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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Castelos na areia

por Francisco Clamote, em 30.11.12

Confesso que não assisti ao discurso de Jerónimo de Sousa na abertura  do XIX Congresso do PCP, tendo apenas lido os relatos publicados nos órgãos de informação, on line. Não ouso, por isso, dizer que Jerónimo de Sousa se limitou a repetir a "cassete", até porque, segundo creio, a "cassete" já caiu em desuso. Certo, no entanto, é que, tendo em conta os citados relatos, não se descortina, no discurso do secretário-geral do PCP, o mínimo resquício de novidade.

Se não me engano na leitura, diria que o discurso de Jerónimo de Sousa se caracteriza, antes de mais, por um evidente irrealismo das soluções propostas e pela completa ausência de auto-crítica.
Não existe no discurso, a menor referência ao facto de o PCP ter contribuído para a ascensão do governo de direita ao poder. O escamotear das responsabilidades do PCP em tal matéria tem como efeito contribuir para retirar credibilidade às soluções que propõe para o momento que o país vive, credibilidade que o irrealismo das soluções, em boa verdade, só por si, já não consente.
Defende o PCP, pela voz de Jerónimo de Sousa, a demissão do governo, a realização de novas eleições e a formação de um novo governo (de esquerda, presumo), mas sem a participação do PS. Construir castelos no areia é fácil e a proclamação de tal intenção até pode servir para entusiasmar fiéis, mas, como é evidente, tais edifícios levam mais tempo a construir do que a desfazer-se.
Hostilizando, uma vez mais, o PS, desvalorizando a contribuição do Bloco de Esquerda e desconfiando dos movimentos sociais, como de novo ficou claro, com que votos contará o PCP para construir um Governo de esquerda? Só com os votos dos fiéis? Manifestamente, são muito poucos para tamanha ambição.
Não, por este caminho, nem o PCP, nem a esquerda chegam lá. É pena, porque, desta forma, vamos ter que assistir, impávidos, ainda que não serenos, à destruição do país às mãos duma direita que já revelou até onde pode levar a insânia e o fundamentalismo de que se sustenta. Repito: é pena.
(imagem daqui)

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publicado às 22:52

O Fim da Independência

por Sofia Videira, em 30.11.12

O mais antigo feriado civil (criado na segunda metade do século XIX) é comemorado amanhã pela última vez. Já não me espanta. Tiraram-nos a República, tiram-nos o pão da boca, só não há meio é de nos tirarem a merda que todos os dias nos é atirada olhos dentro.

Para quem não se recorda (àqueles gajos que gostam de se pavonear no poleiro), o 1º de Dezembro marca o dia em que Portugal restaurou a independência, em relação a Espanha. Talvez tenham razão e o dia não deva ser comemorado. Talvez fosse melhor sermos espanhóis. Teríamos mais sangue na guelra e o Coelho andava a toque de caixa. Eu estou como o Rogério. O meu único consolo é saber que está cada vez mais careca e magro. Já não se assemelha em nada a um coelho, antes a um pito careca, a um peru bêbado.

Alguém referiu há pouco tempo que a abolição do 1º de Dezembro é considerado um “murro ao patriotismo”. Qual patriotismo? A minha pátria não é isto. Reza a história que somos um país de conquistadores, de lutadores, de heróis. Agora a história é contada de outra forma. Somos um povo de ladrões, de fdp que tudo permitem às escuras. Uma pátria onde se permite que crianças cheguem aos hospitais em estado de subnutrição. Matam-nos à fome. Fechem as portas desta merda e liguem as câmaras de gás…

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publicado às 21:45


O amor de Deus ensinado aos cristãos

por Luís Grave Rodrigues, em 30.11.12

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publicado às 00:17


Beniamino Gigli – Tenor italiano

por António Filipe, em 30.11.12
No dia 30 de Novembro de 1957 morreu em Roma, vítima de broncopneumonia, Beniamino Gigli, um tenor italiano de fama internacional, dotado de uma voz de grande e rara extensão a quem chamaram Caruso Segundo.

Tinha nascido em Recanati, no dia 20 de Março de 1890. Estreou-se como Enzo, na ópera Gioconda, de Ponchielli, a 15 de Outubro de 1914. Em Novembro de 1918 cantou no La Scala de Milão, na ópera Mefistófeles de Arrigo Boito, sob a direcção de Arturo Toscanini. No dia 26 de Novembro de 1920 estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, novamente com Mefistófeles, seguida de Andrea Chérnier, de Umberto Giordano, que cantou durante onze temporadas consecutivas, La Bohème, de Puccini, O Elixir do Amor, de Donizetti e outros sucessos. Foi o tenor principal do Metropolitan Opera durante doze anos, sucedendo ao mito italiano, Enrico Caruso.
Em 1955 fez a tournée de despedida dos Estados Unidos, com três concertos, em Abril, no Carnegie Hall. O último concerto da sua vida foi em 25 de Maio de 1955, no Constitution Hall de Washington.


