efectivamente a comandar os destinos, no terreno, de pelo menos três países; Chipre, Grécia e Portugal. E com ganas de o alcançar em tantos quanto possa, o que rapidamente conseguirá, se os homens de bem e sem preço marcado na testa não se mexerem. Espanha, Itália, França, Holanda. E caídos estes, os restantes vêm com o troco. Omito propositadamente a Irlanda, porque não passou de um ensaio. Um teste à Inglaterra. E a Inglaterra é (são), por razões históricas, económicas e geográficas, “outros quinhentos”.

Ainda mais factos.

E agora vou apenas limitar-me ao que não oferece dúvida. Ao que nos toca, embora na Grécia as coisas não sejam muito diferentes. Desde que permitimos, empurrados pelo actual Governo, a entrada da troika em Portugal, quantas vidas se perderam? Entre suicídios, doença, fome, frio; ou “apenas dor e mágoa”. Quantos morreram antes de tempo e quantos não chegaram a nascer? Quantos emigraram? Quantos não imigraram?

Mas há algo que devo esclarecer, sob pena de estas palavras perderem aqui o sentido. Estarei, de forma abusiva, a confundir a troika com a Alemanha? E os infames mercados e as agências de rating?; e bildenberg e o Goldman Sachs? Obviamente, nem tudo isto é Alemanha, basta atentar no declarado ódio visceral que Merkel tem ao Goldman Sachs. Quanto ao triunvirato “Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional” estamos conversados. Os dois primeiros são notoriamente marionetas da Alemanha e o FMI é uma espécie de sempre-em-pé onde haja tostão para extorquir. Alemanha, pois. Os mercados, as agências de rating, bildenberg e o Goldman Sachs, não sendo dominados pela Alemanha − que apenas terá algum poder partilhado nos três primeiros e alguns agentes infiltrados no último −, não vão muito além da agiotagem em grande escala, sem pretensões de ocupar efectivamente o terreno. E a Alemanha, com brio e vocação, aproveita o que mais lhe interessa, a médio e longo prazo. A germanização da Europa. Um império de mil anos, imutável e perfeito.

E, com esta conjugação de factores, teremos em breve um Portugal que manterá o nome como mera referência geográfica. O Algarve e parte do Litoral Alentejano serão uma espécie de Flórida europeia, onde os boches virão morrer no descanso do führer. No resto do país, uma China a custo zero. Trabalho escravo. Construir aqui, espetar a etiqueta “Made in Germany” (ao “made in” não podem eles fugir) e vender para o resto do mundo.   

Apliquemos agora a esta loucura, quiçá minha, o tal Princípio da Concordância Prática, ainda que necessariamente adulterado.

De um lado temos uma nação próspera, organizada como nenhuma outra, que pé ante pé se foi recuperando, também graças a um Mundo que lhe garantiu rédea solta e lhe tirou o açaime. Uma nação que vive numa Democracia interna bem mais saudável do que a nossa (suprema ironia). Um país repleto de fervorosos cidadãos, que exercem cidadania efectiva.

Do outro lado, temos todos os factos atrás elencados. Aquilo que, sem arriscar, chamo de IV Reich. Por mera curiosidade − ou nem por isso −, diga-se que esta expressão, IV Reich, foi usada pela primeira vez por Rudolf Hess, já depois do Julgamento de Nuremberga, quando grunhiu algo como “eu serei o führer do IV Reich”. Não calhou. Mas a verdade é que calhou o sacana morrer tarde, já com 93 anos, em 1987. Teorias acerca das causas da sua morte não faltam, mas a maís razoável, atendendo ao facto de o bicho estar cego e praticamente não se conseguir mexer, é que tenha mesmo sido assassinado e o suicídio “versão oficial” não passar de uma emenda bem pior que o soneto. Adiante.

