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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



De que é feita a saudade?

por Maria Suzete Salvado, em 30.04.12

O amigo António Filipe falou-me das suas recordações do Fundão na nossa juventude e do meu pai, como parte  desse passado.

Quem se lembra do meu pai relaciona-o de imediato com a sua escola e com os seus automóveis.

Eu ligo-o a muitos mimos, a muitas gargalhadas, a muitas histórias e a muitos amigos.

As lembranças mais antigas ligadas à sua profissão são de quando era ainda muito pequena, antes de ir para a escola.

Parece que era diabrete e para não estar constantemente de castigo, o meu pai levava-me nas lições de condução. Eu cantarolava, ria com as suas brincadeiras ou dormia durante horas.

Era percurso obrigatório das lições, a ida à quinta, caminho que todos os alunos conheciam de cor, assim como as cerejas, as uvas ou até o vinho que acabavam por provar.

Sorrio ao recordar esses tempos e penso na dificuldade que o meu pai teria agora para se adaptar a tantas regras, tão vazias da paixão que ele punha em tudo o que fazia

Os seus alunos ficavam seus amigos para sempre e eu tive consciência de mim mesma pela primeira vez, como sua filha. 

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publicado às 22:55


Descaramento

por Maria Suzete Salvado, em 30.04.12

Será que os governantes deste nosso país não passam os olhos pelos seus primeiros discursos?

Que sentirão quando revêm as promessas que nos fizeram?

Será que desatam a rir da facilidade com que nos “levaram na conversa” ou ficam corados, como eu fico, de ver tanta falta de vergonha, tanto descaramento?

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publicado às 22:40


Jornalismo do Pénis

por n, em 30.04.12

Num ligeiro passeio pelo meu mural de facebook vejo rádios e jornais a informarem que: determinada cadeia de supermercados amanhã vai fazer promoções até 50% e outra cadeia, pasme-se, abre pela primeira vez no 1º de Maio desde 1970. 
 

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publicado às 20:28

É um artificio mil vezes reproduzido. Á sua sombra já se fizeram as maiores barbaridades. Já vimos homens e mulheres na primeira linha de combate pela democracia esmorecerem à primeira derrota. Nos idos de 70, quando o PS ganhava eleições quantos disseram que os eleitos não representavam o povo?

A maioria alinha agora pelo mesmo diapasão. Este governo não representa o povo mas emana de um parlamento eleito democrática e directamente pelo povo; o presidente da República ( sr Silva...) eleito democratica e directamente pelo povo também não representa o povo, foi eleito apenas por 25% dos portugueses...

Mas quando se propõe a eleição por listas nominais com um circulo nacional como forma de aproximar os eleitos dos eleitores não há eco na sociedade. Quando se tenta reforçar a vertente participativa da sociedade na vida política, apoiamos se e quando pretendemos tirar dividendos, como é o caso dos referendos. Quando não interessa referendar passa à frente.

Vivemos melhor, em paz, sem censura, sem polícia política.

Quantos não cumpriram o programa com que se apresentaram a eleições? Quem meteu o socialismo na gaveta? Quem trouxe primeiro a Portugal o FMI?

É extraordinário como homens que estiveram e estão na primeira linha da defesa da democracia usem agora os mesmos argumentos dos seus inimigos.

A extrema direita cresce assustadoramente na Europa e a culpa é dos cidadãos que vivem no dia a dia, no terreno, os problemas que nós discutimos entre dois wisquies.. Também eles estão enganados.

PS: com expresso - Henrique Monteiro)

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publicado às 19:12


A extrema direita na Grécia mostra os dentes

por Luis Moreira, em 30.04.12

As sondagens apontam para uma perda considerável dos partidos ao centro que têm governado o país. À esquerda do partido socialista crescem as intenções de voto. Á direita o partido que aponta o "roubo" de 3 milhões de empregos por parte dos imigrantes como a causa de todos os males pode vir a ser a chave da constituição do próximo governo.

