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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Onde o Lis encontra o mar

por Rogério Costa Pereira, em 31.12.10

lis e mar Vieira.jpg

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publicado às 16:02


Cadáveres esquisitos (lá se vai andando)

por Rogério Costa Pereira, em 26.12.10

«Isto dito, explicado o Telles pai, desvelada a nobreza da sua desonra, cuida agora contar de Simão, filho de Ezequiel, pai que haveria de ser do João que nunca foi – ou que apenas foi pelos parcos segundos que levaram seu pai a desentranhá-lo e arrebentá-lo de encontro às lajes de pedra que por ali estavam à mão. Simão, o ainda filho da puta (que o Cardeal não arranjara tempo para o desemputanhar, tamanho o atrás descrito), passa a ter Baltasar por pai e Brigantia por mãe.

Isto aqui para nós, que a verdade a dar à história seria bem diferente e já estava traçada. Aos catorze anos seria apresentado ao regime e a Lisboa como sobrinho de Manuel Cerejeira. Simão de Cerejeira Telles. Filho de Cândida Cerejeira, irmã de Manuel, e Artur Telles, visconde de Lousado (afidalgado rótulo que o regime republicano haveria de legitimar). Colhidos da vida por uma besta assassina que noite dentro lhes havia irrompido pelo palácio. De Lousado a Lisboa, as léguas eram suficientes para fazer passar por verdade a intrujice. E assim – tio recebe sobrinho órfão –, justificado ficaria o acolhimento que o íntimo da nada parda eminência haveria de dar ao sobrevivente aristocrata. Esta história, a oficial, não vamos mais para aqui chamá-la, mesmo porque a dita se pode ler em qualquer biografia do Patriarca. “A sua bondade ficou também demonstrada quando, em (…) acolheu o visconde de Lousado, seu sobrinho órfão, (…)”.»

Assim começa o capítulo VII da história de João. Num blogue que não é um blogue, uma história a duas mãos, um conto pari passu, em que se faz por trocar o passo, avança devagarinho. Para já, vai longa a lista de personagens, que aqui deixo à laia de petits fours salés:

João: o nosso protagonista

Ompal: aborto póstumo; encontrado decapitado num templo em Kanshiram Nagar

Simão de Frutuoso Telles: pai de João

Ester: mãe de João

Ezequiel Telles: avô de João

Mãe de Simão: puta

Brigantia: governanta galega de Ezequiel Telles; parece que é bruxa

Baltasar: criado de Ezequiel Telles; matador da mãe de Simão; esquineiro amante de homens;

Cardeal Manuel Frutuoso: cardeal do regime, íntimo d’O Homem

Urtiga: do bando d'A Batalha

Cândida Frutuoso: irmã de Manuel Cerejeira; nunca existiu

Artur Telles: marido de Cândida; visconde de Lousado; nunca existiu

Miguel Ortega: preceptor de Simão; Miguelito de Mourão

Se alguém estiver interessados em acompanhar a história, para além das redes sociais e dos contactos da praxe, deixei na coluna da direita a opção subscrever, forma mais cómoda de receber o aviso para os novos capítulos.

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publicado às 03:52


Cadáveres esquisitos

por Rogério Costa Pereira, em 19.12.10

Farto.

Essa é a palavra. Estou farto da blogosfera tradicional, dos seus maiores e menores, do comentar diário dum país que se perde. Actualidade, política, crise, futebol, Sócrates, Cavaco. Ganhei alergia à vontade de botar faladura sobre tudo o que mexe e mais alguma coisa. Claro que, por vezes, me apetece acrescentar algo. Discorrer acerca do idiota do Assange (um doze de Setembro), dos enigmáticos mercados. Da modorra das presidenciais, cheias do soporífico Nobre, do reeleito Cavaco (e de quanto isso me agonia), do cata-vento Alegre e de como Sócrates deseja ardentemente que ele perca. E do meu Sporting; tenho pensado muito no meu Sporting e na forma como a doença da indiferença sobre o seu perder-e-perder se está a apoderar de mim. Da cartilha gasta do Villas-Boas. Do Barcelona, que pinta quadros todas as semanas. Do Real, que não vai ganhar nada enquanto houver este Barça de Guardiola. De Guardiola e de Messi e das razões de serem os melhores do mundo, apesar de não serem portugueses. De como nenhuma equipa de Mourinho jogou metade do futebol do Barça. Do Barça do incógnito Guardiola (ainda hoje espetaram cinco ao Espanhol).