Ser-me-á, perante tais factos, legítimo cometer a injustiça de enfiar todos os alemães no mesmo saco e olhá-los por igual, porque não há tempo para fazer distinções? Ver em cada alemão um inimigo só porque é alemão? Por natureza (minha) diria que não, que mais vale ousar a injustiça de deixar em liberdade mil culpados, do que a maior injustiça de prender um inocente. [e agora entrem os violinos]

E se em vez do Euro, a arma fosse de guerra convencional? E se em condições “ideais” cada alemão fosse agora chamado de volta às trincheiras?; chamado de volta ao viver e matar hitleriano? Os netos da Alemanha genocida estariam aí para as curvas? Se sempre estiveram (ainda não passaram 100 anos sobre a Primeira Guerra Mundial), se economicamente estão… Se para um alemão de classe média viver ao estilo “Deutschland,Deutschland über alles” é necessário chacinar de fome, de frio e de doença dez portugueses (eufemismo, bem sei; serão mais), se a Merkel acabou de ser reeleita, que conclusões posso tirar?

Eis-nos, pois, em pleno matar ou morrer de um IV Reich, bem mais “eficaz” do que os anteriores.

Será injusto tomar a parte pelo todo? Mas e se a parte andar perto do todo? Se for o quase todo? E eis a Justiça de não generalizar versus a Justiça de perder tempo a escolher. E digo perder tempo porque os alemães já provaram (demasiadas vidas matadas) que, quando somados (quando em matilha), perdem a individualidade em favor de um “ideal” de conquista que lhes corre na massa do sangue. A Historia não mente e insiste em não errar. O problema dos homens é precisamente terem memória curta. A reunificação da Alemanha equivaleu, metaforicamente, à união da fome com a vontade de comer. Quem come é sempre a Alemanha, os devorados somos nós; os outros.

“A História é uma velhota que se repete sem cessar” [Eça de Queirós, in Cartas de Inglaterra] e a verdade é que a Alemanha já nos disse − gritou, ameaçou, matou −, por demasiadas vezes, que não cabe nela.  

Arriscai por Justiça não ser injustos (é perigoso e longo o caminho de separar tão pouco trigo de tanto joio). Eu arriscarei, também por Justiça, sopesar a injustiça que a História me grita com a injustiça de ser “Justo”. Ainda que os alemães não sejam todos iguais, os resultados da Alemanha aplicada no terreno são sempre os mesmos. No que me toca, antes morrer de pé e berrar de dor do que rastejar às ordens de um kapo que no momento tem assento em São Bento e em Belém.

É possível alterar este fado? Claro que sim! Levanta-te, descruza os braços, ergue os punhos e muda o teu mundo. Se cada um mudar para melhor o seu mundo, o mundo muda (e sim, continuo a acreditar; vivo ao som de violinos, se isso vos fizer felizes; mas sei que um dia alguém inventou a roda, e muitas rodas se seguiram e outras tantas se seguirão.)

E a velhota pára de se repetir.   

 

* Texto escrito em 17 de Novembro de 2013 e que, por razões que para aqui não interessam, não foi publicado. O actual cenário na Ucrânia não me faz mudar a essência do que escrevi, mesmo porque o que penso da Alemanha não se altera por causa do que penso desta Rússia putinesca. Não sigo a teoria do mal menor e não troco o péssimo pelo mau

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publicado às 23:58


A esquerda inútil...

por Licínio Nunes, em 23.09.13
...ou como a constituição alemã salvou a Europa dos alemães...

E foi à rasquinha. Mas salvou. Agora tudo vai depender daquilo a que os espanhóis chamam cojones. Espero que, dito a respeito do spd alemão, não seja uma contradição em termos. Para já fica o alívio.

Mas fica também um teste simples e que todos poderemos seguir nos próximos dias: a CSU bávara — sim, estamos a falar dos conservadores católicos da Baviera, os mesmos que asseguraram a Hitler o seu Acto de Habilitação de Poderes — exigiu o pasta das finanças no próximo governo. Se o spd alemão o permitir, alguém que lhes assine a certidão de óbito.