Na queda livre a que a Grécia tem estado sujeita contam-se as fases do mergulho. Primeiro o choque com a realidade, o corte de apoios económicos a famílias e indivíduos. A seguir, como que a reagir ao choque os tumultos sociais de rua. Por último, a aterragem, que será política e que porá em causa o próprio regime.

Temos gozado de bem estar e paz social apoiados em mesa farta. Mas, quando, a economia soçobra atirando para o desemprego milhões e empobrece a classe média é que nos damos conta que o pluralismo e o estado de direito vigentes nas democracias ocidentais assenta no cimento social do bem estar económico.

Muitos de nós não queremos aceitar esta evidência. A melhor forma de fazer crescer a extrema direita xenófoba e totalitária é criar o húmus onde germinam o desemprego, a miséria e a injustiça social. Os povos em democracia têm sempre razão no sentido de que todos, temos que nos despir de frases feitas e de cores partidárias para entender os avisos. E quando a extrema direita cresce em toda a Europa é melhor termos a humildade de perceber que há muita coisa que vai muito mal. E não é só de agora!

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publicado às 18:30


Carta da terra do nunca

por António Leal Salvado, em 30.04.12

O Fundão vai acolher um Living-Lab, que será o primeiro da região. O projecto foi apresentado na Conferência da Primavera pelo Presidente da Câmara. Será uma espécie de um ecossistema criativo, que disponibilizará espaços de incubação de empresas e de novos projectos de empreendedorismo, em ambiente de cowork, tendo em vista a promoção de um intercâmbio produtivo de ideias. Será criado um FabLab que consiste num laboratório de prototipagem, para desenvolver ideias e projectos.
(sic, tal e qual, sem tirar nem por)

Há 10 anos, surgiu a “proposta” de ‘sand-board’, uma espécie de esqui sobre os detritos tóxicos das Minas da Panasqueira;
Há 9 anos, um “centro de atracções” nas terras mineiras do ‘fim-do-mundo’, para concorrer com a Euro-Disney;
Há 8, a construção de um grande Cine-Teatro para arrasar o monumental Cinema existente;
Há 7, a implementação do ‘projecto’ de um milhão de turistas ao Fundão e a criação de uma grande feira de actividades económicas;
Há 6, a instalação de duas zonas industriais, a nascente e a poente do concelho;
…E há 5, a transformação da Zona Industrial da periferia da cidade numa concentração de empresas e de incubadoras “de referência” a nível nacional;
Há 4 anos, ir de teleférico da cidade até ao alto da Gardunha e regressar de seagway à tenda de 5.000 m2 do centro da cidade;
Há 3, o cordão de jardins e espaços verdes esperados há 3 décadas, com ‘horto pedagógico’ e floresta urbana pelo meio;
Há dois anos, a fábrica de transformação de bio-massa para fazer arrancar as três zonas industriais e ajudar a concretizar o “centro de atracções” e o Cine-Teatro e o milhão de turistas e a feira económica e as incubadoras – e para fazer esquecer o teleférico e as seagways e a tenda hiper-mega;
No ano passado, o mesmo de há dois anos e, com palavras novas, o agora-é-que-é.
Em 2012 os jovens, as empresas, os sonhos e os sobreviventes foram assentando os pés no chão do Luxemburgo, de França, da Suiça, de Andorra, da Holanda, da Noruega. As freguesias vão encerrar por deserção dos seus ‘conteúdos’ de carne e osso.
E eis que chega o Living-Lab (denominação sugestiva, para que saibam, meus senhores, que um Lab pode não ser Dead-Lab ou Virtual-Lab). Nesta terra em que nos últimos 10 anos o êxodo massivo dos sobreviventes deixou a fantasia paranóide a falar para o espelho. No mais sórdido Leaving-Lab já imaginado.
Eu sou da terra do nunca. Da terra onde já não há tempo para rir. 