Ária “Che gelida manina”, da ópera “La Bohème”, de Puccini
Tenor: Beniamino Gigli

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publicado às 00:01


Burro novo também não aprende línguas

por Francisco Clamote, em 29.11.12
Diz o provérbio que "burro velho não aprende línguas". Ouvindo a entrevista do primeiro-ministro, chego à conclusão de que burro novo também não. Nem línguas, nem coisa nenhuma.

E se "errar é humano e persistir no erro é burrice", é evidente que Passos Coelho é burro, pois demonstrou, ex abundante, durante a entrevista que, apesar de a política por ele seguida, durante o ano e meio que leva de governação, ter redundado num falhanço em toda a linha, em vez de inverter o rumo, persiste nas mesmas políticas que estão destruir o país e a condenar a sua gente à pobreza e à miséria.

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publicado às 21:39

As últimas eleições americanas tiveram dois vencedores incontestáveis: um dá pelo nome improvável de Barack Hussein Obama, e muitos milhões, pelo Mundo fora, deram um grande suspiro de alívio. Eu incluído. Ficou tudo pelo alívio, mas convenhamos que não é lá muito realista esperar mais do Novo Mundo.

O outro vencedor, ainda mais incontestado e sobretudo, ainda mais improvável, foi um estatístico e blogger chamado Nate Silver. O seu blog — '538' é o número de grandes eleitores no colégio eleitoral que, em última análise, determina o vencedor — acertou em todos os cinquenta estados americanos. Até a Florida mudou do cor-de-rosa pálido dos Republicanos, para o azul-bebé dos Democratas, mesmo na véspera das eleições (e por isso não se reflectiu na previsão final).

Por cá..., bem, por cá, aquela ameba espongiforme e urticante, chamada passos, cita a sondagem do jornal i (outra coisa bem esquisita, diga-se de passagem) como sinal de apoio às suas políticas.

Acontece que o '538', em época de balanço publicou um resumo das sondagens utilizadas no seu modelo Bayesiano. Este é o resumo dos dados usados, ao longo dos meses.



Note-se que um qualquer método estatístico erra quando as suas previsões se afastam do resultado final; está enviesado (bias) quando esses erros se acumulam só num dos lados. O enviesamento da vasta maioria daquelas sondagens é, digamos, notório. O erro, puro e simples, de alguns dos maiores nomes do ramo, deveria ser suficiente para os convidar a dedicarem-se a outra actividade, sei lá, a agricultura hidropónica.

Acontece que os "estudos de opinião" são, hoje em dia, um dos mecanismos preferidos para assegurar a reprodução da narrativa dominante. O sucesso do '538' foi possível apenas porque o processo eleitoral americano gera uma quantidade enorme de informação. A lista a seguir é longa, mas inclui todas as fontes. Neste país, e na Europa em geral, o poder instalado joga na escassez. Não só, mas também, na escassez de informação.



Um dos aspectos mais notórios deste balanço, são os resultados muito bons do estreante Google. O seu método é radicalmente novo e, mais do que isso, é barato. Qualquer um o pode fazer, com custos mínimos. Eis um assunto ao qual vale a pena voltar.

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publicado às 17:01


Ernesto Lecuona - Pianista e compositor cubano

por António Filipe, em 29.11.12
No dia 29 de Novembro de 1963 morreu, em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, o pianista e compositor cubano Ernesto Lecuona, cuja música influenciou o mundo latino-americano, da mesma maneira que George Gershwin influenciou a música nos Estados Unidos.

Tinha nascido em Havana, Cuba, no dia 6 de Agosto de 1895. Filho de um jornalista espanhol radicado em Cuba, começou a estudar piano com a sua irmã, Ernestina. Realizou o seu primeiro recital aos cinco anos de idade e, aos treze, compôs a sua primeira marcha, intitulada “Cuba y América”.
Lecuona estudou música no Conservatório Peyrellade, em Cuba, com Antonio Saavedra e Joaquín Nin. Licenciou-se no Conservatório Nacional de Havana aos dezasseis anos, com uma medalha de ouro de interpretação. Fora de Cuba, começou a sua carreira em Nova Iorque, em 1916. Em 1924 fez uma digressão por Espanha, com a violinista Maria de la Torre.
Os seus recitais em Paris, em 1928, tiveram grande sucesso e coincidiram com um aumento de interesse na música cubana. Era um prolífico compositor de canções, música para o teatro e bandas sonoras. As suas obras incluem zarzuelas, ritmos cubanos e afro-cubanos, suites e muitas canções que, ainda hoje, são famosas.
Em 1960, descontente com o novo regime de Castro, Ernesto Lecuona foi viver para Tampa, na Flórida.


“Malagueña” e “Andalucia”, da Suite “Andalucia”, de Ernesto Lecuona
Piano: Ernesto Lecuona

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publicado às 00:01

Gera apenas crianças-homem; Pois não pode a tua natureza destemida compor outra coisa senão machos.

