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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Cadáveres esquisitos (Capítulo XVII)

por Rogério Costa Pereira, em 30.01.11

Por uma vez sem exemplo, aqui fica, na íntegra, o XVII dos cadáveres:

«Era uma segunda-feira.

Ortega, vindo dos infernos, entrou pelo quarto de Simão adentro e atirou-lhe com um jornal à cara. Assim o acordou, assim lhe perguntou: – Foste tu que escreveste isto, Cabrão? Simão, já nada estremunhado, tal o estranho por rever o seu carrasco, ergueu o diário e, com surpresa, viu escritos os pensares que, com tanto afinco, guardava. Com chamada de primeira página, sob o título “Correio de Leitor Ignoto – um caso de polícia”, e entremeando estranha imagem, assim se dizia:

«M. Ortega: descrente que mas publiquem em jornal de tamanha tiragem, dirijo-te estas palavras sabendo que o faço a alguém cujos neurónios entraram em guerra fratricida e bastarda ao ponto de só te restar um (o mais escasso e ligeiro) — lamentavelmente, o que te sobrou está meio metro acima do habitat natural, desfruta de cauda acelerante e tem como ambição única irromper em merda por cagar. Ciente disso, mas porque te quero mostrar ao mundo, avanço.

Perante o espelho aldrabão que te dá as trombas a ver, munido do tal espermatozóide mascarado de neurónio, ousaste querer fazer a minha história. Por fortuna minha e essência tua, não o conseguiste. És uma espécie de rei midas da merda: transformas em trampa tudo aquilo em que tocas. Fui a excepção à tua regra, não me pudeste assemelhar à tua essência estéril. Entraste em mim, mas não pela alma.


És uma peçonha, sim. Porém, essa dor que te atenta e que tentas, para te aliviar a mágoa, passar para os outros, nesse corrilho que lideras e de que me fizeste sócio, esse beliscão na alma que não tens, são só teus. Olha para trás. Olha para o teu reles viver e para tempo que levas desde o nascer. Traduzes-te num zero abaixo da nula referência. Algo numericamente impossível. Não chegas a ser nada, portanto. Um dia que te atinjam com um espelho fiel, morrerás em agonia — envenenado pela verdade que a representação te dá.

O teu problema, bobo das cortes dos meus tempos, é que tu próprio não receberás dos teus apaniguados mais do que o do vento malcheiroso dos cus que profanaste.

No entanto, verdade seja dita, estás cada vez mais acompanhado – não partiram o cabrão do molde. E pudeste deixar apóstolos. Que farão por fazer a outros o que me fizeste a mim.

Porém, nem eu sou Quixote nem tu és moinho de vento. Ousaste pensar que tudo ficaria assim? Menosprezaste-me!, serei o teu degredo, professor!»

Simão, sereno, ergueu-se – ia de cãs, porém, o gaiato de quinze anos –, e olhou aquele corpo sem-cabeça que, de pé, se rastejava pela barriga. – Não, garnisé, sendo minhas, não são minhas estas palavras. Fizeste demasiados inimigos. Agora sai do meu quarto, como há muito saíste de dentro de mim. Em menos de um ai tenho aqui quem te mate, se eu próprio não o fizer. Foge enquanto podes, infame. Fá-lo por mim, que a tua vida é minha. Deste desabafo impresso que me atiraste à cara, retiro que tenho concorrência. Matar-te ou mandar-te matar já aqui seria como perder-me por metade. Foge de mim, cão, e esconde-te de quem tão bem te relatou. Dou-te um ano de avanço. E faz por te manter vivo, criatura do demo, que como me quiseste para ti, quero-te agora só para mim.

Quando Brigantia entrou, estranhou a janela aberta. Que se havia peidado, disse-lhe Simão. E por ali ficou a história, com Simão a tentar adivinhar quem seria o seu competidor. Dois matadores e um só homem para matar.»

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publicado às 10:01


Manifesto Anti-Dantas

por Rogério Costa Pereira, em 29.01.11

parte I  

parte II 

Diseur: Mário Viegas

 

Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Dantas, morra! Pim!

Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!

O Dantas é um cigano!

O Dantas é meio cigano!