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publicado às 17:00

Num ritmo de 25% ao ano, os subsídios de féria e natal serão repostos até 2018. (Económico)

"A reposição do subsídio de Natal e de férias, bem como a reposição do corte efectuado em 2011 terão de ser feitos gradualmente a partir de 2015 e o ritmo será condicionado pela existência de espaço orçamental", avançou o Vítor Gaspar durante a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou esta manhã o Decreto de Lei de Execução Orçamental.

O governante esclareceu, a propósito, que "as prestações começarão a ser repostas em 2015 e o ritmo será de 25%".
Assim, na melhor das hipóteses os salários e subsídios de funcionários públicos e pensionistas só voltaram a ser totalmente repostos dentro de seis anos.

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publicado às 15:30


Alguém descongele o cérebro ao homem

por Rogério Costa Pereira, em 30.04.12
"Deixe-me começar por responder a uma pergunta que não fez"; Vítor Gaspar, durante a apresentação do documento de estratégia nacional, em "resposta" a uma pergunta que alguém não fez.

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publicado às 14:31


A cegonha vinha de Paris

por Maria Mulher, em 30.04.12

Pode ser que a esperança também nasça de França.

Já que por cá nada acontece, que venham os ventos dessa terra de “Champignys”, levantar a esperança deste povinho de Tugas, que bem precisa de uma qualquer tábua, mesmo que bichada esteja, para fugir deste crescente pantanal em que recusamos afundar-nos. Holland pode ser uma pedrada na Merkel ou uma espinha na garganta do miserabilista e humilhante Gaspar ou de qualquer outro dos fantasmas que nos ensombram e que destroem a nossa confiança neste país e na classe política que sucessivamente nos tem desgovernado.

Esses que depois vêm dizer-nos - que  náusea!!!!!... - e repetir até à exaustão, que "os portugueses viveram acima das suas possibilidades". Mas, senhores, quem é que nos assediou por todas as vias e por todos os meios, com o "El Dorado" do consumismo!?... juros bonificados, telefonemas dos bancos, incentivos para ... e para .... e... pois! Eu e milhares de portugueses pagamos e pagaremos enquanto pudermos, apesar dos roubos que nos perpetram nos nossos salários, nos impostos, na assistência social, na saúde e na educação para nós e para os nossos filhos... Pois! E para que servem esses nossos sacrifícios? Para atirar para o BPN e outros buracos sem fundo, pelos quais não somos responsáveis, e nos quais não tivemos qualquer tipo de participação ou envolvimento. Sabemos sim, que por mais que nos encurtem as rédeas, nunca serão suficientemente curtas, nem o nosso contributo, ainda que pobrezinho, “do pouco que mal nos chega”, nunca chegará para saciar a gula, dos poucos que arrecadam o muito, que falta neste país do fado.

Holland, sim! que brilhe alguma centelha, nesta Europa da finança e da tecnocracia insensível, nesta Europa que substituiu o princípio da  solidariedade entre os povos pelo princípio da "pedofilia" entre os povos - os grande papam os pequenos e simplesmente esmagam, aqueles que apresentem qualquer tipo de deficiência ou malformação no seu desenvolvimento social, financeiro, económico... Abutres! Caçadores de aves feridas a quem atiram ainda no ninho, não para matar mas para ferir e deixar dependentes,  querendo fazer crer às suas vítimas que tudo “vem por bem”, que pois está claro, sim com certeza que é pelo seu bem que são e serão esventrados, depois de cirurgicamente anestesiados com o elixir da inevitabilidade, da resignação mórbida e da cegueira induzida.

Esperança, sim, precisa-se! E revolta também, que a lamechice só nos embala no berço mole de lama em que nos atolamos ao som do fado do bandido.

Voto hoje, mulher, pela criança que nunca chegou a França, e pela França que lhe roubou o sonho.

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publicado às 11:39

Vítor,

Somos campeões, parabéns!

Vítor,

Somos campeões a jogar mal!

