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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Código de barras: 40 anos a "normalizar-nos"

por Rogério Costa Pereira, em 31.03.13
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publicado às 15:58


Henryk Wieniawski – Compositor e violinista polaco

por António Filipe, em 31.03.13
No dia 31 de Março de 1880 morreu, em Moscovo, o compositor e violinista polaco Henryk Wieniawski, que foi, talvez, o maior violinista depois de Paganini.

Henryk Wieniawski nasceu em Lublin, Polónia, no dia 10 de Julho de 1835. Tendo entrado para o conservatório de Paris aos oito anos, obteve um prémio aos onze e recebeu o soberbo Guarneri do imperador da Rússia. Depois, fez algumas viagens triunfais pela Europa, com o seu irmão Josef, que era pianista. A convite de Anton Rubinstein, foi para S. Petersburgo, onde viveu de 1860 a 1872, ensinando violino e dirigindo a orquestra e o quarteto de cordas da Sociedade Musical Russa. Em 1860, foi nomeado virtuoso da corte, em São Petersburgo.
Em 1871 Henryk Wieniawski recomeçou as suas viagens pelo mundo (especialmente os Estados Unidos, com Anton Rubinstein). Entre 1874 e 1877 foi professor no conservatório de Bruxelas e, em 1875, substituiu Henri Vieuxtemps como professor no Conservatório Real de Bruxelas.


Polonaise em Ré maior, de Wieniawski
Violino: Julia Fischer

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publicado às 00:01


Sergei Vasilenko – Compositor russo

por António Filipe, em 30.03.13
No dia 30 de Março de 1872 nasceu, em Moscovo, o compositor russo Sergei Vasilenko.

Começou os estudos musicais aos 16 anos. De 1891 a 1896 estudou Direito na Universidade de Moscovo e frequentou o Conservatório entre 1895 e 1901, donde saiu com uma medalha de ouro. Foi aluno de Taneyev e Ippolitov-Ivanov. Em 1925 Vasilenko participou na organização de emissões de rádio, em Moscovo. Ensinou orquestração e composição no Conservatório de Moscovo, onde foi nomeado chefe do departamento, em 1932.
Em 1939 recebeu o título de Artista do Povo de Uzbek e o Prémio Estatal, em 1947. As suas primeiras obras reflectem um entusiasmo pela música popular russa, mas a partir de 1910 mostrou interesse pela música popular oriental, em particular a da Ásia Central. Sergei Vasilenko morreu em Moscovo, no dia 11 de Março de 1956.

Sinfonia nº 3 “Italiana”, de Sergei Vasilenko

Orquestra de balalaicas e sopros

Maestro: Nikolai Nekrason

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Sócrates, Ferreira Fernandes e eu

por Rogério Costa Pereira, em 29.03.13

De vez em quando lá acontece. Discordar do Ferreira Fernandes. É raro mas acontece. Vou tentar que as últimas frases deste artigo, aquelas que me são insuportáveis, não me coloquem de pé atrás com o dito articulista, dos poucos que vale a pena ler no DN. Quanto a Sócrates, não coloco duas vezes o pé na mesma argola. E não será por certo ele, feito excepção, a confirmar a minha regra. Não quero entrar no pagode das contas. Seria escusado dizer o óbvio, que lhe admiro as ganas, o instinto e a sagacidade (o problema é o umbigo, que lhe entorta a mira). Não darei mais para esse peditório, como não darei mais para este sistema que cai de podre. Subscrevo o que Sócrates disse na entrevista, em referência directa ao microfone luso da Merkel e em referência ainda mais directa (haja olhos e ouvidos) ao jotinha-sempre-jotinha que "lidera" o PS. Mas não subscrevo Sócrates. Ouvi-lo-ei mas não lhe darei ouvidos. Para que fique claro, e no que tange à repartição de culpas, não foi Sócrates que escolheu para Ministro das Finanças um aprendiz de feiticeiro. Mas Sócrates é Sócrates. E eu tenho memória.  

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publicado às 19:14


But if I oppose gravity, here we go... Oops!

por Rogério Costa Pereira, em 29.03.13

fonte

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publicado às 18:10

A coragem saiu à rua

por Maria Helena Pinto, em 29.03.13

Maria Coragem saiu à rua

saia rodada,

nariz empinado,

deixá-la ir,

pressa no pé,

deixá-la ir,

é mulher bonita,

arranca sorrisos,

não pára,

deixá-la seguir,

tem pressa no pé,

Maria Coragem saiu á rua,

deixá-la ir !

