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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Renovamos a amizade para 2012

por Luis Moreira, em 31.12.11

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publicado às 23:00


Votos em contramão: Feliz Ano Novo

por António Leal Salvado, em 31.12.11

Eu queria fazer votos de um óptimo ano de 2012 a todos. Um ano próspero e feliz - ou simplesmente um ano feliz (pois isso não diz tudo?).
Mas sou tímido e medroso. Um ano próspero? Feliz? "Lá vem o do contra!" O primeiro-ministro avisou que não, que nada disso - pelo menos para cá da fronteira de Elvas e Vilar Formoso. O governo decretou que isso é irresponsável vida acima das "nossas" possibilidades. O presidente da República advertiu que é preciso pagar o que o banco dele... desculpem, o Estado deve. A führer mandou que a malta morena do sul tem que submeter a aprovação o orçamento da felicidade qntes de se afoitar a ser feliz.

"Lá vem o do contra. Ele é mas é dos tempos em que se mentia aos mercados afirmando que a gente pode, a gente sabe, a gente consegue, que aqui há esperança. Ele tem é saudades1"

Bem, com esta saudade do futuro (ah, pode ser isso, sim, vozes de burros não chegam ao céu), eu desejo
a todos os portugueses que o Ano Novo nos traga a nós muito mais do que "eles" projectam.

Feliz 2012 e que o Ano Novo esteja para breve!

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publicado às 19:30


Banda sonora para 2012

por joao moreira de sá, em 31.12.11

Do you hear the people sing?
Singing a song of angry men?
It is the music of a people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!

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publicado às 19:14


S. Silvestre na Av. da Liberdade

por Luis Moreira, em 31.12.11

Ao sol de inverno, lá estive a apoiar os milhares de participantes. Um mar de gente com um prazer genuíno em correr. Novos e velhos, mulheres, casais a empurrar os carrinhos dos filhotes todos correm, numa alegria partilhada por quem já abandonou essas lides.

Quem diria, há vinte anos, que mulheres corriam com os filhos na berma a chamarem-nas "mãe estou aqui..." e jovens raparigas a ganharem a todos ou a quase todos os homens, belas e elegantes lá vão elas, ficamos com a ideia que não tocam o chão tal é a gentileza do seu correr.

Depois há de tudo no que toca à vestimenta, desde o melhor equipamento com água para a hidratação até ao gajo que tem tantas ligaduras nas pernas e nos joelhos que não se vê a cor dos calções ( passe o exagero...).

O nosso leitor e meu amigo Manuel Robalo, nos seus 66 anos, fez ontem a meia maratona de Odivelas e hoje lá ia garboso, sem um grama a mais, a olhar para o relógio que ele não é dos que o António Filipe retrata no seu poste aí em baixo. Nem atrasado nem adiantado, No "seu" minuto!

Um agradável e vistoso grupo de "metais" tocavam saudosas canções da Beira Baixa em ritmo de Jaz e as fotos não paravam de fixar o momento ( aqui para nós enviei uma ao Rogério para publicação que eu não domino a técnica).

Podem tirar-nos muita coisa mas a alegria de viver e o prazer de confraternisar não tiram que eu não deixo!

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publicado às 19:00


E se o ano de 2012 chegasse com meia hora de atraso?