Vítor,

Somos campeões e nunca fomos convincentes ao longo do ano, talvez o único jogo com princípios FCP foi o que ocorreu no Mónaco contra o Barça para a Supertaça Europeia.
Vítor, agora mais a sério;

É certo, meu caro, que ficaste com o menino nos braços e, na verdade, tentaste dar o teu melhor, mas o teu melhor, pelo menos para mim, não é suficiente e não cumpre em nada os pergaminhos do que deve ser o futebol do FCP.
Espero por isso, e sem mais demoras, que te arranjem um outro cargo na estrutura, ou outro clube com as histórias do costume da imprensa da oferta irrecusável, etc, etc, e que o próximo ano veja de novo futebol à FCP.
No que diz respeito ao futebol apresentado sob o teu comando: fomos pobres, erráticos, e jogamos metade da época sem um ponta-de-lança digno desse nome. É certo que aqui a culpa não é tua! O fantástico Falcao foi à sua vida e ficaste com aquele cara de surfista de quem todos dizem maravilhas e a quem o treinador de bancada não vê qualidade. Foi preciso chegar o alto, algo tosco, e adepto das redes sociais para a coisa se compor. Porém o factor decisivo parece ter sido a chegada, na mesma altura, do Lucho.

Mas sejamos sinceros Vítor, não merecíamos ser campeões.
Um amargo de boca deve estar a percorrer agora os jogadores do Benfica e até mesmo do Braga, equipas que ao longo do ano mostraram futebol, qualidade, e, sobretudo, uma força que nós nunca tivemos. O sentimento de frustração deve ser enorme e a questão vai-lhes perdurar até ao final dos dias: “como foi possível perdermos este campeonato???”. No fundo é a questão que se faz quando se pensa no Benfica de Trapattoni “como foi possível aquela equipa ter vencido o campeonato??”.

E olhando de novo para o nosso umbigo podemos falar dos casos que foram surgindo ao longo do ano, todos baseados na tua alegada falta de pulso.

Podemos falar na insistência do Maicon a lateral, não obstante existirem alternativas. Ou o caso da braçadeira do Hélton, história mal contada e que não cola.
Na memória fica também a eliminação frente à Académica para a Taça e consequentemente o adeus à hipótese de fazer história.

Na memória fica a vergonhosa Liga dos Campeões e o cair da competição frente a um todo poderoso APOEL.

Na memória fica os jogos pobres frente ao Manchester City e como consequência o adeus a uma competição que vencemos das duas anteriores vezes em que a disputamos.

Mas na memória ficam também as vergonhosas declarações de Barcelos, depois de perdermos o estatuto de invencíveis no campeonato algo que tinha sido iniciado durante o consulado de Jesualdo Ferreira, a afirmar que as faixas podiam ser encomendadas em Lisboa. Ai, meu caro Vítor, mais uma vez assumiste que és o homem errado no local certo. Um treinador do FCP não pode ser fraco e não pode entregar os pontos com tanto campeonato para disputar. 

Somos campeões? Somos!
Merecemos? Não!

 

P.S. Agradeço à minha Mãe a notícia e a questão que ela fez de, via telemóvel, me fazer ouvir um bocadinho da festa na Alameda do Dragão.

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publicado às 10:47


CGTP e UGT de costas voltadas

por Luis Moreira, em 30.04.12

Vem aí outro 1º de Maio e mais uma vez as centrais sindicais fazem cada qual a sua manifestação. Nunca percebi esta confusão. Porque do que se trata é o 1º de Maio, o dia do trabalhador. Mas as centrais sindicais transformaram uma festa popular numa jornada de luta e, sendo de luta, fica tudo estragado porque cada uma das centrais tem a sua própria luta e objectivos diferentes.

As palavras de ordem são as mesmas :Pelo crescimento e o emprego, contra o empobrecimento e por uma maior justiça social e melhores salários são lemas comuns às duas centrais sindicais portuguesas. Porém, CGTP e UGT voltam a comemorar amanhã, em separado, o Dia do Trabalhador, com duas manifestações, à mesma hora, na mesma cidade, Lisboa, mas em sítios diferentes. Pelo país também haverá várias iniciativas.

