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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



É proibido parar

por Celia Correia, em 30.12.13

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publicado às 22:40


Há tanto que não escrevo

por Rogério Costa Pereira, em 28.12.13

Há tanto que não escrevo.

Em rigor, não sei se algum dia escrevi; o que faz do tempo um tempo ainda maior.

Como que sem princípio nem fim.

Uma folha em branco e letras em cima.

Isso já eu fiz.   

Mas escrever?

Escrever de escrever? Alinhar sentires em forma de palavras? Orquestrar letras? Pô-las a cantar e a dançar?, a chorar e a rir? Ou simplesmente a estar?

E a não estar.

Mandar as letras estar e não estar é coisa incomum e trivial, complexa e fácil… e um ror de outras coisas mais, todas em forma de antónimos e sinónimos.

Assim mesmo. O nosso reflexo ao espelho.

Escrever será a nossa tese e a nossa antítese.

O nosso sim e o nosso não.

Quando nos olhamos ao espelho olhamos o nosso contrário. A esquerda à direita, a direita à esquerda.

E o eterno olho vesgo que quem nos olha vê -- não o de quem nos olha, mas aquele que quem nos olha vê.

Escrever de vómito; há quem o faça. Eu mesmo alinhei palavras e frases dessa forma. E tive aplausos e apupos. O tal espelho. Mas duvido que tenha escrito.

Escrever de escrever será algo como a líbido em papel. E sei lá eu o que é isso, a líbido em papel. Sente-se, não se sente, sente-se, não se sente.

Um piscar de olhos.

A verdadeira escrita estará algures na parte em que os olhos fecham. Algures ali, antes de abrirem. Algures ali, antes de fecharem.

Talvez ditando de olhos fechados para que outro o maximize ao papel. Ia dizer reduza ao papel, mas isso seria uma ironia dupla, que nada na escrita é redutor e o papel não passa de um veículo.

Uma escrita falada, talvez… O Antero fazia muito isso, resfolegava e os outros apanhavam daqui e dali e iam a correr assinar por baixo. No papel.

Mas uma escrita falada não é escrita, a não ser que se tome o percurso inverso. Se escreva para depois se dizer.

Dizem as convenções de bem escrever (ele há disso, com feiticeiros a soldo e aprendizes salivantes).

Dizem os livros – ironia, dizem os livros.  

Li tanta escrita falada que calhou estar no papel… Tanta que me desdigo e contradigo.

No papel.

A ideia é mesmo essa; palavras no papel.

Palavras no papel.

Ao som de uma música que não é mas que se ouve; de uma mão que não apalpa mas que se sente; de um cheiro sem cheiro que nos faz delirar de tanto cheirar…

De uma língua que passa ao de leve no ouvido; onde não há ouvido nem língua.

De um olhar que não se olhou, mas que se vê.

Que se lê.

Acho que escrever é essencialmente isso.

Um empurrão dado de trás prá frente e de frente prá trás.

Como que numa entoação perfeita e imperfeita -- escrever talvez seja isso; ambas as coisas ao mesmo tempo. A perfeição alinhada com a imperfeição.

Um duplo empurrão uno, após o qual não ficamos no mesmo sítio; por mais coordenado que seja.

Uma teia de aranha que se limpa mas que, de tão bela, não se deixa limpar. 

Quem sabe um dia.

Sei lá se estou aqui, sei lá se estou bem.

Há tanto que não escrevo.

Talvez escrever seja também isso.

Não escrever...

