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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



A fada dos dentes numa "noite de gajos"

por Rogério Costa Pereira, em 29.11.13

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publicado às 23:54


Haja Musica (28)

por Herculano Oliveira, em 29.11.13

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publicado às 17:44


Portugal e o Pleno Emprego

por Rogério Costa Pereira, em 29.11.13

Ministro diz que descida do desemprego "é sinal positivo" [JN]

Se todos os desempregados emigrarem chegamos a uma situação de pleno emprego. E eu que desconfiava da competência deste governo. 
A propósito, um amigo foi ontem pôr a filha a uma grande agência de emprego. Estavam lá centenas de outros pais. Com os filhos. Estes, já com emprego garantido. Estranhamente, poucos não choravam de tristeza. Pais e filhos. A tal agência de emprego chama-se aeroporto Sá Carneiro. 
Não nos gozem mais com estes números. É melhor para a saúde de todos, acreditem.

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publicado às 13:29


O grande cisma do Francisco?

por Manuel Tavares, em 29.11.13

 

Hoje vi algo curioso, vários média dos Estados Unidos começam a lançar uma campanha anti-papal colando o dito senhor de forma maniqueísta a uma espécie de novo “Marx de batina”, mas dos furiosos e perigosos.

 

Para além de ser a confirmação clara que a reacção da “Religião Mercadeira” começa a atingir os limites do absurdo (ela própria, isso sim, furiosa, violenta e desumana) não deixa de ser cómico de igual forma constatar que um Estado que abusou do maniqueísmo, o Vaticano, é agora vítima do mesmo.

 

É de igual forma curioso e até patético, que tantos se congratulem com o facto de Francisco constatar o óbvio, assumindo ele apenas um discurso que deveria ser habitual numa instituição que se diz herdeira dos valores de alguém tão estimável como Cristo. Cristo esse que durante a sua vida fez bem mais que distribuir hóstias, bênçãos e caridadezinha, sendo que o seu maior milagre foi (numa conjuntura apesar de tudo bem mais adversa) ter dado voz a quem não tinha voz.

 

Que seja fácil para Francisco encontrar na sua cabeça argumentos para combater as contradições escabrosas da “selva mercadeira” não surpreende, mas surpreende  que seja ainda visível a dificuldade que encontra em dar dentro da sua própria instituição, outra tarefa às mulheres que não aquela destinada a seres que são meros descendentes de uma costela de Adão.  

 

Mas pareçe-me ouvir  as habituais vozes “uma coisa de cada vez!”. Eu para já estou é a adorar e espero divertido pela “segunda vez”… Go Francisco... Go!

 

© manuel tavares 

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publicado às 10:34


Os inimigos da sociedade

por Licínio Nunes, em 28.11.13
A medida mais importante do século XIX, aprovada por corrupção, auxiliada e instigada pelo homem mais puro dos Estados Unidos.

Thaddeus Stevens, a respeito da aprovação da 13ª Emenda à Constituição dos USA, proibindo a escravatura.


Tenho duas opiniões pessoais a respeito do Lincoln do Spielberg. A primeira, é que a Academia de Hollywood tem mesmo um grande problema entre mãos, porque qualquer actor que venha a interpretar uma figura histórica, vai ser comparado com a interpretação do Daniel Day-Lewis e vai ficar em maus lençóis. A segunda é que, com qualquer outro realizador, o filme teria ganho o Óscar para o melhor filme, mas para o Spielberg a fasquia está sempre mais elevada e ainda bem. Não se percebe minimamente qual a origem da oposição daqueles congressistas democratas, alguns vindos de estados onde a escravatura nunca foi legal.

Para além disso, muitos dos factos descritos e resumidos naquela frase inicial, parecem mais não fazer do que confirmar o velho aforismo segundo o qual, quem quer que goste de democracia ou de salsichas, nunca deve contemplar a forma como qualquer destas coisas são feitas. Mas a conclusão de Taddeus Stevens levanta algumas questões e essas questões são centrais, nomeadamente, para a compreensão da crise que, mais uma vez, leva este continente-mártir na direcção do caos. Vejamos.