Arranca aplauso,

fala bonito,

leva pressa de chegar..

Maria Coragem saiu à rua !

 

MHelenaPinto . 29.03.2013

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publicado às 09:56

...

por Maria Helena Pinto, em 29.03.13

Desespero,

O suor, couro e cabelo,

As baixelas estão à venda.

Cortaram-lhe os dedos,

Arrancaram-lhe os dentes.

Mataram-lhe os rebentos,

As baixelas estão à venda.

Penduram-no no cadafalso,

Porco, rafeiro, lixo,

O mundo de pernas pró ar,

As baixelas estão à venda.

O banquete está servido,

Coração, tripa o que for,

Cães disputam os restos,

As baixelas estão á venda.

O mundo de pernas pró ar.

 

MHelenaPinto  29.03.2013

 

 

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publicado às 09:47


Sinfonia nº 3, de Dvorak

por António Filipe, em 29.03.13
No dia 29 de Março de 1874, Bedrich Smetana dirigiu a Orquestra Filarmónica de Praga na estreia da Sinfonia nº 3, do compositor checo Antonin Dvorak.

Não se sabendo exactamente a data da sua composição, a Sinfonia nº3, op. 10, em mi bemol maior, de Dvorak, foi provavelmente composta em 1872 e talvez não tenha sido orquestrada até ao ano seguinte. O compositor rasurou, com um navalha, a data que tinha escrito na primeira página.
Esta sinfonia, com apenas três andamentos, foi revista por Dvorak entre 1887 e 1889 e só foi publicada em 1912, já depois da morte do compositor, por N. Simrock, em Berlim.

Sinfonia nº 3, de Dvorak
Orquestra Filarmónica de Berlim

Maestro: Rafael Kubelik

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publicado às 00:01


Sócrates, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...e os além-memorando...

por Rogério Costa Pereira, em 28.03.13

 

1. Com o jornalismo ausente da entrevista de hoje (os avençados não contam e o que aconteceu foi uma vergonha);
2. Com a garantia de que apoiei e votei em Sócrates nas últimas eleições que este ganhou;
3. Com a certeza de que o meu voto e o meu apoio tiveram um preço, sim, "reduzido" ao facto de me afastar dele e da politica autista (eufemismo) do quero-posso-mando em que ele insistiu; seis meses depois; 

4. Com a absoluta certeza de que escrevi e gritei em conformidade com o ponto anterior;
5. Com a certeza de que não votei nele nem em ninguém nas últimas eleições;
6. Com a certeza de que, apesar do resultado hoje já sabido (o fartar vilanagem que nos atenta), ainda assim hoje não votaria nele;
7. Com a certeza de que, votando em Castelo Branco, um voto meu no Bloco ou no PC vai parar ao lixo (Método D'Hondt oblige e as respectivas costas largas e quejandos e dois mais dois igual a quatro ainda mais);
8. Com a absoluta certeza de que lutarei contra o sistema até às próximas eleições e durante as ditas (com tudo o que isso significa; e quando algo me é significante é-o deveras);

9. E ainda com a certeza de que nunca votei certo (porque votei e porque o fiz sempre num local 2+2=4) 
 

Ainda assim [1, 2, 3, 4, 4, 6, 7, 8, 9], não ficaria de bem comigo se não remetesse para os factos & números que o Negócios analisou: Factos e números ditos por Sócrates são verdadeiros ou falsos?


Sucede que neste momento, perante o mal-maior que nos atenta, não curo de males-menores.

Assevero: para este peditório quadrienal não dou mais; mas como me tenho por justo e esta merda já me enoja, defenderei, ainda com mais força do que aquela que hoje os avençados do Relvas usaram (vide ponto 1), o facto de o Sócrates em quem votei e que depois repudiei não ser o responsável único (nem num décimo) pelo cancro que nos atenta. Esse cancro, hoje por hoje, tem caras e nomes: os além-memorando que nos desgovernam. 

Dito isto, volto à minha luta. Sócrates, Coelhos, Relvas e bichos parecidos (pese embora a diferença entre o primeiro e os segundos -- estes, meros microfones) não voltarão a sentar o cu na cadeira do Povo.