por António Filipe, em 31.12.11

Somos um país de atrasados. Não no sentido mental, pois, nesse aspecto, acho que somos tão espertos como outros quaisquer. E se juntarmos os chico-espertos, até os superamos. Digo atrasados no que respeita às horas. Com raras excepções, as pessoas, em Portugal, chegam atrasadas a tudo quanto é sítio. Mas o que mais me preocupa e enerva é que quase toda a gente acha isso absolutamente normal. E pior, há muito boa gente que acha que chegar atrasado lhes dá importância. Já ouvi expressões como “Não começam até eu chegar”, “Quando lá estiverem todos, alguém há-de telefonar”. Considero normal chegar atrasado, de vez em quando. Todos temos percalços. Aqueles (raros) que, habitualmente, chegam a horas, quando se atrasam têm o cuidado de telefonar, avisando que vão demorar mais um bocadinho. Atitude certa que demonstra respeito pelos outros. Pelo contrário, aqueles que, por norma, chegam atrasados, nem sequer se dão ao trabalho de, quando chegam, dar uma explicação seja a quem for. Acham-se acima de todos os outros. E, há outros, que, embora cheguem quase sempre atrasados, se, por acaso, um dia chegam a horas e alguém se atrasa fazem um grande banzé porque estiveram à espera. Além de ser falta de educação, acho que chegar atrasado é uma falta de respeito e consideração por quem está à espera. Já tive ocasiões em que esperei mais de uma hora por alguém. E, quando a pessoa finalmente chega, limita-se a cumprimentar normalmente sem pedir desculpa nem dar qualquer justificação. Como se tudo fosse normal. Quando se faz alguma observação ainda parece que ficam ofendidos e a desculpa é sempre a mesma: têm uma vida muito ocupada. Como se a vida deles fosse mais complicada que a dos outros! É tudo uma questão de organização. Se eu tiver que chegar a uma certa hora, organizo a minha vida de modo a que a essa hora eu esteja no sítio combinado. E, se por caso não conseguir, tenho o cuidado de informar a pessoa, o mais antecipadamente possível, para que não esteja à minha espera. Será que ninguém pensa que pode haver outros compromissos, que, por sua vez, se atrasam, pelo facto de estarmos à espera de alguém?
Uma das coisas que eu acho ridículas, e que é um hábito neste país e que toda a gente aceita como se fosse normal, é a marcação de consultas em hospitais e centros de saúde. Dizem a toda a gente para estar lá à mesma hora. O médico chega sempre atrasado e, ao que parece, isso também é considerado normal. O utente pode até chegar antes da hora marcada, mas nunca sabe a que horas é atendido. E, assim, perde uma manhã ou uma tarde inteira. Juntam-se ali todos, à mesma hora, a fazer sala, praticamente sem falarem uns com os outros, à espera de serem chamados. Ninguém refila, ninguém diz nada. É tudo normal! Falta de organização, pura e simples. Ora, sabendo que o médico leva cerca de 15 minutos com cada doente, porque não fazer marcações com intervalos de um quarto de hora? Facilitaria a vida a todos e evitava-se o mau aspecto das salas de espera cheias de gente.
Os canais não-pagos de televisão são outro exemplo de má organização. Nunca se sabe ao certo a que horas um determinado programa começa. E, neste caso, não é só uma questão de atraso. É que, muitas vezes, os programas começam antes da hora marcada! Outras vezes depois. Se eu quiser programar um vídeo para gravar um programa, tenho que programar, pelo menos, meia hora antes e meia hora depois, se quero ter a certeza que fica completamente gravado.
Acho que o país perde muito com este mau hábito. O não cumprimento de horários afecta tudo e todos. Já tenho lidado com estrangeiros (incluindo da nossa vizinha Espanha) que ficam furiosos quando têm que esperar mais de cinco minutos por alguém. Acho que têm toda a razão. Chegar atrasado raramente tem explicação a não ser a falta de organização. Lembro-me que, há alguns anos, quando o ministro das finanças Teixeira dos Santos se atrasou na apresentação do orçamento, Portugal foi alvo de chacota por parte de alguns jornalistas estrangeiros, que estavam presentes. Não havia necessidade.
E se todos, nesta noite de Ano Novo, fizéssemos a promessa, fácil de cumprir, de nunca chegar atrasados? Acreditem, o país ficaria muito melhor.
Um bom ano de 2012 para todos… sem atrasos.


Mr. Bean - Atrasado para o dentista

 

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publicado às 17:32


Porque se suicidam os polícias?

por Luis Moreira, em 31.12.11

São razões internas, de origem disciplinar demasiado duras? Os rendimentos não são suficientes para ter  uma vida digna ? Não há horizontes de progressão?

Ou tem a ver com a contradição latente entre alguém que tem o exercício da autoridade a que não corresponde a sua posição social ?

Verifica-se que o Corpo policial evoluiu muito.É hoje representado por gente jovem e culta ( por mais de uma vez vi agentes na baixa de Lisboa a desenrascar-se com os turistas), até a forma como se vestem, como se apresentam, mostra que é gente que está muito longe da anterior geração.A própria incorporação de jovens mulheres inspira uma visão airosa, simpática, de pessoas que se sentem felizes no que fazem.