  • A primeira é a de saber se os métodos de Lincoln — que ele prosseguiu de forma implacável — são ou não válidos. Sustento que sim, e não, esta não é a velha falácia dos meios e dos fins, lá chegaremos.

  • A segunda questão é implícita, mas atravessa incontornavelmente todo aquele processo histórico. Abraham Lincoln conta-nos como o seu próprio pai tinha abandonado o seu estado-natal do Kentucky, por ter percebido que um pequeno lavrador independente nunca conseguiria competir, ou sequer sobreviver, paredes meias com a grande propriedade, assente na mão-de-obra escrava. Por isso, quando ele finalmente fala com os delegados da confederação, nem sequer responde à observação do respectivo vice-presidente, "...é o fim da nossa economia...", e traça apenas os termos para a rendição incondicional. De forma implícita, Lincoln nega que a sociedade americana, e por extensão, qualquer sociedade, possa ser organizada e estruturada por forma a proteger e propiciar uma forma concreta de organização económica. Sustento que esta negação tem que ser reforçada e alargada.

  • A questão final é a de saber se aquele "fabrico de salsichas", com todos os seus detalhes, algures entre o não recomendável e o simplesmente repugnante, pode, ou sequer, se deve ficar restrito aos "homens puros", na expressão de Stevens. A resposta é negativa, mas é claramente a mais complicada das três.




A estrutura lógica do problema -- recordemos que o problema é a crise muito profunda da Europa, aconselharia a que a questão central fosse abordada em primeiro lugar, porque, como todas as crises civilizacionais profundas, esta é uma crise do poder e da estrutura do poder. No entanto, este é um processo histórico que, como todos o são, é dominado pela sucessão de nexos causais que transformam a possibilidade em facto. Ora acontece que, até há poucas décadas, os conservadores conservavam. Desde a Revolução Francesa até ao início da década de oitenta do século passado, o "fabrico de salsichas" conservador, destinava-se a demorar, obstaculizar e a bloquear os processos de progresso (!) social. Todas as formas de actuação abertamente regressivas, assumiram um carácter autoritário, como na repressão ancien régime da Primavera dos Povos, ou o carácter totalitário do Marxismo institucional e do fascismo, europeu ou transladado para outras paragens.

Karl Popper reconheceu a existência destes problemas e deu-lhes a designação colectiva de paradoxos da liberdade e da democracia. Afirmou claramente que "Devemos portanto reclamar, em nome da tolerância, o direito a não tolerar o intolerante". No entanto, estes assuntos foram tratados quase apenas por completude lógica; as grandes ameaça à sociedade aberta assumiam invariavelmente um carácter totalitário.

É, de alguma forma irónico, que o "Grande Inimigo da Certeza" tenha sido apanhado por uma das suas bêtes noirs favoritas, isto é, por aquela aparente regularidade histórica que era a associação moderna entre totalitarismo e oposição a sociedades abertas e progressivas. É claro que a quebra dessa "lei" seria sempre apenas uma questão de tempo, mas havia mais uma surpresa guardada. Até ao fim da Segunda Guerra, a Universidade era O Templo da Inteligência, na formulação imortal de Miguel de Unamuno, e as violações do templo ocorriam, também elas, invariavelmente associadas a processos totalitários, do apoio de Heidegger ao nazismo à "genética" de Lysenko.

A Grande Agressão Regressiva nasceu nos ambientes calmos da universidade, ingenuamente confiantes na liberdade de inquérito racional; nasceu lá pelas margens do Lago Superior e transformou-se numa indústria local de grande sucesso, uma fábrica de salsichas; impróprias para consumo, humano ou animal; regressando a Unamuno, apenas um conjunto de "...paradoxos bárbaros e repugnantes...". Demorou tempo, uns quantos prémios Nobel, mas até a intocabilidade do método de revisão por pares foi violada e não tem mais sentido, ou será que alguém necessita de ser recordado da moscambilha da folha de cálculo?