— Macbeth, Acto 1, Cena 7

Interrompi a tradução de O Plano de Chicago Revisitado no ponto em que os autores abordam o conceito essencial de usura. Todas as grandes religiões a condenam; a vasta maioria dos sistemas de poder, ao longo da História, foram suas vítimas, e, no entanto, os detentores daquele pilar do poder que nasce no cano duma espingarda, revelam-se, hoje, incapazes de o afrontar. Recorde-se que os autores rejeitam a definição simplista de usura como “a prática de juros excessivos”, e em vez disso definem-na como “tomar algo em troca de nada” pela utilização calculada do sistema monetário para obtenção de ganhos privados.

"Do ponto de vista histórico, este facto tem assumido duas formas. A primeira forma de usura é a apropriação privada do lucro gerado pelo dinheiro duma qualquer sociedade. O dinheiro privado tem que ser criado pelo empréstimo [pelo crédito], a uma taxa de juro maior do que zero, ao mesmo tempo que os detentores desse dinheiro, devido aos benefícios não-pecuniários da sua liquidez, se contentam em receber uma pequena retribuição, ou mesmo nenhuma.

Portanto, enquanto que parte da diferença entre juros passivos e activos fica a dever-se a uma remuneração do risco, outra parte maior fica a dever-se aos benefícios gerados pelos serviços de liquidez [usar uma ATM, por exemplo, em vez de guardar o dinheiro debaixo do colchão]. Este é um privilégio que, devido aos seus enormes benefícios, é muitas vezes originado por comportamentos rentários intensos. Zarlenga (2002) documenta este facto em múltiplos episódios históricos. Voltaremos a este assunto, a diferença [spread (??!)] entes taxas de juros activas e passivas, ao calibrarmos o nosso modelo teórico.

A segunda forma de usura é a capacidade dos criadores privados de dinheiro, de manipularem a sua oferta para benefício próprio, criando uma abundância de crédito em tempos de expansão económica, logo de bons preços das mercadorias, seguida duma contracção do crédito, logo da oferta de dinheiro, em tempos de baixos preços das mercadorias. Um exemplo típico é o ciclo das colheitas, nas sociedades agrárias antigas, mas Zarlenga (2002), Del Mar (1895), bem como os exemplos citados nessas obras, contêm numerosos outros exemplos em que este mecanismo é detalhado. De forma repetida, conduziu à falência de devedores, apropriação de bens dados como garantia, e, em consequência, à concentração de riqueza nas mãos dos credores. Do ponto de vista macroeconómico, tem pouca importância que estes factos sejam o resultado de uma manipulação maliciosa, ou que sejam uma característica inerente dos sistemas [monetários] baseados na criação privada de dinheiro. Também regressaremos a este ponto, no nosso modelo teórico.

Uma discussão extensiva das crises geradas pela dívida excessiva, pode ser encontrada em Hudson e van der Mierop (2002). Foi esta experiência, adquirida ao longo de milénios, que levou à proibição da usura e/ou ao perdão periódico das dívidas, nos textos sagrados das religiões do Médio-Oriente. A mais antiga dessas crises, na História grega, deu origem às reformas de Sólon, em 599 AC, as quais foram uma resposta à crise severa dos pequenos agricultores, em resultado da emissão de moeda metálica com juros, por uma oligarquia rica. É extremamente esclarecedor compreender que, nestes tempos antigos, as reformas de Sólon já continham aquilo a que Henry Simons (1948), um dos principais proponentes do Plano de Chicago, se referiria como “sociedade financeiramente de bem”. Em primeiro lugar, ocorreu um cancelamento generalizado de dívidas, e a restituição de terras que tinham sido confiscadas pelos credores. Em segundo lugar, os produtos agrícolas foram monetizados, pela introdução de preços mínimos oficiais. Visto que a fonte dos meios de pagamento dos devedores agrícolas era o valor dos seus produtos, esta prática transformou a finança da dívida em finança de bens intangíveis. Em terceiro lugar, Sólon disponibilizou uma quantidade muito maior de moeda emitida pelo governo, logo, isenta de dívida, o que reduziu a necessidade de contrair dívida privada. As reformas de Sólon foram de tal forma bem sucedidas, que, 150 anos depois, a República Romana enviou uma delegação à Grécia para as estudar. Tornaram-se a a base para o sistema monetário da República a partir de 454 AC (Lex Aternia), até ao tempo das Guerras Púnicas (Peruzzi, 1985).

