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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 


A confissão de Helena Matos

por Isabel Moreira, em 26.05.10

Leio esta caixa de comentários e não acredito. Naturalmente não está, nem pode estar, em causa o estafado pseudo-caso das ajudas de custo da Deputada Inês de Medeiros para Paris, cidade da sua residência, ajudas de custo que, como é sabido, nunca pediu e que foram objecto de um parecer, de uma decisão que lhe atribuía y, sendo que a Deputada renunciou a esse direito. Caso arrumado.


 


Nada disto seria possível, naturalmente, se a residência de Inês de Medeiros não fosse em Paris. Isso atesta-se pelos documentos fiéis para o efeito, e não por aqueles que dão jeito a quem caluniou a Deputada, já se vê. Não se imagina os serviços do Parlamento debruçados sobre a lacuna que existe no normativo disponível numa situação como a de uma Deputada ter sido eleita pelo círculo de Lisboa, embora com residência em Paris, se, à partida, os dados da equação não estiverem correctos, não é verdade, isto é, se a Deputada não tiver sido eleita pelo círculo de Lisboa e se a Deputada não tiver residência em Paris.


 


Foi difícil e continua a ser difícil explicar a pessoas com cérebro activo e com capacidade de ler normas elementares que é normal, possível, nada da conta delas, uma decisão dos Partidos, uma Deputada ter residência no estrangeiro, no Porto, na Coina, onde for, e ser eleita por Lisboa. Foi o caso. Naquela caixa de comentários, Helena Matos acha-se no direito de perguntar e de indagar implicitamente da boa fé de Inês de Medeiros quanto ao sucedido, pelo que é bom que se perceba que, como o assunto Inês de Medeiros está arrumado, o que aqui está em causa é só e apenas a acrobacia aflita de Helena Matos.


 


Diz a colunista que não fala de fés. Eu falo da boa e da má fé, e a má fé de Helena Matos na caixa de comentários é de levar algumas pessoas menos avisadas ao Júlio de Matos. Não é, certamente, o meu caso, nem o de Inês de Medeiros, de certeza, estou em crer.


O que se passou, afinal?



É simples. Helena Matos escreveu esta coisa caluniosa: "Na verdade, a deputada Inês de Medeiros recorreu a um estratagema muito comum quando se quer iludir o Estado: dá-se outra morada. Há quem o faça para que os filhos vão para uma determinada escola pública ou para serem integrados num centro de saúde onde exista médico de família. Dando outra morada, Inês de Medeiros conseguiu eleger-se por Lisboa. Mas agora a senhora deputada quer ainda ser compensada por essa sua esperteza e diz que não paga as viagens".


 


Quando escreveu isto, dia 30 de Março de 2010, eu própria, como se pode ver na caixa de comentários dessa peça, perguntei directamente a Helena Matos em que é que se baseava para afirmar que Inês de Medeiros "deu outra morada", para além, claro, da nojenta notícia citada e desmentida pela Deputada. Helena Matos não piou. Não piou.


 


Desde então, como não é acéfala, deu pelos desmentidos, deu pelos documentos entregues por Inês de Medeiros aquando da candidatura, que são os documentos assinados por ela, portanto esses sim os que podem levar alguém a dizer o que a Deputada declarou ou não declarou, esses sim os documentos que fazem fé. Ou, volto à minha, nada disto seria possível, não é? A AR, através dos seus serviços, enganada até aos cabelos, mas,  Helena Matos, no dia 30 de Março, com base numa notícia de um jornal que me custa citar, iluminada, descobriu um crime, caso não saiba: o crime de falsificação de documentos públicos. É que foi disso que acusou, com leviandade, Inês de Medeiros. Eu, se acusasse alguém de um crime desses, não me ficaria pela citação de um jornaleco, mas a Helena Matos lá sabe. E como sabe...


 


Sabe tão bem o disparate monumental que fez que andou caladinha desde 30 de Março. A tentar o quê? Corrigir o erro? Pedir desculpas? Admitir que se precipitou? Não. Toca de, no dia 26 de Maio, ir a uma caixa de comentários do Jugular dizer que descobriu uma alegada lista onde consta que Inês de Medeiros vive em Lisboa. Deve estar a suar em bica a esta hora. Dois meses à procura de um papel que limpasse a cara de caluniosa que foi e que continua a ser.


 


Este gesto só agrava e só demonstra em tom gritante a má fé de Helena Matos. A consciência que tem da ilicitude do seu acto é tão aguda que levou dois meses a escarafunchar o que conseguiu até citar o raio de um papel que contivesse um erro.