Este assunto é vasto e não irá caber neste post, outros se lhe seguirão. Para além do enunciado daquelas três questões essenciais, irá ficar pela resposta à última pergunta e, neste momento, os últimos parágrafos parecem indicar conclusões contrárias à minha. Assim não é e quero fazer notar que o problema dos "homens puros" é um assunto de natureza processual. Existe uma necessidade de pureza processual, sim, mas não no plano mais geral da organização da sociedade. A universidade tem que reganhar aquele estatuto que Unamuno lhe deu, nomeadamente, mas não só, pela extinção das cátedras das faculdades de economia com nomes de bancos e pela expulsão dos seus detentores; a universidade tem que criar um selo de garantia que ateste terem quaisquer trabalhos admitidos como base para a discussão de políticas públicas, terem sido sujeitos a um processo de revisão por pares; limitado e falível como é, este é o mecanismo testado para detectar e eliminar patifes, e é com patifes que estamos a lidar.

No plano geral da organização da sociedade, a resposta é formal e não processual. As sociedades têm que ser capazes de definir princípios de progresso (!) e blindá-los contra a patifaria; nomeadamente, estabelecendo fronteiras quantitativas que não possam ser ultrapassadas. Isso pode ser feito e é isto que terá que ser feito. O fabrico de salsichas é sempre o que é, e aquilo que não podemos esquecer, é apenas que estamos a lidar com patifes e "devemos proclamar o direito a suprimi-los, se necessário até, pela força" (op. cit.)

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publicado às 15:06


Haja Musica (27)...e nâo so...

por Herculano Oliveira, em 27.11.13

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publicado às 09:21


für zwischendurch !8! :)

por Celia Correia, em 24.11.13

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publicado às 19:51


O "filme" cubano...

por Manuel Tavares, em 24.11.13

 

 

Estou farto de tanta confusão à volta do "filme" sobre Cuba ...

 

Cuba é uma ditadura? Sim! Há aspectos positivos em Cuba, nem que sejam os inerentes ao próprio carácter fantástico dos cubanos? Sim! 

 

O bloqueio americano a Cuba é totalmente ilegal e idiota? Sim! Cuba antes da revolução era pouco mais que um bordel para os americanos? Sim!

 

Há presos políticos em Cuba ? Sim! todas as minorias têm direitos iguais em Cuba (nomeadamente os homosexuais)? Não!

 

O mundo capitalista tem mais liberdade de expressão? Sim! Tem eleições? Sim!

 

Basta apenas ter liberdade de expressão e eleições para ser considerado um sistema perfeito? Não! Os partidos pervertem a Democracia e criam clientelas e máfias? Sim! Os grandes grupos económicos manipulam governos e políticas no Ocidente? Sim!

 

Já agora de que mundo ocidental falamos? Dos EUA, onde só há dois partidos quase iguais, ou da Europa que teve em boa parte dos seus países durante dezenas de anos, um sistema misto de livre iniciativa e intervenção estatal,um espectro partidário alargado e fortes políticas sociais que estão agora sobre ataque do mais selvagem ultra-liberalismo?

 

As ditaduras seja qual for a sua ideologia são boas para o desenvolvimento da dignidade e potencial humano? Não!

 

O capitalismo, ao promover o primado absoluto do lucro e do consumo sobre os mais básicos direitos profissionais, sociais e humanos está a promover uma ditadura encapotada dos mega-ricos? Sim!

 

Enquanto nos movermos de forma parcial entre extremos histéricos (que se auto-justificam de forma maniqueísta) , não nos ilustrarmos historicamente,não aprendermos a dialogar com serenidade tentando entender o porquê das diversas pulsões que animam o ser humano, só estamos a contribuir para mais ódios, preconceitos e intolerância. Esta situação beneficia, claro está, oportunistas de todas as cores, credos e "ideologias", cuja a única "ideologia" é a milenar doença do poder. 

 

@ manuel tavares 

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publicado às 12:14


Tem a palavra o instinto...

por Manuel Tavares, em 22.11.13

 

 

"The purgatory stone" copyright manuel tavares 2013

 

 

Ando a fugir do assunto mas é inevitável... Um governo que foi eleito tendo por base mentiras não tem como é óbvio nenhuma legitimidade (já tal havia acontecido com o Sócrates e anteriores governos). Sendo assim, e dado ao falecimento há muito da Presidência da República, pode a qualquer momento acontecer algo que penso que é sempre de evitar mas que mesmo assim não deixa de ter o seu sentido, o poder cair na rua.