Foi também por esta altura que se estabeleceu uma ligação entre as ideias antigas a respeito da natureza do dinheiro e as suas interpretações mais modernas. Isto aconteceu através dos ensinamentos de Aristóteles, os quais tiveram uma influência profunda no pensamento ocidental. Em Ética, Aristóteles afirma claramente a natureza pública/institucional do dinheiro, e rejeita qualquer visão baseada na troca de mercadorias a granel, ao dizer que “ O dinheiro existe não pela Natureza, mas pela Lei”. Os Diálogos de Platão contêm conceitos similares (Jowett, 1939). Esta visão reflectia-se em muitos dos sistemas monetários dessa época, os quais, ao contrário do que afirma uma crença popular entre historiadores monetários, eram baseados em moeda fiduciária emitida pelo Estado e não em dinheiros baseados em mercadorias. Exemplos destes factos incluem o extremamente bem-sucedido sistema monetário de Esparta (circa 750-415 AC), introduzido por Lycurgus, o qual se baseava em discos de ferro, de valor intrínseco baixo, o sistema Ateniense de 390-350 AC, baseado em moedas de cobre e, mais importante ainda, o sistema Romano (circa 700-150 AC), o qual era baseado em placas de bronze e mais tarde em moedas do mesmo material, o qual tinha um valor metálico muito inferior ao seu valor facial.

Muitos historiadores (Del Mar 1895) atribuíram parcialmente o colapso da República Romana ao aparecimento de uma plutocracia que acumulou uma riqueza privada imensa, às custas dos cidadãos em geral. A sua ascenção foi facilitada pela introdução de moedas de prata, de emissão privada, e mais tarde também de moedas de outro, a preços que excediam largamente o seu valor como mercadoria, isto durante o período de emergência criado pelas Guerras Púnicas. Com o colapso de Roma, muito do conhecimento e experiência monetária perdeu-se, no Ocidente. Mas os ensinamentos de Aristóteles permaneceram importantes, pela sua influência nos pensadores escolásticos, em particular S. Tomás de Aquino (1225-1274). Esta é, em parte, a razão pela qual, até à Revolução Industrial, o controlo monetário, no Ocidente, permaneceu nas mãos do Governo, ou da Igreja, e permaneceu inseparável da soberania, em todas as sociedades envolvidas. Contudo, isto iria mudar, e as origens da mudança podem ser ligadas ao aparecimento da banca privada, após a queda de Bizâncio, [4ª Cruzada] em 1204, com governantes progressivamente mais dependentes de empréstimos privados, para financiarem guerras. Contudo, o controlo monetário fundamental, permaneceu em mãos soberanas durante mais alguns séculos. O Banco de Amesterdão (1609-1820) ainda era propriedade do Estado, e mantinha um total de 100% de reservas dos depósitos dos seus clientes. E o julgamento dos 'Dinheiros da Irlanda' (1601) confirmou o direito do soberano a emitir moeda metálica sem valor intrínseco, como promissória de valor, legalmente válida. Foi o decreto britânico da 'Livre Emissão de Moeda', de 1666, juntamente com a fundação do Banco de Inglaterra, de carácter privado, que estabeleceu o precedente do abandono por um soberano, do controlo monetário. Os séculos seguintes oferecem amplas perspectivas para a comparação dos resultados da emissão privada e pública de dinheiro.

Os resultados [desta mudança], para o Reino Unido, são particularmente claros. Shaw (1896) examinou os registo para os diferentes monarcas ingleses, e estabeleceu que, com uma excepção (Henrique VIII), o rei sempre usou a sua prerrogativa soberana de criação de moeda, para beneficio da nação, sem crises financeiras de nota. Por outro lado, Del Mar (1895) estabeleceu que o decreto da 'Livre Emissão de Moeda' gerou uma sucessão de pânicos comerciais e desastres financeiros, completamente desconhecidos até então, e que entre 1694 e 1890 [data da nacionalização do Banco de Inglaterra], nunca houve nenhum período de 25 anos sem uma crise financeira em Inglaterra.
"


Este último parágrafo deveria funcionar como um soco no meio da cara para todos aqueles que continuam a acreditar que o dinheiro existe no análogo a um vasto lençol subterrâneo de petróleo, e que os seus donos têm toda a legitimidade para o emprestarem — ou o negarem (!) — a seu bel-prazer. São ainda uma infeliz maioria, não menos maioritária do que aquela que, durante milénios, acreditou ser a Terra o centro do Universo. A grande diferença, é que as crenças geocêntricas raramente causavam vítimas; esta crença continua a ferir e a tolher a maioria de entre nós. Os gaspares deste Mundo, devem sentir aquele frenesim que Macbeth sentiu ao interiorizar a possibilidade de levar a cabo, impunemente, o assassinato do rei da Escócia. O que os gaspares esquecem, é a outra face da moeda, contida na previsão das três bruxas: "Nada te ameaçará, enquanto a floresta de Birnam não se erguer e marchar para o castelo de Dunsinane."

Os soldados do exército revoltoso cortaram ramos de pinheiro na floresta, para ocultarem o seu número e aterrorizarem os defensores da desordem vigente. A floresta ergueu-se. Vai voltar a erguer-se, quando o sofrimento das vítimas ultrapassar algum limiar insustentável. Não sei quanto tempo mais vai demorar, porque não sei onde está aquela linha do (in)suportável. Formulo apenas um voto: Desta vez, cravos, só no fim!