Será que os casos de suicídio têm a ver com situações de quebra de vontade momentâneas de quem está próximo( para o combater) do vício e do crime? São pessoas que após um momento frágil de tentação não têm coragem de enfrentar os colegas?

Os responsáveis divergem nas suas interpretações. A oficial é normalmente que tais suicídios se devem a problemas pessoais ligados à personalidade do suicida. Para os seus colegas devem-se à frustração, ao tratamento menos digno, às baixas condições de trabalho. É capaz de ser de tudo um pouco, mas o elevado número de suicidas (seis em 2011) deve merecer por parte das chefias um estudo profundo da situação, e andarem suficientemente próximos dos seus subordinados para auxiliarem com ajuda psicológica a tempo e horas.

A ideia que passa para o exterior é que se deve falar o menos possível, seguindo a velha táctica que quanto menos se fala mais depressa o assunto morre.Mas trata-se de actos desesperados que não acontecem por acaso nem por frustrações momentâneas. Exigem-se medidas de proteção a quem precisa!

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publicado às 17:30


A vingança de 2011 foi terrível

por Rogério Costa Pereira, em 31.12.11
A propósito do meu post anterior, onde tratei injustamente esse fantástico ano que está a ser 2011, o dito e corajoso ano já se fez sentir, furando-me o pneu em pleno túnel da Gardunha. Acho que já há mais de dez que não tinha um furo. E também não foi hoje; tive mesmo foi um rasgão do tamanho do défice, coisa que compressor algum resolve. Raios partam os carros sem pneu suplente. Viva 2011.

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publicado às 17:04


Renovamos o contrato para 2012

por Luis Moreira, em 31.12.11

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publicado às 17:00


Não há-de ser nada...

por Francisco Clamote, em 31.12.11
Não é preciso ser adivinho para saber que 2012 será um ano repleto, não de prosperidades, mas de dificuldades. Basta conhecer as medidas do Orçamento do Estado proposto pelo actual governo, aprovado pela maioria de direita na Assembleia da República e promulgado por Cavaco Silva, para não haver dúvidas sobre o que nos espera no próximo ano.
Porém, como podemos contar com os "avisos" de Cavaco (se bem que inúteis) e com a paradoxal  "sabedoria" do senhor Coelho e do seu governo, que acham que é pela via do empobrecimento que virá a redenção e a ultrapassagem da crise, há (haverá?)  boas razões para ter a esperança de que não há-de ser nada.
Salvo, é claro, para a anunciada multidão de novos desempregados, para a legião dos actuais desempregados que vão perder o subsídio de desemprego e para todas as vítimas do desmantelamento do Estado social que este governo prossegue sem desfalecimento, a começar pelo Serviço Nacional de Saúde.
Para todos estes resta a consolação de acreditar, por ouvir dizer, que a austeridade que tem castigado e vai continuar castigar, cada vez mais duramente, os mais desprotegidos não é culpa deste governo. A culpa, dizem os partidos da direita no poder, nunca é da opção política ultra-liberal deste governo. Quando as medidas que o governo toma não são fruto do estado em que anteriores governos deixaram o país, alegação que é a mais frequente,  ou são o resultado da "bebedeira consumista" dos que ganham o salário mínimo ou pouco mais, ou resultam de imposições vindas da "troika". Sobre o governo de Coelho é que não paira "sombra de pecado".
Fraco consolo, dirão as vítimas e digo eu, tanto mais que as alegações são falsa. É verdade que crise tê-la-íamos sempre pois é generalizada e sistémica e sobre isso, hoje, ninguém tem dúvidas, a começar pela direita que antes  de chegar ao poder sempre negou tal realidade. O seu agravamento, no entanto, resulta da opção deste governo, sancionada  por Cavaco Silva, um contorcionista para quem, depois Junho, os sacrifícios impostos aos portugueses deixaram de ter limites. 
Mas não há-de ser nada, repito, se os portugueses, finalmente, abrirem os olhos. É na esperança de que tal possa vir a acontecer que aqui deixo os meus votos de um Bom Ano para 

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publicado às 16:59


Liberdade para os Bloggers Presos!

por rui david, em 31.12.11

Habitualmente consideramos a blogosfera como um local relativamente impune e seguro.

Não é exactamente assim.

Para muitos, a blogosfera é um campo de luta arriscado.

Existem bloggers presos em muitos países do mundo.