 

Ao que parece isso ontem aconteceu de forma não apenas simbólica como alguns dizem, mas sim real, com a invasão das escadarias do parlamento pelas forças policiais que se manifestavam. Tal significa uma quebra total da autoridade do Estado e a abertura de um precedente gravíssimo (com que moral se impedirá a invasão daquelas escadarias ou mesmo do edifício em futuras manifestações?).

 

Ando assim a evitar falar nisto, mas quando a carestia (que vai agravar-se) atingir inevitavelmente mais e mais cidadãos a situação poderá tornar-se rapidamente volátil. Poderão dizer que o povo é manso e de facto é (irritam-se bem mais rapidamente com uma lata de refrigerante), mas quando faltar dinheiro para a lata e a "lata" de quem nos governa for evidente mesmo para os mais distraídos, é capaz de ser tarde para parar a indignação de quem ainda tiver carnes no corpo para a ter. E lá está, ontem o precedente foi aberto, o caminho das escadarias está escancarado...

 

Preferia mil vezes que de facto boa parte dos meus concidadãos fosse mais cívica, informada e justa por forma a decidirem em consciência em quem votam. No entanto não só o mundo não é perfeito como Portugal tem andado a apanhar com boas doses dessa imperfeição e sobretudo inconsciência.


Por todo lado neste país se vê que as pessoas preferem sempre que seja alguém a resolver os seus problemas e a lutar as lutas que também são delas, enquanto elas se entretêm isso sim, em lutas de novelas e bola, as tais que são inócuas e que nada nos trazem de bom, mas que aparentemente nada nos trazem de mal, tirando o facto que há um mundo que não dorme, o mundo dos grandes interesses e da ganância, para o qual o ser humano não passa de um número numa tabela.

 

Sendo assim resta-nos dar a palavra ao instinto? O tal da sobrevivência?

 

@ manuel tavares

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publicado às 14:11


Sorriam, ontem foi dia 21 de Novembro de 2013

por Rogério Costa Pereira, em 22.11.13


E ontem não acabou ontem. Continua por hoje e por amanhã. Até termos de volta o que é nosso. Não esperem é por uma manif dos polícias conjugada com uma Aula Magna todos os dias. Temos de ser nós a continuar o trabalho. Que as mudanças só ocorrem quando as mulheres e os homens fazem por elas. Bom dia. Bons Dias.

Como tenho trabalho para fazer, e o tempo não estica, mas ainda assim quero aqui marcar o dia, ficam de seguida algumas das coisas que ontem publiquei no facebook


|| Secos & Molhados às portas do Parlamento. Versão 2013 em que por enquanto ainda não há molhados. Era bom que houvesse. Seria um excelente princípio. Para quem não saiba ou não se lembre, deixo o link para a memória dos Secos & Molhados originais: http://expresso.sapo.pt/policias-lembram-20-anos-dos-secos-e-molhados=f509793

|| “Invasão, invasão”, gritaram os polícias à porta da AR.".

Invadam, invadam, digo eu.

|| "Polícia de intervenção trava profissionais de segurança que derrubam barreiras de proteção no parlamento". 

Será que não há polícia de intervenção a manifestar-se? Ora, é só fazer as contas.

|| 21h05: Um grupo de polícias que invadiu a escadaria cumprimenta os colegas de serviço. "Desculpem e obrigado".