Até lá, e por estas bandas..., quartel-general em Abrantes, que nem vale a pena gastar mais cera com tão vil defunto.



P.S.: Esta imagem é completamente desaconselhável a menores de idade. Caso o Twitter não goste do link directo, o link para o post é https://twitter.com/er1cmau/status/381899664812822529/photo/1

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publicado às 13:55

 

 

 

Fonte: euobserver.com

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publicado às 10:24


Hoje é o dia em que o mundo decide — melhor, um país decide pelo mundo — se bastam o caos e a miséria e os inimigos que temos ou se lhes vai ser junto mais um elemento de sinal negativo. Refiro-me, obviamente, às eleições norte-americanas e à possibilidade de um membro fanático d' A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias poder vir a ter assento na sala dos broches oval. 

Falo de alguém que interpreta à letra e assina por baixo da seguinte ternura bíblica "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (está algures não sei onde, aos números não sei quantos do livro; esse…). O mesmo ser que acredita piamente que a segurança aumentaria nos aviões se houvesse a possibilidade de abrir as janelas em pleno voo. Talvez assim, digo eu, ele desse cor a outra das suas frases de assinatura: "Há um só legislador que pode salvar e destruir" (também para lá anda no mesmo livro). Entregando-se mais cedo ao legislador uno, quero dizer (vã esperança, a minha)...

Hoje é, pois, o dia em que se decide se o Air Force One vai ou não ter janelas de abertura fácil (nunca tinham imaginado um avião a tremer?, pois imaginem -- pudesse ele votar e lá ia mais um voto para a conta do Obama).

Obama foi uma desilusão? Prefiro dizer que Obama foi uma ilusão. E desta à outra é fácil dar o dado por adquirido. Se pegamos num homem e o deificamos é natural que dele esperemos o que ele não pode dar. Obama deu o que Obama podia dar face às circunstâncias, tendo em conta as armas que tinha. E as que não tinha. Perdeu logo cedo o apoio da banca que ousou afrontar. Esta afirmação deve ser lida não como um europeu a leria, mas como a realidade americana a traduz. Lobbies up yours, nigger a trabalhar em força quatro anos. A boicotar em força durante todo o mandato. Na campanha, os imprescindíveis apoios da banca reduziram-se ao essencial para “não vá dar-se o caso”. O resto foi para o tarado do Romney. Mas adiante.

A importância para a Europa de uma vitória de Obama entende-se mais se virmos a coisa ao contrário. O que será da Europa com um Mitt Romney a cavalo? Caminho ainda mais aberto para tudo quanto os especuladores norte-americanos (que pagaram a campanha a Romney) queiram fazer do velho mundo. Começou, a história, há muito muito tempo e ainda antes disso. Era António Borges um Goldman Boy a ajudar a mascarar a dívida da Grécia para que esta se pudesse dar ares e vestir de Euro. E assim foi, e deu no que deu. Se Obama resolveu o problema? Claro que não. Está bem à vista que não. Se foi o motor do problema? Obviamente que não. Se esse problema poderia ter sido resolvido por ele neste primeiro mandato? Também não. Mas, é como digo, de Obama podemos esperar um segundo mandato mais ao ataque, contra os interesses instalados no seu país e que abrem sucursais de desgraça e miséria na Europa.com Romney no poder teríamos a fome (falo da gorda) a aproveitar os restos deixados pelos mandantes da vontade de comer (falo do mórmon), que já terá prometido entregar a deus o pouco poder que entretanto não vendeu na árvore. Venha uma bela duma geada negra.

Mas, francamente, já falei demais de Obama. Era só isto que pretendia dizer: quando amanhã acordarem e souberem os resultados das eleições, fiquem certos de uma coisa. Se ouvirem que o Mórmon é o novo (credo que até dói escrever) Presidente dos EUA, bem podem ouvir entrelinhado, de pirete armado a acenar, “estais fodidos!”