No que de mim depender.

E sim, sou só um, mas juntos somos tantos... Tantos!

Em que acredito, então?

Naquela letra e música lá em cima.

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publicado às 04:01


A História da Páscoa

por Luís Grave Rodrigues, em 28.03.13

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publicado às 00:30


Moura Lympany – Pianista inglesa

por António Filipe, em 28.03.13
No dia 28 de Março de 2005 morreu em Gorbio, na França, a pianista inglesa Moura Lympany.

Mary Gertrude Johnstone, que mais tarde adoptou o nome artístico de Moura Lympany, nasceu em Saltash, na Cornualha, no dia 18 de Agosto de 1916. Começou a estudar piano com a mãe e frequentou uma escola conventual, na Bélgica, onde a encorajaram a seguir uma carreira musical. Prosseguiu os estudos em Liège, ganhando, mais tarde, uma bolsa de estudo para a Academia de Música Real, em Londres.
Depois de uma audição com o maestro Basil Cameron, estreou-se em concerto, com ele, em Harrogate, em 1929, com apenas doze anos. Foi Cameron que a incentivou a adoptar o nome artístico de Moura Lympany. Em 1935, estreou-se em Londres, no Auditório Wigmore e, em 1938, ficou em segundo lugar num concurso de piano, em Bruxelas, em que Emil Gilels obteve o primeiro prémio.
Quando rebentou a segunda guerra mundial, já Moura Lympany era uma das mais populares pianistas do Reino Unido. Em 1951 foi viver para os Estados Unidos e começou a ser mais conhecida internacionalmente, actuando por toda a Europa e nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Índia.
Em 1979, cinquenta anos depois da estreia, actuou no Royal Festival Hall, para o Príncipe Carlos e no ano seguinte foi nomeada Comendadeira da Ordem do Império Britânico. Também recebeu homenagens dos governos da Bélgica, França e Portugal. A partir de meados da década de 1980, viveu no Mónaco, mas veio a falecer na França.


Valsa em lá bemol maior, op. 34, nº 1, de Chopin
Piano: Moura Lympany

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publicado às 00:01


O Animal

por Licínio Nunes, em 27.03.13
Estou a escrever este post para reclamar o meu sagrado direito à parvoíce. A RTP irá transmitir hoje a mais antecipada, receada, comentada, dissecada, adivinhada, lamentada, entrevista, desde talvez, a primeira das "conversas em família" do sr. Marcelo Caetano: o Animal volta ao pequeno ecran em horário nobre.

Podem ocorrer surpresas. Não ficarei surpreendido se tal acontecer, mas o mais provável é que os que gostam dele o adorem, que os que não gostem o odeiem e que aqueles para quem, como eu, o assunto não tem substância, tenham que concluir que fizeram mais uma vez figura de tolos, ao não serem capazes de pensar em melhor forma de perder tempo.

Mas até pode acontecer que O Animal decida chamar merda à merda e, por exemplo, reclamar a demissão imediata daquele Zé Manel holandês que conseguiu, à primeira oportunidade, mijar três vezes seguidas fora do balde em menos de 24 horas.

Não acredito que o faça, porque duvido que O Animal tenha realmente algo de animalesco, o que implicaria ter..., nada de ordinarices, pelo menos em português..., aquilo a que os nosso vizinhos do lado chamam los cojones suficientes para isso. Não por míngua de oportunidades e temas, note-se. Confrontado com a geração de políticos mais medíocre e incompetente, que este continente estafado já conheceu, pelo menos desde os dias em que Calígula decidiu nomear o seu cavalo senador, qualquer gatinho meigo conseguiria rugir que nem um leão; se apenas o quisesse. Se não fosse também um zémanel.

O problema não é "O Animal". Olha, zémanel, se tu és um daqueles talvez 320 000 portugueses que, periodicamente, oscilam entre o ps e o psd e assim mantêm a ilusão da alternância democrática e quiseres saber onde residem realmente os problemas que te oprimem e esmagam, faz uma coisa simples: olha para o espelho e vais ver o alojamento real desses problemas, ali, entre as tuas orelhas esquerda e direita. O problema, zémanel, és tu. Tu e a tua cabeça. Infelizmente, a única que tens.



Another head hangs lowly,
Child is slowly taken.
And the violence caused such silence,
Who are we mistaken?

