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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Anna Netrebko – "La Bellissima"

por António Filipe, em 18.09.13
No dia 18 de Setembro de 1971, nasceu, em Krasnodar, na Rússia, a soprano Anna Netrebko, admirada, não só pela sua beleza, mas, principalmente, pela sua voz. Os seus fãs puseram-lhe a alcunha de "La Bellissima".

Começou a trabalhar lavando nas limpezas do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, onde chamou a atenção do maestro Valery Gergiev, que se tornou o seu orientador vocal no Conservatório de São Petesburgo. Guiada por Gergiev, Netrebko estreou-se no Mariinsky como Susanna, na ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart. Depois disso, interpretou, com aquela companhia, vários papéis como Pamina, da ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart e Rosina, da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini.
Em 1995, aos 24 anos, Anna Netrebko fez a sua estreia nos Estados Unidos, como Lyudmila em “Ruslan e Lyudmila”, de Mikhail Glinka, na Ópera de São Francisco.
Em 2002, estreou-se no Metropolitan Opera como Natasha, na primeira produção da companhia de “Guerra e Paz”, de Prokofiev. No mesmo ano, participou no Festival de Salzburgo, sob a direcção de Nikolaus Harnoncourt.
Em 2003, lançou o seu primeiro disco gravado em estúdio, Opera Arias, que se tornou um dos discos de música erudita mais vendidos do ano. No ano seguinte, lançou outro disco, Sempre Libera. Em 2005, participou novamente no Festival de Salzburgo, interpretando Violetta Valéry, na ópera “La Traviata”, de Verdi, ao lado do tenor mexicano Rolando Villazón e sob a batuta de Carlo Rizzi.
Em Março de 2006 requereu a cidadania austríaca, que lhe foi concedida em Julho do mesmo ano. Mantém ambas as cidadanias, russa e austríaca, e, actualmente vive em Viena.
Em Abril de 2008, Netrebko anunciou que tinha casado com o baixo-barítono uruguaio Erwin Schrott mas, na verdade, o casamento nunca se realizou. O filho deles, Tiago, nasceu em Viena, no dia 5 de Setembro de 2008.
Em Setembro de 2011, surgiu a notícia de que Netrebko participará nas cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2014, na Rússia, que se realizarão perto da sua cidade natal.

Ária “Meine Lippen sie Kussen so heiss”, da opereta “Giuditta”, de Franz Lehár

Soprano: Anna Netrebko

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Nicolai Ghiaurov – Baixo búlgaro

por António Filipe, em 13.09.13
No dia 13 de Setembro de 1929, nasceu, em Velingrad, na Bulgária, Nicolai Ghiaurov, considerado um dos melhores baixos do seu tempo e admirado pelo seu poder vocal e imponente voz.

Ainda criança, Ghiaurov aprendeu a tocar violino, piano e clarinete. Em 1949, começou a estudar música no Conservatório Estatal da Bulgária e, de 1950 a 1955, estudou no Conservatório de Moscovo. A sua carreira foi lançada em 1955, quando venceu o Concurso Internacional de Canto, em Paris e ganhou o primeiro prémio e uma medalha de ouro no Quinto Festival Mundial dos Jovens, em Praga. Estreou-se em 1955, como Don Basilio, na ópera “O barbeiro de Sevilha”, de Rossini, em Sófia.
Em 1961, Nicolai Ghiaurov apresentou-se ao lado da soprano Mirella Freni, pela primeira vez, em Génova, na ópera “Fausto”, de Gounod. Casaram-se em 1975 e foram viver para Modena, terra natal de Freni. No dia 8 de Novembro de 1965, Ghiaurov estreou-se no Metropolitan Opera, em Nova Iorque. Durante a sua carreira, também actuou no Teatro Bolshoi em Moscovo, na Ópera Estatal de Viena, no Royal Opera House e na Ópera de Paris. Faleceu no dia 2 de Junho de 2004.


Ária “La calunnia”, da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini
Baixo: Nicolai Ghiaurov
Pianista: Rolando Nicolosi

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Cavalaria Rusticana, de Mascagni

por António Filipe, em 09.09.13
No dia 9 de Setembro de 1891 realizou-se a estreia, em Filadélfia, da ópera “Cavalaria Rusticana”, do compositor italiano Pietro Mascagni.