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publicado às 20:26


Enterrá-lo e já!

por Francisco Clamote, em 28.11.12
Como escreve aqui o Henrique Monteiro com quem, só uma vez por outra, consigo estar de acordo, como  é desta vez o caso, "o Orçamento para 2013 vai morrer. Alguns dos seus artigos serão declarados inconstitucionais, pois só com grandes artifícios jurídicos, o mesmo Tribunal Constitucional que não permitiu a iniquidade entre funcionários públicos e privados permitirá iniquidade maior (e mais injusta) entre reformados e trabalhadores ativos".
Por essa razão, mas não só, é certo e sabido que a Lei do Orçamento, quer o governo queira ou não queira, vai passar pelo crivo do Tribunal Constitucional. Se não for a instâncias de Cavaco, sê-lo-á, a requerimento dum número suficiente de deputados, incluindo alguns dos que sentam na bancada do PS, queira ou não queira, o Seguro. 

 

É óbvio que, quanto mais tarde o Tribunal Constitucional se pronunciar, maiores serão os danos, caso o Tribunal Constitucional conclua pela existência de normas inconstitucionais, como, a meu ver, é o mais provável, se é que não é certo. 
Sendo assim, mandaria o bom senso que o "enterro" tivesse lugar o quanto antes, possibilidade que está apenas na mão de Cavaco. É ele, pois, quem tem a palavra. Terá ele também o bom senso? 