 


E então, Helena Matos? Isso significa que "Na verdade, a deputada Inês de Medeiros recorreu a um estratagema muito comum quando se quer iludir o Estado: dá-se outra morada. Há quem o faça para que os filhos vão para uma determinada escola pública ou para serem integrados num centro de saúde onde exista médico de família. Dando outra morada, Inês de Medeiros conseguiu eleger-se por Lisboa. Mas agora a senhora deputada quer ainda ser compensada por essa sua esperteza e diz que não paga as viagens"? Só significaria se essa listinha fosse uma declaração da Inês de Medeiros, certo? Se essa listinha fosse um "estratagema" dela, certo? Se o que relevasse não fosse a morada que a Deputada indicou nos documentos para o efeito entregues no TC, certo? Falamos todos a mesma língua, certo? Se queria acusar a Inês de Medeiros de "dar uma morada falsa", de um "estratagema" para o efeito legal que invocou na sua calúnia, ia consultar os documentos idóneos para o efeito, certo? Até porque era facto público e notório que a Deputada vivia em Paris, nunca deu por isso?


 


Eu espero que a Helena Matos continue a  comentar, como tem feito, as suas próprias declarações. Tem sido uma confissão perfeita.


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publicado às 19:35


24 comentários

De Não Interessa a 26.05.2010 às 21:28

Sou completamente insuspeito de nutrir qualuqer tipo de simpatia pela Helena Matos, mas se é verdade que na lista de candidaturas a morada da deputada Inês de Medeiros aparece como na freguesia de Santa Catarina, Lisboa (ou wtv..) então mantém alguma razão no que disse. Digo eu. Quer dizer, não vi ninguém refutar isso nem explicar qual seria a intenção. Digo eu que percebo e tenho genuinamente mais interesse em pesca desportiva do que nestes fait-divers de estabelecimento da credibilidade blogosférica (e-cred, ou medir o e-penis)

De Irene Pimentel a 26.05.2010 às 22:05

Disgusting, é só o que me lembro de dizer para qualificar o comentário de hm e o que fizeram a Inês de Medeiros, perante o silêncio de muitos, que deviam ter reagido.

De Luís Bonifácio a 26.05.2010 às 22:08

Não é em Santa Catarina. Inês Medeiros vota, logo reside (e o resto são cantigas) na Freguesia de Santa Isabel que se situa a 1500 m do Parlamento. Aliás há poucos meses atrás até apareceu num boletim municipal a falar das virtudes de residir em "Campo de Ourique".


Mas é inútil falar nisto a Isabel Moreira, ela é surda.


Mas imagino como Isabel Moreira regiria se a deputada em causa fosse eleita pelo PSD ou CDS. Gritava tão alto que seria autuada por ultrapassar o nível máximo de decibéis permitidos por lei.

De Helena Matos a 26.05.2010 às 22:59

Não só não era público nem notório - vejam-se as declarações enquanto cidadã de lisboa de apoio de Inês de Medeiros a António Costa, o seu trabalho em Lisboa durante o segundo semestre de 2009 ou as declarações enquanto lisboeta a um folheto dum bairro - como e isso é incontornável na Lista Ordenada de Candidatos a candidata Inês de Medeiros é identificada como residindo em Lisboa, na freguesia de Santa Catarina.

De Isabel Moreira a 27.05.2010 às 00:30

a própria helena matos poderia explicar-lhe, para que se não cansasse a ler a lei, que morada de residência e morada, se quiser usar o termo, para efeitos de recenseamento, não têm de coincidir, pelo menos antes da emissão do cartão de cidadão. todos os meus amigos emigrantes, portanto, como imagina, residentes no estrangeiro, votam em Lisboa ou no Porto. Por que será? Já pensou? Não é essa a questão. Foi, infelizmente, às tantas lançada essa confusão, mas já foi esclarecida. Estava desatento. Quanto ao resto, também anda muito distraído no que toca ao que tenho escrito. Passe bem.  

De Isabel Moreira a 27.05.2010 às 00:39

bom, vejo que refuta uma pequena linha do meu texto, a que se refere a ser facto público e notório que a figura pública Inês de Medeiros residia em Paris. não vou explicar-lhe o que significa facto público e notório em direito e como ele não é desmentido pelo que afirma. mas é um pormenor. quanto a tudo, tudo, tudo, mas tudo o resto, agradeço a confirmação da confissão. vejo que dois meses depois da difamação, está agarrada como pode a uma alegada lista que em nada demonstra a sua infame afirmação que imputa à Inês de Medeiros uma declaração fraudulenta. essa lista foi, como afirma no seu texto, uma declaração da Inês? é que declaração da inês, eu, o Tribunal Constitucional, a AR, portanto, quem interessa para efeitos de a mesma poder ter cometido o crime público de que a helena matos acusa a inês de ter cometido, só conhecemos uma onde consta como residência paris, está a ver o seu problema? 

De Helena Matos a 27.05.2010 às 08:11

Eu não acuso Inês de Medeiros de crime algum.
Etica e politicamente discordo completamente da atitude da candidata mas isso nada tem a ver com crimes. Aliás essa ideia de que só existem problemas éticos se se provarem os crimes é algo de que que discordo por princípio.
Nunca fui candidata a deputada logo não sei se um partido pode incluir nas listas ordenadas de candidatos o nosso nome a nossa morada sem confirmar connosco os nossos dados. Mas se for o caso da Lista Numerada de Candidatos ter dados sobre Inês de Medeiros que a mesma não confirma então há um problema entre a candidata e o partido pelo qual se candidatou.  E esse problema existe desde que a candidatura começou pois esta Lista Numerada é um documento fundamental à apresentação das candidaturas. Foi por ele que se soube que Inês de Medeiros era a terceira candidata do PS pelo círculo de Lisboa.