“Cavalaria Rusticana” é uma ópera num só acto, cuja estreia absoluta se realizou no dia 17 de Maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. É dividida em duas partes, separadas por um intermezzo, mas apresentadas em cena contínua. O libreto é de Giovanni Targioni-Tozzetti e de Guido Menasci, extraído da novela homónima de Giovanni Verga.
Em Julho de 1888, o editor musical milanês, Edoardo Sonzogno, anunciou um concurso, aberto a todos os jovens compositores italianos que nunca tinham tido uma ópera encenada, que consistia na submissão de uma ópera com um único acto. As três melhores seriam encenadas em Roma, com todas as despesas pagas pelo editor.
Mascagni só soube do concurso dois meses antes de acabar o prazo para a submissão das obras. Trabalhando intensamente com o libretista, só conseguiu submeter “Cavalaria Rusticana” no último dia. Foram apresentadas 73 óperas e, no dia 5 de Março de 1890, o júri anunciou os três vencedores, entre os quais se encontrava Mascagni. O sucesso da ópera foi estrondoso desde o dia da estreia. Mascagni teve que ir ao palco 40 vezes, a pedido do público e ganhou o primeiro prémio.
À data da morte de Mascagni, em 1945, “Cavalaria Rusticana” já tinha sido apresentada mais de 14 mil vezes, só em Itália. Os produtores americanos lutavam entre si (por vezes em tribunal) para serem os primeiros a apresentar a obra na América. Finalmente, estreou-se em Filadélfia, na Grand Opera House, no dia 9 de Setembro de 1891. Depois seguiu para Chicago e Nova Iorque. No Metropolitan Opera House já teve 652 apresentações.


Intermezzo, da ópera “Cavalaria Rusticana”, de Mascagni
Orquestra Sinfónica do Teatro Comunitário de Bolonha
Maestro: Riccardo Muti

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"A clemência de Tito", de Wolfgang Amadeus Mozart

por António Filipe, em 06.09.13
No dia 6 de Setembro de 1791, estreou-se no Teatro Nacional de Praga a ópera “La Clemenza di Tito”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

"A clemência de Tito", K.621, a última ópera de Mozart, foi encomendada para a coroação do imperador da Boémia, Leopoldo II. É uma ópera séria em dois actos, baseada num texto de Pietro Metastasio. Relata a história de um governante justo e bondoso para com o povo, mesmo perante uma tentativa de assassinato preparada por Vitelia e levada a cabo por Sexto, seu amigo.
O empresário Domenico Guardasoni, que vivia em Praga e a quem tinham pedido uma nova obra para a coroação de Leopoldo II como Rei de Boémia, cerimónia que teria lugar o 6 de Setembro, deslocou-se a Viena, e tentou primeiro contratar Antonio Salieri, que estava muito ocupado e declinou a oferta. Foi então que encomendou a Mozart a composição de uma ópera séria.
Embora estivesse absorvido na criação da ópera “A flauta mágica”, Mozart não hesitou em aceitar, pois Guardasoni ofereceu-lhe o dobro do que normalmente lhe pagavam por uma ópera em Viena. Abandonou a composição de “A flauta mágica” para se dedicar à “Clemência de Tito”.
A estreia da ópera não teve grande sucesso. O rei Leopoldo preferia um estilo mais italiano, em vez do germânico pelo qual Mozart era conhecido. Não se sabe o que Leopoldo pensava desta ópera composta em sua honra, mas conta-se que a sua mulher, María Luísa, se referiu a ela como "porcaria alemã".


Final da ópera “A clemência de Tito”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Tenor: Michael Schade
Mezzo-soprano: Vesselina Kasarova
Soprano: Dorothea Roschmann
Mezzo-soprano: Elina Garanca
Soprano: Barbara Bonney
Baixo: Luca Pisaroni
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Nikolaus Harnoncourt

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“Ernani”, de Giuseppe Verdi

por António Filipe, em 03.09.13
No dia 3 de Setembro de 1844, estreou-se, no Teatro alla Scala de Milão, a ópera “Ernani” de Giuseppe Verdi.