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publicado às 19:55

«RELATO DA MANIFESTAÇÃO DE 14 DE NOVEMBRO
Ao contrário do que muitos possam pensar eu não tenho qualquer sede de protagonismo ou vontade de me expor, antes pelo contrário, há até alturas em que prefiro honestamente passar despercebida, mas esta altura não é (porque não pode ser) uma delas.
Decidi escrever este texto porque como cidadã sinto-me não só no direito como na obrigação de relatar o que realmente aconteceu na passada manifestação de 14 de Novembro na Assembleia da República, e digo realmente porque infelizmente mais uma vez a comunicação social preferiu manipular e ocultar a verdade, já para não falar das nojentas e falsas declarações da PSP.
Cheguei a São Bento acompanhada do meu namorado e dois amigos por volta das 16:00/16:30 quando o Arménio Carlos da CGTP ainda estava a discursar. Mantive-me lá alguns instantes, tendo depois chegado outra amiga nossa. Entretanto desloquei-me com uma amiga ao Mini Preço e qual não foi o meu espanto ao ver quando voltámos que já as grades tinham sido derrubadas e já um enorme alvoroço ocorria. Quem esteve presente não pode mentir e ser hipócrita dizendo que não houve violência da parte dos manifestantes pois é claro que houve, durante duas horas os polícias do corpo de intervenção foram agredidos com pedras da calçada, balões de tinta, garrafas de cerveja, etc. Foram agredidos sim, mas por uma MINÚSCULA minoria dos que estavam presentes na manifestação! No meio de milhares de pessoas talvez só umas 10 (e bem visíveis) arremessavam pedras e outros objectos. Independentemente da agressão que sofreram NADA justifica o que se passou em seguida… de repente, sem qualquer aviso prévio, (embora a comunicação social e a PSP insistam que houve um aviso feito através de megafone quem esteve presente na manifestação sabe tão bem quanto eu que não se ouviu absolutamente nada e que não foi feito qualquer esforço para que se ouvisse…) a polícia carregou sobre os manifestantes com uma brutalidade sem medida e que eu jamais tinha visto na vida. Como todos os outros comecei a correr e encostei-me à parede, de seguida várias dezenas de pessoas (muitas de idade avançada) se juntaram a mim e tentámos todos proteger-nos uns aos outros. A maioria das pessoas chorava e gritava “PAREM! PAREM POR FAVOR! NÃO FIZEMOS NADA!” e a polícia continuava a espancar toda a gente sem dó nem piedade e ainda com mais força! Vi velhotes a serem espancados, sei de pessoas que viram pais a serem espancados com os filhos pequenos ao colo, sei de pessoas que viram a polícia a tentar espancar uma pessoa de cadeira de rodas e vários manifestantes a rodeá-lo apanhando a pancada por ele para o protegerem. No meio de tanta violência, confusão e multidão histérica tentando sobreviver o melhor que sabia, consegui fugir com o meu namorado mas acabámos por nos perder dos nossos amigos. Continuámos sempre a fugir em direcção à Avenida Dom Carlos I, várias vezes parámos pelo caminho pensando que a polícia já não vinha atrás de nós, e várias vezes tivemos que fugir novamente pois a perseguição continuava. Acabámos por encontrar novamente um dos nossos amigos e depois de vários chamadas telefónicas soubemos que as duas meninas nossas amigas tinham ficado retidas pela polícia, marcámos um ponto de encontro e passados uns minutos elas lá conseguiram fugir e encontrámo-nos todos. Daí para a frente o nosso único objectivo era conseguirmos perceber o que se estava a passar mas acima de tudo assegurarmos também a nossa segurança, mas rapidamente percebemos que tal não seria possível. A polícia pura e simplesmente não parava de perseguir os manifestantes! Continuámos sempre a fugir, parando pelo meio para curtos descansos pois a perseguição continuava… já na Avenida 24 de Julho pensámos estar safos mas que mera ilusão, aí ainda foi pior! A Polícia continuava atrás de nós e de muitos outros mas desta vez disparando balas de borracha! Todos corremos apavorados o máximo que podíamos até que de repente mesmo ao pé da estação de comboios fomos interceptados por um grupo de polícias à paisana que violentamente e chamando-nos todos os nomes e mais alguns nos obrigaram a encostar às grades da estação enquanto mandavam ao chão e agrediam outras pessoas. Lá ficámos sendo enxovalhados e revistados vezes e vezes sem conta. Os rapazes foram todos algemados (uns com algemas e outros com braçadeiras) e separados das raparigas e de seguida fomos obrigados a sentarmo-nos todos no chão sem saber o que ia acontecer pois os polícias só nos intimidavam e não respondiam a nada. Devo frisar que devíamos ser cerca de 15/20 pessoas todos na sua maioria jovens adultos (18/20 anos) e inclusive um rapazinho de 15 anos! Lá fui posta dentro da carrinha com as minhas duas amigas, com o meu namorado e com mais 6 jovens (um dos amigos que tinha ido connosco conseguiu fugir), ou seja 9 pessoas dentro de uma carrinha com capacidade para 6. Fomos dentro da carrinha (os rapazes todos algemados) sem nunca nos ter sido fornecida qualquer informação sobre o lugar para onde íamos ou sobre o que nos ia acontecer. Chegando ao local estivemos uns intermináveis minutos todos fechados dentro da carrinha até que com intervalos pelo meio nos foram tirando de lá um a um, até no final só ficar eu. Fora da carrinha agarraram em mim sempre a gritarem “BAIXA A CABEÇA! OLHA PARA O CHÃO CARALHO!”. Já dentro da “esquadra” (Tribunal de Monsanto, o que por si só representa uma ilegalidade) fui escoltada por uma mulher polícia até à casa de banho onde me obrigaram a despir INTEGRALMENTE, onde me obrigaram a colocar-me de cócoras para verem se tinha algo escondido na vagina ou no ânus, onde me obrigaram a tirar todos os brincos, anéis, pulseiras, atacadores dos sapatos e os próprios sapatos! Fui obrigada a dar o meu nome e data de nascimento. Ficaram com todos os meus pertences (incluindo o telemóvel que antes me tinham obrigado a desligar) e fui levada até à cela de meias num chão gelado! Lá á minha espera estavam as minhas duas amigas e outras duas meninas que também tinham sido detidas. O que se passou a seguir foram duas horas e meia ridículas e sem qualquer sentido… foram-nos sempre negados os telefonemas para casa, sempre que alguém falava nisso alegavam que não sabiam de nada, nunca nos disseram porque estávamos ali, nunca nos respondiam concretamente a nada, apenas mandavam bocas estúpidas! Ficámos na cela duas horas e meia ao frio, sem comer, sem beber, descalços e vá lá que nos deixaram ir à casa de banho embora às meninas tenham dito “espero que tenham aproveitado pois só lá voltam amanhã”. Passadas essas duas horas e meia fomos sendo chamados um a um para recolhermos os nossos pertences e para serem feitas as identificações. Foram preenchidas folhas em que nos eram pedidos todos os nossos dados (BI, nome dos pais, morada, telemóvel, telefone fixo, profissão, etc. …) tendo que assinar no final, caso não o fizéssemos não sairíamos dali. Lá fomos embora, vendo-nos todos no meio do Monsanto muitos sem saberem sequer como ir para casa.

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publicado às 00:23

No dia 28 de Novembro de 1811 realizou-se na Gewandhaus, em Leipzig, a estreia do Concerto nº 5, op. 73, em mi bemol maior, para piano e orquestra, de Beethoven. O solista foi Friedrich Schneider. Em 1812, Carl Czerny, outro aluno de Beethoven, estreou a obra em Viena.

Mais conhecido como “Concerto do Imperador”, foi o último concerto, para piano, escrito pelo compositor. Foi composto entre 1809 e 1811, em Viena, e foi dedicado ao Arquiduque Rudolf, patrono de Beethoven.
O subtítulo de “Concerto do Imperador” não foi atribuído por Beethoven, mas por Johann Baptist Cramer, o editor inglês desta obra. De facto, o compositor nunca concordaria com esse nome, devido à sua conotação com Napoleão Bonaparte, mas foi esse o nome que prevaleceu através dos tempos e pelo qual ainda hoje é conhecido.
Este concerto é composto por três andamentos e, tal como outros concertos de Beethoven, desta época, o 1º é relativamente longo.
Embora os primeiros quatro concertos tivessem sido interpretados, em palco, pelo compositor, Beethoven nunca chegou a interpretar o nº 5. O facto de deixar de escrever concertos deve-se à sua surdez cada vez mais acentuada e ao declínio da sua carreira, como pianista, que daí resultou.


