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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 


pilritos de pilriteiro

por besugo, em 25.09.10

Não gosto do Professor Carlos Queirós. Prefiro dizer que "quem manda na FPF agiu de má fé, mas o Professor não presta" do que proferir um falso e completamente diverso "o Professor não vale um chavo, mas a Federação fede". Devem aliás feder, ambas as entidades, Federação e Professor, o mais que podem. Não será pouco.

O que nos transporta ao Orçamento. O Geral do Estado. Aquele que parece que é preciso que haja e que se aprove (este ou outro, mas que se aprove um) mas que provoca nos seus autores e nos seus sufragadores um daqueles conflitos que a Psicologia tenta explicar com a teoria dos conflitos (aquilo da atracção-rejeiçao, da rejeição atracção e da rejeição-rejeição e, já agora, do "eu queria-te mas às tantas contas ao teu namorado e eu levo no focinho") e que a Psiquiatria forense resolveria, se tivesse asas e independência e voltagem para tanto, com a velhíssima electroconvulsoterapia.

O que nos faz lembrar do estado da cultura em Portugal. Electrochoques é cultura? Também deve ser. Eu acho que a cultura podia estar pior. Por exemplo, o canal Q, que me fica de borla, podia limitar-se a não passar a entrevista que fez ao Fernando Tordo - mas não: deu um bocadinho e depois passou a transmitir uma merda qualquer com uns parvajolas. Ou seja, do mal o menos, deu um bocadinho do Fernando Tordo e eu gostei.

O que nos faz pensar na Literatura Portuguesa e no lugar que João Tordo, filho do Fernando Tordo e, hoje por hoje, mais "in" que o Pai, vai ocupar nela. Será, seguramente, um bom lugar - partindo do princípio que se esmerará mais, nos seus vertiginosos e quase trimestrais romances, na construção frásica gramaticalmente correcta (e menos nas suas noções de escrita criativa) do que se empenha quando se oferta ao "spank my monkey" no seu blogue.

O que poderia endereçar-nos, imediatamente, aos blogues. Mas não endereça. Ao menos para já. Ainda nos falta falar do Pedro Passos Coelho, do Marques Mendes, do Marcelo Rebelo de Sousa, do Cavaco Silva, do Bloco de Esquerda e do seu antagónico(?) émulo PP (de Paulo Portas), do papel estruturante e quinzenal (dantes era quinquenal) do PCP e do Santana Lopes. Falta-nos falar disso. É disso e da senhora doutora Nogueira Pinto e do aparentemente "spineless" Mário Crespo. E, provavelmente - pode parecer fora de propósito, mas a cara do Mário Crespo é o que me faz lembrar -, do caralho. E continuará a faltar, pela parte que me toca hoje. Eu, hoje, de grandes e pesadotas cabeças, fálicas ou não, só falaria se possuísse uma dessas em cima dos ombros. Mas hoje não. Hoje sinto os ombros mais leves, os trapézios mais afrouxados, o que deve querer dizer que sou detentor dum apêndice cefálico para dentro do qual bufaram hélio, ou outro raro gás levíssimo, que me faz cismar fininho e alevantadamente.

O que me recorda o problema da cisma, do "finismo" e do alevantamento. Tenho cismado fininho nisto dos blogues, no pouco e finíssimo tempo que o meu tempo me vai deixando para todas as cismas e para quase todos os tempos. Cisma pouca, portanto. A bastante, contudo, para vos deixar - alevantadamente - com a minha certeza de hoje: nos blogues contam-se poucas histórias e abusa-se um bocadinho da dissecação. Ou da dissecção, se preferirmos aludir a bisturis mais afiados com um mero sinónimo.

Uma vez, numa aula de Anatomia, dissequei parte dum cadáver que me deram para o efeito. Fi-lo porque tinha que o fazer, sem querer provocar naquelas carnações (eu sei que estavam mortas e que fediam a formol, nem sempre me saem bem as alegorias) nenhuma reacção, nenhum comentário, nenhum abraço terno, nenhum "quase zombiano" chapadão nas ventas. Saí-me bem, lembro-me disso, e façam-me o favor de acreditarem que isto é a minha história de hoje - e que talvez devesse contá-la, a querer contá-la, noutro sítio.

 

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publicado às 00:12


7 comentários

De Marco a 25.09.2010 às 02:49

"nos blogues contam-se poucas histórias e abusa-se um bocadinho da dissecação. Ou da dissecção, se preferirmos aludir a bisturis mais afiados com um mero sinónimo."

Spot on!

De Garnizé a 25.09.2010 às 18:01

Continuas apanhar só as migalhas , ou seja apanhas as partes sem entender o todo.......! A mensagem ta dentro da garrafa ....chegando lá toda esta léria , é fumaça.....!  Capici

De besugo a 25.09.2010 às 19:07

A mensagem está dentro da garrafa e chegando lá tudo é fumaça, é isso, Garnizé?
Olha lá, tu andas a fazer uma espécie de "remix" dos Police com o Jáfumega, certo? 
Não deve demorar nada que te queixes que a cerveja já está choca e que devias ser tu a fazer de Sting naquele dueto com a Sheryl Crow.

De Garnizé a 25.09.2010 às 20:33

Besugo nunca se deve deixar uma sagres ficar choca! Quanto a musica ultimamente a minha onda tem Rammstein , sei k é um bocado pesado....mas se perceberes bem letra da musica da qual te vou dar o link vais entender bem  a minha situaçao.Considero a lealdade o maio principio da vida....! Vê com atenção a letra da musica até ao fim .

http://www.youtube.com/watch?v=ZFbcJWqhiyE (http://www.youtube.com/watch?v=ZFbcJWqhiyE)


De Rogério da Costa Pereira a 25.09.2010 às 21:58

Besugo: vamos esclarecer as coisas. Este troll é meu e só meu ok? 

De Isabel Moreira a 27.09.2010 às 16:33

 o que é um troll?

De Marco a 27.09.2010 às 17:12

Mitologicamente, são uns seres grandes, fortes, feios e maus.

Na internet, são uns tipos muito chatos, do género de apontar erros ortográficos de forma sistemática, ataques ad hominem de forma recorrente e outras simpatias do mesmo calibre. A maior parte das vezes têm uma fixação num certo blogger/forumeiro, a quem "trollam" insistentemente, em caixas de comentários ou em blog/fórum próprio.

Existe uma abreviatura tão velha como a internet, DNFTT, que o Rogério tem ignorado, que quer dizer do not feed the trolls. Como outros seres, se não forem alimentados, acabam por ir pastar para outro lado, o que neste caso é óptimo.

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