O libreto da ópera “Ernani”, de Verdi foi escrito por Francesco Maria Piave e é baseado no drama com o mesmo nome, de Victor Hugo, que tinha sido levado à cena, com grande sucesso, em 1830. Considerando que algumas modificações eram inevitáveis, podemos dizer que o libreto estava muito próximo do original. A diferença mais marcante reside no facto de, no drama de Victor Hugo, ambos os amantes se suicidarem, enquanto Verdi optou só pela morte de Ernani. Victor Hugo não gostou desta modificação e fez tudo o que pôde para que a ópera não tivesse sucesso.
Ernani marca uma evolução na obra de Verdi. Ao contrário de outras óperas do mesmo compositor, esta dá menos importância ao coro e maior relevância ao indivíduo. Os coros ainda desempenham um papel importante na música, mas as partes principais são para as vozes a solo. A estreia absoluta desta ópera teve lugar no Teatro La Fenice, em Veneza, no dia 9 de Março de 1844. Verdi não ficou satisfeito com o desempenho de alguns dos cantores. Embora, no início, tivesse uma fraca aceitação, a popularidade de Ernani cresceu rapidamente e nem a reprovação de Victor Hugo conseguiu abrandar o seu sucesso.


Ária “Surta è la notte”, da ópera “Ernani”, de Giuseppe Verdi
Soprano: Maria Callas
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão do Norte da Alemanha
Maestro: Georges Prêtre

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Regina Resnik – Mezzo-soprano americana

por António Filipe, em 30.08.13
No dia 30 de Agosto de 1922, nasceu, em Nova Iorque, a mezzo-soprano Regina Resnik.

Resnik, estreou-se na sua cidade natal, em 1942, com Macbeth de Giuseppe Verdi  e cantou pela primeira vez no Metropolitan Opera, em 1944, interpretando Aida, do mesmo compositor.
Desenvolveu uma carreira internacional que a levou à Europa e aos estúdios de gravação, tornando-se uma das melhores intérpretes de Carmen, de Bizet, que gravou em 1962, sob a direcção de Thomas Schippers, ao lado de Mario del Monaco, Tom Krause e Joan Sutherland. Foi a intérprete-criadora do papel de Dalila de “The Warriors”, de Bernard Rogers.
Na sua discografia destacam-se sucessos como “Elektra”, de Richard Strauss, com Birgit Nilsson e Sir Georg Solti, além de “Um Baile de Máscaras”, de Verdi, com Luciano Pavarotti, entre outros.

Regina Resnik faleceu Nova Iorque, a 9 de agosto de 2013.


“Gypsy Song”, da ópera “Carmen”, de Bizet

Mezzo-soprano: Regina Resnik

Bell Telephone Orchestra
Maestro: Donald Voorhees

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Lohengrin, de Wagner

por António Filipe, em 28.08.13
No dia 28 de Agosto de 1850, estreou-se, em Weimar, na Alemanha, a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner.

É uma ópera romântica em três actos, cujo libreto foi adaptado pelo próprio compositor. A estreia aconteceu sob a direcção de Franz Liszt, amigo íntimo de Wagner. Liszt escolheu esta data em honra do cidadão mais conhecido de Weimar, Johann Wolfgang von Goethe, que nasceu naquele dia, em 1749. A história do protagonista foi retirada de uma novela germânica medieval - a história de Perceval e do seu filho Lohengrin. Passa-se durante a primeira metade do séc. X, no Ducado de Brabante (na actual região de Antuérpia, na Bélgica).
Lohengrin é um personagem do Ciclo Arturiano. Filho de Perceval, é um cavaleiro da Távola Redonda enviado num barco guiado por cisnes para defender a princesa Elsa da falsa acusação de ter matado o irmão mais novo (que na realidade está vivo e reaparece no final da obra). De acordo com a interpretação de Wagner, o Santo Graal fornece ao Cavaleiro do Cisne poderes místicos que só podem ser mantidos se o seu nome e origem permanecerem em segredo. “Lohengrin” é uma ópera que faz grande uso do “leitmotiv”, confirmando o início da tradição wagneriana iniciada na ópera “O holandês voador”. Pode-se destacar como passagens famosas o célebre coro nupcial que se segue ao prelúdio do terceiro acto.


Prelúdio e “Marcha nupcial”, da ópera “Lohengrin”, de Wagner
Coro e Orquestra Filarmónica Nacional da Hungria
Maestro: Janos Kovacs

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Ira Gershwin – Letrista norte-americano

por António Filipe, em 17.08.13
No dia 17 de Agosto de 1983, morreu o letrista americano Ira Gershwin, que tinha nascido em Brooklyn, Nova Iorque, a 6 de Dezembro de 1896.

