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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 


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publicado às 22:05

«Um dos piores sintomas de desorganização social, que num povo livre se pode manifestar, é a indiferença da parte dos governados para o que diz respeito aos homens e às cousas do governo, porque, num povo livre, esses homens e essas cousas são os símbolos da actividade, das energias, da vida social, são os depositários da vontade e da soberania nacional. 
Que um povo de escravos folgue indiferente ou durma o sono solto enquanto em cima se forjam as algemas servis, enquanto sobre o seu mesmo peito, como em bigorna insensível se bate a espada que lho há-de trespassar, é triste, mas compreende-se porque esse sono é o da abjecção e da ignomínia.
Mas quando é livre esse povo, quando a paz lhe é ainda convalescença para as feridas ganhadas em defesa dessa liberdade, quando começa a ter consciência de si e da sua soberania... que então, como tomado de vertigem, desvie os olhos do norte que tanto lhe custara a avistar e deixe correr indiferente a sabor do vento e da onda o navio que tanto risco lhe dera a lançar do porto; para esse povo é como de morte este sintoma, porque é o olvido da ideia que há pouco ainda lhe custara tanto suor tinto com tanto sangue, porque é renegar da bandeira da sua fé, porque é uma nação apóstata da religião das nações - a liberdade!»


Antero de Quental, in 'Prosas da Época de Coimbra'
Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, Retrato de Antero de Quental (1889, Museu do Chiado, Lisboa).

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publicado às 15:47


O Cobrador-da-Farda

por joao moreira de sá, em 30.06.12
Ó Senhores das autoridades (i)responsáveis por manter a lei e ordem neste país ou pelo menos nesta terra em que habito e que dá pelo nome genérico de Azeitão embora se componha por quatro localidades de seus nomes Brejos de Azeitão, Vila Nogueira de Azeitão, Vila Fresca de Azeitão e Vendas de Azeitão,

Mas que raio de prioridades são as vossas? É facturar, assim em modos de cobrador-da-farda do estado ou de facto cumprir função, missão e, presumo, ambição pessoal, de garantir a segurança das populações?

Claro que a resposta certa é a primeira: gerar receita para o estado, que se lixe a criminalidade que diz que isso até pode ser perigoso.

Eu compreendo. O País precisa de dinheiro. Os criminosos também. Eu também. E o pessoal das forças de segurança tem que trabalhar, fazer qualquer coisa, mas coisas que não aleijem, claro. Afinal, não é para isso que se forma um Corpo de Intervenção. Um tal unidade serve, precisamente, para passar as noites de sexta e sábado a caçar perigosos prevaricadores de bares com irregularidades nos alvarás, que não só rendem ricas multas - só a minha amiga Madalena, por não ter um alvará para karaoke, apesar de ter alvará para musica ao vivo e de o "karaokista" ter alvará para o ser e ter toda a música legal, pagou 500€ de multa e depois teve que fechar e deixou de pagar impostos ao estado, mas claro que "isso agora não interessa nada" - como ainda resultam em bonitos espectáculos cénicos nocturnos, tipo flash-mob (e creio que a parte "mob" nunca me terá soado tão adequada) com laivos hollywoodescos quando vocês fazem aquela coisa de fechar as ruas com as carrinhas cheias de grades ameaçadoras (o que alguém vos devia dizer que é ilegal, talvez alguma autoridade policia... ah, não, espera... mas alguém, que vos explicasse que não se pode cercar, encurralar, prender em recinto fechado, por motivo nenhum, cidadãos que não são suspeitos de nada) e se plantam de G3 a olhar para nós, pessoas que ali estamos/estávamos a beber um copo (se calhar enquanto a nossa casa estava a ser assaltada, mas "isso agora não interessa nada).

Não que eu pense que havendo uma suposta força de elite no distrito e aparentemente com uma relação afectiva muito próxima com Azeitão, como é o caso do Corpo de Intervenção da GNR de Almada, que havendo uma PJ em Setúbal, uma PSP que conhece bem os "submundos" do distrito, que a combinação destas entidades, o trabalho em conjunto, uma decente e honesta orientação para o combate ao crime, protecção ao cidadão e, em última análise, aquilo que todos apenas queremos, a segurança, sejam mais importantes do que andar a fazer recolha fácil de fundos para o estado, na caça à multa nocturna, nas mega-magníficas operações stop em que me revistam o carro e metem lá cães, fazendo de mim um suspeito "de algo" (até que o nariz do cão e do guarda provem o contrário). 

Essa poderá continuar a ser a vossa função.

Mas assim sendo, decerto não levarão a mal que eu, e se calhar mais alguns que aos poucos se irão fartando, comecemos nós a tentar evitar que andem a explodir bancos ou a roubar cobre à hora a que vocês estão ocupados a verificar alvarás; a assaltar pessoas e lojas em plena luz do dia ou a brincar ao carjacking enquanto vocês estão a multar pessoas por não terem um colete com a norma PQP numa Mega-Fantástica-Operação-Stop. 