But you see, it's not me, it's not my family.
In your head, in your head they are fighting,
With their tanks and their bombs,
And their bombs and their guns.
In your head, in your head, they are crying...

In your head, in your head,
Zombie, zombie, zombie,
Hey, hey, hey. What's in your head,
In your head,
Zombie, zombie, zombie?

Another mother's breakin',
Heart is taking over.
When the vi'lence causes silence,
We must be mistaken.

It's the same old theme since nineteen-sixteen.
In your head, in your head they're still fighting,
With their tanks and their bombs,
And their bombs and their guns.
In your head, in your head, they are dying...

In your head, in your head,
Zombie, zombie, zombie,
Hey, hey, hey. What's in your head,
In your head,
Zombie, zombie, zombie?


The Cranberries — Zombie

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publicado às 19:07


Vincent d'Indy – Compositor francês

por António Filipe, em 27.03.13
No dia 27 de Março de 1851 nasceu em Paris, no seio de uma família aristocrática, o compositor francês Vincent d'Indy.

Recebeu lições de piano da avó paterna, desde criança e, aos 14 anos, começou a estudar harmonia. Aos 19 anos, durante a Guerra Franco-Prussiana, d’Indy alistou-se na Guarda Nacional, mas voltou ao mundo da música logo que a guerra acabou. No Verão de 1873, d’Indy visitou a Alemanha, onde conheceu Franz Liszt e Johannes Brahms.
As suas obras denotam a influência de Berlioz, Wagner e César Franck, de quem foi aluno, no Conservatório de Paris. Inspirado pelos estudos com Franck e insatisfeito com a qualidade do ensino no Conservatório de Paris, d’Indy, em colaboração com Charles Bordes e Alexandre Guilmant, fundou a Schola Cantorum de Paris, em 1894. Foi professor naquela escola e, mais tarde, no Conservatório de Paris, até que veio a falecer, no dia 2 de Dezembro de 1931, na capital francesa.


Sinfonia nº 1 “Italiana”, de Vincent d'Indy
Orquestra Sinfónica da Islândia
Maestro: Rumon Gamba

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publicado às 00:01


E esta sensação terrível?

por Rogério Costa Pereira, em 26.03.13
E esta sensação terrível de saber que o botão foi pressionado?
De saber que o relógio se aproxima do zero.
Mas de saber também que temos os dois fios numa mão e a tesoura na outra.
E esta sensação terrível de saber qual dos fios mantém o relógio a contar para trás!
E a tesoura numa mão.
E o fio a cortar já identificado e apartado do outro.
E esta sensação terrível?
De saber exactamente o que fazer.
De saber como parar o relógio.
De saber que tudo depende de nós.
De tudo estar nas nossas mãos.
E esta sensação terrível de não perceber a razão para não fazermos o que tem de ser feito!
Como se tivéssemos virados estátuas.
E o tempo parado de andar para a frente.
E esta sensação terrível de continuar a ver o relógio a cavalgar para trás?
E a tesoura numa mão.
E o fio a cortar já identificado e apartado do outro.
E esta sensação terrível!

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publicado às 00:02


Ludwig van Beethoven – Compositor alemão

por António Filipe, em 26.03.13

No dia 26 de Março de 1827 morreu, em Viena, Ludwig van Beethoven, um célebre alemão, canhoto, surdo, com o rosto marcado pela varíola e a quem chamavam “o espanhol”, devido à sua tez morena e cabelos muito negros. Tinha nascido em Bona, na Alemanha, no dia 16 de Dezembro de 1770.