Um abraço para eles e que 2012 os traga de regresso à Liberdade.

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publicado às 15:21


Cavaco e Sócrates juntos na conspiração

por António Leal Salvado, em 31.12.11

… em que não agiram sozinhos. A troika foi completada por Madail. E os enganados – pois quem havia de ser – os portugueses. Nós!
Lembram-se de ver a selecção nacional, Ronaldo e Nani e tal, ganhar por 7-0 à Coreia do Norte? Viram, não viram? Pois foram enganados!
A verdade, nos relvados da África do Sul, foi outra.

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publicado às 15:04


I Like Math [Paul Krugman]

por Rogério Costa Pereira, em 31.12.11

«Math is a friend of mine. There have been a number of occasions in my life when doing the math on an economic model has led me to conclusions very different from my preconceptions. But I have always been able, after the fact, to find a way to express in plain English what the math is telling me. If you resort to math to justify what looks like a very foolish claim, and you can’t find a plausible way to express that justification in plain English, something is wrong. And yes, I’ve been waiting for a while for an excuse to post that picture.» [Paul Krugman]

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publicado às 14:39

O Futre é um visionário. Quem diria que uns meses depois estavam a "vir charters" de chineses com dinheiro para Portugal?

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publicado às 14:34


Gargantas Fundas

por rui david, em 31.12.11

Relativamente a esta questão da venda da EDP a uma empresa chinesa com o sugestivo nome de Três (e supostamente profundas) Gargantas, acho o seguinte:

Na minha opinião, a falta de estratégia é (foi), pura e simplesmente, vender.

Tendo-se decidido vender e vendendo, as críticas, sem um conhecimento aprofundado, detalhado, de insider, dos trâmites e detalhes do negócio, são pura estultícia.

Desde o momento em que se decidiu vender (e pode dizer-se que a isso "fomos" "obrigados pela troika", mas suspeito que a troika apenas ajudou a impulsionar uma questão programática para a actual maioria), parecem-me muito frágeis os argumentos "estratégicos" dos críticos da venda à China, pelo menos enquanto não se souberem os contornos exactos das propostas e do negócio.

Claro que se nos colocarmos na perspectiva de que qualquer negócio feito pelo nosso governo (qualquer que ele seja) é uma vigarice, a dificuldade não é tirar as bolas do saco, é escolher o tom da "paleta" argumentativa de um exercício infelizmente largamente estéril.

O argumento de a China não ser uma democracia, então, e sobretudo quando é avançado pelo Bloco de Esquerda é de um ridículo atroz. E então quando é avançado pelos "liberais", é de rir.

Quem é que faz (ou não faz) negócios com a China por razões "humanitárias"?

Os americanos?

Os australianos?

Os franceses e os alemães?

Os ingleses?

Os portugueses?

E as "vantagens" da Alemanha? E as do Brasil?

Porque a Alemanha é nossa "parceira" na Europa?

Mas afinal isto é um leilão económico, ou é um leilão político? Ai agora já se reconhece a importância política estratégica para a nossa economia de uma empresa como a EDP (estas considerações, como é evidente, não se aplicam ao Bloco)?

A Alemanha, repito, a Alemanha da senhora Merkel e do "rigor orçamental", é nossa "parceira" amiga do peito e solidária estremosa que justifique que eventualmente se torçam as regras de avaliação das propostas por razões de política, numa contradição com os pressupostos de "transparência dos mercados" que levaram a vender a EDP e a andarmos há dois anos a sofrer a arrogância das críticas de "falta de rigor" (alcoólicos viciados, como nos chamou recentemente um imbecil qualquer de um banco alemão) com que qualquer esperto com domicílio a Norte dos Pirinéus e com um teclado, câmera ou um microfone à mercê, nos dirige amiúde com sobranceria impune?

O mesmo para o Brasil: adoramos o Lula, gostamos da Dilma, achamos o samba fantástico, o futebol, somos países irmões.

Mas o Brasil (e ainda mais uma empresa brasileira...) moverá uma palha enquanto Estado ou enquanto empresa responsável perante os seus accionistas que sabe-se lá quem são, para "favorecer Portugal" (se é que se poderá hoje entender o que será para um outro país soberano "favorecer Portugal"), não procurando maximizar os resultados económicos de qualquer operação, isto é, "prejudicando-se”?