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publicado às 02:12


I'll be here for you

por Celia Correia, em 27.12.13

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publicado às 14:39


A natividade de Hórus

por Luís Grave Rodrigues, em 27.12.13

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publicado às 01:27


Meninos sem pão

por Rogério Costa Pereira, em 25.12.13

Esse resolve-se

O dos meninos sem pão

Não

Esse tem solução

O dos meninos sem pão

Não

Porque vivemos do cartão

E os meninos sem pão

Não

Vivem do pão que não é

Do pão que não têm

Os meninos sem pão

(os meninos sem pão)

Meninos sem pão

Meninos sem sorriso

Meninos que vivem uma negação

Negação de Ser Meninos

Porque

Haja o que houver

É preciso haver Meninos sem pão

Porque

Para que os mercados digam sim

Dizemos nós que não

Aos Meninos sem pão

 

[e as letras que me desculpem

a intromissão

neste tipo de ordenação] 

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publicado às 01:24

Hoje é o dia de agradecer a um Senhor que nos mandou emigrar. Ele tem muita tendência a ver as coisas sempre por outro prisma. Vamos entrar na táctica dele e vamos ver as coisas por outro lado. Crianças sem presentes? É bom, pra não viverem acima das possibilidades. Olhem todos aqueles que emigraram a virem com o dinheiro ganho no exterior e a gastá-lo aqui! Isto dinamiza muito este nosso país, embora um contributo maior fosse dinamizar o cérebro do nosso coiso (não consigo mencionar o nome dele, desculpem). Acredito que ele também esteja revoltado com a vida porque no fundo tem noção que a corda do trenó lhe está a fugir das mãos e que as renas estão as morrer à fome simplesmente para nada. É uma questão de emagrecer por emagrecer e não de emagrecer pra mais tarde engordar. O trenó anda sem presentes porque esses presentes em forma de juros caíram todos em meia dúzia de países. Hoje sei que por cá se tenta comer bacalhau mas na Alemanha não faço ideia. Será caviar? Lagosta? Será que comem? Ouro? Juros? A minha revolta não é contra as pessoas, não pensem que repudío os cidadãos Alemães. Só quero levantar uma questão. Foi esta Europa igualitária com padrão de vida uniforme e estandardizado que se falava na sua formação? Será que era? Que culpa têm as crianças deste país ao não receberem um presente?

Devo ser uma pessoa muito sensível por pensar desta maneira. Será que tenho razão em colocar vidas de pessoas à frente de uma Economia deste género?

Ainda gostava de ver se a tradição em vez de peru e bacalhau fosse Coelho. Será que era hoje? Era a prenda que todos nós precisávamos. Era a minha melhor prenda.

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publicado às 16:47


Haja Musica (31)...é Natal :)

por Herculano Oliveira, em 24.12.13

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publicado às 13:08


Tu sabes que é um mito…

por Luís Grave Rodrigues, em 24.12.13

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publicado às 00:35


A dignidade ensinada aos cristãos

por Luís Grave Rodrigues, em 23.12.13

Dignidade photo Dignidade_zps08ac9826.jpg

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publicado às 00:35


Como pode um incompetente chegar a dirigente?

por Filipe Figueiredo, em 21.12.13

Numa perspectiva de longo prazo, a prosperidade de um povo depende, quase sempre, da competência daqueles que o lideram, porque todas as acções de um qualquer líder - acertadas decisões ou sublimes disparates - condicionam gravemente o futuro do seu povo.

Considerando a hipótese de que num qualquer momento a hereditariedade se apresenta como condição única para determinar a “escolha” de um líder, a sua inteligência deixa de ser uma condição necessária e os riscos de se “escolher” um líder incompetente, duplicam.

Um líder incompetente ou de débil inteligência tenderá a sentir o seu ego e poder ameaçados pelos homens inteligentes que o rodeiam, procedendo diligentemente à substituição destes, por outros que se identifiquem com ele em “sabedoria ou inteligência”.

Estes pressupostos, facilmente nos levam à conclusão de que as Monarquias correm constantemente o risco de criar governos (ou representantes oficiais de um povo, como defendem os agora “modernos” monárquicos) impregnados de homens singularmente incompetentes.