Concerto nº 5, op. 73, para piano, de Ludwig van Beethoven
Piano: Krystian Zimerman
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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publicado às 00:01


O Seguro de vida

por Francisco Clamote, em 27.11.12

Depois de se ter pronunciado e votado contra o Orçamento de Estado (OE) hoje aprovado na Assembleia da República pela maioria (paralamentar) de direita, António José Seguro que, de seguro, pelos vistos só tem o nome, esquivou-se a pronunciar-se sobre uma possível iniciativa de deputados do PS tendente a requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação da constitucionalidade do OE para 2013. 

Em vez de responder directamente à questão, desviou a conversa, limitando-se a dizer que "É no terreno político que continuarei a lutar contra este orçamento".

António José Seguro tem obrigação de saber que a luta contra este Orçamento, "no terreno político", terminou com a provação do OE na Assembleia da República pela maioria de direita. Resta-lhe, se quiser continuar a luta, o recurso ao Tribunal Constitucional. 

Se recusar a única forma de luta de que, nesta altura, pode dispor, é justo dizer que, tal como para a direita que desgoverna o país, também para António José Seguro, a Constituição da República não passa de papel de embrulho.

E a ser assim, lamento dizê-lo, mas sou forçado a dar razão a quem tem afirmado que Seguro, não é tanto o líder de que o maior partido da oposição precisa, porque é, antes de mais, o seguro de vida deste Governo.

Quem tiver olhos, que veja e quem tiver ouvidos, que ouça!

(citação e imagem daqui)

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publicado às 23:53

"A maioria parlamentar aprovou terça-feira o mais estúpido Orçamento do Estado que Portugal alguma vez conheceu.
É estúpido porque parte de um quadro macroeconómico completamente irrealista, com base numa recessão prevista de 1 por cento, quando no mesmo dia a OCDE apontou para -1,8% e todas as previsões conhecidas, nacionais e internacionais, se fixam claramente acima do valor definido pelo Governo e pela troika.
É estúpido porque o défice do próximo ano não será cumprido, assim como não foi o deste ano, já que parte de pressupostos que não se vão verificar.
É estúpido porque insiste no caminho de um fortissimo aumento de impostos para tentar alcançar o défice quando o resultado final será a devastação da economia e a correspondente quebra de receitas fiscais, gerando a necessidade de voltar a aumentar impostos para atingir o défice e aprofundando ainda mais a recessão.
É estúpido porque as expectativas de cumprimento deste orçamento são nulas - e isso é mais um passo para ele não ser cumprido.
É estúpido ainda porque não aproveita as janelas abertas pelos responsáveis do FMI para aliviar a carga fiscal e as metas do défice.
E é estúpido porque depois da decisão do Eurogrupo sobre a Grécia se tornou claro que a própria troika começa agora a admitir que este caminho de austeridade sobre austeridade não conduz ao paraíso mas ao inferno e é contrário aos objetivos que pretende atingir.
Este orçamento é um nado-morto, que será alvo de remendos ao longo do ano. É um orçamento contra os contribuintes, que estimula a economia paralela, a fuga e a evasão fiscal devido à injustissima carga fiscal que lança sobre os contribuintes. É um orçamento contra a economia. E é um orçamento estúpido porque nos conduz a um abismo económico - mas apesar dos avisos e dos alertas, insiste em caminhar nesse sentido.
Verdadeiramente, este orçamento não merece vir a conhecer a luz do dia. Não merece entrar em vigor. E os contribuintes portugueses estão muito longe de merecer o flagelo fiscal que este orçamento lhes quer impor."

Nicolau Santos, Expresso

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publicado às 21:48


A palavra ao coveiro de Portugal

por Rogério Costa Pereira, em 27.11.12

Após a aprovação do OE, eis que fica nas mãos de quem começou a abrir o buraco tapá-lo. Não tenho dúvidas que o fará -- com o país lá dentro --, promulgando a ignomínia, cumprindo-se a si mesmo. Resta, pois, a fiscalização sucessiva. E o TC. Mas a esperança é pouca. Este TC é acima de tudo um tribunal político. Palavra ao povo!

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publicado às 14:08


"Muito bem!"

por Rogério Costa Pereira, em 27.11.12
E citei, em título, tudo o que os deputados-para-encher, dos partidos do centrão, passam uma legislatura a dizer. Só têm ordens para isso. Mais não podem. Mais não sabem!
Muito mal!

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publicado às 12:59


Orçamento, qual Orçamento?

por Rogério Costa Pereira, em 27.11.12

Este não é o pior Orçamento de que há memória. Este não é um Orçamento. É um Testamento! Deixamos tudo aos boches e aos especuladores internacionais.