Era tido como um jovem tímido que passava a maior parte do tempo em casa, a ler. Desde a escola primária até à universidade teve papel de notoriedade em diversos jornais e revistas. Formou-se no City College de Nova Iorque e viria a ser o primeiro letrista de canções a ganhar o Prémio Pullitzer.
Colaborou com o seu irmão mais novo, o compositor George Gershwin, na criação de algumas das canções mais memoráveis do séc. XX. Ambos escreveram mais de uma dúzia de espectáculos para a Broadway, que incluíam canções como "I Got Rhythm," "Embraceable You," "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me,". Também escreveram a famosa ópera “Porgy and Bess”.
O sucesso que os dois irmãos tiveram ofuscou, muitas vezes, o papel criativo que Ira desempenhou na parceria com George. Mas ninguém sabe como seriam as músicas de George Gershwin sem as palavras do irmão, que dizia divertir-se a ouvir o roncar de um elevador, o tinir de um telefone, o chiar de um pneu vazio, o roufenho de uma buzina, o rouquejar de uma voz, o lixar de um fósforo, o estremecer de dinamite ou o gotejar de um caleiro…
A competência de Ira Gershwin como compositor de canções continuou depois da morte prematura do irmão. Continuou a escrever canções de sucesso com compositores como Jerome Kern, Kurt Weill e Harold Arlen.


“I Got Plenty o'Nuttin” e “Bess, You is My Woman Now”, da ópera “Porgy and Bess”, de George Gershwin
Soprano: Angela Brown
Baixo-barítono: Kevin Dias
Orquestra Sinfónica da Cidade de Moscovo
Maestro: Sergey Kondrashev

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Georges Prêtre – Maestro francês

por António Filipe, em 14.08.13
No dia 14 de Agosto de 1924, nasceu em Waziers, o maestro francês Georges Prêtre.

Frequentou o Conservatório Douai e, mais tarde, o Conservatório de Paris, onde estudou harmonia e direcção de orquestra. Os seus primeiros interesses musicais foram o jazz e o trompete. Depois da graduação, dirigiu um pequeno números de óperas francesas, por vezes sob o pseudónimo Dherain Georges.
Estreou-se como maestro profissional na Ópera de Marselha, em 1946. Também dirigiu as Óperas de Lille e Toulouse. A sua estreia em Paris foi na Ópera Comique, com a ópera “Capriccio”, de Richard Strauss. Foi director da Opéra Comique de 1955 a 1959. Dirigiu a Ópera Lírica de Chicago entre 1959 e 1971. Na Ópera de Paris, foi maestro em 1959 e director musical em 1970 e 1971. Entre 1986 até 1991, foi maestro principal da Orquestra Sinfónica de Viena.
As estreias no Metropolitan Opera de Nova Iorque e no La Scala de Milão ocorreram em 1960 e no Royal Opera House, Covent Garden, em 1961. Trabalhou também, com Maria Callas, com quem fez muitas gravações.
Georges Prêtre também dirigiu a Orquestra do La Scala em dois filmes de Franco Zeffirelli: Cavalleria Rusticana, de Mascagni, e Pagliacci, de Leoncavallo, ambos protagonizados por Plácido Domingo.
Em 2008, dirigiu o Concerto de Ano Novo de Viena, o único francês a dirigir esse concerto.
Outros interesses de Georges Prêtre são a aviação, judo, karate, bicicleta e natação.


“Va pensiero”, da ópera “Nabucco”, de Verdi
Orquestra do Teatro La Fenice
Maestro: Georges Prêtre

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Ópera "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini

por António Filipe, em 12.08.13
No dia 12 de Agosto de 1891, foi apresentada, pela primeira vez, no Teatro Nacional de Catania, em Itália, a ópera "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini. A estreia absoluta tinha sido no Teatro Argentina, em Roma, no dia 20 de Fevereiro de 1816.

“O Barbeiro de Sevilha”, com libreto de Cesare Sterbini, baseado na primeira peça da trilogia com o mesmo nome, de Beaumarchais, é considerada a ópera bufa mais popular de todos os tempos. É também conhecida com o nome de “A inútil precaução”. A estreia, em 1816, foi um fracasso. A audiência fazia muito barulho e houve uma série de incidentes no palco, incluindo um gato que, a certa altura, decidiu atravessar o palco. No entanto a segunda apresentação foi mais bem recebida, tornando-se numa das óperas mais representadas da história.
A ópera é composta por dois actos e a acção tem lugar em Sevilha. Rossini era conhecido por ser muito produtivo, compondo uma média de duas óperas por ano. Houve mesmo anos em que escreveu quatro. Os musicólogos acreditam que “O Barbeiro de Sevilha” foi composta em menos de três semanas, embora alguns dos temas da abertura tenham sido emprestados de outras duas óperas que Rossini tinha escrito anteriormente.