Ai a porra... 

|| Ainda assim ninguém subiu tantos degraus, nos últimos tempos. E percebe-se a atitude de ambas as partes. Este RECADO à vilanagem valeu por todas as manifs semestrais à moda do qslt.

|| Em tempo de guerra não se limpam armas. O Mário Soares não está senil. Senil está quem o chama senil. Hoje está a ser um dia luminoso. Liguem para os canais de notícias e vejam a História acontecer.

|| O discurso do Carlos do Carmo está a ser... Ah, fadista!

|| Cortaram a emissão. Ordens dos kapos?

|| [EM DIRECTO] Em Defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social [esquerda.net]

|| revolucionário | adj. | adj. s. m.
(francês révolucionnaire) 
adj.
[AQUELE QUE OUSA DEFENDER A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA]
1. Relativo a revolução, em especial às revoluções políticas.
2. Que introduz novidades ou grandes alterações. = INOVADOR ≠ CONSERVADOR
adj. s. m.
3. Que ou quem é partidário ou participante de uma revolução.
4. [Figurado] Que ou aquele que introduz novos processos ou grandes alterações em alguma coisa. ≠ REACCIONÁRIO


Hoje foi um dia luminoso. A polícia subiu lá acima, bateu à porta e avisou que só não entra se não quiser. Só não entrou porque não quis. E depois a reunião organizada por Mário Soares (perca tempo quem o tiver a discutir-lhe o passado; eu não tenho tenho tempo para perder tempo). Em Defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social. Excelentes intervenções do próprio Mário Soares, da Helena Roseta e do Carlos do Carmo (não, não enlouqueci; não vi muitas mais, mas estas três foram intervenções marcantes e demolidoras). Só quem é cego ou é cúmplice deste governo e deste arremedo de pr pode achar que hoje nada mudou.

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publicado às 10:29


Genesis, exposiçâo de @Sebastiâo Salgado

por Herculano Oliveira, em 22.11.13
http://www.mep-fr.org/evenement/sebastiao-salgado-2/

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publicado às 09:55


Afinal onde está o caos e a irresponsabilidade?

por Manuel Tavares, em 21.11.13



É irónico que se associe aqueles que se dizem anti-sistema o caos ou irresponsabilidade. Querem coisa mais caótica e irresponsável do que o sistema que tem vigorado neste país? Vemos por exemplo políticos responsáveis pelo actual estado caótico de coisas a falarem como se nunca tivessem sido poder... o que em si mesmo é algo irresponsável e caótico. Vemos um governo que não tem uma ideia que se veja para o desenvolvimento do país ... o que em si mesmo é algo irresponsável e caótico. 


Hoje em dia milhões de portugueses sofrem na pele as consequências do assalto a que este país tem sido sujeito, sendo que a integração na Comunidade Europeia, em vez de atenuar esse caos e irresponsabilidade, ainda o ampliou mais, tornando-se ela própria responsável pela queda da produção industrial e agrícola dos últimos 25 anos...


Orçamentos sucessivos trazem desinvestimento na educação, justiça, saúde e apoios sociais, ao mesmo tempo que pedem mais e mais do contribuinte para um Estado que dizem querer diminuir o peso, mas que afinal exige do cidadão comum uma das cargas fiscais mais elevadas da Europa. 


Afinal que sistema é este senão um sistema irresponsável e caótico?


@ manuel tavares 

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publicado às 11:27


Sorriam, vamos ao Mundial

por Rogério Costa Pereira, em 20.11.13

A selecção portuguesa de futebol vai ao Brasil disputar o mundial. 
Para esse mundial acontecer, muita pobreza foi escondida debaixo do tapete, para que ninguém a veja e para que se mantenha pobre, porque há uma copa à qual urge encher o bandulho (e os jogos olímpicos vêm logo a seguir). 
Com tudo isto, há muito pouco tempo e dinheiro e ainda menos vontade para dar ao povo o que o povo precisa. Pão, Saúde, Educação. Resta aquele ópio inibidor. 
Mesmo a sério, qual a real substância de tanta alegria? Relativizem e pensem claro, esse sorriso que amanhã levam para o trabalho é feito de quê? O que mudou hoje, exactamente, nas vossas vidas? Que milagre vai acontecer amanhã? Pois, imagino que seja algo como isso. Do género nada. 
Nas vidas dos brasileiros, pelo contrário, esta copa está a mudar muito. Melhor, durante o tempo em que esteve e estará a ser trabalhada, o Brasil social parou. Isso é mudar muito, porque nada se alterou num país que tinha tudo para mudar o que realmente interessava.
A propósito ou nem por isso, Ronaldo é realmente um poço de energia, de talento e de querer, mas de muito trabalho, também. Tem muito do que falta à escandalosa maioria do povo português. Agora a sério, donde vem isso que hoje vos enche a alma?
Lembram-se da pobreza de que falei lá atrás? Aquela que quem manda e desmanda insiste em esconder debaixo do tapete? Pode ser que resolva sair de novo de onde a escondem e ir também assistir à copa. Aí sim, teríamos um verdadeiro Mundial. O povo brasileiro já mostrou do que é capaz. Quem sabe? É que a miséria tem tendência, nos povos portadores de alma, a dar-se mal com a afronta, e a virar ganas, e depois raiva. Se esse jogo começar, não vai acabar aos noventa minutos.
Imagino que anseiem por um bom Mundial. Eu desejo o mesmo, acreditem. Só espero é que se alastre e um dos jogos seja em Portugal. Um jogo por país. Um verdadeiro Mundial. 
Continuem a sorrir, a sério. Eu estou a fazer o mesmo, acreditem.