Bem, a quem chegou aqui quero dizer mais uma coisa. Boa sorte, vamos precisar dela hoje. Para não precisarmos ainda mais dela amanhã. Que amanhã Obama seja a palavra mais ouvida do planeta. Será um bom sinal. O mundo precisa de mais quatro anos de Obama, é certo, mas, mais que isso, o mundo não aguenta quatro anos de Mitt Romney e seus donos.


Sítios para acompanhar as eleições norte-americanas:

http://www.politico.com/https://twitter.com/Presidenthttps://twitter.com/Obama2012     

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publicado às 17:34

Ouvi agora um alemão "anónimo" dizer que a posição da Grécia era inadmissível, que se estava a afundar e que não se percebia a razão de esta insistir em afastar-se da jangada (a jangada são os bons dos alemães e a sua política a favor do projecto europeu -- do deles, está claro).
Francamente, o moço parecia-me bem mais preocupado do que qualquer grego, irlandês, espanhol ou português. E estava zangado daquele jeito que parece destilar ódio, como só os alemães sabem. Talvez trabalhe para uma empresa alemã que despeje os seus "made in germany" (onde só a etiqueta é feita na Alemanha) na Grécia ou num dos outros PIGS (Portugal, Irlanda, Espanha). Talvez esteja preocupado por isso, com o risco de perder a clientela e o emprego, com o risco da austeridade, com o risco da implosão de uma moeda feita, essa sim, na Alemanha e para os alemães.
O match point (set point, vá lá) anti-mercados, anti-capitalismo selvagem joga-se na Grécia no próximo dia 17. A vitória do Syriza, ainda que implique a saída da Grécia do Euro-moeda e Euro-projecto, coisa em que não acredito, provará, pasme-se, que "the Acropolis will not crumble to dust, the Aegean will not turn to blood and locusts will not destroy the land" (frase abusivamente adaptada de um dichote recolhido na hashtag #grexit, no twitter).
Nada do que atrás disse invalida o facto, patente, de o Euro estar sob o ataque cerrado das agências de rating, a soldo do Goldman Sachs e de outros que tais. Dollar oblige. Porém, começa a ser hora de a Alemanha, agora sozinha no directório com os agentes-duplos dos bancos americanos, se decidir. Talvez optar por deixar de ser cúmplice de algo a que está habituada a ser autora, a destruição da Europa, não fosse má ideia. Só assim deixará de ser o eterno escorpião da Europa, o tal que pede boleia à rã (a rã aqui somos nós, os PIGS) para atravessar o rio, mas não resiste a picá-la a meio da travessia. Afundamo-nos todos porque lhes está na natureza. 
Deutschland über alles: Picar, envenenar, destruir.

(imagem: Danse Macabre, 1493, Michael Wolgemut)

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publicado às 19:56


Portugal vs Alemanha

por Rogério Costa Pereira, em 09.06.12

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Andamos há décadas a levar porrada dos boches fora de campo. Hoje, que cabe a má fortuna aos nossos irmãos espanhóis, logo hoje, querem mesmo que me entusiasme com 22 marmelos aos pontapés numa bola? Essa treta só nos distrai e desconcentra.
A luta não se faz nos relvados, faz-se nas ruas. Já chega de tanta calma.
(imagem: Anonymous Art of Revolution)

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publicado às 16:23


A Grécia não pode ser expulsa do Euro

por Rogério Costa Pereira, em 04.06.12

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Para além da acertada qualificação que faz da Europa dos tempos que correm -- "Europe of the loan-shark bankers, of Merkel and Schauble"--, Panos Kammenos, o líder dos Gregos Independentes, um grupo dissidente da Nova Democracia que não me é propriamente simpático, avança com uma verdade que muitos querem nublar: a Grécia não pode ser expulsa do Euro.
Diz Kammenos: «"All this terrorising, that they will oust us from the euro and lead us back to the drachma, to poverty, is not working, for one reason: because poverty has already arrived. Because no one can send us out of the euro. Because if Greece leaves the euro, the euro itself and the European Union will collapse. Because we have already paid the euro"»
Na Mouche! E que não restem dúvidas: quem está em contra-mão, como escreveu num artigo publicado no jornal 'Sueddetusche Zeitung' [via DN] o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joschka Fischer, é a Alemanha. Aliás, e pegando ainda no artigo deste, não tentem descobrir as diferenças para o que diz Kammenos: "se a Grécia se afundar no caos, haverá uma corrida aos bancos em Espanha, na Itália e em França que desencadeará uma avalancha capaz de soterrar a Europa". 