Abertura da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini
Simon Bolivar Youth Orchestra
Maestro: Gustavo Dudamel

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Ópera “Beatriz e Benedicto”, de Berlioz

por António Filipe, em 09.08.13
No dia 9 de Agosto de 1862, o compositor francês Hector Berlioz, assumiu o papel de maestro, na estreia da sua ópera “Beatriz e Benedicto”. O evento realizou-se no Neues Theater, em Baden-Baden.

“Beatriz e Benedicto” é uma ópera cómica, em dois actos, com libreto em francês, escrito pelo próprio compositor, baseado na obra de Shakespeare “Muito barulho para nada”. Berlioz terminou a partitura desta ópera logo depois de terminar e antes de produzir a monumental ópera “Os Troianos”. Pouco depois da sua triunfante estreia, Berlioz dirigiu as duas primeiras actuações de uma versão alemã de “Beatriz e Benedicto”, em Weimar.
Como o próprio Berlioz refere nas suas memórias, em Weimar foi “inundado por todo o género de amáveis atenções”. A ópera “Beatriz e Benedicto” não é levada à cena com frequência e nunca se tornou parte do habitual repertório operático. No entanto, existem várias gravações e a sua abertura, que refere várias passagens da ópera, é frequentemente ouvida nas salas de concerto.


Abertura da ópera “Beatriz e Benedicto”, de Berlioz
Academy of St. Martin in the Fields
Maestro: Sir Neville Marriner

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Alfredo Catalani – Compositor italiano

por António Filipe, em 07.08.13
No dia 7 de Agosto de 1893, faleceu, em Milão, o compositor italiano Alfredo Catalani. Tinha nascido em Lucca, a 19 de Junho de 1854.

Ficou mais conhecido pelas suas óperas “La Wally” e “Loreley”. As suas outras óperas tiveram menos sucesso devido à menor qualidade dos libretos. Estudou no Conservatório de Milão com Antonio Bazzini, que também ensinou Puccini, e que acabaria por ser director do Conservatório. Catalani opôs-se à corrente chamada de “verismo”, que afirmava o direito do artista de representar a realidade com todos os seus contornos, sem restrições nem preconceitos, estilo que se popularizou por volta de 1880. Preferiu optar por um estilo de composição mais tradicional.
A maioria das suas obras já não faz parte do reportório actual dos teatros de ópera, preteridas pelas de Massenet e Puccini, de cujas obras a sua música mais se aproxima, bem como pelas de Amilcare Ponchielli, cuja influência também se pode sentir no trabalho de Catalani. Apesar de tudo, “La Wally” continua a ser apresentada ocasionalmente.
Alfredo Catalani morreu de tuberculose, em 1893, e foi enterrado no Cemitério Monumental, em Milão, onde Ponchielli e o maestro Arturo Toscanini também repousam. Toscanini, sendo um vigoroso defensor da música de Catalani, deu o nome de Wally à sua filha, em homenagem à ópera de maior sucesso do compositor e, em 1952, dirigiu a Orquestra Sinfónica da NBC, no Carnegie Hall, num concerto que incluiu o prelúdio do 4º acto da ópera “La Wally” e a “Dança das Ninfas Aquáticas”, de “Loreley”, que deu origem a uma gravação para a RCA Victor.


Ária “Ebben? Ne andrò lontana”, da ópera “La Wally”, de Alfredo Catalani
Soprano: Anna Netrebko
Orquestra Nacional da Bélgica
Maestro: Emmanuel Villaume

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Guilherme Tell, de Rossini

por António Filipe, em 03.08.13
No dia 3 de Agosto de 1829 realizou-se no Théâtre de l'Académie Royale de Musique, em Paris, a estreia da ópera “Guilherme Tell”, de Gioachino Rossini.