A que título? A que propósito?

Os chineses têm má fama. Têm maus antecedentes em África. São de longe. Estão a "invadir-nos". São criticados porque têm sucesso económico com um sistema que desrespeita os direitos humanos, em países onde reina o despeito porque mesmo com o nivelamento para-chinês que têm vindo progressivamente a impôr aos direitos do trabalho e o aumento da desigualdade alcançado numa violenta Reavolução que dura há mais duma década e não mostra sinais de abrandamento, não conseguem apresentar estatísticas suficientemente auto congratulatórias. Tudo certo.

Mas nem ao nível do “cidadão” há notícia de engulhos com a ausência de direitos humanos na China (essa pecha vai, felizmenten desaparecer em Portugal, agora que a EDP é "chinesa". Agora sim, vão multiplicar-se as campanhas, as indignações...).

Ninguém se lembra dos direitos humanos dos chineses e da sua liberdade de expressão na hora em que, como "consumidores" (o proletariado iluminado dos ultra-liberais, a par com essa outra arma de arremesso que é o "contribuinte"), vamos às lojas comprar produtos luxuosos a preços “competitivos" porque fabricados nos sweat shops onde não há horários de trabalho nem direito à greve nem nada, o paraíso realizado dos coelhos, álvaros e respectivos apoiantes. Pelo contrário, indignamo-nos porque há ainda uns atrevidos que fazem greves, CÁ.

Ah! Dizia num outro dia um sagaz comentador: a EDP foi nacionalizada pela China.

Boa e acutilante laracha.

Pois se calhar foi. Mas o relevante é que esse comentador e muitos outros que andam eufóricos com “redução do peso do Estado”, esquecem que para a China nos nacionalizar aos bocados, nós tivemos que desnacionalizar esses bocados. Alegremente. Quem é que nos mandou ser, quem é que nos manda estar a ser, mais uma vez, estúpidos?

Colocando-me no mesmo plano especulativo de avaliação de hipotéticos méritos e deméritos dos concorrentes, parece-me que a escolha dos chineses, naquilo que eventualmente extravase o puro e simples enquadramento económico do negócio, que eu imagino escassíssimo, tem duas grandes vantagens:

1-      É uma associação estratégica com uma das economias mais poderosas do planeta neste momento, provavelmente a única que não está endividada até ao pescoço.

2-      Pelo facto de não ser uma democracia liberal (o que, neste momento, começa a tornar-se um eufemismo para designar regimes sem autonomia política em relação aos mercados financeiros), a par de ser um país onde se atribui grande importância a um certo simbolismo, é provavelmente o único concorrente em condições de, em determinadas condições e locais, nos oferecer (ou a alguns empresários portugueses) vantagens políticas convertíveis em benefícios económicos.

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publicado às 14:18


Ano de 2011: não porreiro, pá!

por Rogério Costa Pereira, em 31.12.11
E pensar que, vai mais logo fazer um ano, celebrei a tua chegada. Até lancei foguetes, lembras-te, ó tempestade de ignomínia, insensatez, maldade e burrice? Agora vê se desapareces e levas contigo os teus amigos. E quando te cruzares com os putos 2012 e 2013, que já sabemos mal intencionados, diz-lhes que escusam de se incomodar e leva-os contigo para o quinto dos infernos. A propósito, e porque que andamos todos de olhos-em-bico, lembro-me que o Ano do Coelho termina a 22 de Janeiro. Como vocês, 2011 e Coelho, se deram tão bem, seria possível saírem os hoje dois? Um bom 1976 para todos, há muito trabalho para fazer.

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publicado às 13:35

Quando eu digo que o Estado Social vive acima das nossas possibilidades quero dizer que não chega aos pobres. Se o estado não chega aos pobres é porque todos os outros vivem acima das suas possibilidades. Temos 100, distribuímos os 100 e ficam 2 milhões de fora. Isto é viver acima das nossas possibilidades. Dito de outro modo: é preciso distribuir apenas 95 para que os outros 5 cheguem aos pobres. Com a agravante de aqueles 100 que temos para distribuir 60% não produzimos cá. Eu não ponho em causa o Estado Social acho é que tem que chegar a todos e o que se distribui tem que ser produzido cá dentro (bem sei que o déficite zero que já andam para aí a ver se pega é impossível de ter pelo menos todos os anos)

Há vários grandes problemas que é preciso resolver. Se eu fosse poder equilibrava as contas mas não tão  abruptamente como este governo está a fazer: desenvolvia os cluster económicos onde estamos bem ; facilitava a cultura da terra e, aqui estou a lembrar-me do Alentejo e da água do Alqueva: retomava em força as actividades do mar, não esquecendo, os Portos de Sines, Leixões e Lisboa; apoiava firmemente na indústria todas as actividades de produção de bens transaccionáveis e virados para a exportação e para a substituição de importações. E jogava o resto das fichas numa Justiça célere, independente e apartidária!