Fontes: Athens News e DN

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publicado às 18:48


Chegou ao fim a hegemonia Alemã

por Luis Moreira, em 24.05.12

A hegemonia Alemã chegou ao fim - Giorgos Molounhos - To Vima - Atenas

Com a nova orientação, impulsionada por Paris, o equilíbrio interno de poder na União Europeia torna-se desfavorável a Berlim e ao rigor defendido pela Alemanha. Essas circunstâncias permitem aos gregos vislumbrar uma luz ao fundo do túnel e recuperar a esperança, congratulam-se em Atenas.

A cimeira extraordinária de ontem à tarde teve qualquer coisa de diferente em relação ao que nos foi dado a conhecer nestes últimos dois anos: não havia uma “linha diretriz” preparada com algumas horas de antecedência pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo Presidente francês. François Hollande não deu continuidade à “tradição” de Nicolas Sarkozy. O seu “batismo de fogo” em Bruxelas foi “direto” e não via Berlim.

Esta cimeira teve também uma outra particularidade. A Alemanha ia enfrentar, pela primeira vez desde há muito tempo, uma Ordem de Trabalhos que não tinha ditado: relacionada com questões ligadas ao crescimento. É provável que nenhuma decisão tenha sido tomada esta quarta-feira à tarde, mas há uma constatação clara: a hegemonia alemã é agora posta em causa pela Europa. E Berlim sabe disso muito bem. Os dirigentes alemães já sentiram que foram destronados.

O domínio da Alemanha é ativamente contestado. E isso afeta diretamente a Grécia. Ontem, antes do início da cimeira, o Banco Central alemão divulgou publicamente um comunicado a indicar que não voltaria a tomar qualquer iniciativa em relação à Grécia. E que, se este país entrasse em bancarrota, seria uma maneira “de acabar com esta história”… Ao mesmo tempo, François Hollande reafirmava o seu apoio e a sua confiança no país e no povo grego.

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publicado às 22:37


A saída da crise é por aqui

por Luis Moreira, em 24.05.12

France inter - paris - Bernard Guetta :

Ao aceitarem, na cimeira extraordinária de 23 de maio, discutir questões como investimentos comuns e as euro-obrigações, os Vinte e Sete conseguiram finalmente ultrapassar a oposição entre países "virtuosos" e países "gastadores" e deram um passo no sentido da integração económica.

Na União Europeia, há uma grande diferença entre uma cimeira e uma cimeira informal. A cimeira deve tomar decisões, enquanto uma cimeira informal, como a da noite passada, tem apenas como objetivo avaliar as relações de forças entre as teses em presença e delinear os compromissos que são a própria essência da União.

Foi, pois, isso que aconteceu ontem e, nessas cerca de seis horas de discussão, François Hollande, avançou os seus peões contra a chanceler alemã, que repetiu que "as euro-obrigações [eurobonds] não constituem um contributo para o crescimento". Apoiada por vários países, incluindo a Suécia, a Finlândia e a Holanda, Merkel reiterou a sua oposição à ideia defendida pela França de mutualização dos empréstimos dos Estados-membros, para que todos possam beneficiar, com a garantia comum, de taxas iguais e muito menores do que as que são hoje impostas aos mais fracos.