“Guilherme Tell” é uma ópera em quatro actos, com libreto de Etienne de Jouy e Hippolyte Bis, baseado na peça com o mesmo nome, de Friedrich Schiller. Inspirada na lenda de Guilherme Tell, esta foi a última ópera de Rossini, embora o compositor tenha vivido durante mais quarenta anos.
A duração da ópera (cerca de quatro horas) e as exigências do elenco têm dificultado a sua produção. Quando isso acontece, sofre muitos cortes. Tem sido apresentada, tanto em francês como em italiano.
Na Itália, pelo facto de glorificar uma figura revolucionária contra a autoridade, a ópera “Guilherme Tell” enfrentou dificuldades com a censura e o número de produções foi limitado. Por outro lado, em Viena, e apesar dos problemas com os censores, teve 422 actuações, no Vienna Court Opera, entre os anos de 1830 e 1907.
Hoje em dia esta ópera é mais conhecida pela sua famosa abertura. O seu final, cheio de energia, é particularmente conhecido devido ao facto de ter sido usado no programa de rádio e televisão americano, “The Lone Ranger”. Alguns excertos da Abertura foram também usados em vários filmes e Dmitri Shostakovich faz-lhe referência na sua 15ª Sinfonia.


Abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Rossini
Orquestra do Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Muti

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No dia 2 de Agosto de 1937, nasceu em Berlim, na Alemanha, a soprano austríaca Gundula Janowitz, uma das sopranos mais famosas do século XX, que atingiu o auge da carreira nas décadas de 1960 e 1970.

Estudou no Conservatório de Graz, na Áustria. Tornou-se cidadã austríaca e começou a cantar no final da década de 1950. Em 1959, o maestro Herbert von Karajan escolheu-a para o papel de Barbarina, na ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, na Ópera Estatal de Viena, companhia da qual Gundula Janowitz se tornou membro permanente em 1962. Nas décadas de 1960 e 1970 foi uma das cantoras mais populares a nível internacional e fez muitas gravações de obras, desde Johann Sebastian Bach a Richard Strauss, em cooperação com os mais destacados maestros, como o seu mentor Karajan, Otto Klemperer, Eugen Jochum, Leonard Bernstein, Rafael Kubelík, Karl Böhm, Georg Solti, Carlos Kleiber, entre outros. Em 1978, ganhou o prémio de Música Joseph Marx, do estado da Styria, na Áustria, do famoso compositor Joseph Marx.
Janowitz fez muito sucesso no Festival de Salzburgo, o que deu um grande impulso à sua carreira. Além da sua carreira como cantora, foi, também, professora. Em 1990, foi, por algum tempo, directora da ópera de Graz, na Áustria.
Janowitz cantou em muitos dos grandes palcos mundiais, incluindo o Festival de Ópera de Glyndebourne, os Festivais de Páscoa de Salzburgo, o Metropolitan Opera de Nova Iorque, a Ópera de Paris e a Royal Opera House.
A sua despedida dos palcos realizou-se no dia 18 de Maio de 1990, na Ópera Estatal de Viena, interpretando o papel principal, na ópera “Ariadne auf Naxos”, de Richard Strauss. Continuou, no entanto, a cantar recitais de Lied até 1997, ano em que se retirou completamente dos palcos.


Ária "Porgi Amor", da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Soprano: Gundula Janowitz
Orquestra da Ópera de Paris
Maestro: Georg Solti

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L'infedeltà delusa, de Haydn

por António Filipe, em 26.07.13
No dia 26 de Julho de 1773, realizou-se, em Eszterhazy, na Hungria, a estreia da ópera “L'infedeltà delusa”, do compositor austríaco Franz Joseph Haydn.

Esta ópera, com libreto italiano de Marco Coltellini, é a mais antiga das principais obras para palco, de Haydn. A estreia realizou-se em honra da Princesa Eszterhazy, irmã do Príncipe Nikolaus Eszterhazy, para quem o compositor trabalhava, como foi escrito na dedicatória do libreto impresso. Contudo, uma segunda impressão do libreto, desta vez com uma nova dedicatória, revela que a ópera foi, novamente, encenada, em honra da Imperatriz Maria Teresa, que, de vez em quando, se deslocava a Eszterhaza para ouvir óperas, no dia 1 de Setembro de 1773 e no dia 1 de Julho do ano seguinte.
Não existem registos desta ópera ter sido encenada outra vez durante a vida de Haydn. De facto, nunca mais foi ouvida, na sua forma original, até à década de 1950, quando foi produzida para a Rádio Húngara e, depois, encenada em Budapeste. Ironicamente, a disponibilidade de modernas edições e a alta qualidade das gravações fez de “L'infedeltà delusa” uma das mais familiares e mais encenadas comédias de Haydn. Incluindo produções em Inglaterra, França, Suécia, Alemanha e Estados Unidos.