Diz o João Proença que tentaram inúmeras vezes junto da CGTP juntarem-se no dia do trabalhador mas que a CGTP nunca aceitou. Há diferença substancial de manifestantes afectos a cada uma das centrais e isso explica a separação.

Eu por mim vou à mesma de sempre. A da Alameda! Fica aqui perto de casa, vou a pé, encontro lá os meus amigos comunistas que já vêm cansados de andar desde o Martim Moniz , com apetite e sede. Compramos directamente ao lavrador, bom vinho, melhor queijo e chouriço e fazemos uma farra e tanto, nem discutimos nem nada, vejam só ao estado a que chegamos.

É sempre uma bela tarde!

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publicado às 10:00


Uma Europa em fanicos

por Luis Moreira, em 30.04.12

Na Alemanha o poderoso sindicato dos metalúrgicos exige 6% de aumento, imagine-se! Os patrões estão dispostos a ir até 3%, num país que tem a percentagem mais baixa de desempregados de sempre (6%).

Ao mesmo tempo, nos países periféricos , luta-se por um emprego .

Com uma economia a crescer a 3/4% e com as contas controladas quem podia esperar que a Alemanha saísse da "zona de conforto" de bom grado? Mas as coisas estão a mudar. O primeiro sinal é em França com a provável vitória do socialista Hollande que já aventou uma série de promessas que não vai cumprir mas que obrigou a Srª Merkel a corrigir o tiro. Na Holanda caiu o governo por causa da austeridade a mais e na Grécia as sondagens mostram que não há maioria à vista para formar governo. À esquerda dos socialistas os partidos juntam cerca de 30% dos votos.

A senhora Merkel está a colher tempestades, por enquanto políticas, para as tempestades sociais pode ser um pequeno passo. O FMI também já diz que é tempo de crescimento. Tudo está reunido para que a fase do crescimento esteja madura para arrancar. Entretanto o investimento não caiu tanto como se temia e o consumo interno estabilizou.

A srª Merkel já não tem mais para mostrar aos seus eleitores internos. Mostrou que o "euro/marco" está bem entregue!

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publicado às 09:00

quando o poema
são restos do naufrágio
do espaço interior
numa furtiva luz
desesperada,

resvalando até
à superfície,
lisa, firme, compacta,
das coisas que todos
os dias agarramos,

quando
o poema as envolve
numa aura verbal
e se incorpora nelas,
ou são elas a impor-lhe

a sua metafísica
e o espaço exterior
que povoam de
temporalidades eriçadas,
luzes cruas, sons ínfimos, poeiras.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
Tema(s): Poema  Ler outros poemas de Vasco Graça Moura 

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publicado às 08:00


Anjos Caídos

por Luís Grave Rodrigues, em 30.04.12

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publicado às 00:05

No dia 30 de Abril de 1870 nasceu, em Komárom, o compositor austro-húngaro Franz Lehár. Era austríaco, de ascendência húngara. Essa dupla raiz cultural influenciou a principal fisionomia da sua música: as suas composições combinam a graça vienense com o folclore eslavo, havendo nas suas últimas obras uma aproximação à ópera bufa e à comédia musical.
Lehár começou a sua carreira como violinista e director de bandas militares, em Trieste, Budapeste e Viena. Criou a opereta e é um dos expoentes máximos da música festiva austríaca do século XX. As suas composições combinam a graça vienense com o folclore eslavo, mas há nas suas últimas obras uma aproximação à ópera-bufa e à comédia musical. Compôs sonatas, poemas sinfónicos e marchas – mas ficou na História como um dos maiores compositores da Áustria, sobretudo, pelas suas operetas – cujas canções se tornaram verdadeiros clássicos. A mais célebre é, sem dúvida, “A Viúva Alegre”.