E de Sócrates.

Apetece-me muito falar do homem que com empenho apoiei. E de como me enganei. Tenho vontade de falar dos clientelismos que Eça tão bem retratou em qualquer uma das suas obras. Do polvo socialista – que podia ser social-democrata, é certo –, que é a imagem cuspida do povo que somos. Tenho vontade de falar de como a culpa é nossa, de que somos realmente uma choldra ingovernável.  Tenho ânsias de dizer que estaríamos como estamos, com ou sem Sócrates. Tenho uma imensa vontade de dizer que em Portugal poucos querem trabalhar, todos se querem empregar. Falaria de Portugal como uma doença sem cura. E faria um parêntesis para fazer ao Portas a devida vénia pela forma como se recusou a falar dos peidos do Assange (chamai-lhe populismo ou um pífaro, mas o homem disse-me os pensamentos).

Mas, como dizia, hoje-por-hoje, estou farto das tricas e dos enredos blogosféricos. E, por isso, não vou dizer nada disso. Porque estou farto, como já disse, mas acima de tudo porque não tenho nada a acrescentar (e porque me faz dor nos ouvidos a imensa gritaria). Não me meti nisto – em nada disto em que me meti – para ganhar encómios ou comendas. Sou o que sou; e como sou. Neste sete anos de blogosfera, ganhei e perdi amigos. Não me arrependo duma vírgula da substância do que disse, embora lamente a forma como disse algumas das coisas que disse. Lamento como, movido por maus sentires, pelo meu repentismo à flor da pele, não excepcionei das minhas críticas, quem delas merecia ser excluído. A este propósito, e refiro-me às árvores que ardi nos fogos que ateei, arrependo-me de não ter chamado alguns bois pelos nomes, para que outros soubessem que não era a eles que me dirigia.

Conheci por aqui do melhor que tenho (elas e eles sabem quem são), conheci por aqui dos seres mais rasteiros que pela minha vida se cruzaram, autênticos vermes mal-fodidos.

Isto dito, e porque já me alonguei em demasia, quase relegando para rodapé o que tenho para dizer de novo – que o resto é velho e já sabido –, eis a novidade. Vou fazer uma pausa (pode ser coisa de semanas ou de anos) nesta pegada que partilho com a minha querida e única Isabel. Com a minha luso-bifa favorita, que me pôs dois quadros na parede; e com os ainda pouco evidentes na minha vida (por uma questão de oportunidade, estou certo) Luiz e besugo.

Adoro escrever, viveria para isso. Não por vocês, mas por mim e pelos meus. Do que aqui fui deixando, abominado por uns e elogiado por outros, constato que o registo que mais prazer me dá e que tive o cuidado de, para mim e para os meus, guardar aqui, nada tem a ver com o que relato nos parágrafos primeiros deste post. Não que almeje ser escritor (palavra maldita e maldita palavra) ou algo que se assemelhe. Livro escrito por mim, ou porque não sou apresentador de telejornal ou de cena de revista domingueira (ou pura e simplesmente porque não dou uma para a caixa), pouco venderia e, por certo, que não me colocaria o pão na mesa. À parte o facto de poder ganhar dinheiro com a escrita – único motivo para, em papel, partilhar letra minha, coisa que por certo não desdenharia –, (hoje) nada me atrai em anuir na publicação dos meus pensamentos e estórias. Quanto mais não seja porque me agrada a forte possibilidade de vir a ser o único português vivo sem “obra” publicada. E, agora a sério, porque escrever dói-me muito. E não me apetece, nem me parece bem, vender os meus padecimentos.

Tempos houve em que dei por mim a mandar meia dúzia de coisas para uma ou outra editora. A resposta era sempre a mesma, que escrevia bem, mas que escrevesse algo mais largo, com mais páginas e maior fôlego, que os meus micro-micro-estares não vendem. E têm toda a razão. O problema é que tenho uma vontade enorme em terminar assim que começo (se a minha escrita e as minhas artes de alcova se assemelhassem estava bem fodido – irresistível, este duplo sentido).  No entanto, assevero, não trocaria, por todo o dinheiro do mundo, a “arte literária” de quem se vê nos tops – de quem escreve a metro – pela minha forma de dar palavras aos sentires. Jamais me compararia com um José Rodrigues dos Santos, que precisaria de muitas vidas recheadas de muita sopa para escrever um décimo do que eu escrevo (esta foi à Mourinho).