Com estas bases o país tem condições de criar oportunidades para todos.

Na democracia, no Estado de Direito e no Estado Social e numa economia social de mercado!

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publicado às 12:00


Pintores e quadros famosos - Caravaggio

por Luis Moreira, em 31.12.11

Caravaggio

(Caravaggio, Lombardia, 1573 - Porto Ercole, 1610)

 

Pintor italiano. Homem de vida airada, Michelangelo Merisi estuda inicialmente em Milão com o maneirista Peterzano, contra cuja estética reage asperamente. Autodidacta no que se segue, a sua pintura suscita violentas reacções. Mas apesar das críticas dos artistas, o público aprecia as suas telas rugosas, encrespadas de pastosidades e dominadas pelo que a partir dele se chama «tenebrismo». Estabelece-se em Roma até que, obrigado a fugir por se ter envolvido numa sangrenta rixa, se refugia em Nápoles (1606). Percorre o Sul do país perseguido pela justiça até que vai para Malta (1607), onde é recebido na Ordem de S. João. Encarcerado um ano mais tarde por ofensas a um cavaleiro da ordem, consegue fugir para a Sicília e, dali, para Messina (1609). Regressa a Nápoles, até onde o perseguem os seus inimigos malteses, que o deixam gravemente ferido. Amnistiado por Roma, dirige-se a Porto Ercole, onde é detido por erro. Uma vez libertado, morre obscuramente (segundo certas versões, de umas febres).  


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publicado às 11:00


Apesar de tudo 2012...

por Luis Moreira, em 31.12.11

Pode valer a pena! Assim se tomem medidas para tornar o país menos injusto e mais solidário. A maioria não acredita e tem fundadas razões para não acreditar tantas foram já as promessas não cumpridas. Mas eu tenho um filho com 35 anos e uma neta com 16 meses tenho que acreditar que estas novas gerações vão ser capazes de vencerem onde a minha se afundou.

Há muita gente jovem com novos horizontes e têm um problema em que se focar. Exigir que o país crie oportunidades para todos.

A nossa geração cumpriu um sonho, atingiu a democracia, mas não conseguimos uma sociedade justa embora, a verdade seja dita, o país tenha melhorado em imensos aspectos. Só quem nasceu depois do 25 de Abril é que não compreenderá esta verdade. O país há 30 anos atrás envergonhávamo-nos a todos.

Sem democracia, com imensa pobreza, maioritariamente analfabeto, estupidamente "só" no concerto das nações europeias e mundiais.

Temos que acreditar que depois da euforia do "capitalismo popular" nós todos, perante os miseráveis resultados, tenhamos também mais senso e menos ambição de possuir tudo e mais alguma coisa.

Que nos tirem o dinheiro mas que nos deixem sonhar é o meu desejo para todos!

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publicado às 10:00


Da tia

por joao moreira de sá, em 31.12.11

Quando a Tia Manuela disse aquilo de suspender a democracia (ou era a constituição? ou eram as duas? ou como dizem os daqui do lado "da igual"?), no fundo toda a gente achou boa ideia (sim, menos esses, só os que chegam a governar), o problema é que não se pode ser assim tão frontal. Na prática tem que se dizer que isso é uma afronta e depois fazer exactamente isso.
Não é Portugal, são as ditas democracias ocidentais que estão ao estilo manuelino. Se é para ser assim, eu pelo menos começo a achar que a frontalidade e sinceridade já não seriam um tão mau princípio. Não porque concorde, mas porque enquanto valores morais acho mais honestos do que a hipocrisia.

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publicado às 09:51


Bom Ano 2012

por Luis Moreira, em 31.12.11

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publicado às 09:00

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