Também nas sociedades modernas pouco me surpreenderá se assistir a este sistema gerador de incompetentes entre as segundas e terceiras gerações das “grandes” famílias capitalistas; neste caso, menos preocupante, pois a queda de determinado “império capitalista” familiar não provocará danos de maior, ou de longa duração, na sociedade.

Em Democracia, o sistema gerador de incompetentes, mais gravoso e de difícil resolução que conheço, estará, muito provavelmente, no seio dos partidos políticos. Este tipo de sistema surge dentro das máquinas partidárias sem que se dê por isso. É como um cancro não detectado em tempo útil, em que a esperança de cura se revela mínima. 

Diferentemente das Monarquias, os sistemas geradores de incompetentes (não gerando obrigatoriamente incompetentes), presentes nos partidos políticos, nem sempre decorrem de uma qualquer linhagem familiar.

Nas profundezas da génese dos partidos políticos, existem várias condições ideais, favoráveis ao surgimento e propagação destes sistemas.

Exponho aqui o que julgo serem cinco dessas condições:

 

“Lobbysta”: quando (não raras vezes) existe a intromissão nas decisões dos agentes políticos, por parte de grupos organizados, levando à nomeação directa de alguém, não pela sua competência mas sim pela sua fragilidade intelectual e moral;

- Emocional: os conhecidos “Jotas”, desde tenra idade, vão criando os naturais laços de amizade que justificam depois, em idade adulta, as abundantes nomeações “entre si” para funções dirigentes, nas mais variadas áreas da sociedade, sem que estejam minimamente qualificados para tal;

- Hereditário: apesar de apelidar esta condição de “hereditária”, aqui não estamos perante (como no caso das Monarquias) uma “hereditariedade literal” (por não ser uma condição “lei” assumida publicamente); trata-se antes de uma “hereditariedade emocional/condicional”, no sentido em que existe uma real “troca de cadeiras” entre familiares de políticos (sendo mais perceptível entre os familiares de distintos políticos);

- Mediático: a mediatização da política tem obrigado os agentes políticos de maior profundidade intelectual (também conhecidos por “estadistas”) a ceder os seus lugares de primeira fila, do teatro político, aos “artistas” (palhaços) do populismo demagógico e simplório que, com maior facilidade, conquistam espaço nesta nova era de “fast food” mediático;

- Casulo: esta condição, que casualmente decidi apelidar de “casulo”, consiste na barreira invisível que impede ou dificulta grandemente a entrada de novas pessoas e novas ideias nos partidos políticos. Qualquer norma que limite, seja de que forma for, a participação pacífica de um cidadão na actividade interna de um partido político, essa norma estará a castrar um direito que me parece fundamental em qualquer Democracia. A exclusão de todos os não-filiados nos actos eleitorais internos de um partido político, são prova chocante de violação das “regras” de uma Democracia.

Esta fobia (fobia dos “votos de sabotagem”, ou seja, “fobia” no seu sentido estrito), leva ao aumento das probabilidades de surgir a incompetência e a habitual cegueira. Assim como Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura, também os partidos, através deste “casulo” (qual Narciso!), não fazem outra coisa que não seja olhar-se ao espelho.

 
Porque existirão sempre excepções…É importante que olhemos para estas condições, em particular para as primeiras quatro, não com fatalidade, mas sim como POTENCIAIS geradoras de gente incompetente. Devendo, contudo, ser constantemente analisadas e tendencialmente extintas. 

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publicado às 08:55


... da Magia de voltarmos a Ser

por Rogério Costa Pereira, em 21.12.13

Ouçam uma coisa.

Lembram-se da parte final do "Peter Pan" (versão Disney)?, quando o pai vai à janela e vê o barco desaparecer no horizonte? e se lembra que também tinha visto algo semelhante, em criança, algo que o tens-que-ser-homem o tinha feito esquecer?