Hans von Bülow refere-se a Beethoven como um dos "três Bs da música" (os outros dois seriam Bach e Brahms), considerando as suas 32 sonatas para piano como o Novo Testamento da música.
Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe, o melhor professor de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres da música alemã. Neefe afirmava que o seu aluno, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e apresentava-o, orgulhosamente, como um segundo Mozart.
Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Mozart, mas não existe nenhum facto histórico que o possa comprovar. No entanto, existem histórias do seu encontro, como por exemplo, uma que refere um Mozart absorto no seu trabalho, na composição de Don Giovanni, que não terá tido tempo de lhe prestar a devida atenção. Uma outra, bem mais interessante, refere um encontro em que Mozart terá dito acerca de Beethoven: "Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar."
Beethoven demonstrou genialidade em praticamente todas as obras que compôs. E foram muitas, entre sinfonias, concertos, quartetos, trios, sonatas, não esquecendo uma ópera. No ano em que morreu, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. A sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia e projectava escrever um Requiem. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram no seu funeral, entre elas, Franz Schubert. Ludwig van Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia.
A sua obra-prima, na opinião de muitos, foi a Sinfonia nº 9 em ré menor, Op.125. Pela primeira vez é inserido um coral num andamento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Beethoven. Otto Maria Carpeaux, na sua obra “Uma Nova História da Música”, afirma que Beethoven assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia, ao lado de Umlauf, que a regeu, mas abstraído na leitura da partitura e já com uma surdez avançada, não percebeu que estava a ser ovacionado até que Umlauf, tocando-lhe no braço, lhe chamou a atenção para a sala, e então Beethoven inclinou-se diante do público que o aplaudia.


Sinfonia nº 9 “Ode à Alegria”, de Beethoven
Soprano: Anna Samuil
Mezzo-soprano: Waltraud Meier
Tenor: Michael König
Baixo: René Pape
Coro Nacional da Juventude da Grã-Bretanha
West-Eastern Divan Orchestra
Maestro: Daniel Barenboim

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publicado às 00:01


Béla Bartók - Compositor e pianista húngaro

por António Filipe, em 25.03.13
No dia 25 de Março de 1881 nasceu, em Nagyszentmiklós, na Hungria, o compositor Béla Bartók, que também foi pianista e investigador da música popular da Europa Central e do Leste.

Desde muito cedo demonstrou um grande talento para a música. Aos 4 anos já sabia tocar 40 peças no piano. Começou a aprender música e piano com a mãe, a partir dos cinco anos. Aos oito, perdeu o pai. Aos 11 anos deu o seu primeiro concerto em público, onde tocou uma obra de sua autoria, composta no ano anterior. Bartok estabeleceu-se, desde 1894, em Pozsony, actual Bratislava, centro cultural importante, onde fez estudos musicais regulares, que serviram de base para sua actividade criativa.
A partir de 1905, juntamente com o seu amigo Zoltán Kodály, Bartok realizou a pesquisa sistemática da música popular húngara, revelando-a completamente diferente da que se divulgava como tal, ocidentalizada e desfigurada pelos músicos ciganos. Esse levantamento, sempre criterioso e objectivo, daria a matéria-prima fundamental para a obra de Bela Bartok, particularmente de 1926 em diante, quando esta amadurece e adquire feições inteiramente originais. Em 1907, a reputação de Bartok como pianista já era notável e é nomeado professor no Conservatório de Budapeste. Depois efectua numerosas digressões pela Europa (e pelos Estados Unidos, a partir de 1927), dando a conhecer as suas obras, tardiamente apreciadas no seu próprio país.
Em 1940, a ocupação nazi da Hungria força Bela Bartok ao exílio. Autenticamente democrata, Bartok recusa-se a permanecer no seu país, quando o fascismo se instala no poder. Parte para os Estados Unidos, a convite da Universidade de Columbia, e aí prossegue os trabalhos sobre folclore e multiplica os concertos, sem atingir o êxito antecipadamente esperado, apesar da ajuda dada pela Associação dos Compositores Americanos. Foi nos Estados Unidos que Bartok compôs as suas últimas obras, nomeadamente o Concerto para orquestra, em 1943, a Sonata para violino, em 1944 e o Concerto para piano n.º 3, em 1945.
Bela Bartok não consegue alcançar o reconhecimento do valor e do significado da sua obra nem sequer nessa arrancada final em que, precário de saúde e de bens materiais, não deixou de compor e de trabalhar num hospital de Nova Iorque. A vida nos Estados Unidos foi difícil e só o sucesso do seu Concerto para Orquestra melhorou um pouco a sua situação financeira. A propósito desta obra, refira-se o delicioso 4º andamento, Intermezzo Interrompido, com uma paródia a um tema da 7ª Sinfonia de Shostakovitch, compositor que, na altura, estava muito em voga nos Estados Unidos. Já atingido pela doença, não conseguirá acabar algumas obras, como o Concerto para viola, do qual só deixou um esboço. Bela Bartok morreu de leucemia no West Side Hospital, de Nova Iorque, no dia 26 de Setembro de 1945.