Por causa desta minha inclinação para as rapidinhas, sempre vi no conceito de cadáver esquisito uma boa solução. Quer do ponto de vista de deixar andar uma estória e de ter um parceiro que me pusesse freio aos acabares, quer no que respeita à disciplina que daí me poderia advir. Sem falar no carácter pedagógico da coisa. Fiz três convites, desde que tal ideia me ocorreu. Os dois primeiros foram simpática e razoavelmente enjeitados. O terceiro foi aceite. Se há 6 meses me dissessem que, daí a esse tempo, estaria em pleno cadáver com quem ora me encontro, recomendaria tratamento psiquiátrico a quem tal me lesse nas entranhas. A verdade é que hoje bendigo quem me deu tampa. Quem ora se aventurou comigo é exactamente o que sempre procurei. Alguém que me dá luta, que escreve bem, e que tem a suprema pachorra de esperar uma semana pelo que se segue (regra imposta pelas galinhas com quem tenho de me levantar, e depois bulir o dia inteiro – só escrevo de madrugada e aos fins de semana).

Falo do joshua. Alguém a quem ainda hoje o Valupi apelidava de castiço, por ter repetido uma mesma ideia em três blogues diferentes. Eu, anos atrás, antes de ter sido promovido a não sei bem o quê (e mesmo isso há-de ter sido mais pela companhia do que pelo merecimento – há mesmo um estupor que assevera que lhe implorei entrada num blogue), fiz bem “pior” que isso. Quem não se sente ouvido, caro Val, precisa de se repetir até à exaustão, carece de aproveitar todos os microfones. Nem todos escrevem na aspirina b, ou na jugular, ou no arrastão. Ou no 31 da Armada. Se o meu filhote de três teclasse umas letras neste último, por exemplo, teria por certo mais leitores do que a Isabel Moreira tem hoje nesta pegada. Sem qualquer desmerecimento para ti, Val, que bem sabes o quanto admiro a tua escrita, embora (confesso) me venha espantando alguma da tua última teimosia – se eu não te conhecesse de outros fados, se eu não soubesse que queres realmente o melhor para o país, se eu desconhecesse que nada ganhas em tomar partido, tentar-me-ia a pensar que, das duas uma, ou estavas cego ou deste em parvo.

O joshua, dizia. Há cerca de uma semana, desafiei-o para o tal do cadáver. A ele, a quem tanto maltratei, a quem tanto ignorei, a quem tanto censurei. Do alto da primeira liga blogosférica em que me via. Não que ele fosse propriamente um anjinho, é certo, mas a verdade é que lhe fiz o pior que me podem fazer. Não lhe passei cartão. Hoje, o joshua é “apenas” a minha cara-metade nisto das letras. Não podíamos ser mais diferentes em quase tudo. O tipo é do FêCêPê, é crente (de quem crê) na religião em que me empurrarram até  ao crisma e, aqui entre nós, politicamente (para além da náusea que nos provoca o som e a imagem de quem nos governa), não temos puto em comum.

Em suma, somadas as parcelas que com paciência vos pintei, deu nisto. Encetámos algo sem fim à vista e que, falo por ambos, nos está a dar um gozo imenso (é para isso que a vida serve, certo?). No joshua encontrei o parceiro ideal para concretizar o que, a esta hora, já leva seis capítulos (recebi agora a indicação do sexto, que ainda não li). Mais importante do que os cadáveres esquisitos (e se isso é importante!), mais importante do que a dedicação ao nosso João, é a certeza de que encontrei no Joaquim um tipo que, sem me conhecer, se meteria agora no carro, lá dos nortes por onde vive, para me vir ajudar a consertar uma torneira que pinga. E a certeza de que eu faria o mesmo por ele. É uma honra partilhar os cadáveres esquisitos, cuja ligação aqui deixo, com tamanho ser.

O que dali sair a ele se deve. Ele sozinho era capaz, eu não!

Obrigado, caro Joaquim.

(hei-de por aqui ir dando nota dos novos capítulos, e, às tantas, daqui a uma semana ou isso, cá estarei a distribuir cacetada).

 

PS - É tarde pra catano. Amanhã encho isto com os restos dos links e corrijo as gralhas, as falhas e os pontapés na gramática. Agora vou ouvir o galo cantar e depois vou dormir.