É que são coisas que maçam. E como vocês não estão para se maçar com coisas que maçam e eu não vos quero maçar, podiam só fazer um favor?

Uma vez que só cá vêm para chatear, podiam deixar de vir e nós começávamos a tratar da coisa?

É claro que eu não vou tratar de nada - receio que vocês não entendam uma metáfora - e nem vale a pena alertar para os perigos sociais que a vossa (não) actuação enquanto forças de Segurança e não de Cobrança geram na sociedade. Vocês - chefias e governantes - vão perceber quando começarem a ler "Justiça Popular" nas capas dos jornais.

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publicado às 12:00


Cantores e poetas de Intervenção #14 -- Os Ais, Mário Viegas

por Rogério Costa Pereira, em 30.06.12

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publicado às 11:11


Como correu a II Tertúlia OUVIR e FALAR?

por Rogério Costa Pereira, em 30.06.12

Muito bem, obrigado.

Agradeço, em nome da pegada, à centena de Tertulianos presentes que, em pleno Inverno Democrático e Meteorológico, ouviram e falaram.

Destacaria todos nomes se os soubesse, mas não posso deixar de transmitir dois agradecimentos com dedicatória. Ao Presidente da Câmara do Fundão, pela sua presença (que hoje, pela sua coragem, especialmente me honrou) e também porque nos disponibilizou o possível e o impossível em termos logísticos; e, claro, um grande bem-haja, do tamanho da alma do Fundão, ao meu Colega e Ilustre Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto (que rapou um frio de Janeiro em Junho), por nos ter honrado com a sua presença e ajudado a continuar a acreditar que, apesar de tudo, ainda é possível.

É tarde, estou cansado, e remeto, por ora, para as nossas primeiras sensações pós-Tertúlia, no sítio onde a pegada comenta: Ouvir e Falar.

PS - Um agradecimento especial a Giordano Bruno (apanhado em flagrante delito de opinião na imagem supra).

PPS - Agradeço ainda ao meu Colega e Amigo, Presidente da Delegação da Ordem dos Advogados do Fundão, Ramiro Mendes, pelo seu sentido de responsabilidade instititucional.

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publicado às 04:44

No dia 30 de Junho de 1758 nasceu, em Abrantes, o compositor português António Leal Moreira. Aos oito anos foi para o Seminário da Patriarcal, onde, com apenas dezassete anos, assume funções de ajudante-substituto do Mestre de Capela do Patriarcado, João de Sousa Carvalho. Terminados os estudos, assume o cargo de organista da Igreja da Patriarcal.
A sua grande estreia como compositor foi a missa da cerimónia de aclamação de D. Maria I, em 1777. Mais tarde assumiu as funções de Mestre de Capela da Patriarcal e de Mestre da Capela Real. Foi director do Teatro da Rua dos Condes, onde dirigiu variadíssimas obras de compositores como Paisiello e Cimarosa.
Quando foi inaugurado o Real Teatro de São Carlos, António Leal Moreira foi convidado para seu director, cargo que desempenhou até que, em 1800, cedeu o lugar a Marcos Portugal. O seu bailado 'A Felicidade Lusitana' foi estreado na inauguração daquele teatro.
O prestígio de António Leal Moreira como compositor foi também reconhecido internacionalmente. A sua ópera “O desertor francês” foi estreada em Turim e reposta no Scala de Milão. O compositor morreu em Lisboa, no dia 21 de Novembro de 1819.


Te Deum para 4 vozes, trompete, cordas e baixo contínuo, de António Leal Moreira
Agrupamento Americantiga
Maestro: Ricardo Bernardes

 

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publicado às 00:01


Justo

por Maria Suzete Salvado, em 29.06.12

Eu, às vezes, digo que sou apolítica.

Na verdade defino-me melhor se disser que sou pela Justiça, já que considero que a política é indispensável. 

Se na mais simples decisão se tivesse em conta a Justiça, o que é justo mesmo, acho que estaríamos todos bem melhor.

Justos a receber e a pagar, justos a avaliar e a ser avaliados, justos no que dizemos, no que fazemos, no que esperamos dos outros.

Tudo é possível, tudo está certo se fôr o mais justo.

A Justiça é mesmo a minha religião, o meu partido, o meu clube!

 
 

 

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publicado às 20:36

No âmbito do Ciclo de tertúlias "OUVIR E FALAR", organizado pela pegada, vai ter lugar, MAIS LOGO, PELAS 21 HORAS, na PRAÇA DO MUNICÍPIO DO FUNDÃO, a II TERTÚLIA PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA, que contará com a presença do Cidadão ANTÓNIO MARINHO PINTO, Bastonário da Ordem dos Advogados, que se juntará aos demais Tertulianos que queiram estar presentes.