Como aqui há dias recordava o Luis Grave Rodrigues, Christopher Hitchens disse algo como "Eu nem sequer sou tão ateísta como sou anti-teísta". E comigo passa-se algo semelhante, ao ponto de até conseguir deixar de parte o meu ateísmo em prol do meu anti-teísmo. Converter-me-ia a qualquer deus que abolisse as religiões. Não precisamos de deuses. Precisamos de Mulheres e de Homens. Verdadeiros Crentes. Crentes na Mulher e no Homem.

Ouçam uma coisa.

A tábua de salvação está em algo que nós podemos ver, basta abrir os olhos. Olhem as nuvens, rememorem os vossos tempos fraldados e desfraldados e verão que a Magia está nas Mulheres e nos Homens. Vejam o barco.

Magia. Não permitam que os tempos que correm vos impeçam fazer Magia e de ensinar os vossos meninos a acreditar nela e a fazê-la. Porque ela, a Magia das Mulheres e dos Homens, existe. Foi por Magia que se inventou a roda. Foi por Magia que demos passos adiante, como Civilização.

Se não acreditássemos que o coelho (salvo seja) sai da cartola, mesmo que duvidemos que está lá, não teríamos sequer saltado da árvore. Jamais o nosso polegar poderia tocar nos outros dedos. Uma inoponibilidade que nos impediria o Ser.

Foi tudo por Magia, Magia nossa. Porque ousámos.

Há algo em que temos de insistir, algo de que não podemos desistir. Somos. Existimos. Essa é a Magia. Ser. Ser e acreditar que podemos ser mais do que aquilo a que nos tentam reduzir. O deus ao qual pedimos? Peçam a vocês, e verão que resulta melhor. E resulta desde logo porque se formos crentes (em nós) o suficiente, e se lutarmos por nós, as coisas acontecem. Ou desacontecem. Como quem separa o trigo do joio.

Não somos números.

Somos!

Experimentem tirar um livro, um piano, uma arte de fazer sorrir dos ouvidos dos vossos meninos. Eles abrem muito a boca, e acreditam sem acreditar. E o sorriso sai. Porque eles acreditam. Não os enganamos, é como que uma espécie de raio de sol em dia de chuva. E acontece o arco-íris.

Façam essa Magia. E eles inventarão de novo a roda. As rodas que sejam necessárias. E como que por Magia, talvez não no nosso tempo (certamente que não), voltaremos a ser Mulheres e Homens.

Ora experimentem. Pensem bem no ridículo a que a nossa espécie se devotou. No ridículo a que as Mulheres e Homens se entregaram. Números. Hoje por hoje, somos números. Contas de subtrair. O meu filho não é um número; nenhuma criança pode ser reduzida a um número. Assim como nenhum velho pode começar a ser olhado como um criminoso porque ousou ter números a mais no tempo de Vida.

É assim tão simples? É assim tão simples, sim! Somos nós que complicamos e deixamos que nos compliquem. Se esta forma de pensar e de agir muda o mundo no imediato? Claro que não. Leva tempo. Quase tanto ou mais do que o tempo que levou a chegarmos a esta negação de vida.

Mas ou nos entregamos ao umbigo da nossa existência, e aí podemos atropelar os nossos iguais e dormir descansados. Há muito quem consiga e siga dessa forma. Ou acreditamos naqueles Olhos Grandes, cheios de esperança, que nos olham a cada dia.

Os nossos Filhos. Temos tudo a aprender com eles, para depois lhes ensinar a não esquecer. Não é um paradoxo, esta estranheza circular. Circular mas benigna.

Eu chamo-lhe Magia, chamo-lhe Francisco.  Ele mostra-me o tal barco que voa, e eu olho-o, ao barco, e tento que ele não se esqueça disso. Que há barcos que voam. É tão estupidamente fácil mudar o mundo. Basta tirar os óculos baços que nos põem à nascença.