Valsa “Lippen Shweigen”, da opereta “A Viúva Alegre”, de Franz Lehár
Tenor: José Carreras
Soprano: Maria Luigia Borsi
Orquestra Filarmónica de Xangai
Maestro: David Gimenez

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publicado às 00:01

A ministra Cristas tinha um problema. Sempre que um animal morre é preciso rebocar a carcaça para um aterro sanitário. Mas essa operação "cristã" custa dinheiro e o ministério não tem dinheiro. Logo é preciso criar um imposto ou uma taxa, uma qualquer forma de ir buscar mais dinheiro ao bolso do Zé. Para que não se pense mal dos animais a taxa recai sobre as grandes superfícies de distribuição alimentar que, evidentemente, vão transferi-la ( a ela a taxa) para o bolso dos clientes.

Talvez agora se tenha mais cuidado com alusões pouco abonatórias à célebre frase de Cavaco Silva sobre o sorriso das vacas.

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publicado às 22:17

Uma belíssima entrevista de um homem profundamente culto, inteiro e bondoso. Percebe-se (para os que ainda não entenderam) que só a bondade dá lucidez para além da mediocridade dos poderes fátuos e das ideologias a cores.  A não perder.

É preciso recuperar as ideologias e os ideais, perdidos nas últimas décadas?
Tenho pouca confiança nas ideologias, nos ideais sim. Os ideais propõem-nos um horizonte que nunca conseguiremos alcançar: o ideal da pureza, da beleza, da abnegação - nunca lá chegaremos suficientemente. Jesus Cristo utiliza expressões extremas, porque são ideais: se te baterem numa face, dá a outra; devemos fazer o bem aos nossos inimigos. Isso é um ideal, ninguém chegará lá, porque é um horizonte sem fim, de tal modo exigente, que há sempre uma aproximação e a esperança de fazer mais. E as ideologias?
Os ideais são indispensáveis para o homem melhorar a sociedade em que vive. As ideologias, não sei de nenhuma que tivesse resolvido os problemas da humanidade a uma escala suficiente: marxista, socialista, conservadora... Até as próprias religiões, como sistemas de organização da vida. Elas traçam uma série de regras e, se as regras são absolutas, tornam-se como o homem que se submete [à lei e não a lei] para o homem; e se são instituições permissivas, não atingem os objectivos.

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publicado às 19:52


Abril em Portugal

por Maria Suzete Salvado, em 29.04.12

E já se vai o Abril, para dar lugar ao Maio, que como tudo, começa no 1º.
Antes que termine o Abril, busco algumas lembranças da minha adolescência, já tão distante. Abril era cantado com uma música muito conhecida, com letra adaptada e intitulada “Avril au Portugal”. Eu não entendia porque é que o meu país tinha tido a honra de ser cantado com a língua de Paris. Realmente “Abril em Portugal “ soava mais simplório, mais provinciano. Em francês era mais giro. Comecei por pensar que era por tanta gente da nossa terra estar em Paris. (Assim como pensava que nos filmes de cowboys, quando diziam “mãos no ar”, era para darem um tiro em cada mão).
Mas pouco me demorava nesses pensamentos pois em Abril havia a feira e os divertimentos que vinham com ela. Depois começavam os dias bonitos e já podíamos passear com os rapazes avenida acima, ou estar na esplanada durante o tempo que o dono do café achasse que valia o consumo que tinhamos feito. Aí, nunca era muito tempo, pois quase todos tinhamos o dinheiro de bolso que daria para um café ou um bolo, apenas.
Só que de vez em quando era alertada por alguma conversa diferente, como “o Jornal do Fundão teve problemas com a pide”, “o Sr Armando Paulouro foi incomodado pela pide”, “cuidado com fulano que é informador da pide” e eu perguntava ao meu pai o que se passava.O meu pai não queria que nós falássemos disso e advertia-nos com ar grave. Vieram eleições e achei entusiasmante, mas as pessoas não acreditavam nelas e diziam “votar para quê? Eles não os deixam ganhar”. Então pensava que as eleições eram como uma luta de boxe com golpes baixos.
Mas as pessoas encontravam sempre forma de ter esperança e ficaram cheias dela quando Salazar caiu de maduro e deu lugar a uma maçã da mesma árvore. Tudo parecia mudar, mas eu começava a desconfiar que era mesmo só de nome, mudar de Salazar para Caetano, de pide para dgs, etc.Tive a certeza, quando o meu irmão Tonô, que estava na Faculdade de Direito em Lisboa e vivia comigo, chegou a casa cheio de hematomas provocados pela polícia de choque, que invadira a Faculdade e desancara a “estudantada revolucionária”.
Aconteceu Abril em 1974, e a 25 eu não sabia se era para continuar a ter medo, se era para festejar. Mas o 1º de Maio veio dar-me a resposta e aprendi com o passar do tempo, que era mesmo para festejar.
Este mês de Abril de 2012, o noticiário abriu com a comemoração do aniversário do ditador e cerca de dezena e meia de portugueses, junto à sua campa, tinham ar consternado. O meu encolher de ombros daria por encerrada a notícia, se não fosse a surpresa de ver quem discursava, baixar o papel onde lia o que lhe ia na alma e levantar o braço, em saudação fascista, com orgulho.
Foi como se me desse uma bofetada. Por segundos, voltei a ter medo.