O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!

O Dantas é um habilidoso!

O Dantas veste-se mal!

O Dantas usa ceroulas de malha!

O Dantas especula e inocula os concubinos!

O Dantas é Dantas!

O Dantas é Júlio!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!

E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!

O Dantas é um ciganão!

Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!

O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!

O Dantas é um soneto dele-próprio!

O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

O Dantas nu é horroroso!

O Dantas cheira mal da boca!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas é o escárnio da consciência!

Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!

O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa!

O Dantas é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tenha dó do Dantas!

E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

Vocês não sabem quem é a soror Mariana do Dantas? Eu vou-lhes contar:

A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de soror Mariana Alcoforado a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram pra português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol!

A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.

A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o Chamilly, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.

A Mariana que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Inês.

Vêm descendo pla dita estreitíssima escada, várias Marianas, todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e ainda toda curvada prá frente o que quer dizer que é abadessa.

E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da Tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda... Quem está aí?... E de candeias apagadas?

- Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... E a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é um dó d'alma o ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra plo salão um bispo de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate.

Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalos a saltar pla janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo pra descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. Depois de sérios embaraços do bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma uma pedaço d'interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia d'investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a Mariana dormiu com o Noel. O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas.

Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas.

A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana-aldantascufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.

Continue o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o Alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "Século" a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Júlio Dantas, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas" e pasta Dantas prós dentes, e graxa Dantas prás botas e Niveína Dantas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas, Dantas... E limonadas Dantas- Magnésia.

E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.

E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!

Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos pra ser a derrota do Chianca.

E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avózinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimos excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecelidades do Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, o Dantas do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e do Paiz e do Dia e da Nação e da República e da Lucta e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes e todos os artistas de Portugal que eu não gosto. E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueiredo Amante do Museu e ah oh os Sousa Pinto hu hi e os burros de cacilhas e os menos do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Lucta a quem Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!!

E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!...

E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!

Morra o Dantas, morra! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas, morra! Pim!

José de Almada Negreiros
Poeta d'Orpheu
Futurista e Tudo

1915

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publicado às 23:28

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Taverna Lusitana, Monsanto.

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publicado às 17:49


E parece que o conseguiu dizer sem se rir

por Rogério Costa Pereira, em 29.01.11

Sócrates diz que "educação é o grande projecto para Portugal" (Público)

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publicado às 17:32


A hora da vingança

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11
Um discurso de vitória vergonhoso, próprio de quem não sabe ganhar e bem demonstrativo do que vai ser este segundo mandato.

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publicado às 22:35


Democracia representativa

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11
Cerca de 25% da população portuguesa maior de 18 anos votou em Cavaco Silva.

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publicado às 22:29


Não sei que raio possa querer dizer

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11

Mas nunca vi tanta gente a votar.

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publicado às 16:07


É simplex!

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11

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publicado às 15:13


Vai votar? Leve o cartor do leitão!

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11
"Quer-se modernizar o sistema de eleições, óptimo. Questão, falta o leitor do cartão, sem o cartor do leitão não conseguimos saber o nome." Secretário duma mesa de voto algures em Alvalade.

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publicado às 14:44


Só para ser diferente e porque hoje é Domingo

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.11

Eis o final do XV do cadáveres: «Ambos tremeram. Ela por ela e pelo menino; ele por causa dela. Cavaco, anjo do céu, t(r)emeu o estranho tremer que cheirou em Brigantia e, contra os seus purgantes e habituais costumes (estamos, não o esqueçamos, perante o mais sério dos homens), palavreou o que um dia houvera visto escrito numa placa duma Igreja herege: – Tende calma, senhora, por vezes Deus deixa a tempestade destruir, outras vezes deixa a criança acalmar a tempestade; Chamai Simão e dizei-lhe apenas que tem Cavaco ao portão. E não me chameis tempestade.

Brigantia nem tugiu. De peito Nobre e cara Alegre, correu que nem Coelho, fazendo de conta que acorria ao apelo do suserano do Lopes.»