OUVIR e FALAR quer dizer isso mesmo. Concordar, discordar, aceitar, rejeitar...; discutir ideias! A Tertúlia de HOJE será o que os tertulianos fizerem dela. Sem donos ou peias... 

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publicado às 11:30

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publicado às 11:11


Da consciência prática

por António Leal Salvado, em 29.06.12

Na semana em que o Conselho Europeu deu mais um mergulho no vazio;
na semana em que o Presidente da República Francesa deu o primeiro aviso de que se a Europa quiser sobreviver tem de passar das palavras ocas a uma efectiva política de coesão e solidariedade com os mais pobres e os países em maior dificuldade;
na semana em que a maioria PSD/CDS afirmou no parlamento que o problema de Portugal é ter sido governado por José Sócrates e não foi nenhuma crise internacional;
na semana em que o Governo português justificou novamente na força da crise económica internacional a sua determinação em prosseguir no caminho da austeridade e do alinhamento com a Alemanha;
na semana em que dois eminentes economistas (um prémio Nobel) puseram à subscrição do Mundo um manifesto em que demonstram que a crise internacional está a caminho de ser a maior de sempre e a Europa está a tomar as medidas mais erradas para fazer frente a essa crise

- tanto como constatar os factos nus e crus e comparar os resultados sem preconceitos nem facciosismo,

o que a cada consciência livre e de boa fé se impõe é reflectir sobre os valores essenciais que pretende afirmar e o que de útil e efectivo se faz para os conseguir.

-

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publicado às 02:00


Rafael Kubelík – Maestro checo

por António Filipe, em 29.06.12

No dia 29 de Junho de 1914 nasceu em Býchory, Bohemia, actual República Checa, o maestro Rafael Kubelík, Foi o sexto filho do famoso violinista Jan Kubelík. Estudou violino com o pai, e, posteriormente, no Conservatório de Praga, onde também estudou composição e direcção de orquestra. Acabou o curso em 1933, com dezanove anos.
Em 1939, Rafael Kubelík tornou-se director musical da Ópera Brno, cargo que ocupou até que os Nazis acabaram com a orquestra, a 12 de Novembro de 1941. Quando a Filarmónica Checa foi fundada, foi nomeado maestro principal. O seu primeiro concerto com a orquestra foi em 1934, quando tinha apenas vinte anos.
Em 1950, Kubelík foi o director musical da Orquestra Sinfónica de Chicago e, de 1955 a 1958 desempenhou a mesma função na Royal Opera House, Covent Garden. Entre os anos de 1961 e 1979 exerceu o cargo de director musical da Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera. Em 1971 aceitou a proposta de ser director geral do Metropolitan Opera, em Nova Iorque, tornando-se director artístico no ano seguinte.
Em 1985, devido à doença, Kubelík aposentou-se. A sua última apresentação foi em 1990 no Festival de Primavera de Praga, com a Filarmónica Checa. Morreu no dia 11 de Agosto de 1996, na Suíça, mas foi sepultado em Praga.


4º andamento da Sinfonia nº 2, de Beethoven
Orquestras dos Concertos Gebouw
Maestro: Rafael Kubelik

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publicado às 00:01


Portugal: uma vírgula entre o sujeito e o predicado

por Rogério Costa Pereira, em 28.06.12

A propósito da pressão sobre a Alemanha na Cimeira Europeia, valeu a pena ouvir o que disse agora Pedro Santos Guerreiro, Director do Negócios, na SIC Notícias. 
"A pressão sobre a Alemanha nesta cimeira cresceu muito. De facto, Portugal já não faz pressão (...). Portugal é uma vírgula nesta história, nesta crise, e não faz nenhum tipo de pressão, nem tem capacidade de fazer nenhum tipo de pressão sobre a Alemanha. Isso não é verdade com a Espanha e com a Itália que estão a fazer toda a pressão sobre a Alemanha. E esta resposta, que é dizer 'que condicionamos o nosso apoio a este Pacto [para o Crescimento e para a Promoção de Emprego] às medidas de emergência que foram aprovadas na cimeira' o que parece é uma forma de pressão sobre a Alemanha. E forma de pressão sob que tipo de medidas? Medidas que tentem atenuar a subida das taxas de juro destes dois países nos mercados. Uma das possibilidades que pode ser aprovada é (...) a hipótese do Fundo de Estabilização Europeu (...) poder comprar, no chamado mercado secundário, directamente dívida pública destes dois países (aliás, de países em situação de necessidade), para tentar atenuar a subida das taxas de juro (...), através de uma compra directa por este Fundo, coisa que o BCE deixou de fazer (...). E o BCE tem, nos casos anteriores, sido quem encurrala as instituições europeias na necessidade de lançar resgates, como aconteceu em Portugal, na Irlanda e na Grécia."