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publicado às 01:54


Anatomia de Neves

por Licínio Nunes, em 19.11.13
A morgue dum hospital universitário. No centro, debaixo duma luz feérica, um cadáver sobre a mesa de dissecação. De um dos lados, o lente, relendo atentamente as suas notas. Do outro, os alunos, num semi-círculo inquieto. A ocasião: a primeira aula prática de anatomia.

Ao fim de algum tempo, o lente ergue os olhos dos seus apontamentos e por cima das lentes bifocais, dardeja um olhar glacial sobre o grupo de cordeiros inquietos "Minhas senhoras, meus senhores, para o exercício da profissão que todos vós escolhestes, existem dois requisitos essenciais; por esta ordem: boa vista e bom estômago. Quero que todos e cada um de vocês imite exactamente o que eu vou fazer a seguir". Perante o espanto dos alunos, dirige-se ao cadáver e enfia-lhe um dedo no ânus. Sem deixar que a audiência tenha tempo para respirar, enfia o indicador na boca e lambe-o. Depois reitera "Façam o favor de me imitar".

Os alunos agitam-se, cada um tentando esconder-se atrás dos outros, até que o proverbial melhor aluno da turma avança e enfia o indicador direito no ânus do cadáver. Depois, leva o dedo à boca e lambe-o. O professor contempla-o, sem disfarçar a admiração, e enquanto ele tenta ainda controlar o reflexo de náusea, diz-lhe: "Os meus sinceros parabéns! Você tem manifestamente, um estômago óptimo. A respeito da sua vista é que eu tenho profundas dúvidas. Deveria ter reparado que eu lambi o indicador, mas tinha enfiado o anelar..."


A preço de custo. Ouvi esta história repetida muitas vezes, como tendo-se passado com um professor catedrático da faculdade de medicina de Coimbra, cujo nome não recordo.


Quero começar por dizer que compreendo perfeitamente a reacção de repulsa que tantos manifestaram, perante as declarações do Neves a respeito dos ordenados e dos pobrezinhos, no fim de contas, já lá diz o povo que quem não se sente, não é filho de boa gente. Contudo, gostaria de referir que o Neves não fez mais do que desnudar-se em público e exibir a sua nudez, como aqueles adolescentes que vão para aquelas coisas de adolescentes, revelar que já fizeram sexo com vários parceiros.

Numa sociedade ideal, a reacção seria apenas "Who gives a fuck?", o problema é que não vivemos numa sociedade ideal e temos que reconhecer que estes desnudamentos em público servem uma função social útil, no limite, ajudam pelo menos a manter os custos do Serviço Nacional de Saúde controlados e os serviços prestados, direccionados para pessoas de bem. A anatomia do Neves é repelente, mas peço aos leitores que atentem no título, pois o assunto deste post é outro.