Serei um sonhador, mas ainda me lembro quando os nossos filhos inventaram a roda. Chamaram-lhes sonhadores. Eles não são sonhadores, nós é que nos esquecemos de como é fácil sonhar. E de sonhar a fazer vai o voo de um pardal. Se começarmos hoje, o amanhã vai ser menos distante.

Eu chamo-lhe Magia, a minha avó chamar-lhe-ia um pífaro. É preciso é que comecemos, que ontem já era tarde. Experimentem e verão resultados nos dias seguintes, a cada passo do vosso filho. Quanto aos resultados para a Humanidade? Fizemos tanta asneira que talvez os netos dos nossos netos consigam viver resultados.

No entretanto, “basta” fazer Magia.

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publicado às 07:01


Solstício de Inverno

por Luís Grave Rodrigues, em 21.12.13

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publicado às 01:43


Rafael Alvarez

por Celia Correia, em 19.12.13

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publicado às 18:23


A empresa fantasma.

por Manuel Tavares, em 19.12.13

 

O governo quer passar a imagem que tenta dirigir o país como uma empresa, no entanto ninguém percebe qual é a cultura empresarial desta gente e muito menos qual o modelo de negócio que pretendem para o país.

 

É que o engano é bem mais profundo do que a maioria julga. Eles têm a retórica do empreendorismo, da livre iniciativa e etc, mas quase nenhum deles têm nada para nos mostrar nesse capítulo...tirando um cartão partidário.

 

 

O relógio está a fazer  “tic-tac”... Estamos no país do faz de conta, sendo que só estamos nas bordinhas da imensa "bullshit" onde podemos cair se continuarmos por aqui... a dar carta branca a pessoas despidas de ideias, visão e que não acreditam num projecto chamado Portugal.

 

É a isto que estamos entregues, "contadores de feijões" na melhor das hipóteses, quando não simplesmente incompetentes ou mesmo corruptos.

 

 

É preciso arrepiar caminho, todos nós na parte que nos toca, ou o que parece uma realidade má neste momento será amanhã uma trituradora de gerações.

 

Todas as coisas reais têm uma ética, o verdadeiro empreendorismo é assim que funciona:

 

1 - Parte das pessoas,

2 - Funciona com pessoas,

3 - Funciona para as pessoas,

4 - Não é "naif" nem cai no oposto da ganância.

 

 

Por tudo isso, estes senhores são uma fraude, bem mais profunda do que mesmo a maioria que os critica julga. Não sei se serviriam sequer para limpar sanitas (trabalho honroso mas que necessita de poucas habilitações, não prescindindo nunca de atenção e dedicação) numa qualquer Google ou Apple deste mundo...

 

 

No entanto, mais que procurar culpas da actual situação, convém perceber como chegamos aqui, quais os interesses nacionais e europeus que se conjugaram criando uma espiral que destrui a economia, o Estado e que ameaça o bem-estar e futuro dos nossos filhos.

 

Nessa equação cabem logicamente os actuais "vendilhões do templo", mas também muitos "fariseus" que por aí andam assobiando para o lado como se a culpa da actual situação nada tivesse a ver com eles.

 

 

Sendo assim, o sentido de procurar culpas e identificar erros, tem como objectivos simples identificar responsáveis e impedir a continuação de padrões nocivos de comportamento ou ideias manifestamente erradas.

 

O marketing mediático, alimentado pelas máquinas de interesses económicos e partidários instalados, não deixa que floresça no pais uma cultura de mérito e verdadeiro empreendedorismo, sobretudo pelo ruído propositado que cria, impedindo o comum cidadão de sequer identificar aquilo que cegamente apoia, contra os seus próprios interesses e contra o interesse comum.