E é isto, somos isto... Nem o Pacto-Placebo avança (para além de um nome pomposo, também não imagino o que possa trazer de menos mau), nem as medidas de emergência para a Itália e para a Grécia nos servem agora, porque extemporâneas para Portugal. 
Uma vírgula, sim, somos uma vírgula; e colocada entre o sujeito e o predicado.

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publicado às 23:52


Cristianismo

por Luís Grave Rodrigues, em 28.06.12

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publicado às 22:51


Para onde?

por Maria Suzete Salvado, em 28.06.12

Na restauração vai haver mais 60.000 desempregados até ao fim do ano!
Para onde caminhamos?

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publicado às 20:47


Fome a chegar.

por Maria Suzete Salvado, em 28.06.12

Em Castelo Branco já vão 700 em 2 dias. Sim, 700 desempregados, numa zona já tão pobre e tão castigada. Em 2 dias!

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publicado às 20:45

 

Adira ao evento no facebook, divulgue e ... apareça AMANHÃ na Praça: OUVIR E FALAR -- II Tertúlia pela Democracia e Cidadania

No âmbito do Ciclo de tertúlias "OUVIR E FALAR", organizado pelo blogue Pegada (http://pegada.blogs.sapo.pt/), vai ter lugar, AMANHÃ, PELAS 21 HORAS, na PRAÇA DO MUNICÍPIO DO FUNDÃO, a “II TERTÚLIA PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA”, que contará com a presença do Cidadão ANTÓNIO MARINHO PINTO, Bastonário da Ordem dos Advogados, que se juntará aos demais Tertulianos que queiram estar presentes.

OUVIR e FALAR quer dizer isso mesmo. Concordar, discordar, aceitar, rejeitar...; discutir ideias! A tertúlia de amanhã será o que os tertulianos fizerem dela. Sem donos ou peias... 

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publicado às 16:40


Demasiado bronco para aprender

por Francisco Clamote, em 28.06.12


Apesar da excelente e espontânea lição (de política e até de educação) dada pelo deputado do PS, Pedro Silva Pereira, de que este vídeo é prova, estou em crer que o deputado do PSD, Adão e Silva, a quem, em primeira linha, era dirigida a lição, dificilmente terá aprendido alguma coisa. Manifestamente, é demasiado bronco para aprender seja o que for. Não é caso único na bancada do PSD, mas este, pela frequência das suas intervenções, dá demasiado nas vistas. E a propósito devo dizer que ao ver o deputado Adão e Silva a falar, durante a sua idiota intervenção, ao lado do líder parlamentar do PSD, surge-me a dúvida sobre se este não será tão bronco quanto aquele. Será que não é?
(via)

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publicado às 15:15

A "deslocalização" e os "ajustamentos" são, obviamente, os culpados do costume. De acordo com o Negócios, que cita a TVI 24, a Delphi "deverá mesmo avançar para o corte de 300 postos de trabalho, devido à deslocalização de uma linha de cablagens da Rover para outro país."

Não duvido que a Câmara de Castelo Branco tudo fará para remar contra esta maré, já do Governo espera-se mais do mesmo. Castelo Branco?, hoje? Não pensem nisso!, para esses amantes do "emigrem", da "austeridade", que asfixia empresas e trabalhadores, e de "o coiso é uma oportunidade" a realidade é mais à laia de "a long time ago in a galaxy far, far away". Coração que não há, pedra que não sente... Pessoas são só números! E viva a selecção!

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publicado às 14:35

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publicado às 11:11


"Um euro esconde o outro"

por Ariel, em 28.06.12

Se não fosse por estes espetáculos, em que o indivíduo é assobiado, escarnecido, vaiado, aplaudido e abandonado pela multidão, não se mantinha a consciência do mundo que nos cerca. E onde seríamos apenas um ser relativo sem a curiosidade assustadora que faz de nós uma surpresa, ia a dizer divina. Digo: divina. O medíocre transforma-se em herói; resolve -se no furioso trabalho do peito, dos ombros, dos pés. O homem resigna do seu mandato realista, abandona o seu sofrimento, e muda de natureza. Nalguns segundos percorre uma vida. O relvado é o mundo inteiro: vencê-lo representa um inferno de dor, de combate, de deceção. O jogador sente-se demasiado pequeno para si próprio; mas o orgulho corre ao lado dele, levanta-o da sua humilhação, das suas quedas, dos seus erros. O fantástico acode à sua mente; a multidão admite o fantástico e sequestra o homem no retângulo do jogo para que ele opere o fantástico

 

Augustina Bessa Luís, [citação inserida no magnifico texto de Manuel Maria Carrilho, Um euro esconde o outro]

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publicado às 10:18

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