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publicado às 04:59


"procolarum?"

por besugo, em 18.12.10

 

Não se trata aqui de nascer nos anos sessenta, trata-se aqui de ter nascido em mil novecentos e sessenta.

Não se trata aqui de ter sete anos quando esta canção saiu, deixando finalmente bailar pegados, como bailar se deve sempre, em milhentos bailes de liceu, os namorados (nem que o fossem só durante quatro minutos) do mundo inteiro. A Portugal chegou-me mais tarde, é disso que se trata, pelo menos cinco anos mais tarde. Em mil novecentos e setenta e dois.

No ginásio dos liceus crescia-se depressa. Devia ser mais ou menos como se cresce agora, que nem há liceus. Mas não sei, uma coisa é crescer e outra é ver crescer, naquele tempo parecia que o tempo, em correndo sempre, passava muito devagar - enquanto nós íamos crescendo em velocidade desbragada. E carregava consigo, o tempo - pesado fardo visto agora por quem antes apenas o via gentilmente - três certezas: a de que a nossa barba despontaria bela, a de que iríamos para a guerra (sabíamos isso lindamente pelos relatos dos que tinham irmãos mais velhos que " já lá estavam") e a de que, num dia que viria breve - mas que se demorava -, também nós iríamos bailar así pegados, com raparigas que nos amariam muito e que nós também amaríamos para sempre, ao menos durante oito minutos, quatro para cada um.

Quando esse tempo dos amores eternos de fugazes chegou, cumpriu-se mal - que as coisas nunca são muito bem como as imaginamos, coisas de contra-tempo.

A barba veio, igual a todas as barbas deste mundo grande, sempre ansiosa entre as proprietárias indecisões do "deixo-te estar, desfaço-te?".  O tempo da guerra não chegou, embora se perceba agora, lustros depois, à força de repetições, que deveria ter chegado: quase todos os dias escuto tipos mais novos do que eu, muito mais novos, saudosos do passado que não cheguei a ter e do futuro que teriam se o meu passado tivesse sido diferente, culpa mais funda.

Bailar pegados? Sim, bailei.

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publicado às 17:27

Vejam este vídeo. 

 

 

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publicado às 12:22

PLANO NACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

por Isabel Moreira, em 17.12.10

Publicada hoje a Resolução do Conselho de Ministros nº 100/2010 que o aprova.

 

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publicado às 11:51

Dave and Tim

por Isabel Moreira, em 17.12.10

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publicado às 11:35

Não devia Acontecer (1944-2010)

por Isabel Moreira, em 16.12.10

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publicado às 10:20

Le coq is dead

por Luiz Antunes, em 16.12.10

 


"Le coq is dead"
Enviado por canalzero. - Clipes, entrevista dos artistas, shows e muito mais.

 

Le Coq is Dead

 

Estreou a 27 de Dezembro de 2007 na Moagem, Fundão.

 

Direcção Artística e Coreografia Luiz Antunes Co-Criação | Interpretação Allan Falieri, Francisco Pedro, Luiz Antunes Composição e Desenho Sonoro João Bento

Designer de Produto Luís Ferreira Figurinos Lidija Kolovrat Desenho de Luz Pedro Fonseca Colaboração Artística Ana Trincão Consultor de Design Luís Royal

Assessoria de Imprensa António de Noronha Designer Gráfico David Duarte, Joana Marques, Nuno Lages Fotografia Margarida Dias Captação de Imagem Rodolfo Pimenta, Zina Caramelo Produção Executiva Terpsicore A23

Co-Produção Casa da Moagem – Fundão Parceria Pinus Verde Residência Artística Centa, Casa da Moagem Apoios E.E.D.C. Anna Mascolo

Nota: Este projecto foi a concurso para os apoios do Direcção Geral das Artes mas não foi apoiado.

 

Passado três anos e a convite de um colectivo de artistas, Feedback Kolectiv, vai ser um dos trabalhos apresentados em revisitação.

 

O Feedback Kolectiv apresenta o projecto  Feedback#1 - uma plataforma dinâmica e aberta, onde artistas de diferentes áreas apresentam e promovem o seu trabalho de forma informal.

Ao longo da noite, com momentos em formato de curta duração, são apresentados vários trabalhos nas áreas da dança, teatro e música, combinadas com a escultura, a fotografia, a performance e o vídeo. Acabando a noite com imagens de anime Japonês Akira,  em simultâneo, com o nosso DJ MADMIG&Co.
O Feedback Kolectiv tem o prazer de apresentar a sua primeira noite nos estúdios da companhia Olga Roriz.