Uma vez que não era decididamente unânime, esta ideia não podia ser mantida e, como previsto, não foi – mas... Mas as coisas mudaram muito. Para além de terem surgido convergências fortes sobre a necessidade de investimentos conjuntos, foi confirmado – facto novo –, que as euro-obrigações tinham agora a maioria dos países da UE a favor, incluindo a Grã-Bretanha, que habitualmente bloqueava tudo o que pudesse levar a uma maior integração das políticas europeias.

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publicado às 19:00


A visão alemã dos eurobonds

por Luis Moreira, em 24.05.12

Thilo Sarrazin, ex-membro da Administração do Banco Central Alemão sobre aqueles que, no seu país, defendem os títulos de dívida pública europeia ( na Visão) : " São motivados por aquele reflexo muito Alemão de que só poderemos expiar a culpa do holocausto quando tivermos posto o nosso dinheiro e interesses em mãos europeias " .

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publicado às 18:30

A OCDE também faz esta proposta (negócios) .Aumentando os salários , aumenta o consumo interno e com o consumo as importações, puxando pelas economias mais débeis da zona euro com quem tem a maior fatia comercial. Portugal seria um dos maiores beneficiários.

"Há necessidade de um ajustamento nos salários e nos preços dentro da zona euro, para que os salários possam impulsionar a procura interna nos países que apresentam um excedente externo e restaurar a competitividade dos países com défice externo", diz o ‘Economic Outlook', divulgado ontem pela OCDE. "Todos têm de fazer qualquer coisa", concluiu o economista-chefe daquela organização, Pier Carlo Padoan. A Alemanha é um dos visados nesta mensagem, já que apresenta uma posição excedentária - um saldo positivo de 5,4% do PIB para este ano, segundo os cálculos da organização liderada por Angel Gurria - e praticou nos últimos anos uma política de contenção salarial.

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publicado às 12:57

A Alemanha não tem culpa da bolha imobiliária da Espanha. ( The Independent - Dominique Lawson -) Investidos milhares de milhões de euros pela Alemanha.

"É indiscutivelmente verdade que os exportadores alemães lucraram muito por realizarem trocas com os seus vizinhos economicamente menos avançados de toda a Europa, utilizando uma moeda única. O argumento económico convencional é que os enormes excedentes assim gerados foram parar a qualquer lado, e que o qualquer lado corresponde aos igualmente enormes empréstimos a mutuários soberanos e privados do resto da zona euro. Assim, segundo a mesma tese, é do interesse da Alemanha fazer tudo o que puder para resgatar essas economias, sob pena de acabar por perder os inúmeros milhares de milhões de capitais que investiu."

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publicado às 09:00


Não culpem os alemães

por Luis Moreira, em 22.05.12

No Independent : Fúria crescente da população alemã (The Independent - Dominique Lawson )

Com efeito, na cimeira de chefes de Governo do G8, em Washington, a chanceler alemã, Angela Merkel, foi colocada numa posição difícil: todos os outros dirigentes, a começar por Obama, disseram-lhe, à vez, que concordasse com o lançamento das chamadas euro-obrigações, na prática servindo-se dos contribuintes alemães para garantir as enormes dívidas da zona da moeda única.

Mesmo pondo de lado o facto de o seu Tribunal Constitucional ter dito que o Governo alemão não podia fazer tal coisa, isso seria totalmente inaceitável para a população do próprio país – como seria para qualquer povo soberano que se encontrasse numa posição semelhante. Na verdade, Merkel já foi muito além daquilo que o seu eleitorado desejaria, em termos de garantias.

A ideia de terem de pôr em risco as suas pensões, em vez de pressionarem os seus vizinhos mais imprevidentes para estes "agirem de forma responsável", está a provocar uma fúria crescente por parte da população alemã. De facto, não seria de espantar, se se verificasse um aumento das pressões nacionais, no sentido do abandono do euro e do regresso à moeda nacional.

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publicado às 22:30

A China e a Alemanha - Le Monde- Le temps reforçam as suas relações comerciais.