Tenho a certeza que já todos repararam que, para além dum exibicionista pruriente, o Neves é também um beato, mais seboso do que a titi da Relíquia e igualmente público. Ainda hoje e no mesmo local, podemos constatar que o dito acha que "Não há felicidade maior do que saber que Deus, o Deus supremo, sublime, transcendente, que fez o céu e a terra, se entregou à morte para me salvar". A ele, pessoalmente. Acontece que o Neves, além do resto, é também um herege, mórbido e macabro. Isto digo eu, que acabei de voltar da casa de banho, onde lavei cuidadosamente as mãos e neste momento estou a lamber, deliciado, o meu indicador direito, mnham, mnham! Mas como a heresia dos Neves é um assunto por demais ignorado, e para que se perceba a sua anatomia, vou fazer uma pergunta directa: como se chama aquela praça de Veneza, onde fica situada a catedral de S. Marcos? Enquanto pensam neste assunto, podem ir ouvindo aqueles brits que, obviamente, sabem muito deste assunto.



A resposta à pergunta, são duas, a primeira sendo que esta malandrice não é da minha lavra, foi arquitectada por um filósofo americano, chamado Daniel Dennet; a segunda, a correcta, é que não fica, porque não existe nenhuma catedral de S. Marcos, em Veneza. Existe a Basílica de S. Marcos, uma das obras primas da arquitectura bizantina, e claro, este assunto vai muito mais para além duma discussão a respeito de estilos arquitectónicos.

Todos os historiadores concordam que Constantino se terá, de facto, convertido ao cristianismo, mas apenas nos últimos anos da sua vida. A sua adesão inicial foi estritamente política, mas havia um problema de grande monta a resolver. As comunidades cristãs tinham passado os séculos anteriores, primeiro tentando sobreviver, depois ocupadas em aumentarem a sua própria prosperidade e influência, até que um grande líder chegasse e que reconhecesse a sua importância e os alcandorasse ao lugar que sentiam ser o seu. Mas quando esse líder chegou e Constantino decidiu tornar o cristianismo a religião oficial do Império Romano, não havia ali nenhum dos elementos essenciais que o tornassem atractivo como religião de massas. Então tudo foi criado, à pressa, sob a pressão da necessidade premente. Uma arquitectura, uma iconografia e, essencial, um culto dos heróis e dos mártires. Foi apenas naquela altura, que as simbologias da cruz e do martírio foram adoptadas. Alguns movimentos evangélicos, sobretudo americanos, chamam a todas as correntes oficiais do cristianismo (são um pouco mais suaves com as outras correntes protestantes), A Heresia do Deus Morto e, atentando ao conteúdo literal das escrituras, têm razão, visto que, desse ponto de vista, a morte de Cristo é apenas o fim do tempo antigo e a nova aliança — é isso que significa "Novo Testamento" — se inicia com a sua ressurreição.

A Anatomia de Neves é isto: o preço que temos a pagar pela grande arte bizantina, se calhar, pelo tecto da Capela Sistina e, no fim de contas, esta dívida colectiva, mais não exige de cada um de nós, senão que mantenhamos uma atenção constante à higiene das nossas próprias mãos. A anatomia do Neves, isso é algo que deve, deveria ser da exclusiva preocupação dos profissionais médicos adequados. Pela minha parte, já o disse, Who gives a fuck?. No entanto, este post fica a dever-se também a um editorial do DN de hoje mesmo, em que o autor se arma em Voltaire (outro Neves!) e se oferece para morrer, se preciso for, pela liberdade de expressão da coisa. O que o digno editorialista não percebe, é que a última coisa aqui em causa é a liberdade, pois ninguém a contestaria se fosse exercida, sei lá, no Pasquim da Manhã e toda a gente ficaria feliz, incluindo, estou certo, os habituais consumidores de ambas as ditas. O que está em causa é especialização das unidades hospitalares, necessidade que ninguém hoje em dia contesta, em resultado da sua complexidade. O que o senhor Pedro Tadeu fez, foi apenas mostrar que necessita duma consulta oftalmológica com urgência. E de lavar urgentemente as mãos!