 

Sobre o LE COQ IS DEAD revisited

 

Direcção Artística e coreografia_ Luiz Antunes

Interpretação_ Bruno Huca_Luiz Antunes_Miguel Enes

Desenho Sonoro_ João Bento

Produção_ feedback1 Kolectiv

 

 

Sinopse

Num momento em que se celebra a estreia dos Ballets Russes na Europa achei pertinente revisitar e adaptar Le Coq is Dead (coreografia criada em 2007), como ponto de charneira de algo…tal como foi marcante o trabalho desta companhia no mundo das artes. Le Coq is Dead é uma viagem pessoal de três intérpretes (Allan Falieri, Francisco Pedro e Luiz Antunes) sobre dois trabalhos coreográficos de Fokine: Le Spectre de la Rose e Dying Swan de Saint-Saens.

Escrevi na altura:

“(…) consiste no ir às memórias de ícones representativos das diversas áreas que se transcendem e subverte-los à crueza da recordação. Aprofundar, obrigar a recordar e a estudar o lembrar. Buscar um diálogo e tentar conjuga-lo entre diferentes noções de representação num mesmo espaço e ao mesmo tempo, no mesmo palco. Tentar construi-lo sobre as novas premissas. Ser confuso para simplificar, Le coq is dead surge e fica. O palco é um sítio de possibilidades totais, de validades; o palco é a plataforma de um objecto paradoxal. No mesmo espaço o barroco e o minimal podem co-existir, não é importante catalogar os estilos, o corpo dançado é o parado, o virtuoso. A disponibilidade dos olhos tem que ser total. (…)”.

Le Coq is Dead revisited é uma extracção e uma adaptação partindo das mesmas premissas, da mesma essência que permite o alterar do lembrar.

 

(a revisitação é feita a partir da cena que aparece no vídeo a partir do momento 13'21'' _ The Swan_).

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publicado às 01:27

Gardenia : les ballets C de la B ..

por Luiz Antunes, em 15.12.10

 

Gardenia : les ballets C de la B / Alain Platel / Frank Van Laecke (c) Peter Monsaert

 

 

E há coisas que dizem tanto... e tanto e tanto e "trivuada" e Unhais da Serra é uma Terra abençoada...  e com tanta simplicidade.


 

 

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publicado às 14:37

"Nueva polémica en el seno de la FIFA, después de las declaraciones realizadas por su presidente, Joseph Blatter, en las que ha asegurado que, de cara a la organización de Qatar del Mundial de 2022, los gays y lesbianas "deberían abstenerse de cualquier actividad sexual", en referencia a la situación hostil que se vive en ese país.

El comentario, en tono jocoso ante la pregunta de si debería existir preocupación por lo que ocurre en Qatar, no ha pasado inadvertido, aunque rápidamente el mandatario se anticipó al asegurar que no habrá problemas de ningún tipo y que no se tolerará ninguna discriminación".

 

 

(ler tudo aqui)

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publicado às 11:25

"Eu faço política internacional há 30 anos e nos cenários mais dramáticos. O senhor já viu a pobreza extrema? Já viu corpos esmagados à sua frente? Já viu uma criança com fome a correr atrás de uma galinha que levava um bocadito de pão na boca? Fala de coisas que desconhece. É pura retórica. O senhor, que fala tanto em desemprego, já criou algum emprego?"

 

Fernando Nobre no debate com Francisco Lopes, ontem, na RTP

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publicado às 11:13

Obrigada, Miguel

por Isabel Moreira, em 15.12.10

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publicado às 10:14

Para quê?

Não será mais rápido averiguar dos factos na wikileaks?

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publicado às 09:06

Esta coisa simples

por Isabel Moreira, em 14.12.10

Os diplomatas gostam de mostrar trabalho.

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publicado às 09:01

À atenção do Daniel Oliveira

por Isabel Moreira, em 13.12.10

Já tinha lido a expressão de outros pensamentos impulsivos de Daniel Oliveira a propósito do tal do telegrama onde se dizem umas coisas curtas acerca da repatriação de presos de Guantamo. Às vezes, sofro desse mal, mas a reincidência, quer na atitude, quer no assunto, começa a ser indesculpável.