"Em 2010 e 2011, metade das importações da China provenientes da União Europeia vieram da Alemanha, quando essa proporção era de 39% em 2000.” Este reforço do peso da Alemanha como importante parceiro comercial da China também contribuiu, segundo a especialista, para levar o comércio europeu à China. “Se, nos últimos dez anos, a Europa não perdeu quotas de mercado na China – ao contrário do Japão ou dos Estados Unidos – isso deve-se, essencialmente, à Alemanha. Além disso, é um dos únicos países europeus a ter um excedente comercial em relação à China", sublinha. Por causa da força das relações comerciais estabelecidas entre Pequim e Berlim, a União Europeia não tem outra escolha senão ter em conta este novo parceiro económico."

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publicado às 20:30

Os Alemães venderam-nos dois submarinos . Um está parado o outro vem a caminho , mas isso não os impede (a eles alemães) de nos fazerem a vida negra. Aos Gregos venderam seis submarinos que devem estar todos parados por falta de combustível. Quer Portugal quer a Grécia para comprarem os submarinos tiveram que pedir emprestado à Alemanha, a tal que agora espreme uns e outros o mais que pode.

Todos sabiam que ia ser assim, mas negócios são negócios. As contrapartidas da compra dos submarinos é uma das maiores fraudes já montadas. Não houve transferência nenhuma de tecnologia ou de capacidade industrial. A Comissão para vigiar o cumprimento do contrato queixa-se que não havia dinheiro para sairem dos gabinetes. Mas recebiam um belo vencimento. Tudo perfeito, ganharam todos!

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publicado às 09:00


A democracia não é substituível

por Luis Moreira, em 20.05.12

A democracia não é substituível, e esta é a melhor e mais importante lição que podemos retirar desta União Europeia feita em fanicos. A maioria acreditou que bastavam umas eleições para deputados de uma Assembleia de que nada sabemos e que a democracia europeia se resumia a isso. Entregamos o nosso voto silencioso a políticas e tratados onde  se jogava, em grande parte, a nossa vida em comum. Sem deles nada saber!

Os referendos passaram a ser empecilhos que só dão trabalho, despesa e perdas de tempo. A distância física entre eleitos e eleitores passou a ser sinónimo de distanciamento. "Eles" e "elas" vão e voltam e nós não fazemos ideia nenhuma do porquê. Sabemos vagamente que vão para Bruxelas uns tipos que se tornaram incómodos. E tudo isto deu em quê?

Num "directório", umas pessoas que não foram escolhidas pelos cidadãos europeus mas que mandam porque pertencem ao país "A" ou "B". Não perguntam nada a ninguém nem sequer aos eleitos democraticamente. O que é bom para os seus países passou a ser bom para a Europa. A Alemanha está cheia, "enxugou" as suas contas nacionais e agora acha que os outros devem fazer o mesmo. Sem cuidar de saber se isso representa ou não uma catástrofe.

As suas decisões, que os outros acatam, não resultam das regras de proporcionalidade da democracia nem da discussão e consenso democráticos. Resultam exclusivamente do facto de ninguém na área dos órgãos do executivo da UE ter a força e a legitimidade de ter sido eleito democraticamente pelos cidadãos europeus. É dos livros que na  ausência de poder e legitimidade democrática, manda quem pode. E quem pode é sempre o mais poderoso. Tenha ou não razão!

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publicado às 10:00


A Alemanha que não desiste de dominar a Europa

por Luis Moreira, em 14.05.12

Veja este vídeo impressionante de um médico Alemão. Neto e filho de combatentes nas Guerras que a Alemanha iniciou. O cartel da indústria química e farmacêutica tem os seus mandantes em Bruxelas e a senhora Merkel em Berlim.