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publicado às 15:10


Serviço Religioso

por Luís Grave Rodrigues, em 19.11.13

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publicado às 00:28


Como ficar doente #2

por Rogério Costa Pereira, em 15.11.13

in "O Livro da Saúde — Enciclopédia Médica Familiar”, editado pelo Reader's Digest em 1973

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publicado às 09:15


Digam saudade...

por Rogério Costa Pereira, em 14.11.13
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Está um gajo na TVI24 a dizer que o segundo resgate está fora de questão; que para a Irlanda também previam cobras e lagartos e que, afinal, eis que nem cobras nem lagartos. Comparar a Irlanda com Portugal é comparar o incomparável. As origens do descalabro foram diferentes, os apoios extra-troika não podiam ser menos semelhantes. Nunca foi equacionada a venda a retalho da Irlanda, nem a Inglaterra o permitiria. Em suma, o segundo resgate de Portugal está já em versão rascunho e quem pensar o contrário é parvo. No raciocínio avençado deste governo esse é o único caminho. Porque assim lhe ordena o dono. Portugal é o sonho de qualquer credor e há muita tralha dessa a sonhar connosco. Não discutimos, não negociamos, não ousamos. O segundo resgate vai implicar o fim definitivo e irreversível da soberania. O segundo resgate vai ser a venda de garagem de Portugal. Digam saudade, que por estas horas é o único que nos resta.

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publicado às 22:32


Como ficar doente #1

por Rogério Costa Pereira, em 14.11.13

Inicia-se aqui hoje (música) cof... cof... (pára a música)  (palmas) cof... cof... (deixem-me escrever, porra, que tenho de trabalhar), — inicia-se aqui hoje a rubrica "Como ficar doente". Trata-se de uma recolha, quase ao acaso (que aquilo é página sim, pérola sim), de artigos d'"O Livro da Saúde — Enciclopédia Médica Familiar, editado pelo Reader's Digest em 1973. Cuidem-se, mas é! 

 

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publicado às 15:09


Eu dei pela coisa!

por Rogério Costa Pereira, em 14.11.13

Segundo dados do INE, a Economia cresceu 0,2% e Portugal saiu da recessão. Podem pensar que estou na paródia, mas aquilo do título é coisa séria. Eu dei pela coisa! Na altura pensei que era uma lomba na estrada, mas depois fiquei na dúvida e parei o carro. Seria uma lomba na estrada, seria o Lomba na estrada (esta hipótese só não descartei de imediato por ser a que mais me agradava) ou teríamos acabado de sair da recessão? O resto da malta, que também deu pela coisa, em forma de solavanco, também andava por ali cheirar, uns de nariz no chão, outros de nariz no ar. Havia quem gritasse que era um pássaro, outros que era o Super-Homem. Andavam também por lá dois rapazes de camisa branca e malinha a tiracolo a dizer que eles bem que tinham avisado. Meti-me no carro e não liguei; eu tinha a minha certeza. Portugal tinha acabado de sair da recessão. Sorri e segui caminho, orgulhoso.

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publicado às 12:25


Trapos novos, notícias velhas

por Rogério Costa Pereira, em 14.11.13
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Não era o FMI que tinha dito basta de austeridade? Mas adiante, que disso já nem vale a pena falar muito. Resta fazer. Lembrar e fazer. Que discutir é dar para um peditório que já provou o que tinha a provar em termos de falta de idoneidade e excesso de vileza.

Quanto àquele ignóbil despacho do MP, aguardo pelas consequências. Um despacho de arquivamento ou de acusação não tem de "manifestar o desejo" de nada, a não ser de que se faça Justiça (mas desse desejo até é escusado falar, que está implícito). O MP não tem nem pode, isso é certo, de se imiscuir, ainda que à laia de consideração, em questões cujo tratamento o Estado de Direito Democrático não lhe atribuiu. Afinal, parece que o atropelamento por Machete da separação de poderes surtiu efeitos. Parabéns à prima, que pôs o MP a orar sobre "povos irmãos". Apenas imagino a quantidade de vezes que um qualquer Procurador terá de pensar antes de resolver investigar ou mandar investigar o que quer que seja que tenha a ver com Angola. Basta atentar na enorme pressão que ficou deste caso que vai morrendo, mas que vai ficar como exemplo e aviso. Aguardo que a Procuradora Geral da República diga coisas. Sentado, claro.

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publicado às 01:51

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