Este país, com problemas gravíssimos, sofre da consequência inevitável da democracia: toda a gente diz quase tudo o que quiser e alguns Partidos, mesmo cientes de que há uma base que contesta os seus ditos, aproveitam até umas frases escritas pela Embaixada dos EUA para ler nelas tudo menos aquilo de que acusavam o Governo: a acusação era a de que o Estado português, neste Governo e nos Governos de Barroso e Portas, tinha violado a lei, por acção ou por omissão, ajudando os EUA a transportarem detidos para o centro de detenções de Guantanamo.

Como a Comissão Temporária do parlamento Europeu, as Comissões que ouviram Luís Amado na AR e a PGR concluiram pela inocência de Portugal, nada mais suculento do que fingir que estamos a discutir o mesmo assunto.

Já sabemos que certo dia agora tão invocado, o PM, na AR, disse isto: "nunca nenhum membro deste Governo, nunca este Governo foi informado ou recebeu qualquer espécie de pedido de autorização para sobrevoo do nosso espaço aéreo, ou para aterragem na Base das Lajes, de aviões que se destinassem ao transporte ou à transferência de prisioneiros". É sabido que estava a responder a Francisco Louçã, o qual perguntava, claro, sobre autorizações de voos ilegais para Guantanamo. Nem podia, de resto, estar a responder a outra coisa. Quem se lembre deste caso, sabe perfeitamente que as questões, na AR ou nas outras instâncias acima referidas, eram e só poderiam ser sobre isso. Então não estava uma CT do PE a trabalhar tendo essa matéria por objecto? Então não eram o PM e o MNE interrogados na AR sobre isso? Então não veio mais tarde a haver um inquérito na PGR sobre isso?

O Estado português ilibado e eis que pessoas que pensam, como Daniel Oliveira, vêm afirmar coisas como estas: 

"E ficámos a saber que o primeiro-ministro terá "permitido aos Estados Unidos utilizar a Base das Lajes nos Açores para repatriar presos de Guantánamo". Quatro meses depois Sócrates garantiu que o Governo "nunca" tinha recebido qualquer pedido dos EUA"

Quanto a esta afirmação, tenho pena, só pena, que Daniel Oliveira não saiba do escrito mais acima. O homem preocupado em tantos dos seus textos com essa coisa chamada contexto, dá em atira-à-parede e chama o PM de mentiroso. Parece que dá jeito, às vezes, esquecer o contexto do discurso oral produzido em resposta a uma questão do BE.

O texto já está bastante difícil de ler, quando o Daniel afirma qualquer coisa como quem não está com a verdade está com o Diabo.

O Daniel sabe tanto deste assunto, que sabe, consequentemente, que gente como eu merece esta condenação: são dignos daqueles que se reservam a um criado leal - e por gente sem qualquer respeito pela verdade.

Gostava de explicar ao Daniel que ele deu um tiro nos pés.

Já foi mais do que explicado - tenho pena que não tenha havido som no outro dia na Comissão Parlamentar - que Luís Amado, que apelou aos outros Estados membros que ajudassem, num esforço conjunto, a pôr termo à prisão de Guantanamo, consequentemente teve, de facto, negociações informais com representantes dos EUA no sentido de se averiguar da possibilidade de repatriar/libertar presos de Guantanamo usando o nosso espaço aéreo. Como o telegrama esquecido faz alusão, Portugal explicou quais eram as garantias jurídicas que tinham de estar asseguradas (eis o ponto que levou a alguns a perceber o óbvio: desta informação (mal) disponibilizada ressaltam boas notícias sobre a actuação dos nossos governantes nesta matéria)

A história acabou com a não realização de qualquer voo para repatriar prisioneiros e com as boas notícias sobre a recepção, em Portugal, de prisoneiros de Guantanamo.

Gostava ainda de explicar ao Daniel duas coisas: se amanhã um telegrama disser que ele é um assassino, isso não faz dele um assassino, isto para lhe dar umas dicas sobre interpretação; em segundo lugar, eu, que elogio, nesta matéria que segui por dever de ofício, Luís Amado, eu que o elogio muito, eu que tenho a certeza de que Luís Amado nunca mentiu, eu que tenho a certeza do que são garantias jurídicas, tenho muita pena que não tenham sido reunidas as condições para que qualquer voo de repatriamento se desse. É que seria sinal de que havia gente a ser libertada com respeito pelas garantias jurídicas faladas, se é que me entendo.