 

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publicado às 10:01


Cores de Inverno

por Rogério Costa Pereira, em 22.01.11

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publicado às 18:07


Desfiladeiro do Rio Ponsul (Penha Garcia)

por Rogério Costa Pereira, em 22.01.11

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publicado às 17:19


"A bofetada em branco"

por Rogério Costa Pereira, em 22.01.11

Adoro estas coisas dos ditados misturados, das expressões idiomáticas baralhadas. Devagar enche a galinha o papo; Grão a grão se vai ao longe; Cantar de alto; Arranjou um pico de obra. Hoje, o Público presenteou-me com mais uma:

"Fernando Nobre aproveitou o último discurso desta campanha presidencial para fazer alguns ajustes de contas. Alvos? A comunicação social, nomeadamente os comentadores que o quiseram “silenciar, ridicularizar”. Mas as declarações mais fortes reservou-as para Cavaco Silva, que acusou de estar a querer matar a democracia. Pelo meio, ficou ainda uma bofetada em branco para “os que podiam ter apoiado e não apoiaram”, numa aparente alusão a Mário Soares."

"Bofetada em branco" é um must, vai direitinho para o top ten. Alguém arrisca um voto de luva branca?

Na imagem: murro em preto.

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publicado às 00:20


A frase que melhor descreve esta campanha

por Rogério Costa Pereira, em 22.01.11

«Os "anjos" quando descem à terra perdem as asas para sempre» (Dª Otília, 87 anos, sogra da Helena Velho)

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publicado às 00:02


O Sr. Segunda Volta

por Rogério Costa Pereira, em 21.01.11

Não vou votar nulo (Cavaco convenceu-me). Vista a campanha, vou votar no candidato mais falado; no mais desejado e temido. Vou votar no Sr. Segunda Volta. De boletim na mão, recorrerei ao pim-pam-pum e escolherei entre dois menos-mal (a este ponto cheguei). No fundo, pare onde pare o pum (casual, esta do pum), sei que estarei a votar Alegre. É que quem não votar Cavaco e optar por um dos outros quatro, estará a votar Alegre, sejamos práticos. Nobre não passa dos 11%-12%, Defensor talvez chegue aos 2%-3%, Lopes deitaria foguetes com 7%-8%. Coelho, a personificação do voto de protesto e do voto nulo, talvez chegue aos 5%-6% (bela chapada no regime).

Se Alegre, com braços demasiados curtos para tanto Bloco e tão pouco PS, chegar aos 26%-27%, temos segunda volta. E aí terei de decidir o que fazer ao sapo. Nessa altura, não votar Alegre será votar Cavaco, essa é que é essa (e afastem de mim esse cálice). A verdade é que este raciocínio, para mim lógico, não me chega (parece-me!) para pôr a cruzinha em Alegre. Logo se verá, então. Entretanto, venha mais da Coelha. Venham as explicações. Numa segunda volta, não poderá evitá-las. Só por isso já valerá a pena.

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publicado às 22:59


Para uma coisa esta campanha serviu

por Rogério Costa Pereira, em 21.01.11
Serviu para mostrar quem Cavaco realmente é. Agora votem. Votem nele maciçamente, para melhor honrarmos o lindo enterro que nos espera. E, sejamos justos, que merecemos.

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publicado às 22:40


Daqui fala Professor Fernando Nobre

por Rogério Costa Pereira, em 20.01.11
professor fernando nobre.jpg

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publicado às 13:48


Sporting

por Rogério Costa Pereira, em 16.01.11

Este já foi. Que se sigam este e este (os três da foto). Que venha alguém que saiba escolher um treinador que, a perder, não troque o Evaldo pelo Grimi e o Salomão pelo Zapater. Acima de tudo, que venha alguém que não me obrigue a pedir desculpa ao meu filho por o ter feito sócio ao segundo dia de vida (verdade seja dita, o puto não liga puto a de futebol - no natal pediu... livros e instrumentos musicais). Que venha alguém que ouse desafiar o Rui Faria a convencer o Mourinho a deixá-lo voar.

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publicado às 02:36


Marechal Carmona III

por Rogério Costa Pereira, em 15.01.11

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publicado às 17:51


Marechal Carmona II

por Rogério Costa Pereira, em 15.01.11

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publicado às 17:44

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