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publicado às 22:35


As exportações batem máximo em valor absoluto

por Luis Moreira, em 13.05.12

As exportações estão a ter um comportamento muito acima do que se esperava. Puxadas pelos US e a Alemanha . Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, Portugal vendeu ao mundo mercadorias no valor de 4.092 milhões de euros, quase mais 300 milhões de euros do que no mês anterior. O anterior recorde (3.894 milhões) datava de Junho de 2008, meses antes da queda do Lehman Brothers, o então quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, que acabou por detonar também na Europa a mais grave crise desde a segunda guerra mundial.
O valor recorde das exportações ainda está a alguma distância do das importações. Mas a diferença também já foi muito mais ampla e a taxa de cobertura das importações pelas exportações estará agora igualmente em valores recorde (o INE fornece dados relativos ao primeiro trimestre, cifrando-a em 81%). Em Março, Portugal importou do resto do mundo mercadorias no valor de 4.934 milhões de euros, já longe do recorde das séries estatísticas do INE, que remonta ao mesmo Verão de 2008, a Julho: 6.030 milhões de euros.
Os principais clientes do “made in Portugal” foram neste mês de Março os três de “sempre”: Espanha (882 milhões de euros), Alemanha (576 milhões ) e França (508). Estes três parceiros europeus absorvem quase metade das vendas portuguesas ao mundo. Mas logo depois vem Angola (231 milhões), neste mês de Março já à frente do Reino Unido (223), e com 100 milhões de compras a mais do que uma Itália ou Holanda. Segue-se a China (99 milhões).

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publicado às 09:00


UE : um oceano de desconfiança

por Luis Moreira, em 11.05.12

Crescimento:

Para começar, necessita de: recuperar a dinâmica democrática a todos os níveis, incluindo o interinstitucional; rejeitar todo e qualquer desvio para "diretórios"; redescobrir a comunidade de direito e a igualdade dos Estados perante a lei, bem como o princípio da unidade na diversidade (e não na uniformidade). Só enveredando por esse caminho se pode esperar uma cura da crise de confiança e da travessia do oceano de desconfiança mútua que envenena hoje a coabitação europeia.

Mas, sem um crescimento económico tangível, que não se limite a declarações, sem novos empregos, sem pontes, sem autoestradas transeuropeias, sem redes digitais e de energia, em suma, sem uma Europa de oportunidades e de esperança a substituir a de rigor e desespero, não sairemos do marasmo.

Seria ilusório acreditar que a França de François Hollande, que foi eleito por apostar tudo na reativação da economia europeia, possa contornar sozinha a obstinação alemã. Para evitar no resto da Europa uma repetição do pesadelo da Grécia, onde o rigor excessivo rebentou no passado dia 6 de maio o último dos parâmetros da democracia, com uma anormal ascensão de extremistas de todos os quadrantes, Paris precisa de formar uma espécie de santa aliança. Que deve funcionar como um sólido contrapeso ao superpoder da Alemanha, que tem podido agir sem restrições porque não se deparou com uma barreira credível.

Depois de ficar claro que o caminho do crescimento dentro do rigor é estreito mas imperioso para haver um diálogo sério com Angela Merkel e que Hollande parece aceitar este caminho com convicção, o acordo com a Itália de Mario Monti, com a Comissão Europeia de José Manuel Durão Barroso, com a Espanha de Mariano Rajoy, com Portugal, a Grécia, a Bélgica, mas também a Holanda, é apenas uma questão de tempo. A cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo de 23 de maio pode ser uma oportunidade para testar novas alquimias de poder, bem como receitas concretas para relançar a economia.

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publicado às 15:00

Merkel já propôs a Hollande que os dois maiores países da Europa se entendam para um pacto de crescimento em paralelo com o pacto de consolidação orçamental já aceite por 25 dos 27 membros da zona euro.

"Iremos elaborar em conjunto um pacto de crescimento na Europa, que crie mais crescimento económico com mais competitividade", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, na recepção da Embaixada de França em Berlim, no domingo à noite."

"Ao mesmo tempo, o político alemão abriu a porta a um compromisso com Paris, indicando que a disciplina orçamental e uma política orientada para o crescimento económica "são duas faces da mesma moeda".

Enfim parece que o bom senso está de volta o que não é coisa pouca.

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publicado às 13:00


 

 

 

 

 

 

 

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