 

 

Temos pois actualmente este empreendimento chamado Portugal, totalmente manietado, sem rumo, sem chama, destruindo paulatinamente a sua maior riqueza (a humana), alienando a sua riqueza material e sem a mínima ideia do que fazer com uma ou outra, apenas focado em pagar as contas no fim do mês baseado num rendimento que definha sem perspectiva de crescimento (precisamente porque na vida quando nos agarramos ao que temos, estamos condenados a ficar sempre com menos a que nos agarrar)

 

© manuel tavares 

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publicado às 00:25


Boas festas? Para alguns.

por Celia Correia, em 18.12.13

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publicado às 20:24

Varios jueces, catedráticos de Derecho y los sindicatos UGT y Comisiones Obreras han celebrado este sábado una jornada en la que han criticado las reformas del Código Penal y de la Ley de Seguridad Ciudadana propuestas por el Gobierno de Mariano Rajoy porque suponen "criminalizar" a los ciudadanos y "cercenar los derechos".

UGT y Comisiones Obreras han celebrado esta mañana la jornada "Derechos y Libertades ante las reformas del Código Penal y de la Ley de Seguridad Ciudadana", en la que han participado representantes de tres asociaciones de jueces, una de fiscales y cuatro catedráticos de Derecho.

Al encuentro, celebrado en el Círculo de Bellas Artes, ha acudido el diputado de Izquierda Unida Gaspar Llamazares, quien al igual que los intervinientes ha criticado duramente ambas reformas.

El representante de Jueces para la Democracia José Luis Ramírez ha explicado que "la Ley de Seguridad Ciudadana es laválvula de cierre del sistema que diseña el proyecto de Código Penal", de manera que "se cierra el círculo de la criminalización del ejercicio de los derechos fundamentales".

Ramírez ha subrayado que la subida de las tasas "ha generado un descenso de cerca del 40% en el ingreso de asuntos contencioso-administrativos", mientras la futura Ley de Seguridad Ciudadana tipifica más infracciones, por lo que "los ciudadanos van a ser sancionados pero no van a poder recurrir porque tendrán que pagar tasas".

En su opinión, la reforma del Código Penal es "innecesaria" y por lo tanto "ilegítima" y "profundiza en la marginalización de la sociedad", creando la figura de "un nuevo tipo de delincuente: el disidente político".

Desde la Asociación de Jueces Francisco de Vitoria, Marcelino Sexmero ha sostenido que las reformas planteadas "atentan contra derechos fundamentales de las personas, criminalizan ciertas conductas sociales y tienen un contenido marcadamente ideológico y político".

En su opinión, el Código Penal "no se puede reformar porque un partido quiera", sino que es necesario un consenso social, y ha criticado especialmente que introduzca "la cadena perpetua, aunque ellos lo llamen de otra manera", porque esto "no tiene cabida en la Constitución".

En cuanto a la Ley de Seguridad Ciudadana, Sexmero ha dicho que lo más llamativo es "la criminalización por vía administrativa, con multas altísimas" por asistir a manifestaciones no comunicadas oficialmente, de manera que "cualquier ciudadano se verá abocado a no protestar o a no salir a la calle".

El secretario de Participación Sindical de UGT, Frederic Monell, ha sostenido que el PP "introduce una penalización de una intensidad desconocida, con violentación clara de algunos preceptos constitucionales".

"Hay una criminalización no solo desde el punto de vista legal y jurídico, sino también desde el punto de vista económico, y da la impresión de que se pretende que el ciudadano desista de ser activoy desista de una actitud de protesta que no deja de ser democrática, ante un conjunto de políticas muy agresivas tanto en el plano laboral como en el social", ha añadido.

En la misma línea, el secretario confederal de Estudios de CCOO, Rodolfo Benito, ha sostenido que la Ley de Seguridad Ciudadana "pretende diezmar y cercenar una parte fundamental de lo que es la esencia de las libertades públicas en España, que es el derecho de manifestación".

En lo referido al Código Penal, Comisiones Obreras cree que "penaliza e intenta buscar vías de represión sobre conflictos eminentemente laborales".