Creio já ter escrito sobre o assunto tudo o que tinha a escrever. Quanto à criminologia podems deixá-la para outras ocasiões eoutros protagonistas

Helena Matos

De Isabel Moreira a 27.05.2010 às 11:41

helena,
começa a preocupar-me a sua falta de memória relativamente ao que a própria helena escreveu. a helena acusou expressamente a inês de medeiros de "ter dado uma morada falsa" e de ter "recorrido a um estratagema muito comum quando se quer iludir o estado". ora, isto configura um crime, sim. chama-se falsificação de documentos públicos, só para começar, na parte de "dar uma uma morada falsa", está a compreender? e o título da sua peça era "se bem percebi", baseada ligeiramente numa notícia - está recordada??? - e não em peseudo-lista alguma, que, ainda assim, no que toca à acusação, teria de ser o documento relevante para efeitos da candidatura e o documento com a "declaração" da inês de medeiros . discordar da "atitude", coisa que me escapa, pois não são os deputados mas os partidos que determinam a composição dos círculos, é lá consigo, mas daí a difamar vai um passo de gigante. neste seu comentário, com uma mensagem implícita, parece querer dar a ideia de que os partidos  dizem assim: queres ser candidata por lisboa? força! e mais nada. não, helena. há um procedimento legal. que a inês de medeiros cumpriu. entregou no tc a sua documentação, com a declaração - a sua declaração, a que conta, a que se fosse falsa seria, sim, criminosa - relativa à residência. quer dizer-me onde está a norma legal que prescreve que essa lista que referiu pela primeira vez dois meses depois do seu bonito texto é a relevante para efeitos de validação dos dados relativos à residência de um deputado e consequentemente para a sua candidatura?

De Helena matos a 27.05.2010 às 13:30

Isabel esta polémica já vai longa mas creio que   nunca escrevi "morada falsa". Aliás nem percebo a que título a questão da falsidade da morada seria para aqui chamada. O que escrevi e escrevo é que existem sim duas moradas. A Isabel não acha relevante que a morada de Lisboa conste quer no local de recenseamento quer na Lista Numerada de Candidatos. Eu acho. E é esse o nosso desacordo. As falsidades das moradas não têm naad a ver com isto.
Como já escrevi anteriormente tentar criminalizar as opções, escolhas e decisões do domínio ético não é algo que eu faça.

Helena Matos

De Isabel Moreira a 27.05.2010 às 14:23

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<P class=incorrect name="incorrect" <a>elena</A> </P>
quem tornou este caso "longo" foi a helena nos seus comentários na caixa a que faço alusão. nunca escreveu "morada falsa"? Ó helena, francamente, poupe-me e poupe os leitores: quando escreveu que a inês "recorreu a um <STRONG>estratagema</STRONG>" que consiste em "<STRONG>dar outra morada</STRONG>", dando como exemplo análogo da aldrabice o que certos pais fazem para conseguirem pôr os filhos noutras escolas que não os da sua residência real, está a acusar a inês do quê senão de ter dado como morda de residência uma morada que não a real, isto é, uma morada <STRONG>falsa</STRONG>? por favor..vamos fazer joguinhos de palavras, agora? e já agora, helena, não sou eu que não acho relevante a morada de recenseamento , como sabe, é a lei. a helena não tem amigos emigrantes, que vivem no estrangeiro e que vêm cá votar, precisamente porque estão cá recenseados? não sabia que isso é irrelevante para efeitos de uma candidatura à AR? se não sabia, não era difícil informar-se antes da acusação. e começa a cansar, sinceramente, a alusão a essa lista, que sinceramente não conheço, porque já lhe expliquei, mas volto a explicar, que a existir, é irrelevante para o caso: a helena acusou a inês de ter dado uma certa morada. a inês deu como residência paris, ao contrário do que a helena escreveu. e "deu", usando as suas palavras, onde tinha de "dar", nos documentos oficiais para efeitos da sua candidatura.  só se imputa um acto a uma pessoa se esse acto foi da autoria..dessa pessoa. é assim tão difícil de perceber isto? se eu amanhã fosse escolhida por um partido para me candidatar por castelo branco e vivesse em castelo branco,  declararia nos documentos que teria de entregar no TC a minha residência em castelo branco. até podia estar recenseada em lisboa, indiferente. estaria tudo bem. ai de si que me viesse dizer que eu teria cometido uma aldarbice qualquer. e mais: poderia aparecer a lista, listas, anúncios, o que quiser, dizendo que eu residia em lisboa, que a helena nunca, jamais em caso algum, me poderia caluniar dizendo que eu tinha "dado uma outra morada num estratagema comum" para ter ajudas de custo, por exemplo. tudo isto é especialmente triste quando é evidente que a sua acusação se baseou apenas numa notícia: lembra-se dio título do seu texto? era mais ou menos assim, citando a notícia: "se eu percebi bem" . eu daqui a nada começo a fazer bonecos.

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