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publicado às 12:10


A história de Isaac

por Luís Grave Rodrigues, em 27.11.12

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publicado às 00:16

No dia 27 de Novembro de 1955 morreu, em casa, em Paris, de ataque de coração, o compositor Arthur Honegger. Tinha nascido em Le Havre, França, no dia 10 de Março de 1892.

Um dia afirmou: “Sempre amei locomotivas apaixonadamente. Para mim, são criaturas vivas e gosto delas como outros gostam de mulheres ou de cavalos.” O seu poema sinfónico “Pacific 231”, um retrato de uma locomotiva a vapor, deu-lhe notoriedade em 1923.
Inicialmente, estudou harmonia e piano em Paris e, depois de uma breve estadia em Zurique, voltou à capital francesa, para estudar com Charles-Marie Widor e Vincent d'Indy. No princípio dos anos 20, Honegger adquiriu fama com o seu salmo dramático “O Rei David”, que ainda hoje faz parte do repertório coral. Entre as duas guerras mundiais, Honegger foi muito criativo. Escreveu nove bailados e três obras vocais, entre muitas outras composições. Além disso, colaborou com Jacques Ibert, numa ópera e numa opereta.
Após a primeira guerra mundial associou-se, mais por amizade do que por identificação estética, ao Grupo dos Seis, um núcleo de músicos que se propunha, sob a direcção espiritual de Jean Cocteau, a criar uma música autenticamente francesa e desprovida de romantismo. Mas, mais tarde, o estilo do jovem compositor mudou radicalmente. A sua música é mais pesada e solene do que a dos seus colegas do Grupo dos Seis. Longe de reagir contra o romantismo alemão, como fizeram os outros membros do grupo, as obras de Honegger foram influenciadas por ele. Apesar dos diferentes estilos, era amigo íntimo de Darius Milhaud, com quem estudara no Conservatório de Paris. Milhaud dedicou a Honegger o seu quarto quinteto de cordas e Francis Poulenc dedicou-lhe a Sonata para clarinete.
As últimas quatro sinfonias de Honegger figuram entre as mais poderosas obras sinfónicas do séc. XX. Destas, a segunda, para cordas, que, no último andamento, inclui um solo de trompete que toca um coral de Johann Sebastian Bach, e a terceira, chamada “Sinfonia Litúrgica”, evocando a Missa de Requiem, são, provavelmente, as mais conhecidas.
Honegger nunca perdeu o contacto com a Suiça, país de origem dos pais, mas o início da guerra e a invasão nazi impediram-no de deixar Paris. Juntou-se à Resistência Francesa, mas nunca sofreu represálias por parte dos nazis, que o deixaram continuar a trabalhar, sem grande interferência. Em 1953, Honegger escreveu a sua última composição: uma Cantata de Natal.


Poema Sinfónico “Pacific 231", de Arthur Honegger
Maestro: Marc Andreae

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publicado às 00:01


Sarna Auricular

por Ana Bento, em 26.11.12


A sarna auricular é uma moléstia parasitária ocasionada por dois parasitas, Psoroptes communis e Chorioptes cuniculis, os quais se localizam dentro do ouvido do coelho, na parte profunda da pele, chegando a provocar a morte .
Esta é uma doença comum, nas criações de coelhos, cujo rápido contágio facilita, em pouco tempo, a propagação da moléstia entre todos os animais.
Os animais atacados tornam-se (in)apetentes, fracos, desprovidos de capacidades intelectuais, insuficientes, medíocres, raciocínio fraco.Com o avançar da moléstia, deitam um cheiro fétido. Tratando-se de moléstia muito contagiosa, é urgente tomar sérias medidas de profilaxia a fim de impedir a propagação da moléstia.
Medidas Profiláticas - Manter uma limpeza rigorosa nas coelheiras. Não permitir a entrada de animais doentes na criação. Os animais doentes deverão ser isolados, retirados, excluídos. As gaiolas ocupadas deverão ser desinfectadas de preferência com lança-chamas. Fazer uma desinfecção geral e evitar o aparecimento de mais parasitas.


O mais indicado é sacrificar os animais e queimar os cadáveres.

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publicado às 22:52


O devedor excelentíssimo

por Francisco Clamote, em 26.11.12
Com um primeiro-ministro a afirmar que não conhece nenhum caso em que o devedor tenha saído a ganhar duma renegociação com os seus credores (afirmação que é contrariada, todos os dias, por centenas ou milhares de renegociações levadas a cabo, só em Portugal) e com um membro do actual governo a garantir que os juros da dívida pública são baixos, bem se pode dizer que os detentores de dívida pública portuguesa têm neste governo um bom defensor dos seus interesses. 

De facto, Portugal, com este governo, é o que se pode chamar um devedor excelentíssimo. Tão excelente que nem dá para os credores acreditarem. A prova está no facto de que, no mercado secundário, os juros da dívida pública se mantêm a níveis altos e, hoje, por sinal, até estão a subir.

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publicado às 22:11

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