El diputado de IU Gaspar Llamazares ha afirmado que "si se lleva adelante la reforma del Código Penal autoritario del PP y la ley de inseguridad ciudadana nos encontraremos ante un declaración de estado de excepción en las calles".

Para Llamazares, el punto más negro del Código Penal es la prisión permanente revisable, que "significa introducir la cadena perpetua por la puerta de atrás".

En cuanto a la Ley de Seguridad Ciudadana, ha dicho que hará que el derecho de manifestación "sea una suerte de trinchera en la que es muy difícil no encontrarse con una bomba lapa o con cualquier tipo de artefacto, porque ejerces tu derecho y no sabes si al día siguiente te va a llegar a casa una multa de 300, 30.000 o 600.000 euros".

[ http://www.publico.es/489275/el-codigo-penal-crea-un-nuevo-delincuente-el-disidente-politico ]

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publicado às 12:13


QUASE MINISTRO, Machado de Assis

por Rogério Costa Pereira, em 14.12.13

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publicado às 05:08


A "involução" do homo lusitanus.

por Manuel Tavares, em 13.12.13

 

Um "comentadeiro" da praça, muito conhecido pelas suas intransigentes posições pró - troika acabou de lançar mais um "panfleto" em forma de livro.

 

O impressionante é que ao que parece desde há uns tempos, o senhor dá palestras a futuros gestores, senhor este que nunca fundou nenhuma empresa que não de propaganda "blá, blá, blá" (panfletos em forma de revistas).

 

Este senhor, que tem uma presença constante em vários média, incluindo aparecer regularmente na TV, só "investe" ou "realiza" algo baseado na enorme publicidade que essa exposição lhe dá ... a isto se chama "empreendorismo" e gosto pelo "risco".

 

Portugal está cheio disto... Pessoal que nunca fez nada  de práctico, dá palestras e lança escritos sobre algo que quando muito tem uma pálida noção ... teórica.

 

As razões do sucesso desse mesmo pessoal são quase sempre invariavelmente as mesmas, mais à frente falarei delas.

 

E o irónico é haver quem vá às palestras e compre os escritos desta malta. Quando se quer fazer algo em determinada área deve-se procurar alguém de créditos firmados nessa mesma área, em Portugal não. Até elegemos, por exemplo, para primeiro-ministro, alguém de que se desconhece qualquer tipo de mérito profissional, académico, associativo, cívico ou social.

 

Em suma, estamos entregues a gente que nada fazendo na vida foram fazendo pela vida, por eles e nunca pelos outros, não tendo sequer de ser particularmente bons nessa tarefa a não ser na escolha acertada de amigos e "clubes".

 

Uma última coisa, se ao menos fossem muito bons na sua ambição pessoal mesmo que voltada para o umbigo, acabariam por ser úteis para a comunidade porque a história isso nos ensina (inúmeros ego-maníacos contribuíram para a evolução da espécie de forma decisiva, mas eram do género genial e não do outro ... o medíocre)

 

@ manuel tavares 

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publicado às 15:37


"De consciência tranquila"

por Francisco Clamote, em 13.12.13
Passos Coelho, o ainda primeiro-ministro, confessava, há dias, estar de consciência tranquila.

São tantas as inconsistências (entre o que diz num momento e o que afirma minutos depois) e as contradições (entre o dito e o feito) que pensei cá para os meus botões: este rapazola, ou tem a consciência lassa, ou muito fraca memória.

A leitura de dois textos, hoje vindos a lume (" O plano A", de José Manuel Pureza e   "Swaps: quem manda!", de Carlos Costa Pina) obrigam-me a rever a minha posição. O rapazola, afinal, tem razão: perante os seus amos (o capital e a banca) pode estar de consciência tranquila, pois não restam dúvidas de que os interesses que serve não têm a menor razão de queixa.

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publicado às 14:42


Haja Musica (30)

por Herculano Oliveira, em 12.12.13

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publicado às 10:05

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