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publicado às 16:36


BPN - uma bomba relógio programada para 2020

por Luis Moreira, em 29.04.12

Miguel Cadilhe: O Estado terá assumido 80 milhões de ativos tóxicos do BPN relativos a dívidas de Duarte Lima, Arlindo Carvalho, antigo ministro da Saúde e José Neto, antigo secretário de Estado, aponta o Correio da Manhã. O Banco Português de Negócios faz este domingo a manchete das edições de dois jornais, com o Diário de Notícias a entrevistar Miguel Cadilhe sobre o mesmo dossier. “A maior fraude na banca portuguesa”, diz o antigo ministro das Finanças. Os 80 milhões foram retirados para uma sociedade do estado por serem de dificil recuperação mas, a verdade, é que qualquer das pessoas indicadas vivem em Portugal e exercem actividades económicas.

Cadilhe também aponta o dedo ao BdP na pessoa do seu então Governador Vitor Constâncio.  E Cadilhe questiona: "Teixeira dos Santos e Sócrates escolheram politicamente contra nós. Porquê? Por que não impediram certas entidades públicas de retirar grandes depósitos do BPN privado? Por que declararam que a nacionalização era grátis para os contribuintes?”. 

Já o DN reforça a ideia que o prejuízo será muito maior do que o actualmente conhecido porque o "lixo" foi entregue a sociedades veículos para os vender.

Entre o que o Estado pode vir a suportar há uma "bomba-relógio" que se destaca e assusta os mais atentos: os 3,9 mil milhões de euros que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de exposição nas empresas (veículos) criadas para absorver os ativos tóxicos do BPN para permitir o negócio da reprivatização. Tavares Moreira, governador do Banco de Portugal entre 1986 e 1992, explica que "só quando estes veículos forem liquidados, o que poderá só acontecer daqui a oito anos, é que se saberá a verdadeira perda do BPN. O relatório da terceira avaliação da troika indicou que só agora irá começar o processo de liquidação dos veículos". Ou seja: ainda falta muito para se saber quanto se vai perder. A certeza é que vai ser muito, segundo garantem os economistas.

"Acredito que há poucos ativos recuperáveis e o que não for recuperável o Estado será obrigado a pagar à Caixa", acrescenta Tavares Moreira. Consideração partilhada pelo especialista em banca e professor na Universidade Nova de Lisboa, Paulo Soares Pinho, que explica que "o que passou para as sociedades-veículo são ativos que ninguém quer, muitos devem valer zero".

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publicado às 16:30


Cerimónia evocativa de Miguel Portas (repetição)

por Rogério Costa Pereira, em 29.04.12

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publicado às 16:11

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