Concerto para orquestra, de Béla Bartók
Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Maestro: Zubin Mehta

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Messa di Gloria, de Gioacchino Rossini

por António Filipe, em 24.03.13
No dia 24 de Março de 1820 teve lugar, na Igreja de S. Fernando, em Nápoles, a estreia da “Messa di Gloria”, de Gioacchino Rossini.

Esta obra foi composta seguindo a forma tradicional da missa católica, cujas primeiras duas orações são o Kyrie e a Gloria. Uma missa de Glória omite o Credo, o Sanctus e o Agnus Dei. A composição de Rossini divide o Kyrie em três partes. A Gloria preenche a maior parte da obra.
A parte final da “Messa di Gloria”, na realidade, não foi composta por Rossini, mas sim por outro compositor italiano, mais versátil no contraponto, chamado Pietro Raimondi. Não se sabe a razão pela qual Rossini sentiu a necessidade de pedir ajuda a Raimondi.


“Laudamus te” de “Messa di gloria”, de Rossini
Soprano: Anna Caterina Antonacci
Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília
Maestro: Salvatore Accardo

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A Consagração Final

por Luís Grave Rodrigues, em 23.03.13

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publicado às 15:41


Estrela for Maddie Mads

por Rogério Costa Pereira, em 23.03.13
estrela for Maddie.jpg

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publicado às 06:43


Eileen Farrell - Soprano norte-americana

por António Filipe, em 23.03.13
No dia 23 de Março de 2002 morreu ,em Park Ridge, Nova Jersey, devido a problemas circulatórios, a soprano norte-americana Eileen Farrell. Tinha nascido no dia 13 de Fevereiro de 1920, em Willimantic, Connecticut.

Filha de cantores de vaudeville, Eileen Farrell sempre gostou mais das salas de concertos e da rádio do que dos palcos da ópera. Mas foi uma excelente intérprete lírica, e o seu registo de soprano era tão perfeito quanto o timbre da sua voz foi inconfundível para os rádio ouvintes e os amantes da música ligeira.
Mesmo tendo feito apenas cinco temporadas no Metropolitan Opera de Nova Iorque, Eileen era considerada uma das sopranos dramáticas mais importantes da sua época. Além de cantar ópera, Eileen Farrell também explorou o jazz e a música pop.
O recital de canto que deu em Nova Iorque, em Outubro de 1950, valeu-lhe entusiástica aclamação e imediato reconhecimento geral. Pouco depois foi contratada para cantar a Nona Sinfonia de Beethoven com a Orquestra da NBC por, nada mais nada menos que o “mestre” Arturo Toscanini. E ainda na década de 1950 havia de reunir um auditório de 13.000 pessoas para a ouvirem cantar árias de “Ernani”, de Giuseppe Verdi, em Nova Iorque.
O seu primeiro trabalho em ópera foi em 1956, na ópera de São Francisco. Poucos anos depois, foi levada a Nova Iorque por Rudolf Bing, gerente da Metropolitan Opera, que não costumava contratar novos cantores que não fossem já consagrados noutros teatros.
Em 1962, Eileen Farrell inaugurou a temporada do Metropolitan Opera como Madalena em Andrea Chenier, de Giordano. Farrell passou a ser conhecida pelas suas actuações em óperas do repertório italiano, como Alceste, Medea, La Gioconda, ou em papéis wagnerianos como Isolda e Brunhilde. Eileen Farrell também actuou como cantora pop, estreando em 1959, enquanto nos círculos eruditos cantava o Requiem de Verdi, no festival de Spoleto. Nos palcos da música popular, Farrell chegou a substituir Louis Armstrong, cantando as suas baladas e blues com a banda Satchmo.
A par de uma carreira de êxito na ópera, em que desempenhou dezenas de papéis, foi solista preferida de Bernstein na Filarmónica de Nova Iorque.
Durante duas décadas foi professora de música em duas universidades americanas e nunca deixou de gostar de cantar música pop.
Em 1987 voltou a dedicar-se à gravação desse género musical. Fez várias gravações e teve sucesso com todas. A música ligeira não ensombrou a magnífica voz da soprano nem fez esquecer os papéis com que, principalmente no Metropolitan, protagonizou “A Força der Destino” de Verdi ou “La Gioconda" de Ponchielli.


Ária “Suicidio”, da ópera “La Gioconda”, de Ponchielli
Soprano: Eileen Farrel

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