Abertura da ópera “L'infedetà delusa”, de Haydn
Ensemble Musica Rara
Maestro: Arnold Bosman

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Jennifer Smith – Soprano portuguesa

por António Filipe, em 13.07.13
No dia 13 de Julho de 1945, nasceu, em Lisboa, a soprano portuguesa Jennifer Smith.

Depois de se licenciar no Conservatório de Música de Lisboa, foi para Londres, com uma bolsa de estudos da Fundação Gulbenkian. A sua variada carreira de gravações inclui óperas e recitais, desde a música do período barroco à música moderna. A capacidade de cantar em Português Continental e Brasileiro faz dela especialista na música desses países (compositores como João de Sousa Carvalho, Francisco António de Almeida, Carlos de Seixas e António Teixeira).
Em 1995, desempenhou um papel no filme de Tony Palmer, feito para a televisão, sobre a vida de Henry Purcell. Foi professora de canto no Royal College of Music, em Londres. Devido à sua paixão pelo bailado, está, actualmente, a estudar dança, no Anniesland College.
Devido ao seu nome e à sua residência em Londres, Jennifer Smith é, muitas vezes, considerada uma cantora inglesa.


Ária "S'estinto è l'idol mio”, da ópera “Amadigi di Gaula”, HWV 11, de Haendel
Soprano:
Jennifer Smith
Agrupamento “Les Musiciens du Louvre”
Maestro: Marc Minkowski

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Nicolai Gedda - Tenor sueco

por António Filipe, em 11.07.13
No dia 11 de Julho de 1925, nasceu, em Estocolmo, o tenor sueco Nicolai Gedda, conhecido pela sua beleza de tom, controle vocal e percepção musical.

Filho de pai de origem russa e mãe alemã, Gedda foi criado pela sua tia Olga e pelo pai adoptivo, Mikhail Ustinoff (um parente distante do actor Peter Ustinov). Era bilíngue em sueco e russo. De 1929 a 1934, viveu em Leipzig, onde aprendeu alemão. Voltou com a família para a Suécia, depois de Hitler ter chegado ao poder. Na escola, aprendeu inglês, francês e latim. Depois de deixar a escola aprendeu italiano.
Gedda iniciou a sua carreira profissional como caixa de um banco, em Estocolmo. Um dia disse a um cliente que estava à procura de um professor de canto. O cliente recomendou-lhe Carl Martin Öhman, um tenor wagneriano, conhecido na década de 1920, que também é creditado com a descoberta de um dos tenores famosos do mundo, Jussi Björling.
Tendo feito mais de duzentas gravações, Nicolai Gedda é considerado o tenor que mais gravações fez na história.
Em Abril de 1952, com 26 anos, estreou-se na Ópera Real da Suécia, interpretando o papel de Chapelou, na ópera “Le postillon de Lonjumeau”, de Adolphe Adam. Nesse mesmo ano, também interpretou o papel de Hoffmann, na ópera “Os Contos de Hoffmann”, de Offenbach e fez parte do elenco de “O Cavaleiro da Rosa”, de Richard Strauss.
Depois de uma audição em Estocolmo, Gedda chamou a atenção do maestro Herbert von Karajan, que o levou à Itália. Em 1953, estreou-se no La Scala, de Milão e, em 1954, estreou-se na Ópera de Paris, onde conseguiu um contrato de vários anos, e na Royal Opera House Covent Garden, em Londres. Em 1957, estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, onde cantou durante os 26 anos seguintes. Gedda manteve-se activo, como tenor, até quase aos 80 anos.


Ária “Una furtiva lagrima”, da ópera “O Elixir do Amor”, de Gaetano Donizetti
Tenor: Nicolai Gedda
Orquestra do Metropolitan Opera de Nova Iorque
Maestro: James Levine

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Gilda dalla Rizza – Soprano italiana

por António Filipe, em 04.07.13
No dia 4 de Julho de 1975, faleceu, na Casa Verdi, em Milão, a soprano italiana Gilda dalla Rizza. Tinha nascido, em Verona, a 12 de Outubro de 1892.