É tão mau ver o aproveitamento político da confusão gerada entre voos ilegais para Guantanamo e negociações sobre a possibliddae de voos legais de Guantanamo para outros países, que uma pessoa só não sente alívio porque é quase tudo mau.

No outro dia vi o Daniel Oliveira no prós e contras a defender o primado da democracia e dos Partidos para se encontrar soluções para os problemas. Estava tudo muito certinho. Pena que a mesma pessoa dignifique até ao esplendor a veracidade de tudo o que diplomatas americanos dizem  - há momentos em que, de facto, o amor pelos EUA nutrido por gente que tanto os critica pede estabilizadores de humor.

Já percebi, na minha qualidade de criada leal, que tudo o que venha a sair é utilizável por Daniel Oliveira e outros.

Vai uma aposta como muita gente que clama por verdade não se vai da conta da analogia que deve ser feita com razoabiliddae entre licitude de meios de prova e licitude da utilização que se queira dar a informação secreta?

Acorda, Daniel, acorda: o teu torpor é grande, muito grande. Reservo expressões como criado leal e total falta de respeito pela verdade para ti. Sempre dão força literário ao teu texto.

 

 

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publicado às 15:30

Alguma confusão entre Direito e oportunidade política: aqui.

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publicado às 10:18

PINA filme WIM WENDERS

por Luiz Antunes, em 12.12.10

 

 

 

 

 

PINA é um filme realizado por Wim Wenders estruturado a partir da Obra da coreógrafa alemã Pina Bausch.

 

A ver.

 

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publicado às 19:53

Estou aqui a ler a demagoia transformada em discuso político: parece que governar e fazer parte da Europa dá em declarações que invocam o dia de Nossa Senhora de Conceição  - o feriado, pois - e explodem num nacionalismo que pensava que já só era tão patente quando o líder do CDS dizia sempre como que num statement coisas como "para o bem da Nação". Afinal, para expressar uma ideia simples, ainda assim com fundamentação insatisfatória, começamos por ler isto:

 

O líder do CDS-PP observou depois que José Sócrates "chamou os sindicatos" para lhes dizer que "vai fazer alterações às leis laborais", depois de Teixeira dos Santos "ter sido fiscalizado" na reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.

"O ministro das Finanças vai ao Eurogrupo, mais uma vez é fiscalizado, sai de lá sem dizer uma palavra, chega-se cá no dia da nossa Senhora da Conceição [08 de Dezembro] e o primeiro-ministro chama os sindicatos para dizer que vai fazer alterações às leis laborais", afirmou.

 

Se Paulo Portas fosse PM, o seu Ministro das Finanças ficava-se por Portugal, perdão, pela Nação, sob pena de ser acusado de ordens do exterior?

 

É nestes momentos que me recordo que Manuel Monteiro, o tal do nacionalista extremado, o tal do demagógico, chegou a presidente do CDS e exerceu o mandato que lhe valeu uma enorme subida de votos no Partido, com a preciosa ajuda do razoável Portas. O tal que um dia veio explicar que há uma estratégia compreensível para que o CDS (que ficou PP) suba, mas que chegado o mesmo a um patamar confortável pode regressar-se ao discurso normal (que inclui gostar de estar na Europa e assim).

 

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publicado às 10:28

Há um concurso a decorrer

por Isabel Moreira, em 09.12.10

Culpa minha. Sou pouco dada à net, como sabem todos os que me ajudaram a perceber como e que se faz um post, como é que se "gere" - já pensaram no verbo? - um comentário, como é que se corrige um texto, o que é aquela coisa do link, faltando-me apenas fazer uso de um meio que existe, parece, para que um bloguer saiba quem é que mencionou quem. Este último instrumento, o qual penso já ter chegado às minhas mãos quando estava no Jugular, tem de ser muito útil, porque eu ando a abrir blogue por blogue - os que me interessam -, mas para saber o que se diz por lá, essencialmente.

Fui avisada deste concurso e li gente por aí a tecer considerações várias, queixando-se até de não ter sido nomeado o seu blogue, com razão, se calhar; eu não sei.

A verdade é que vi uma única vez 3 segundos o programa "Combate de Blogs", o que é muito tempo, já que dão a cada combatente um tempo impossível para dizer alguma coisa que possa merecer atenção. É totalmente impossível, como tão bem explica o meu não há melhor.

Não gosto do programa.

Para quem gosta e acha isto importante, boa sorte, então.

 

 

 

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publicado às 09:57

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