Fez a sua estreia operática em 1912, no Teatro Verdi, em Bolonha, interpretando o papel de Charlotte, na ópera “Werther”, de Jules Massenet. Especialmente apreciada pelo seu repertório do verismo, é vista como tendo sido a soprano favorita de Giacomo Puccini, criando o papel de Magda, na ópera "La rondine”, em 1917. Embora Puccini tenha criado o papel de Minnie, da ópera “La fanciulla del West”, para a soprano checa Emmy Destinn, quando o compositor viu dalla Rizza a cantar Minnie, exclamou: “Finalmente, vi a minha verdadeira Fanciulla”. Também estreou, na Europa, as óperas “Suor Angelica” e “Gianni Schicchi”, de Puccini, em 1919.
Gilda dalla Rizza também apareceu no Teatro Colón e no Covent Garden. Era cantora favorita no Monte Carlo e no Teatro alla Scala. Neste último, obteve um sucesso inesperado na ópera “La Traviata”, de Verdi, sob a direcção de Arturo Toscanini.
Em 1939, abandonou os palcos, mas regressou, em 1942, para uma última “Suor Angelica”, no Teatro Vicenza, na Itália. De 1939 a 1955, foi professora no Conservatório Benedetto Marcello, em Veneza.

Ária "Ah fors'e lui", da ópera “La Traviata”, de Verdi

Soprano: Gilda Dalla Rizza

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No dia 3 de Julho de 1850 nasceu, em Lisboa, o compositor, pintor, poeta, arqueólogo e coleccionador de arte português Alfredo Keil.

Era filho de João Cristiano Keil e de Maria Josefina Stellflug, ambos de origem alemã e radicados em Portugal. Adquiriu a sua educação básica na Alemanha, berço do romantismo.
Estudou desenho e música em Nuremberga, numa academia de artes, dirigida por um pintor. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressou a Portugal. Em 1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração para a composição do canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga - A Portuguesa - tornou-se popular em todo o país e seria, mais tarde, usada como hino nacional de Portugal.
Pintor do romantismo, numa época em que a arte mundial ia em direcção ao realismo, deixou centenas de quadros com impressão fina e delicada, de excelente qualidade. Músico e compositor lírico, escritor e poeta, Keil não era pintor a tempo inteiro, embora também não fosse um artista de fim-de-semana, pois pintava regularmente
Era um pintor de paisagens, mas também de interiores requintados, como o quadro “Leitura de uma Carta”, trazido a público em 1874 e recebido com entusiasmo, tanto pela aristocracia ainda dominante, como pelos burgueses endinheirados, a quem a arte singela do romantismo sensibilizava mais fortemente.
Em Portugal, a sua presença como pintor foi ofuscada pelo brilhantismo com que se destacou na música e na poesia. Foi na música, sobretudo, que obteve o seu maior sucesso, tendo composto, em 1891, o hino patriótico “A Portuguesa”, aprovado como hino nacional em 1911, após a proclamação da República no ano anterior. Ironicamente, Keil tinha morrido, em Hamburgo, exactamente três anos antes do primeiro dia da Revolução, no dia 4 de Outubro de 1907.

Abertura da ópera “Dona Branca”, de Alfredo Keil
Oquestra Sinfónica Portuguesa
Maestro: Johannes Stert
Hino Nacional de Portugal - A Portuguesa (versão completa/com letra)
Música: Alfredo Keil
Soprano: Elisabete Matos
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro: João Paulo Santos

 

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Alfredo il grande - Ópera de Gaetano Donizetti

por António Filipe, em 02.07.13
No dia 2 de Julho de 1823 realizou-se a estreia de uma ópera de Donizetti, que foi a primeira e a última apresentação desta obra.

“Alfredo il grande” é uma ópera séria, em dois actos, escrita pelo compositor italiano Gaetano Donizetti, com libreto de Andrea Leone Tottola, possivelmente baseado numa ópera com o mesmo nome, composta, em 1818, por Johann Simon Mayr e que conta a história do rei anglo-saxónico Alfredo o Grande. Foi a primeira incursão de Donizetti na história britânica. Mas pode dizer-se que esta ópera foi um falhanço espectacular.
O libreto era muito mau e a música não ajudou muito, embora Donizetti se tenha esforçado por avivar a história monótona, adicionando uma variedade de cenas com muita gente e música animada. A estreia teve lugar no Teatro São Carlos, em Nápoles, que veio a revelar-se como a cidade mais complicada durante toda a carreira de Donizetti, onde os críticos e as audiências eram extremamente exigentes e difíceis.

Ária "Non m'ingannai", da ópera “Alfredo il Grande”, de Donizetti

Tenor: Bruce Ford

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